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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sem sentido - Paulo Filho Dantas

 “Mas você ainda está ai?
Quem pensar que sois?
Rouba minha razão e os nervos
Da pele queima e depois?
Abandona-me como entende
Por bem saber jogar o jogo
Da sedução e foge igual
Espectro rindo em fogo

Maltratando-me embora temendo
Um segundo ser julgando-a
Pueril infante sem graça
Sem chance encarando-a
Com desdém inestimável
Esquecendo que é a vítima
Também de um egoísmo
Estampado numa imagem nítida

Num instante é possível tocar
Teus cabelos, teu rosto, tua mão,
Só não consigo adentrar ainda
Os segredos guardados no coração
Já feridos e quase desistente
Já cansado de tanto batalhar
Contra um inimigo pouco comum
Pensando no agora hoje se entregar

Mas para tudo existe uma última
Tentativa ou cantada final,
Talvez estratégica, tática ou mira
Quiçá um beijo, uma rosa imortal
Que dure até o fim dos templos
E simbolize as cinzas flutuantes
E ares semiáridos flutuantes
Que jazem em vielas amargurantes

Em cidade una, pequena inspiradora
Solitária para muitos em suas
Criaturas juvenis simplórias, mundanas
Se perdendo, se entregando às ruas
Que tudo pegam e nada perdoam
E por mais que tentemos
Sempre alguém vai existir,
Vai aparecer com tentações
Ofertadas para a outro seduzir

Vejo que a vida me envelhece
Ensinando aquilo que procuro,
Acendendo um vela para claro,
Apagando essa mesma luz escura
Insensível é aquele que
Não percebe uma presença imaterial
Corpos são capazes de enlouquecer
Deixando-me sem sentido e imoral’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

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