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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

De profundis - Paulo Filho Dantas

“Mar triste mar
Navegado por aqueles
Estão entre eles
O céu cintilante
Afogando as lágrimas
De marujos bravios,
Correnteza dos rios
Levada de imigrantes

Saudoso mar azul
Melodrama da aflição
Combatendo na emoção
Minha sina poetizada
Pelo saber amoníaco
Em águas profundas
Que tão secundas
Se destina iconizada

Mar de além ar
Um horizonte perdido,
Seu olhar proibido
No vital oceano
Lembranças de ti
A alma recorda
Num porto milano

Vento do mar
Que embala cabelos
Em todos janeiros,
Primaveras que são
Encrespam tuas ondas
Marulhentas e sápidas
De superfícies marítimas
Lacrimeja o coração

Ares do mar
Perfumam a paisagem,
Encena na imagem
Companhia do navio
Levada pelo destino
Por tortuosas veredas
Noite tão acessa
O pensamento desvio

Recordo esse mar
Igual porto distante
E assim doravante
Traduzindo o sentir
Que no peito
Trago trancado comigo
Por ela castigo
Sofrer me partir’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

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