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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Teatro com Surdos se apresentam no Programa Justiça na Praça em Apodi

Na tarde de hoje (08) os surdos do Projeto Intérpretes de Libras, da Escola Estadual Professor Gerson Lopes através da parceria com Dionízio Cosme do Apodi e Luciana do Apodi apresentaram uma pequena cena teatral para uma platéia muito honrosa no do Programa Justiça na Praça, em Apodi. 
O Projeto Intérpretes de Libras é um projeto da Secretaria de Educação e Cultura do estado realizado através da 13ª DIRED em Apodi. Dionízio abraçou a causa e vem desenvolvimento exercícios de teatro com os alunos e tem conseguido mostrar que eles tem capacidades de desenvolver talentos artísticos por onde passam. 


















terça-feira, 1 de maio de 2018

Tese: Solanum campaniforme: constituintes químicos, estudo de fragmentação e desreplicação por IES-EM/EM

Tese: Solanum campaniforme: constituintes químicos, estudo de fragmentação e desreplicação por IES-EM/EM
Autor(a): Maria da Conceição de Menezes Torres
Curso: Doutorado em Química
Instituição: Universidade Federal do Ceará - UFC
Publicação: 2011
Fonte do artigo: UFC

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Dissertação: Estudo químico e biológico de Croton regelianus var. matosii (Euphobiaceae)

Dissertação: Estudo químico e biológico de Croton regelianus var. matosii (Euphobiaceae)
Autor(a): Maria da Conceição de Menezes Torres
Curso: Mestrado em Química Orgânica
Instituição: Universidade Federal do Ceará - UFC
Publicação: 2008
Fonte do artigo: UFC

domingo, 29 de abril de 2018

Tese: Ecofisiologia de mudas de figueira (Ficus Carica L.) em estresse salino.

Tese: Ecofisiologia de mudas de figueira (Ficus Carica L.) em estresse salino.
Autor(a): José Rivanildo de Souza Pinto
Curso: Doutorado em Fitotecnia
Instituição: Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA
Publicação: 2017
Fonte do artigo: UFERSA

sábado, 28 de abril de 2018

Dissertação: Crescimento de plantas jovens de Mimosa caesalpiniifolia Benth., Caesalpinia ferrea Mart., Tabebuia aurea (Manso) Benth. & Hook., e Handroanthus impetiginosus Mattos

Dissertação:  Crescimento de plantas jovens de Mimosa caesalpiniifolia Benth., Caesalpinia ferrea Mart., Tabebuia aurea (Manso) Benth. & Hook., e Handroanthus impetiginosus Mattos.
Autor(a): José Rivanildo de Souza Pinto
Curso: Mestrado em Fitotecnia
Instituição: Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA
Publicação: 2014
Fonte do artigo: UFERSA

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Dissertação: Do contexto escolar ao ciberespaço: a prática de produção textual do gênero notícia via Twitter

Dissertação: Do contexto escolar ao ciberespaço: a prática de produção textual do gênero notícia via Twitter
Autor(a): Francisca Francione Vieira de Brito
Curso: PPGL - Mestrado Acadêmico em Letras
Instituição: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN
Publicação: 2014
Fonte do artigo: Repositório UERN

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Tese: Nas veredas por reconhecimento social: o papel da educação na desconstrução da inferioridade dos sujeitos do campo.

Tese: Nas veredas por reconhecimento social: o papel da educação na desconstrução da inferioridade dos sujeitos do campo.
Autora: Simone Cabral Marinho dos Santos
Curso: Pós Graduação em Ciências Sociais
Universidade: Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
Publicação: 2012

Clique para ver ou baixar

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Convite Defesa de dissertação de metrado em Letras de Mônica Freitas


Convido os amigos/ amigas que se interessam pelo resgate histórico e cultural feito por Lucia Maria Tavares, através da organização do Centro Histórico Tapuias Paiacus e da fundação do Museu Luiza Cantofa, a assistirem a defesa da minha dissertação. Nela, é feito o registro escrito da história dos índios que habitavam às margens da Lagoa Itaú, hoje Lagoa do Apodi, por volta do século XVII, quando aqui chegaram os colonizadores a fim de explorar as nossas terras de melhor qualidade. Faz-se também, uma análise da argumentação construída por Lúcia quando relata o Massacre de 70 índios no pé da Serra de Portalegre e dos relatos do mesmo fato, produzido por alunos da E.E. Alvani de Freitas Dias. 
Um momento de integração entre a pesquisa e trabalho de Lucia Tavares e o Ensino de Português em uma abordagem interdisciplinar.

Mônica Freitas

Nota do blog: Daqui a alguns dias tem dissertação no nosso blog. Boa sorte professora, na apresentação!

sábado, 31 de março de 2018

As práticas do cooperativismo no território sertão do Apodi (RN): potencialidades e limitações para agricultura familiar

Dissertação: As práticas do cooperativismo no território sertão do Apodi (RN): potencialidades e limitações para agricultura familiar.
Autor(a): Jéssica Samara Soares de Lima
Curso: PPGEUR - Mestrado em Estudos Urbanos e Regionais
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
Publicação: 2016
Fonte do artigo: Repositório UFRN

sexta-feira, 30 de março de 2018

ÁFRICA(S), MOÇAMBICANIDADE, MIA COUTO: uma varanda para o Índico

Dissertação: ÁFRICA(S), MOÇAMBICANIDADE, MIA COUTO: uma varanda para o Índico.
Autor(a): Aluísio Barros de Oliveira
Curso: Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem PPGEL - Mestrado em Estudos da Linguagem
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
Publicação: 2012
Fonte do artigo: Repositório UFRN

terça-feira, 27 de março de 2018

Dupla Larissa & Gidel

Matéria copiada do blog Cassinho Morais
Dois jovens apaixonados pela música formaram uma dupla para apresentações em diversos locais; levando sempre a música boa e de um jeito ‘’diferente’’ de se fazer acústico com a belíssima voz da Vocalista Larissa Brilhante e as melodias e arranjos feitos pelo seu músico e produtor Gidel Araújo, também estão trabalhando em composições para não só tocar músicas covers mas também as próprias melodias e letras. 

Trabalhando com muita humildade e esforço estão sempre com novidades e aos poucos crescendo no meio musical. 

Quem quiser convidar a dupla para apresentações em seu restaurante, lanchonete, casamento e etc... é só entrar em contato pelo E-mail larissabrilhanteoficial@hotmail.com ou pelo telefone (84) 9. 9120-8962.

Cultura: Hoje tem Dionízio do Apodi no Distrito de Córrego


segunda-feira, 26 de março de 2018

Hoje tem leitura da Peça Chico Cobra e Lazarino na Biblioteca Municipal

Hoje no I FESTIVAL SOCIOCULTURAL DE APODI teremos a leitura da peça Chico Cobra e Lazarino, com os atores Heitor Vallim e Dionízio Cosme do Apodi, às 19h30 na Biblioteca Municipal Válter de Brito Guerra. Chico Cobra e Lazarino, texto do potiguar Racine Santos, será apresentado com tradução em Libras. Também haverá a participação de Dayana Moreira, menina talentosa, de Apodi, que dança, e que apresentará a sua arte para os presentes. 

Esta programação acontece dentro do I FESTIVAL SOCIOCULTURAL DE APODI, que acontece em homenagem aos 183 anos de Apodi - ONDE O SOL TEM MAIS BRILHO E CALOR. 

O festival é uma realização da Prefeitura de Apodi através da Secretaria de Desenvolvimento e Ação Social.

Convite Inauguração do Museu do Livro de Apodi



No próximo dia dia 16 de abril será inaugurado em Apodi, o Museu do Livro. O Museu funcionará na sede da Academia Apodiense de Letras - AAPOL, que fica localizada numa das sala da Casa de Cultura de Apodi. 

O museu terá em seu acervo obras dos escritores filhos da terra.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Apodi comemora emancipação política em data errada



O município de Apodi foi criado no dia 11 de abril de 1833 (verdadeira data da emancipação),  e não a 23 de março de 1835,  tendo o seu território sido desmembrado do município de Portalegre,  aprovado  em sessão do extinto Conselho Provincial do Rio Grande do Norte. Nesta época ainda não existia a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, a Assembleia passou a funcionar no RN apenas em 1835. O municipio teve a sua instalação no dia 09 de outubro de 1833, quando foi empossada a Primeira Câmara Municipal de Apodi, sob a presidência do Alferes Reinaldo Galdêncio de Oliveira, Vice-presidente da Câmara Municipal de Portalegre a quem Apodi era subordinado.  A data de 23 de março, serviu apenas para confirmar a criação do município. 

A atual data de comemoração da  Emancipação de Apodi é considerada como um grave erro histórico do município, e já foi relatada diversas vezes por importantes conhecedores da história apodiense, dentre eles destacam-se o saudoso escritor Válter de Brito Guerra e o historiador Marcos Pinto. 

Segundo Marcos Pinto, o eminente e saudoso historiador Valter de Brito Guerra passou toda a sua existência reclamando de tão esdrúxulo erro cometido contra a história do nosso município, ele era inconformado com a comemoração errônea da emancipação política Marcos cita ainda o exemplo da cidade de Mossoró que também comemorava erroneamente a sua data de emancipação: "Cerrei fileiras em Mossoró para que fosse corrigido o mesmo erro histórico, sendo certo que após nota explicativa expedida por muitos historiadores e pesquisadores, o nobre Vereador Genivan Vale apresentou o Projeto de Lei corrigindo a errônea data de 09 de Novembro de 1870 para a real data histórica de 15 de março de 1852, quando a lei n° 246 concedeu autonomia ao povoado de Mossoró, que foi elevado à categoria de vila, desmembrando-se de Assu (na época "Princesa")". 

Lei nº 3.028, de 23 de maio de 2013 que corrigiu a data em comemoração a emancipação do municipio de Mossoró. 


Confira a notícia sobre a criação do município de Apodi clicando no link a seguir: http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=anais_bn&pagfis=45400&pesq

A Resolução de nº 18, de 23 de março de 1835 apenas confirmou  o que o referido Conselho  já havia feito.

RESOLUÇÃO Nº 18, DE 23 DE MARÇO DE 1835

BASILIO QUARESMA TORREÃO, Presidente da Província do Rio Grande do Norte.

Faço saber a todos os habitantes, que a Assemblea Legislativa decretou e eu sanciono a Resolução seguinte:

Art. 1º - Fica aprovada a Villa do Apudy, creada pela Resolução do extinto Conselho Presidencial de 11 d’Abril de 1833.

Art. 2º - Os limites do seo município, são os que lhe farão marcados pelo extinto Conselho da província na Sessão de 14 de maio de 1834, com a esclusão somente das Fazendas, e sítios que fizeram a quem do meio da catinga do Upanêma, que fica servindo de divisão nesta parte, ao referido Município, e ao da Villa da Princeza.

Art. 3º - Fica nenhum effeito qualquer disposição em contrário. Mando portanto, a todos as authoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Resolução pertencer, que cumprão, e facão cumprir tão inteiramente, como nella se contem. O Secretário da província a faça imprimir, publicar, e correr. Cidade do Natal, aos 23 dias do mez de Março de 1835, décimo quarto da Independência do Império.

BAZILIO QUARESMA TORREÃO
Presidente da Província

Nesta Secretaria do Governo foi publicada a presente Resolução aos 23 de Março de 1835. Manoel Joaquim Pereira do Lago. Registrada a folhas 6 do Livro 1º do Registro de Semelhantes. Secretária do Governo, na Cidade do Natal, 23 de Março de 1835.

LUIZ PEDRO ÁLVARES FRANÇA

Fonte: ANAIS DA BIBLIOTECA NACIONAL, VOLUME 111 – 1991;  http://oestenews-apodi.blogspot.com.br/2009/03/historia-do-municipio-de-apodi-inedita.html

"A própria Lei que ratificou a emancipação faz a observação que foi criada à 11 de Abril", disse o historiador Marcos Pinto em sua rede social.

"Tenho orgulho em dar sequência a luta do incansável historiador Valter de Brito Guerra, para que seja corrigida a distorção histórica e algum Vereador ou mesmo o Prefeito encaminhe o PL por um Vereador para que a Casa Legislativa institua a correta data de 11 de Abril de 1833 como a da emancipação politica do nosso amado e nunca esquecido Apodi", frisou o historiador.

Por fim, Marcos desabafa em tom de protesto dizendo que não  irá comemorar  a data errônea da emancipação

Assim, desta forma em 2018, Apodi deveria comemorar seus 185 anos de Emancipação Política, ao invés de 183. 

Desdobando o desmembramento de Apodi do município de Portalegre/RN

*Por Mônica Freitas

Se formos nos deter em estudar a história de diversos municípios da região do médio e do alto Oeste Potiguar, não há como não aparecer o nome que é dado hoje ao nosso município, Apodi. E isto ocorre porque, quando se iniciou o processo de colonização do sertão do Rio Grande - como era chamado o território da capitania do nosso Estado no século XVII –, a Missão do Apodi era única dos sertões entre cinco que já haviam sido implantadas em todo o território, só que no litoral.

Outra palavra que não falta nessa história é a que identifica a tribo que aqui vivia, a dos índios paiacus. A referida missão foi fundada em 1700. Segundo Monteiro (2010, p. 59), os jesuítas trabalhavam as suas atividades “em meio às lutas que se travavam entre os conquistadores portugueses e os aguerridos indígenas do sertão, que resistiam à tomada de suas terras e à sua escravização pelos brancos”.

As lutas às quais se refere Monteiro (2010) eram batalhas provenientes de uma guerra que os colonizadores preferiram chamar de “Guerra dos Bárbaros”. O fato é que, pelo que se observa, a missão jesuítica e a colonização nos sertões do Rio Grande do Norte se iniciaram por volta de 1.680 e teriam como prazo para finalização dessa primeira fase o ano de 1712. Sendo somente iniciada no ano de 1734, por uma outra ordem religiosa, a dos Capuchinhos. Esta foi extinta pela coroa portuguesa em 1761. A extinção atendeu aos pedidos dos criadores de gado locais, que acusavam os índios de roubo. No entanto, os relatos históricos deixam fortes marcas de que havia mesmo era uma inquietação dos colonos com as constantes rebeliões indígenas que ocorriam devido a cobiça daqueles pelas terras às margens da grande lagoa que havia dentro das terras da missão, a conhecida Lagoa do Apodi.

Nesse primeiro desdobramento, podemos nos inteirar de que os objetivos de colonizar o sertão do Rio Grande do Norte se iniciou no território apodiense e que os índios paiacus estiveram o tempo todo participando enquanto personagens dessa história. No percurso da missão, haviam sempre batalhas envolvendo índios e colonos. Os primeiros defendendo seu direito à terra que já habitavam; os segundos tentando invadir essas terras, pelo fato de verem nelas a possibilidade de estabelecer suas atividades agropecuárias para fins de enriquecimento.

Nesse percurso da missão jesuítica pelo sertão do Rio Grande, mais precisamente pela região do médio e alto Oeste, se inseriam outros territórios que hoje abrigam diversos outros municípios. Toda a região serrana também fazia parte. A serra, que na época foi denominada de “Cabeços do Pody”, e que em outros momentos recebeu o nome de “Serra dos Dormentes”, hoje denominada de “Serra de Portalegre” era também espaço territorial envolvido no percurso da missão.

Portalegre, estava lá como território, no desenrolar dos anos de 1680, quando Manoel Nogueira Ferreira e sua família chegam às terras do Apodi para desbravá-las. A família Nogueira foi a primeira a ser beneficiada com as Sesmarias que demarcavam as terras desde Assu a Apodi. Com ele vinham “seu irmão João Ferreira Nogueira, Baltazar Nogueira e mais doze posseiros” (DIAS, 2010, p. 17). Neste momento, a Ribeira do Apodi, que fazia parte da missão, e era denominada desta forma pelo fato de que os colonos sempre tinham preferência por terras situadas nas encostas das ribeiras. Era relevante ter água e terra fértil para a lavoura e a criação do gado (LOPES, 2003). Apodi tinha tudo isso.

Porém, nos períodos de grandes enchentes, observando-se o cotidiano dos índios, eles subiam às serras, para fugir das águas que invadiam todo o território baixo (SOUZA, 2007). A serra, Cabeços do Pody era uma das que compunham esse trajeto. Por isso, foi usada pelos colonos também. Além de ser um território onde haviam terras férteis, tinha um olho d’água e por isso servia para plantação e criação de gado e deste fato nasce o desejo de conquista dos colonos, havia ainda a condição de fuga que urgia à família Nogueira, devido aos conflitos com os indígenas. Manoel Nogueira almejava mais terras e fugir do ambiente hostil, portanto subiu “a serra dos Cabeços do Pody no intuito de procurar um local tranquilo onde pudesse finalmente restabelecer suas posses para criar e plantar” (DIAS, 2010, p. 18). No mapa abaixo, podemos observar todo o contexto territorial envolvido na missão de colonização portuguesa:

Mapa – Os marcos da colonização portuguesa na Serra de Portalegre.
Fonte: Dias, Thiago Alves. Do livro: Portalegre do Brasil: História e Desenvolvimento, 2010.


É possível visualizar no mapa, a localização das ribeiras setecentistas. Vemos de forma evidente “a Ribeira do Apodi com seu principal rio e afluentes, assim como, a localização dos 'Cabeços do Pody'” (DIAS, 2010, p.18). Essa condição da Serra de Portalegre rendeu ao território a criação de uma vila, composta por colonos e índios.

O fato é que, a Serra dos Dormentes, que por volta de 1730, foi requerida pelos herdeiros de Manoel Nogueira, em que consta os nomes de Margarida de Freitas, Antonia de Freitas e registros de que outros membros da família residiam na tal vila que ora evoluía na serra. Houve retomada ao se oficializar a sesmaria, uma vez que nesta época a maior população ali naquelas terras era dos “pegas”, denominação de um dos subgrupos tapuias. As terras foram retomadas com auxílio dos paiacus e ao que indicam os documentos, tanto com fontes oficiais e não oficiais, destes citam-se os impressos nos manuscritos de Nonato Mota, há indícios de que toda a Ribeira na qual atuava a missão colonizadora estavam envolvidos os territórios de Apodi e Portalegre.

A Vila de Portalegre foi uma das primeiras a ser criada no Estado do Rio Grande do Norte. Segundo Lopes (2010) a fundação de vilas no Rio Grande do Norte teve início em 17 de julho de 1760, foram criadas inicialmente duas vilas, sendo a de Extremoz e a de Arez. Segundo Dias (2011) das sete vilas primeiras, algumas destas originadas de aldeamentos indígenas: Vila de Extremoz (1760), Vila de Arez (1760), Vila de Portalegre (1761), Vila de São José do Rio Grande (1762) e Vila Flor (1769); outras duas ordenadas a partir de núcleos onde viviam colonos luso-brasileiros, nestas se inserem a Vila nova da Princesa (1766) e a Vila Nova do Príncipe (1788).

É dessa confirmação de criação das primeiras vilas, em que Portalegre aparece como uma das primeiras vilas, e sendo um território envolvido na missão de colonização da Ribeira do Apodi, o espaço em que hoje está fixado o município de Apodi, na época era pertencente à Vila de Portalegre. Segundo Dias (2010) um dos fatos que fica claro neste contexto da criação das primeiras vilas do nosso Estado, é que, sendo característico da época da colonização, que se criando a vila criava-se também o município, Portalegre foi então politicamente fundado em 1761, e não em 1738, como diz o autor, que é comemorado atualmente.

Já no que se refere ao município de Apodi, no ano de criação de Portalegre, era um povoado. Dias (2010) fundamentado em Gomes (1998) em sua tese de Doutoramento, deixa muito claro que o município de Apodi foi desmembrado de Portalegre no ano de 1833.

Com o passar do tempo as novas povoações e localidades que vão se formando, realizaram sua emancipação política e territorial de Portalegre, ainda no período imperial se emancipam que significa deixar a jurisdição de Portalegre, as localidades de Apodi (1833), Martins (1841) e Pau dos Ferros (1856) se tornando municípios e gerando novas localidades (DIAS, 2010, p. 102).

Outro pesquisador da nossa história, que também deixa claro esse acontecimento é Nonato Mota em um de seus manuscritos. Guerra (1995) utilizando-se das informações de um dos textos daquele historiador esclarece que o crescimento do lugar foi possível após a vinda de um dos padres jesuítas de nome Felipe Bourel. Foi este que fundou a Missão de São João Batista na Aldeia do Podi[1]. O objetivo desta ação era catequizar os índios Tapuias Paiacus e Janduis. O ano de elevação de Apodi à categoria de Vila foi 1833. Porém, a confirmação é dada pela lei provincial nº 18 de 23 de março de 1835, já a mudança para a categoria de cidade foi consolidada pelos termos da Lei nº 988 de 5 de março de 1887.

Vemos, portanto, que há três datas a se considerar. A primeira diz respeito à fundação da vila, que ao se fundamentar no dito por Dias (2010), de que sendo vila já ocorre a elevação a município, Apodi se emancipou de Portalegre no ano de 1833. A data de confirmação pela Legislação foi que ocorreu em 1835 e a cidade foi fundada em 1887. As datas têm, nos últimos anos sido bastante contestadas, não pela sua veracidade, mas por deixarem confusa a real data da emancipação política de Apodi. A comemoração de tal fato, sempre se dá com referência ao ano de 1835, mas já existe quem conteste, afirmando que a data correta seria a de 1833.

Diante desses questionamentos, ao que parece, é necessário que o Poder Legislativo do município se pronuncie sobre o assunto, visto que, seria, nesse caso, oportuno debater a interpretação mais adequada e assim criar uma lei mais atualizada para fixar a data de aniversário do município.

Por Mônica Freitas
17 de outubro de 2017

REFERÊNCIAS

DIAS, Thiago Alves. Dinâmicas mercantis coloniais: capitania do Rio Grande do Norte (1760-1821). Dissertação (Mestrado em História), fls. 274. Natal: UFRN, 2011. 

_______. A invenção de uma emancipação que nunca existiu: Portalegre e o dia 29 de março de 1938. In: CAVALCANTE, Maria Bernadete; DIAS, Thiago Alves (Orgs).Portalegre do Brasil: história e desenvolvimento. Natal, RN: EDUFRN, 2010.

_______. Os marcos da colonização portuguesa na Serra de Portalegre (séc. XVII a XVIII) A invenção de uma emancipação que nunca existiu: Portalegre e o dia 29 de março de 1938. In: CAVALCANTE, Maria Bernadete; DIAS, Thiago Alves (Orgs).Portalegre do Brasil: história e desenvolvimento. Natal, RN: EDUFRN, 2010.

GUERRA, Valter de Brito. Histórias e Vultos de Minha Terra. Mossoró: Coleção Mossoroense Série C, Volume CCCXIII, 1995.

LOPES, Fátima Martins. A Vila de Portalegre: povos e instituições. In: CAVALCANTE, Maria Bernadete; DIAS, Thiago Alves (Orgs). Portalegre do Brasil: história e desenvolvimento. Natal, RN: EDUFRN, 2010.

_______. Índios, colonos e missionários na colonização da Capitania do Rio Grande do Norte. Mossoró/ RN: Fundaçao Vungt-um Rosado, Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, 2003. 

MONTEIRO, Denise Mattos. Portalegre: notas para uma história. In: CAVALCANTE, Maria Bernadete; DIAS, Thiago Alves (Orgs). Portalegre do Brasil: história e desenvolvimento. Natal, RN: EDUFRN, 2010.

SOUZA, Ana Cláudia Bezerra de. Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial: In: FREITAS, Marcos César de. Historiografia brasileira em perspectiva. São Paulo: Contexto, 2007. 

[1] Segundo a tradição, o rio e a região eram conhecidos pelo nome de Podi, em referência ao índio Potiguassu e, na decisão jurídica a respeito da posse das referidas terras, a palavra Podi passou a ser Apodi, por questão de pronúncia. In: <http://www.apodiatualizado.com.br/2010/01/sobre-apodi-rn.html> Acessado em 09 de agosto de 2013.

Fonte: Blog Fonte Tapuya de Apodi, de autoria da professora apodiense Mônica Freitas. 

sexta-feira, 16 de março de 2018

Convite Espetáculo Paixão de Cristo no Sítio do Gois


Nos dias 29,30 e 31 desse mês de Março venham conferir este grandioso espetáculo no Sítio do Góis/Apodi.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Criada a Associação dos Surdos de Apodi

Na tarde desta quarta (14 de março de 2018) depois de se reunirem na sede da Escola Estadual Professor Gerson Lopes, surdos, familiares, alunos de libras, instrutor de libras, gestores, vereador, foi criada a Associação de Surdos de Apodi - ASAP. 

A ideia da associação é ter representatividade legal para revindicar melhorias para os surdos de nosso município. A turma de libras do Projeto de Interprete e Instrutores de Libras nas escolas da rede estadual de ensino da escola que acontece na sede da escola  foi o local escolhido para a primeira reunião. 

Depois de discutirem sobre as vantagens de uma associação, de se traçar os direitos e deveres dos sócios foi escolhido pelos presentes a pessoa de Sebastião Augusto para ser o presidente da associação e marcada uma outra reunião para discutir o andamento dos trabalhos da entidade.

Parabéns pela iniciativa! 






terça-feira, 13 de março de 2018

Dicionário Popular Apodiês

Este dicionário foi criado para registrar as expressões populares ditas pelo povo de Apodi. Aquelas expressões cotidianas que não estão nos dicionários formais. Se você conhece alguma expressão desse tipo anote aqui 


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Convite de Assembléia Ordinária da COOPAPI

COOPERATIVA POTIGUAR DE APICULTURA E DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL - COOPAPI 
Rua Sebastião Sizenando, 263, Centro, Apodi –RN CEP: 59700-000 CNPJ: 06.881.068/0001-03 
E-mail: coopapirn@hotmail.com 
www.coopapi.blogspot.com.br Tel: (84) 3333-9582 


EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA. 

Pelo presente Edital, ficam convocados, nos termos da Legislação Vigente e dos Estatutos Sociais desta Entidade, todos os cooperados quites e no gozo de seus direitos sociais, para participarem de uma ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA, que, realizar-se-á, em primeira convocação, às 08:00 horas, do dia 07 do mês de março de 2018, na sede desta cooperativa, sito a rua Sebastião Sizenando, 263, Apodi / RN. Consoante determinação estatutária caso não seja atingido o número legal para instalação em primeira convocação será realizada Assembléia em segunda convocação uma (1) hora após a primeira com a presença mínima de 50 (cinqüenta por cento) mais um dos cooperados e em terceira (3ª) e última convocação uma (1) hora após a segunda (2ª) com a presença mínima de dez (10) cooperados, todas no mesmo local e dia, objetivando discutir a seguinte ordem do dia: 

1- Prestação de Contas exercício 2017; 
2 - Admissão e saída de cooperados; 
3- Funcionamento do Entreposto 
3.1 – Aquisição de equipamentos (colmeias, balança, veículo e mobília para escritório) 
3.2 – Projeto Governo Cidadão (definição de contrapartida do projeto) 
4 - Outros assuntos do interesse da categoria. 

Apodi/RN, 16 de fevereiro de 2018. 

Francisco Marto de Lima e Souza 
Presidente.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Grupo de jovens do Córrego comemora 34 anos de história

O Grupo de Jovens do Córrego São Pedro - GRUJOSP, foi fundado em 02 de fevereiro de 1984 por 12 componentes. Na ata de fundação do grupo consta o seguinte texto: "Idalcí que em conversa com 04 moças que era de Fortaleza, disseram a ela, que era do grupo de jovens, que eram muito importante um na comunidade. Idalci e Elisomar chegando à capela que vinha da casa de Francisco Vieira de Souza, em procissão do Santo Antonio que foi doado as Capela, por família Galdino, convidaram pessoas para um grupo de jovens. No outro dia Elizomar fala com o Padre Theodoro que tinha feito um levantamento de 12 pessoas para um grupo de jovens, o padre disse que ótima ideia a comunidade precisa". 

O GRUJOSP possui em média 20 componentes ativos e reuni-se semanalmente no centro comunitário do Distrito de Córrego. Mas já passaram pelos quadros do grupo 216 pessoas, onde 116 são mulheres e 100 homens.

Quem passou pelo grupo teve a oportunidade de aprender a conviver coletivamente sobre os mais diversos temas que da juventude: religião, cultura, modo de vida, entre outros, o que de alguma forma serviu para formar a sua identidade. 

Ao longo da história 118 pessoas que passaram pelo grupo hoje estão casadas, 90 solteiras, 2 viúvas e 06 são falecidas. 89 componentes foram morar em outras comunidades, mas 101 permanecem na região onde nasceram. 

O grupo também foi embrionário na luta social, pois 54 desses ex componentes também se associaram na Associação de Mini Produtores de Córrego - AMPC e 31 na Cooperativa Potiguar de Apicultura - COOPAPI. Um fato interessante: todos os diretores atuais da COOPAPI hoje são formados por ex componentes do GRUJOSP. Isso mostra a importância social que esse grupo tem na história do movimento social do município. 

Hoje, o grupo comemora 34 anos de existência e vem agradecer a Deus por todas as bênçãos alcançadas pelo grupo e pelos componentes ao longo de nossa história.
Abaixo algumas fotos que retratam um pouco dessa história
Construção do centro comunitário (1984)
GRUJOSP na Capela de São Pedro
Grupo na casamento de Antonio de Joca e Graça (ex componentes) 1987
GRUJOSP em 2013
GRUJOSP em 2013
GRUJOSP em 2017

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Alunos surdos na sala de aula regular e as dificuldades dos professores

A dificuldade de lecionar sem conhecer a Língua Brasileira de Sinais - Libras e a cultura da comunidade surda ocasiona falhas de comunicação entre professores e alunos com deficiência auditiva e consequentemente o aprendizado desses no ambiente escolar. O foco do trabalho foi analisar as dificuldades encontradas pelos professores da sala de aula regular, que lecionam para uma aluna surda, em Apodi. Ela participa das aulas de libras na Sala de Recursos mas os professores não dominam a língua. Como resultado, além da oferta de libras na escola para alunos tona-se necessário a criação de políticas de formação para toda a comunidade escolar visando conhecer a língua para poder buscar conhecer a língua para aproveitá-la dentro da dinâmica de produção e melhoria no processo ensino-aprendizagem.


Trabalho publicado no IV Congresso Nacional de Educação - CONEDU, ocorrido em João Pessoa -PB
Autores: Antonio Caubí Marcolino Torres, Rusiane da Silva Torres, Tília Galgane de Oliveira Freire, Maria Adriana de Souza e Maria Rosineide Torres Marcolino

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Preferência de Aphis craccivora, Koch por variedades locais de feijão-de-corda oriundas de Pentecoste, Ceará

Dissertação: Preferência de Aphis craccivora, Koch por variedades locais de feijão-de-corda oriundas de Pentecoste, Ceará.
Autor(a): Antonia Débora Camila de Lima Ferreira
Curso: Programa de Pós-Graduação em Agronomia / Fitotecnia
Instituição: Universidade Federal do Ceará - UFC
Publicação: 2015
Fonte do artigo: Repositório UFC

domingo, 28 de janeiro de 2018

Educação e marginalidade: reflexão necessária para uma prática pedagógica de superação

Artigo: Educação e marginalidade: reflexão necessária para uma prática pedagógica de superação
Autor: Antonio Rosembergue Pinheiro e Mota




sábado, 27 de janeiro de 2018

Qualidade fisiológica de sementes de gergelim em função da adubação orgânica, posição dos frutos e da deficiência hídrica em diferentes fases fenológicas.

Dissertação: Qualidade fisiológica de sementes de gergelim em função da adubação orgânica, posição dos frutos e da deficiência hídrica em diferentes fases fenológicas.
Autor(a): Ronimeire Torres da Silva
Curso: Programa de Pós-Graduação em Agronomia / Fitotecnia
Instituição: Universidade Federal do Ceará - UFC
Publicação: 2015
Fonte do artigo: Repositório UFC

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Aventureiros espaciais: estudo sobre o sistema solar no Ensino Fundamental Menor com o uso de revista em quadrinhos

Dissertação:  Aventureiros espaciais: estudo sobre o sistema solar no Ensino Fundamental Menor com o uso de revista em quadrinhos.
Autor(a): Pedro Neri Bandeira de Souza
Curso: Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física
Instituição: Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA
Publicação: 2016
Fonte do artigo: UFERSA

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Práticas, espaços e estratégias de leitura em escolas do Ensino Fundamental

Dissertação:   Práticas, espaços e estratégias de leitura em escolas do Ensino Fundamental.
Autor(a): Maria da Natividade Marinho Câmara
Curso: Programa de Pós-Graduação em Ensino - PPGE
Instituição: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - UERN
Publicação: 2016
Fonte do artigo: Plataforma Sucupira

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Iniciação científica no Ensino Médio: saberes necessários à formação na Educação Básica.

Dissertação:  Iniciação científica no Ensino Médio: saberes necessários à formação na Educação Básica.
Autor(a): Maria Francilene Câmara Santiago
Curso: Programa de Pós-Graduação em Ensino - PPGE
Instituição: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - UERN
Publicação: 2016
Fonte do artigo: Plataforma Sucupira

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Conheça um pouco da tradicional Feira Livre de Apodi - TCM Notícias



Fonte: TCM Notícia Dia 22/01/2018

O sujeito professor e sua história: um olhar sobre si

Dissertação: O sujeito professor e sua história: um olhar sobre si.
Autor(a): Gessione Morais da Silva
Curso: Programa de Pós-Graduação em Ensino - PPGE
Instituição: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - UERN
Publicação: 2017 
Fonte do artigo: Plataforma Sucupira

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Trajetórias de sucesso escolar de pessoas oriundas de escolas do campo

Dissertação: Trajetórias de sucesso escolar de pessoas oriundas de escolas do campo
Autor: Francisco de Assis Marinho Morais
Curso: Programa de Pós-Graduação em Ensino - PPGE
Instituição: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - UERN
Publicação: 2017 
Fonte do artigo: Plataforma Sucupira

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