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domingo, 19 de janeiro de 2014

Balada da tarde - Paulo Filho Dantas

“Vida se dissipa
Como rio ao buscar
Oceânicas águas a navegar
Pelos lábios entreabertos
Da boca úmida morna
Que o beijo tocar e sente
A língua trêmula dormente
Viajantes a locais incertos

Tentando encontrar insolidão
Companhia desejada em saudade,
Por apaziguada como caridade,
Pelo menos nesta noite
Enevoada por fria neblina
Recaindo sob minha face,
Relembrando passado enlace
Castiga o corpo em açoite

Se apropria do sentir
O perto que se aproxima,
A distância jovem feminina
Da madrugada quente suada,
Devorando todos os sentidos
Tato, dor que sente
Visão, a alma na mente
Um forma é relembrada

São os dias de juízos
Que embatem o sofrimento
Corpo um pesar sentido
Étero ser embriagador
A trovoada ecoa feito arma
Disparada contra a ventania,
Desprezo da própria alegria
Difusa num raio abrasador

Os meses só aumentam
O pulsar dos abertos veios,
Pesadelo é real devaneio
Por não tê-la comigo
Agora e para o todo
Sempre da eternidade,
Angústia da materialidade
Avança como mortal inimigo

O teto desta morada
Ameaça-me a cabeça,
Impossível que a esqueça
Minha vida, meu amor
Sentimento voa a procura
Branca pombinha da paz,
Minha sozinha, voe mais
Traga dela o calor’’

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

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