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sábado, 18 de janeiro de 2014

O sono - Paulo Filho Dantas

“Retiro de tuas profundezas
O encontro mais belo
Da minha alma num elo,
Me levando aos abraços
Fantásticos somente superados
Pela solidão da ilha
Deserta principal quilha
Sedenta sacia o meu cansaço

Tu vens em alívios
Desejados como paz,
Voltando nunca mais
Para o sofrer que invade
Que retorna minha ilusão,
Alucinando o inconsciente
Da vontade seca e carente
Em suores frios da idade

Dominando-me por inteiro
Sem ação fico ao suspiro
Esforço-me a um retiro
Campo da guerra sangrenta
Me perseguindo toda noite
Ou tarde quente mormaço
Calejado estou em fracasso
Sono vindouro mi se alimenta

Sono que faz sonhar
Abraçando lugares em fim,
Habito neles pouquinho assim,
Um pedaço da minha dor
Longe estando faz distante
Também fronteira cercada
Na diurna hora vigiada
Noturnamente liberando o pudor

Nos liberta deste mundo
Uma noite bem dormida
Fortemente sonhada, adormecida
Em canções e hinos celestiais
Que pacifiquem nosso interior
Sem gritos, tortura, agonia
Tiro duma pura fonte energia
Para escrever poesias imortais

Esquece-se o poeta
Da obrigatória leitura
Com a natureza pura
A interar-se me emoção
Faça solo ou faça lua
Amo-te ao hélio raiar
Quando a luna enamorar
E encher de ti o coração’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho 

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