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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Nunca te esqueci - Paulo Filho Dantas

“Era só uma menina
Por quem me apaixonei,
Os desejos na surdina
De tão bobo não pequei.

Hoje o tempo passou
E tudo assim aconteceu,
Ninguém se magoou
O culpado foi, sou eu.

Hoje a procuro louco
Por mais tempo, pouco
Não te esquecerei

E não há nenhum dia
De fama, tortura, agonia
Que’m ti não pensei’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Vida em apartamento - Bruno Coriolano

Bem, tudo começa assim: Eu acordo com o toque do meu despertador, aquela criatura cruel e aterrorizante. Depois de algum tempo tentando convencer meu corpo de que não dá mais para esperar cinco minutos, levanto-me e começo a ensaiar minhas primeiras investidas embaixo do chuveiro. 

Aí meu interfone toca com o primeiro vizinho já de mau humor tentando procurar um culpado para as mazelas de sua vida. Pergunta se o carro que está “tampando” o dele é o meu; prontamente respondo que não e ele se dá por satisfeito e começa a fazer a mesma coisa com os outros moradores.

É assim todos os dias, mas às vezes se torna mais interessante mesmo sendo uma situação desconfortável. Algumas noites, você chega a casa e não encontra local para estacionar seu veículo no condomínio em que mora, aquele local onde todo dia surge uma nova figura desavisada e chega estacionando em qualquer lugar sem nem perguntar se já tem dono. 

Existe cada figura! Só pra você ter uma ideia, tem o sonhador, estilo “Dom Quixote”, aquele cara que vai resolver os problemas do mundo, mas logo na primeira dificuldade se toca de que não vai obter sucesso, vai ser chamado de maluco e logo ele se toca de que acabou de se mudar e não vai pegar bem chegar reclamando de tudo. Depois de algum tempo, ele percebe que não existem moinhos gigantes para combater. 

Tem o “Don Juan de Marco”, aquele cara que bate na sua porta às quatro horas da madruga, primeiro perguntando se o carro é seu e depois exigindo que tire imediatamente do meio, pois ele precisa voltar pra casa porque sua mulher deve estar acordada ainda se perguntando a razão dele, o marido, ainda não ter chegado. Obviamente, no meio do caminho ele já vai pensando em uma desculpa. Pois é, pode ser que seu marido esteja dormindo ao lado do meu apartamento e de formicação com minha vizinha barulhenta.

Nesses condomínios você encontra de tudo. Tem até as figuras mitológicas. Tem o todo poderoso “Hercules”, aquele que diz que vai tirar o carro do meio sozinho e com as próprias mãos. Parece-me tarefa difícil, pois diferente dos doze trabalhos, esse conta com o carro desligado, travado e na primeira marcha. Realmente essa parece ser uma tarefa bem difícil. Essa, nem Zeus!

Não é tão difícil dá de cara com um “Sherlock Holmes”, aquele sujeito que te olha de cima a baixo e fica com a mão no queixo perguntando tudo sobre sua vida, julgando-se seu amigo de longa data. Já pensou que sujeito chato? Se toca, cara!

Mesmo vivendo situações onde tudo parece ser embaraçoso e perturbador, temos que tirar proveito delas às vezes. Outro dia quando cheguei ao meu apartamento, a vizinha do sete, estava toda rocha e suada porque tinha passado a noite digladiando contra o próprio filho adolescente bêbado (talvez mais doidão do que simplesmente bêbado), que já tinha revelado todos os segredos da mãe pro resto do prédio inteiro e dos outros da vizinhança também. Até o pessoal da casa da frente, o povo que faz macumba, já ouvira coisas que davam mais medo do que aqueles gritos que se ouve quando esfolam a falinha, oferenda constante. Desde aquele dia pra cá, ela me cumprimenta sempre fitando o chão. Pobre criatura, todos nós pensávamos que ela saia para ir à igreja. Vixi, cachaça santa. Verdadeiro líquido revelador. 

Pois é, viver em grupo tem dessas coisas e não tem como fugir. Você acaba conhecendo todo mundo e tendo de encarar todas essas pedreiras. Queria eu ser rico para poder comprar uma casa no meio do nada e morar isolado desse povo. Talvez eu tivesse um pouco de paz. Mas pensando bem, acho que iria sentir falta dessas figuras. Na verdade, meu medo é me deparar com alguns Rambos, He-man, She-há, os Smurfs e Gargamel e descobrir que os vizinhos atuais são mais divertidos e geram estória mais engraçadas. 

Por Bruno Coriolano de Almeida Costa

Saudade euromedieval - Paulo Filho Dantas

“Sonhei um dia que estava
Num bosque lindo florido
Onde bela virgem encontrada,
Em teu seio corrido.

Vento que só a alma condena
Em teus lisos cabelos oliva
Étero ser em noite serena
Do amor que a rua priva.

Na alameda da saudade sua
Desenho na janela uma lua
Em neblina de turva tarde.

Desejos do além euromedieval
Ternura, minha vida imortal,
Paixão, pira-fogo que arde’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dou-te o mundo - Paulo Filho Dantas

“A sombra da madrugada
Busco uma inspiração,
Observo a lua amarelada,
O bom astro do coração,
A lua que fascina
E tanto domina
Uma mente nuda,
De pensar nas raízes
Envolta das cicatrizes
Pelo teimar que muda.

Como mora perto o pecar,
Não tão distante, ao lado
A mente fervida de sonhar
Naquele lindo dia passado,
À janela vejo o horizonte
Conduzindo-me a uma ponte,
Doce mel que envenena
O ébrio perfume sedutor
Sobe-me um profundo calor
Ao envolver-me na morena.

Pele que foco e inalo
Suave brisa de lavanda
Foi-se o tempo do exalo
Da virgem em roda ciranda,
Queria poder-te abraçar
Ou somente um olhar
Já me seria um tão contente
A falta de um sorriso
É tudo o que preciso
Para acalmar minha mente.

Nem o lápis, o papel,
A tinta e a clara lua
Me são agora de fel,
Tudo que há na vaga rua,
Procuro paz e sorriso
Somente por um segundo
Mude tua cabeça só agora
Entregue-se nessa hora
Dou-te todo o meu mundo

Dou-te o mundo se
Prometer ser minha somente,
Até o preconceito perdesse
E sentisse mais livremente
O savium em boca morena
Escorrer em ti, pequena
Em cavalgos de orgias,
Aquele quarto foi pequeno
Onde despejamos o pleno
Repetir tudo, tu querias.

Mas tudo não passa assim,
Calmo, vivido, contraditório
Já não mais existo, enfim,
Para quem o dedicatório
Ficará quando isso acabar?
Páginas que teimam falar
De algo que morre lentamente,
Ninguém mais para contemplar
São sonhos perdidos no ar
Tudo ficou em meu inconsciente’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Comemorações dos 50 anos do STTR de Apodi/RN foi um sucesso!

Confira nas imagens abaixo alguns momentos das festividades dos 50 anos de Lutas e Conquistas do STTR de Apodi/RN:
































STTR de Apodi/RN realizou prestação de Contas Exercício 2013.

Assembléia lotada. 

No último sábado (25) esteve acontecendo a Assembléia Anual do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi/RN. O Evento teve inicio às 8 horas da manhã na sede do referido sindicato, onde mais de 800 agricultores (as) estiveram prestigiando a reunião. A Assembléia ainda contou com uma grande participação de autoridades de vários segmentos, entre eles: Poder Publico Municipal, Legislativo apodiense, Organizações do Governo Federal, Entidades não Governamentais, dentre outras organizações.
Na oportunidade a direção do STTR de Apodi realizou a prestação de conta exercício 2013, onde o contador da entidade juntamente com a tesouraria da instituição fizeram uma explanação das arrecadações e despesas que ocorrerá no ano que se passou. Durante aproximadamente uma hora foi explanada as contabilidades do STTR para a assembléia que em seguida aprovou por unanimidade a referida prestação de contas.
O tesoureiro Agnaldo Fernandes enfatizou "Nós não temos nenhum constrangimento em prestar contas a Classe a qual nos escolheu pra coordenar esse sindicato, pelo contrário, muito nos orgulha expor nossas despesas e arrecadações para apreciação da Assembléia".

O secretário José Rita explicou que além de divulgar a Assembléia através de Edital e meios de comunicação a direção do STTR participou de várias assembléias de associações comunitárias e de assentamentos convocando a classe trabalhadora para acompanhar esse momento de prestação de contas.

Postado por Agnaldo Fernandes no Notícias do Campo

Aniversariantes - Seu Luiz de Bebê

A partir de hoje o Tudo de Apodi, estará prestando aqui uma pequena homenagem as personalidades do Apodi que estão aniversariando.


E hoje o aniversariante homenageado é o seu LUIZ BOAGUA NETO, mais conhecido por "Luiz de Bebê. Seu Luiz trabalhou cerca de 30 anos como taxista em Apodi. Hoje está completando 65 anos de idade. Desejamos a Luiz de Bebê muitos anos de vida e muitas felicidades, que este dia seja promissor de muita saúde, de felicidades e de sucessos na sua vida. Que esta data possa se repetir várias e várias vezes. Parabéns!!!


Agradecemos a Graça Boagua, filha de Luiz de Bebê pelo envio desta homenagem ao seu pai. 
E se você quiser homenagear outras personalidades do nosso Apodi fique a vontade e nos envie um email para tudodeapodi@hotmail.com ou verissimosouza2@hotmail. que postaremos com tudo prazer. 

OBS: Em breve estaremos postando no link BIOGRAFIAS os dados biográficos de Seu Luiz Boagua Neto. 

Meu uno - Paulo Filho Dantas

“Aquele corpo é só matéria,
Aquela alma é quem o aviva
Essa sociedade é quem os corrompe

Desabrocha em sua tenra idade
Seus mais íntimos desejos, vontades,
Por que o futuro é uma incógnita.

Construir barreiras e grossas muralhas
Onde somente a solidão possa adentrar,
Cadê aquele romântico heroísmo?’’

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Schopenhauer - Paulo Filho Dantas

“Hoje estou no planeta do caos,
A vida nos dá a certeza que
Temos em nós a morte
Canto, poeto e professo
O encontro com o meu destino
O amanhã não nascerá amanhã’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Dos 30 aos 40 - Paulo Filho Dantas

“Esse olhar triste e cansado
Experientes aos outros olhares
Que já cruzou diante mares
Ainda hoje pouco navegadores,
Procuram na noite solidária,
Uma figura certa para ficar
E não encontramos desperdiçar
O brilho numa situação lendária

Raro olhar que admiro
Em qualquer noite semanal
Mexe comigo em sinal
Perturbando meu sonho ao suspiro
De uma lágrima chorada sozinha,
Ao despertar de outra aurora
Acordada sem tempo sem hora
Lamenta naquele jardim à tardinha

Um dia desses vou conseguir
Desterrar os segredos mais ousados
Que esse olhar esconde disfarçado
Pelo falso e enganoso sorrir,
Trazendo à minha tediante realidade
Todo suplico em delírio abrasador
Por trovas cantadas a um amor
Fracassado e amargurado à meia-idade’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

sábado, 25 de janeiro de 2014

Presença - Paulo Filho Dantas

“Ao aproximar-se de mim
Posso sentir além da pele
Um calor que queima
A boca sua impele
A minha ao toque entreaberto
Dos lábios flâmulos famintos
E de um sorriso seco-limpido
Aquecendo pelo momento recinto

Tua presença inquieta o universo
Que guardo por completo inteiro
Me fazendo agir como uma
Inocente idiotia, em primeiro
Acaso que não hesita no penetro
Do seu olhar lúdico
Bem no intimo do meu agora
Etério, ébrio, sóbrio e lúcido

E mesmo tentando te encontrar
Ainda procuro inúmeros modos
Coloco minhas mãos em leves
Movimentos frios, porém briosos
Que escorrega em cada
Centímetro de pecado que possuis
Sem temeres me domina
Encanta-me e me seduz

Dias e dias passaram
Passam e ainda virão
Me olfato só reclama
Teu cheiro e a visão
O reflexo do amor profundo
Escondido num horizonte
Que pouco a pouco conheço
Quantos estás, todinha, á fronte

De um olho que te vigia
E o outro que te idolatra
Até que as vezes a esperança
Foge, voa, se toma sacra
Ao meu alcance ou assim
Distante ao meu coração perguntar
Se no futuro eu terei
Toda doçura dos teus lábios beijar

Do aproximar-se de mim
Renova a certeza presa
Estampada naquele noturno
Céu de divina beleza
Onde nem por um segundo
Sequer esquece o corpo teu
Sonhando e sedutor sorriso
Que entre prosas um amor nasceu’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sem sentido - Paulo Filho Dantas

 “Mas você ainda está ai?
Quem pensar que sois?
Rouba minha razão e os nervos
Da pele queima e depois?
Abandona-me como entende
Por bem saber jogar o jogo
Da sedução e foge igual
Espectro rindo em fogo

Maltratando-me embora temendo
Um segundo ser julgando-a
Pueril infante sem graça
Sem chance encarando-a
Com desdém inestimável
Esquecendo que é a vítima
Também de um egoísmo
Estampado numa imagem nítida

Num instante é possível tocar
Teus cabelos, teu rosto, tua mão,
Só não consigo adentrar ainda
Os segredos guardados no coração
Já feridos e quase desistente
Já cansado de tanto batalhar
Contra um inimigo pouco comum
Pensando no agora hoje se entregar

Mas para tudo existe uma última
Tentativa ou cantada final,
Talvez estratégica, tática ou mira
Quiçá um beijo, uma rosa imortal
Que dure até o fim dos templos
E simbolize as cinzas flutuantes
E ares semiáridos flutuantes
Que jazem em vielas amargurantes

Em cidade una, pequena inspiradora
Solitária para muitos em suas
Criaturas juvenis simplórias, mundanas
Se perdendo, se entregando às ruas
Que tudo pegam e nada perdoam
E por mais que tentemos
Sempre alguém vai existir,
Vai aparecer com tentações
Ofertadas para a outro seduzir

Vejo que a vida me envelhece
Ensinando aquilo que procuro,
Acendendo um vela para claro,
Apagando essa mesma luz escura
Insensível é aquele que
Não percebe uma presença imaterial
Corpos são capazes de enlouquecer
Deixando-me sem sentido e imoral’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

De profundis - Paulo Filho Dantas

“Mar triste mar
Navegado por aqueles
Estão entre eles
O céu cintilante
Afogando as lágrimas
De marujos bravios,
Correnteza dos rios
Levada de imigrantes

Saudoso mar azul
Melodrama da aflição
Combatendo na emoção
Minha sina poetizada
Pelo saber amoníaco
Em águas profundas
Que tão secundas
Se destina iconizada

Mar de além ar
Um horizonte perdido,
Seu olhar proibido
No vital oceano
Lembranças de ti
A alma recorda
Num porto milano

Vento do mar
Que embala cabelos
Em todos janeiros,
Primaveras que são
Encrespam tuas ondas
Marulhentas e sápidas
De superfícies marítimas
Lacrimeja o coração

Ares do mar
Perfumam a paisagem,
Encena na imagem
Companhia do navio
Levada pelo destino
Por tortuosas veredas
Noite tão acessa
O pensamento desvio

Recordo esse mar
Igual porto distante
E assim doravante
Traduzindo o sentir
Que no peito
Trago trancado comigo
Por ela castigo
Sofrer me partir’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

COMUNICADO

O CENTRO HISTÓRICO - CULTURAL TAPUIAS PAIACUS DA LAGOA DO APODI, convida toda comunidade apodiense para participarem da 8ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos promovido pelo Centro de Referência em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CRDH/UFRN), será exibido um filme " As Hiper - Mulheres".

Local: Casa de Cultura Popular
Dia: 24 de janeiro de 2014
Hora: 14:00h.

Retiro de Carnaval da Igreja Batista de Apodi 2014


Subsídios para a história da toponímia apodiense - "Baixa do Muriço e Açude do Muriço" - Por Marcos Pinto


O estudo da toponímia deriva de trabalho investigativo em documentos oficiais, tais como inventários, relatórios topográficos, escrituras públicas e particulares, além de também consubstanciar-se na tradição oral, que transmite informações históricas de geração à geração. É bem verdade que a tradição oral, nas mais das vezes, fixa na memória popular fatos totalmente divorciados do cunho da verdade histórica. As denominações toponímicas estão sempre ligadas à imagens recorrentes, fixadas pelo homem em sua inter-relação com o ambiente que escolheu para fixar moradia. Partindo deste contexto, adentremos na história da BAIXA DO MURIÇO e AÇUDE DO MURIÇO.

Assim como o humilde agricultor denomina de Lagoa do "Quelementino", empregando a corruptela do nome Clementino, também deu origem a mais uma corruptela popular, quando denominou a segunda baixa ou declive, de quem desce a serra de Apodi pela BR 405, como "BAIXA DO MURIÇO", cujo nome "Muriço" deriva do nome do Sr.FCO MAURÍCIO FERNANDES, natural do sítio "Caatinga", em Caraúbas-RN. Maurício, ou "Muriço" chegou em Apodi no ano de 1930, onde casou com JOANA ANGELINA LEITE, filha de Maria Baralho, a quem pertencia ditas terras compradas por "Muriço", que casou em segunda núpcias, por viuvez, com a Sra. MARIA COSTA, nascida no sítio "Santa Rosa". O velho "Muriço" era compadre do maior caçador de nambús do Apodi o Sr. Euclides Costa, residente na rua Marechal Floriano.

Nas terras que compreendem a "Baixa do Muriço" encontra-se instalado o posto de combustíveis do Sr. Luizinho de Lucas de Bréu (Bebel), observando-se um pequeno açude em suas imediações, situada na margem da BR-405. Esse pequeno açude teve sua origem no ano de 1948, quando foi feita a estrada de rodagem ligando Apodi à Mossoró, tendo sido feito serviço de aterro naquele trecho, sendo certo que tal aterramento fez com que a estrada servisse como parede de açude. 

Antes da estrada ter sido feita, esta baixa do velho "Muriço" dava passagem a parte das águas pluviais que desciam da serra, o que dificultava o trânsito de veículos, formando atoleiros. Há um fator preocupante nesta famosa "Baixa do Muriço", que é o aterramento feito pela Prefeitura do Apodi, dentro do leito do açude, em cujo aterramento está sendo feita pavimentação com paralelepípedos. Com certeza, durante o período invernoso haverá sérios transtornos para as casas que se situam naquele entorno do "açude do Muriço", posto que diminuirá o espaço por onde as águas invernais fluíam. Do primeiro casamento do velho "Muriço" nasceram os filhos Francisco Fernandes Neto (Chico de Muriço), residente em Mossoró; João Maurício (João de Muriço); Raimundo de Muriço; Maria, Nestor, José e Luzia. Do segundo consórcio nasceram os filhos Manuel (Baduca), Antonio, Raimunda e Mimosa. Em 1955 o Sr."Muriço" vendeu ditas terras ao Sr. Izauro Camilo, ex-prefeito de Apodi. A "Baixa do Muriço" e "Açude do Muriço" são dois topônimos que desapareceram nas cinzas do tempo.

Copiado do: Blog Potyline
Por Marcos Pinto - historiador apodiense

Só o futuro nos pertence - Paulo Filho Dantas

“Se o destino desfolhar
Dois caminhos diferentes
Nadando contra a corrente
Vou procurando por ti
Se o destino impossibilitar
Dois olhares apaixonados
Entre beijares adocicados
Que dera você aqui

Se o destino impuser
Sem motivo ou razão
Por ódio e traição
Que separemos de vez,
Buscar-te-ei cada momento
Em qualquer lugar,
Sol e sol, outro luar,
Numa outra vida talvez

Se o destino insistir
Mesmo sabendo do difícil,
Problema que sobra orifício
Onde fujamos num voo
Com as asas abertas
Num rincão bem feliz,
Marcado pela cicatriz
Da canção que entoo

Se o destino esquecer
Que quando se ama
Um rapaz e jovem dama
Se deseja muito além
Como fonte d’ água clara
Saciando a sede desértica,
Renovando sempre colérica
Nas origens que advém

Se o destino implorar
Que sigamos outros caminhos
Rumos tortos em espinhos
Que nos furam o coração
Ao penetrar pontiagudo
Nossa alma adentrando
E mesmo não adiantando
Tudo é esforço vão

Se o destino desistir
Brindaremos nossa vitória,
Envolto fruto eterna glória
Em nome do amor fiel,
Tocada ao doce som
Afiada no corpo mortal
Encarno do espírito sentimental
Harmônica lua de mel’’

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Subsídios para a história da toponímia apodiense - "Baixa do Velho Olegário" - Por Marcos Pinto


A história da toponímia Apodiense traz em seu bojo um intrincado campo de interrogações quanto às origens referenciais atribuídas a pessoas, lugares e coisas. Neste contexto, adentremos a história da antiga "BAIXA DO VELHO OLEGÁRIO", denominação que só perdura na memória dos que já atingem a idade de 05 lustros (Cada lustro equivale a 15 anos). Esta baixa começa no sopé da ladeira de Apodi, cortada pela BR-405,em cuja gleba de terras encontra-se atualmente instalada a fonte de água mineral denominada de "Cristalina do Oeste". Este topônimo perdurou até a década de 1950, sendo totalmente desconhecido atualmente. 

Recebeu a denominação popular de "BAIXA DO VELHO OLEGÁRIO", em decorrência do seguinte fato: No ano de 1950 chegou em Apodi o Sr. OLEGÁRIO INOCÊNCIO DE MEDEIROS, vindo dos sertões do Seridó, onde nasceu na fazenda " Do-minga" do município de Caicó, primitivo feudo territorial da famosa família MEDEIROS, com origem em Portugal. OLEGÁRIO era filho legítimo de Manoel Inocêncio de Medeiros e de Mariana Maria de Medeiros. Casou com sua prima em primeiro grau civil duplicado, conhecido como "Prima carnal", VIRGÍNIA VIRGÍLIA DE MEDEIROS.

Ao chegar em Apodi, de imediato comprou pequenas glebas de terras, anexas umas às outras, aos Srs. Felizardo e Júlio Jagunço, sendo certo que este Júlio recebera o apelido de "jagunço" por ter sido um dos muitos fanáticos romeiros do famoso Padre Cícero Romão Batista, e ter residido na fazenda do mesmo Padre Cícero, cuja fazenda recebera a denominação de "CALDEIRÃO" em cujas terras se estabeleceu o famoso Beato José Lourenço à frente de uma comunidade rural religiosa formada por ele. Segundo familiares do Sr. JÚLIO JAGUNÇO, o mesmo chegara em Apodi no ano de 1936, fugindo da perseguição empreendida pelo governo do Ceará às pessoas conhecidas como "Jagunços do Caldeirão". Viera acompanhado por uma irmã de nome Júlia e de um irmão por nome Manoel Jagunço. Em Setembro de 1936 houve o primeiro movimento de repressão à "Comunidade do Caldeirão". 

Daí o motivo do êxodo dos irmãos "Jagunços" para o Apodi, acompanhando muitos Apodienses que tinha ido para a fazenda "Caldeirão" e que foram resgatados naquele rincão cearense em um caminhão do coronel Lucas Pinto, que acolheu-os na volta, protegendo-os de possíveis perseguições da polícia cearense. A brutal repressão aos infelizes camponeses/romeiros da fazenda "Caldeirão" deu-se no dia 12 de Maio de 1937, quando aviões sobrevoaram a fazenda, metralhando e soltando granadas sobre os casebres dos camponeses, fazendo um número desconhecido de vítimas. Foi um genocídio bárbaro. Homens, mulheres e crianças foram covardemente chacinados, atingidos por granadas atiradas dos aviões, acrescidos aos tiros e baionetas dos mais de 200 homens do 1º Batalhão de combate da Força Pública do Ceará, que de forma ensandecida atacaram a fazenda "Caldeirão". 

As mortes foram tantas que os cadáveres eram enterrados em valas coletivas ou empilhados, para serem incinerados com gasolina, numa grande fogueira. É desconhecido até hoje o número de vítimas do massacre. Especula-se, entretanto, um número entre 300 a 1.000 mortes. (FONTE: Vide livro "PRECEDENTES E VERDADES HISTÓRICAS - PARTICIPAÇÃO DO NORDESTE NA LUTA DO POVO BRASILEIRO" - Autor: Rubens Coelho - FVR/ Coleção Mossoroense - Série C - Vol. 1492 - Outubro de 2005).

A informação quanto à terra de origem dos irmãos Jagunço nos foi transmitida pelo Antonio José de Andrade, popularmente conhecido como Sêo Antonio Broca, que tem um filho casado com uma neta do Sr. Manoel Jagunço, que foi o único que ficou em Apodi, tendo os dois irmãos Júlia e Júlio Jagunço retornado para o Ceará. Dos filhos do VELHO OLEGÁRIO, somente o filho de nome GERALDO OLEGÁRIO reside em Apodi, onde constituiu família. Sêo Olegário e demais filhos retornaram para o Seridó.

Copiado do: Blog Potyline
Por Marcos Pinto - historiador apodiense 

Amar que amo - Paulo Filho Dantas

“Amar que difícil amar,
Entregar-se por completo
Corpo e alma sem preconceito
Esquecendo dos segredos além-mar

Mas complicado amar amando
Alguém de verdade só seu,
Tocá-la, senti-la e abraçar
O corpo honrável chamado

Por amar seu amor sincero,
A qualquer horário incerto,
Despreocupado com o tempo
Que percebe um perfume esmero

Descobrindo amar quem amou,
Num dia quente ou numa
Noite fria nua e impassível
Toda possibilidade que marcou

O amar mais sublime amado
Que não consegue corresponder
De momento todo sentimento
Envolvido num coração afogado

Por amar sem medidas, mas ama
Sem fugir da sombra cinza,
Da verdade crua em sangue,
Escrita por lágrimas na quente cama’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Socorro Fernandes - educadora

A inesquecível educadora MARIA DO SOCORRO FERNANDES nasceu no Sítio Amazonas, município de Brejo do Cruz – PB, no dia 14 de outubro de 1950, filha de Sebastião Fernandes de Arruda e Luzia Amália da Silva. Entre as décadas de 1960 e 1970, mudou-se para Apodi em companhia de seus pais, passando a residir no Sítio Pitombeiras. 

Entusiasmada pela vida, aprendeu muito jovem os segredos da arte mágica de confeccionar roupas. Porém, apesar de costurar com bastante habilidade, o que mais lhe fascinava era o quadro negro e o giz, por isso, seu grande sonho era ser educadora. 

Casou-se com o apodiense Edilson Gomes de Melo, dessa união nasceram quatro filhos: Jaína, Jailma, Jânio e Jenina, os quais foram educados sob seus caprichos de mãe verdadeira, frequentando a Igreja de Cristo, colhendo nas palavras do evangelho, a sabedoria que liberta os humanos da escravidão do pecado e da ignorância. 

Sua trajetória estudantil, iniciada nas terras paraibanas, onde cursou o primário, continuou em Apodi, com a conclusão do segundo grau através do Projeto Logos II e terminou em Mossoró, nos bancos da UERN. Nesta, Socorro diplomou-se em História. Porém, para cursar o ensino superior a estudante arrojada teve que se confrontar com muitos martírios, entre estes a necessidade de trabalhar dois turnos em prol do sustento de sua família e a coragem de enfrentar a esburacada BR-405, num ônibus universitário superlotado com poltronas sorteadas. Sua luta espinhosa foi coroada com os louros da formatura acadêmica. 

Sonhadora, realizou em vida tudo o quanto almejara. Começou a ensinar numa escola da rede municipal de ensino no Sítio Pitombeiras em 1975. Mais adiante, transferiu-se para a cidade de Apodi, passando a lecionar na Escola Estadual Ferreira Pinto. Suas aulas, voltadas para a realidade humana da vida, foram lições de dignidade para muitos de seus contemporâneos. Partiu em 27 de julho de 1997. Seu idealismo continua vivo, inspirando a mente daqueles que tiveram a felicidade de receber seus ensinamentos

Fonte: Paisagens Femininas de Apodi - Maio de 2006 - Vilmaci Viana

Musa inspiradora - Paulo Filho Dantas


“Impossível lhe negar o sorrir
Após todo aquele acontecido
Por seu olhar percebido
Naquele quarto ao mentir

Dos meus lábios ressecados
De extrair mel dos teus
Ouvindo sua voz que prometeu
Nova vida, novo perdão remediado

Ao amargo gosto te recomeço
De uma dúvida que surgia
Acabando de vê com a orgia
Nos sentida no idem apreço

Talvez una neste mundo
Injusto, cruel e dubitável
Que assanha o impensável
Pensando egoísta mais profundo

Sentindo o peso da traição
E sem choro, vela ou gemido
Parece que nunca cessar castigo
Esse, me propondo destruição

Essa musa, cuja rara beleza
Inveja qualquer poeta lírico
Ao procurar seu real onírico
Aquele mesmo criado pela natureza’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Carnaval 2014 em Apodi-RN


Esta página é dedicada ao carnaval 2014 de Apodi. Seja bem vindo(a). Encontre aqui informações importantes sobre nosso carnaval

Grupo do Carnaval de Apodi no facebook

Teodora Beltrão

TEODORA MARIA DE FREITAS, mais conhecida por "Teodora Beltrão", nasceu no ano de 1888 no Sítio "Pé-de-serra", no sopé da serra de Apodi. Era filha  legítima de Luís Manoel de Rosário e de  Maria Vicência de Jesus. Casou-se com o senhor João Batista de Almeida, vulgo João Beltrão.  Quando solteira, Dona Teodora tinha o nome civil de TEODORA MARIA DE FREITAS. Era tia materna de Sêo Antonio dos Reis Magos da Costa - Sêo ANTONIO DO CASADO, pai de Simão Nogueira Neto, ex-prefeito de Apodi, como também tia materna de Toinha de Guilherme, antiga professora de Datilografia, e de Zé de Guilherme.

D. TEODORA casou no dia 14 de Outubro de 1914 com JOÃO BATISTA DE ALMEIDA, popularmente conhecido como "JOÃO BELTRÃO", filho natural de Joaquina Maria da Conceição, por sua vez filha natural da escrava GERMANA, pertencente ao Sr. Francisco Ferreira Lima. JOAQUINA casou com Vicente Ferreira da Silva, vulgo Vicente Beltrão, filho natural da escrava SABINA, pertencente ao Professor pernambucano radicado em Apodi Joaquim Manoel Carneiro da Cunha Beltrão. Era comum os escravos adotarem o nome familiar de seus donos/amos. Vicente Beltrão era irmão de Lúcio Agostinho da Silva, pai de Tião Lúcio, por sua vez pai do Prof. Raimundo Pereira e Auxiliadora Silva Maia (Dodora de Tião Lúcio). Como se depreende pelos apontamentos genealógicos citados, houve o casamento entre os filhos de escravos JOAQUINA e VICENTE, sendo certo que constituíram famílias afrodescendentes. João Beltrão era antigo Carteiro dos Correios e Telégrafos, tendo sido o primeiro carteiro da Agência dos Correios, fundada em 1914. 

De tempos em tempos João Beltrão era acometido por acessos de debilidade mental, quando ficava andando à esmo pela zona rural, geralmente pelas terras dos sítios que margeiam a lagoa de Apodi. Era-lhe sempre dispensada atenção caridosa da alimentação, pelos proprietários dos sítios. Dispensado do emprego nos Correios, João Beltrão passou a trabalhar como porteiro do Grupo Escolar "Ferreira Pinto", cargo em que foi aposentado. João e Teodora foram pais de uma única filha, que ainda vive.

Segundo o grande historiador apodiense José Leite, em sua celebrada obra “Flagrantes das Várzeas de Apodi”, a senhora Teodora Beltrão, foi uma exímia costureira tendo sido uma das mais requisitadas pela população apodiense nas décadas de 40 a 50 do século passado. Suas especialidade era costurar roupas masculinas. 

Ela residia no “Alto da Theodora Beltrão” que ficava na saída para o Sítio Córrego. 

Fonte: Paisagens Femininas de Apodi - Maio de 2006 - Vilmaci Viana
Marcos Pinto - historiador apodiense. 

Balada da tarde - Paulo Filho Dantas

“Vida se dissipa
Como rio ao buscar
Oceânicas águas a navegar
Pelos lábios entreabertos
Da boca úmida morna
Que o beijo tocar e sente
A língua trêmula dormente
Viajantes a locais incertos

Tentando encontrar insolidão
Companhia desejada em saudade,
Por apaziguada como caridade,
Pelo menos nesta noite
Enevoada por fria neblina
Recaindo sob minha face,
Relembrando passado enlace
Castiga o corpo em açoite

Se apropria do sentir
O perto que se aproxima,
A distância jovem feminina
Da madrugada quente suada,
Devorando todos os sentidos
Tato, dor que sente
Visão, a alma na mente
Um forma é relembrada

São os dias de juízos
Que embatem o sofrimento
Corpo um pesar sentido
Étero ser embriagador
A trovoada ecoa feito arma
Disparada contra a ventania,
Desprezo da própria alegria
Difusa num raio abrasador

Os meses só aumentam
O pulsar dos abertos veios,
Pesadelo é real devaneio
Por não tê-la comigo
Agora e para o todo
Sempre da eternidade,
Angústia da materialidade
Avança como mortal inimigo

O teto desta morada
Ameaça-me a cabeça,
Impossível que a esqueça
Minha vida, meu amor
Sentimento voa a procura
Branca pombinha da paz,
Minha sozinha, voe mais
Traga dela o calor’’

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

sábado, 18 de janeiro de 2014

Zilma do Córrego

A líder comunitária ANTÔNIA ZILMA DA SILVA, ou simplesmente "Zilma do Córrego" nasceu em Apodi, em 7 de setembro de 1965. Filha de Manoel Pedro da Silva e Benedita Francisca, agricultores do semiárido nordestino, estabelecidos no Sítio Córrego. Cursou o primário nas escolas do Sítio Córrego e Ferreira Pinto, o ginásio e o segundo ano do Ensino Médio em Mossoró, nos colégios Antônio Fagundes e no Alfredo Simonete. 

Adolescente participativa, em seus anos verdes da juventude foi convidada para exercer a função de Secretária do GRUJOSP – Grupo de Jovens de São Pedro, do Sítio Córrego. Empolgada com o movimento juvenil religioso, Zilma esteve a frente de encontros, reuniões com o pároco e membros da pastoral da terra, sempre debatendo os problemas de sua comunidade. 

Embalado pelo interesse do Grupo de Jovens e preocupado com a melhoria da qualidade de vida dos moradores da comunidade, entusiasta do associativismo, Padre Theodoro Snijders, reuniu, na residência da secretária Zilma, 65 agricultores e fundou, a Associação dos Mini-Produtores do Córrego e Sítios Reunidos, da qual Zilma foi sua secretária fundadora e presidente por duas gestões consecutivas. 
Na qualidade de líder dos agricultores, a jovem gestora empreendeu uma atuação repleta de realizações voltadas para o desenvolvimento humano. Promoveu, em Parceria com o Padre Snijders, cursos de artesanato para a produção de artefatos com palha de milho e de carnaúba e capacitou as mulheres nas áreas de corte e costura, produção caseira de doces e fabricação artesanal da cajuína. Em consequência da sua luta comunitária, sempre respaldada pelo apoio dos sócios da Associação e da paróquia, foi erguida naquela comunidade a sede da entidade, onde as reuniões passaram a acontecer, e duas fábricas uma de cajuína, patrocinada por recursos holandês e outra de beneficiamento da castanha, financiada pelo PAPP – Programa de Apoio ao Pequeno produtor. 

Camponesa e apicultora, em 1997 foi eleita a primeira secretária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi. É sócia e fundadora da Associação Apodiense e da Cooperativa Potiguar e desta, sua primeira secretária. Em meados de janeiro deste ano, seu nome foi indicado para exercer o cargo de segunda secretária da Federação Apícola do Rio Grande do Norte. 

Mulher dinâmica, apaixonada pela luta comunitária Antônia Zilma continua sua peregrinação em prol do cooperativismo em sua comunidade. Nesse sentido, realizou cursos de apicultura cooperativismo em sua comunidade. Busca, diariamente, parcerias com a Paróquia, SEBRAE, Prefeitura, FETARN e outras entidades que queiram apostar no homem do campo. Também já participou de dezenas de seminários e simpósios em Brasília, Terezina, Recife, Natal e Mossoró, Não para. Por isso, sua incansável luta como líder ruralista merece o aplauso e o respeito do povo apodiense. Atualmente Zilma continua lutando em prol da comunidade de Córrego.

Fonte: Paisagens Femininas de Apodi - Maio de 2006 - Vilmaci Viana 

O sono - Paulo Filho Dantas

“Retiro de tuas profundezas
O encontro mais belo
Da minha alma num elo,
Me levando aos abraços
Fantásticos somente superados
Pela solidão da ilha
Deserta principal quilha
Sedenta sacia o meu cansaço

Tu vens em alívios
Desejados como paz,
Voltando nunca mais
Para o sofrer que invade
Que retorna minha ilusão,
Alucinando o inconsciente
Da vontade seca e carente
Em suores frios da idade

Dominando-me por inteiro
Sem ação fico ao suspiro
Esforço-me a um retiro
Campo da guerra sangrenta
Me perseguindo toda noite
Ou tarde quente mormaço
Calejado estou em fracasso
Sono vindouro mi se alimenta

Sono que faz sonhar
Abraçando lugares em fim,
Habito neles pouquinho assim,
Um pedaço da minha dor
Longe estando faz distante
Também fronteira cercada
Na diurna hora vigiada
Noturnamente liberando o pudor

Nos liberta deste mundo
Uma noite bem dormida
Fortemente sonhada, adormecida
Em canções e hinos celestiais
Que pacifiquem nosso interior
Sem gritos, tortura, agonia
Tiro duma pura fonte energia
Para escrever poesias imortais

Esquece-se o poeta
Da obrigatória leitura
Com a natureza pura
A interar-se me emoção
Faça solo ou faça lua
Amo-te ao hélio raiar
Quando a luna enamorar
E encher de ti o coração’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Alunos do Curso Técnico em Zootecnia promovem programa de rádio sobre prevenção de doenças

Alunos do Curso Técnico em Zootecnia promovem programa de rádio sobre prevenção de doenças

Alunos do Curso Técnico em Zootecnia, modalidade subsequente, com a orientação dos professores Êlika Suzianne e Faviano Ricelli promovem programa de rádio com o objetivo de levar informações para os produtores rurais sobre a prevenção de algumas doenças comuns em bovinos, caprinos, ovinos, suínos e aves.

O programa vai ser transmitido pela Rádio Vale do Apodi - AM 1030, às 8 horas nos dias 18/01, 25/01, 01/02 e 08/02.

Segundo o professor Faviano Ricelli, ”A escolha do rádio ocorreu pois, o mesmo é um veículo de massa, não apenas pela abrangência e capacidade de atingir grandes públicos, mas também pelas facilidades que seu formato proporciona na veiculação de informações, qualidade que não pode ser encontrada no impresso, além de ser um meio muito acessível a zona rural.”

Alunos participantes: Amélia Nascimento, Lídia Rayane, Nayara dos Santos, Nikecia Alessa, Tamires do Amaral, Wesley Dario, Wudson Darlison e Yasmin Edglecia.

Meu chamado - Paulo FIlho Dantas

“Beijar-te
Um desejo
Ensejo
Que tenho
Adorar-te
Um futuro
Imaturo
Que desenho

Tocar-te
Uma pele
Que queima,
Falar-te
Um segredo
Derradeiro
Que teima

Abraçar-te
Um copinho
Quentinho
Que dorme,
Sonhar-te
Um devaneio
Incendeio
Que aporte

Invocar-te
Um chamado
Invocado
Que declame,
Amar-te
Uma vida
Resolvida
Que ame

Compreender-te
Uma sina
Masculina
Que invisto,
Ceder-lhe
Um verso
Impresso
Que insito

Aventurar-te
Um saber,
Fenecer
Que alimenta,
Pedir-te
Um ninho
Carinho
Que atormenta’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Visite o CHCTPLA


Atualmente o CHCTPLA - Centro Histórico-Cultural dos Tapuias Paiacus do Apodi está localizado numa sede provisória em um sobrado amarelo, ao lado da Igreja Matriz de Apodi, na Rua Nossa Senhora Senhora, nº: 194.O Centro é aberto a partir das 14:00 horas. 

Visite o Centro dos Tapuias Paiacus de Apodi e conheça a história indígena apodiense. 



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