Pesquisar neste blog

sábado, 31 de maio de 2014

Genival Santos - engenheiro civil

O Industrial e engenheiro civil, JOSÉ GENIVAL DOS SANTOS, filho de Manuel Aires dos Santos(in memoriam) e Francisca Raimunda da Costa, nasceu no dia 03 de Junho de 1955, no município de Riacho de Santana-RN. 

Em 05 de dezembro de 2008, recebeu o título de cidadão apodiense através da resolução n° 157/2008, proposição do Vereador Francisco Nilson Fernandes de Lima. Teve sua infância marcada pelo trabalho na roça, ajudando a seu pai, o popular Cícero Santos a sustentar a família, juntamente com seus irmãos: Sales, Chagas, Gervásio e Márcio. Aos 13 anos de idade, teve que deixar o convívio familiar, pois fora aprovado no exame de admissão para ingressar no Ginásio Agrícola de Ceará-Mirim, onde permaneceu interno de 1969 a 1972, quando concluiu o curso ginasial naquele excelente internato escola- modelo da época. 

Em 1973 o menino superdotado, foi aprovado para cursar Eletrotécnica na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte e concluiu o referido curso em 1975. Na sua juventude, passou a maior parte trabalhando e estudando. Pouco se divertia porque os recursos eram parcos e apenas ia à praia aos domingos, com amigos estudantes que sempre arrumavam um jeitinho de enganar o cobrador do ônibus e fugiam pela porta traseira sem pagar a passagem. Genival por ser muito dedicado aos estudos, sempre foi o orgulho da família Santos e em 1976 foi aprovado no vestibular de Engenharia Civil da UFRN- Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 

A vida de Genival, menino pobre lá do sertão do oeste potiguar, foi de muitas dificuldades, mas, ele enfrentou e venceu todas com nobreza. Quando morava na casa do estudante de Natal e na residência universitária da UFRN, para não pagar as taxas de moradia e ganhar as refeições, trabalhava como monitor na biblioteca num expediente e estudava no outro expediente. Após ingressar na UFRN, surgiram novas oportunidades que foram mudando sua condição de vida.  Certo dia, foi convidado para fazer um estágio remunerado na Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Natal, atuando na área de fiscalização de obras. Trabalhou também como professor de matemática na escola Técnica do Comércio no bairro da Ribeira. Nesta fase, a vida do jovem universitário era só alegria e satisfação por estar atingindo seus objetivos pessoais e profissionais.

Em 1979, em visita à cidade de Apodi, para participar dos jogos universitários da ACENIS, conheceu a jovem Vilmaci Viana, por quem se apaixonou à primeira vista e logo em seguida convidou-lhe para ser sua madrinha de formatura na turma de 1980. Após sua formatura, Genival conquista seu primeiro emprego como engenheiro na construtora GTO na cidade de São Paulo. Nessa empresa, participou da construção dos conjuntos Itaquera I, II e III. Em 1984, mudou-se para o estado de Rondônia, o qual se encontrava em pleno desenvolvimento e lá executou uma das mais importantes obras do estado: a construção da base Aérea de Porto Velho. Em 1988 associou-se a empresa Potiguar Construções e Comércio Ltda, vindo a executar diversas obras no interior do estado: Escola Tiradentes da Polícia Militar, praças, igrejas, escolas estaduais, casas, postos de saúde e estradas.

Em 22 de setembro de 1988, casou-se na cidade de Porto Velho com a escritora apodiense Vilmaci Viana e no ano seguinte nasceu o seu maior patrimônio Anabele Viana Santos. Sempre de olho no futuro, o empreendedor Genival Santos, fundou em 1997, sua própria construtora a CBN- Construções e Instalações Brasil Norte, chegando a executar diversos projetos que lhe garantiram sucesso profissional nas terras do Marechal Rondon. Em 1998, atendendo a convite do seu sogro, Ex- prefeito de Apodi, Valdemiro Pedro Viana, retornou com sua família para o estado do Rio Grande do Norte, fixando residência em Apodi e Natal. Passou então, a ser o administrador da Cerâmica Santa Rosa de propriedade da família Viana. Com a sua chegada a cerâmica passa a ser reestruturada e oferecer um produto de excelente qualidade, vindo assim a conquistar a clientela da região oeste do estado do Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba.

Em 2007 amplia seus negócios e constrói sua própria empresa CERAMICA SAVANA, uma fábrica mais moderna e capaz de atender as exigências do mercado interno e externo.

Em 2010, em sociedade com sua filha, Anabele Viana Santos, compra da família Viana a CERAMICA SANTA ROSA, que junto com a CERAMICA SAVANA, emprega cerca de cem chefes de família daquele município. Industrial bem sucedido, amigo e solidário, Genival é um exemplo de empreendedor que ama e trabalha incansavelmente em prol do desenvolvimento do município que lhe adotou como filho, Apodi.

Seu maior prazer é trabalhar, ler, ver esportes na tv, tomar um bom vinho, ficar em casa com sua família, admirar e acariciar Anabele, seu amor maior.

Fonte: Vilmaci Viana - Blog http://vivicultura.blogspot.com.br/

Coração menino - Manoel Georgino

Mata virgem, no topo sabiá cantando
Expressão em coro de orquestras mil
Junta-se a milhares dispersos gorjeando
Aplaudindo, o inverno floresce o Brasil

Do alto vem o brilho, o precioso cristal
Que, em gostas, afagam os escuros fios
A face morena abre o matinal
Correndo, os pingos vão enchendo os rios

Ereta desfila bela adormecida
Resmungando afronta singela beleza
Ao longo a imagem foge desvalida
Tentando apagar a real tristeza

De fronte centenas em lágrimas se afundam
Iludidos em sermões que escutam calados
E os outros depressa em sono aprofundam
Alegres festejam corações alados

Ao som de atabaques se juntam facetas
Em arte se expressam somando alegria
Em cores passeiam belas borboletas
Dando à natureza a pura harmonia

Brilhante escorrega transparente e fina
No rosto macio os cílios regando
Coração em brasa ferve Amaralina
Mas quieta resmunga de longe olhando

No pátio ovelhas, caminham pastando
No lago os cisnes flutuam serenos
Enquanto nos bosques uns vão escutando
Poemas que encantam seus olhos morenos

Nas noites em círculos formando ciranda
Bonecas não escondem a real beleza
De cima os aplausos envolvem a varanda
Que saem das mãos de toda a nobreza

Por isso eu quero a paz natural,
A viva alegria na brisa sonhando
Com raios em outro abrir o matinal
Acordando ao coro de vozes soando

Eu quero à luz do azul cintilante
Olhar os faróis que à noite clareiam
E poder repousar em sobra mutante
Ao claro dos olhos que mais me encandeiam

Em volta de um lago, de braços vagando
Ouvindo canções de pássaros a voar
E a sede de amar, em fim, saciando
Desejos noturnos no campo e no lar

Ao lado ruínas vão denunciando
Resquícios de um tempo que marcam passagens
De vidas que aos poucos morreram chorando
E nas pedras deixando bonitas mensagens

Não quero arder em angústia vazia
Que corta a paixão em temerosos lados
E nem mergulhar na real fantasia
Que junta dois corpos, embora isolados

Manter esperanças em sonhos combina
Com o amplo sentido da imaginação
Poder ver de perto a paz de menina
Desafoga o peito, salva o coração

Prefiro lutar em plena efusão
Esquecer fracassos que a vida tonteia
Vitória incansável que impõe explosão
Do verso e da fala que os aos poucos semeia

Provar todo o líquido da bile sagrada
E invadir por dentro expulsando a dor
Da tamanha emoção já encarcerada

Se impor ao tempo que passa correndo
Sair das alcovas por flancos zombando
Gritar na montanha virgem esquecendo
O cume da dor de um amor acabando

Repousar sereno em sono profundo
E as minhas poesias poder recitar
Num bosque encantado e distante do mundo
Viver mais feliz, sem nada espreitar

Inflar o meu peito com real certeza
Rendendo prazer nos pântanos se amando
Como passarinhos que mostram a beleza
Deixando seus ninhos e bem alto voando

Encontrar na alma a paixão desejada
Brilhando alegria – refúgio do amor –
Crava na ideia não fantasiada
Guardada no meu coração domador

Chamar-te de pérola com o mais puro brilhante
Tornando a lembrança nunca esquecida
Nem o tempo apaga teu rosto infante
E vai ser sempre a jovem paixão merecida

Verei sempre em ti sinal de grandeza
De fêmea e do mito do alto sertão
Por dentro a doçura, por fora a beleza
Tal qual a uma princesa de flores na mão

Mostrarei ao mundo formosa moldura
Em nuas paredes sem luz multicor
E verão a real doce formosura
Brilhando nos olhos de quem tem amor

Cantarei à sombra das verdes palmeiras
Mil versos, elogios, canções inspiradas
Em prosa, mulheres lindas brasileiras
Viverão de paixões loucas, desvairadas

És pura no amor, na norte, na alma,
Mostrando o perfil que sempre modela
Teus olhos morenos instalam a calma
Teu sorriso dócil te faz mais singela

Vem me envolver. Imploro em apelos
Com o corpo colado, em noites caladas
Me embriagar no aroma dos longos cabelos
Enchendo o vazio das ilusões passadas

Viver a liberdade, barreiras rompendo
Vencendo os portões de cárceres privados
Renovando vida de amores morrendo
E cantar a alegria dos últimos amados

Debruçado à varanda, lentes vigilantes
Almejando a cena antes planejada
Ao longe surgindo tais olhos brilhantes
Anunciando o fim da ilusão criada

Na primeira vez em encontros, isolados
Estimular a gula em tom de igualdade
Tocar o seu corpo e ficar abraçados
Jogando pra fora a eterna saudade

Mostrar que na vida a beleza está
Na paz do horizonte, no seu coração
Cheio de emoção e capaz de amar,
Que vai encontrar no seio da paixão

"Ensaios Poéticos" - Manoel Georgino

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Luis Carlos Noronha - engenheiro

LUIS CARLOS NORONHA E SOUSA, nascido em Apodi-RN, no dia 26/03/1966, sétimo filho dos doze de Luis Antônio de Sousa (Luis Galdino) e Maria Necy Noronha e Sousa (Prof. Necy Mota). Saiu de Apodi em 1969 no famoso pau de arara com destino a Natal, mas sempre retornando a Apodi nas férias, festa da padroeira, semana universitária, carnaval, vaquejada etc. Em Natal, morou por alguns meses, inicialmente no bairro do Alecrim, enquanto terminavam de construir o Bairro de Potilândia. Ao chegar em Potilândia, estudou na igreja católica, depois construíram a Escola Estadual Jorge Fernandes e lá fez o primário (1ª serie a 4ª serie). Aos onze anos de idade, foi estudar na Escola Estadual Manoel Villaça(Polivalente), era distante de Potilândia e caminhava todos os dias, isso durante quatro anos (5ª serie a 8ª serie). Lá participou do atletismo, teatro e da eleição para o Centro Cívico (Grêmio Escolar) como orador e foi eleito, como os votos eram por cargos separadamente, teve mais votos que o presidente. 

Seu segundo grau (ensino médio) foi realizado em duas escolas, um na Escola Estadual Edgar Barbosa (NOTURNO) e outro na ETFRN (hoje IFRN). Depois fez cursinho no Hipocrates/Dinâmico e aprovado no vestibular, concluiu na UFRN engenharia elétrica e Fisica, está concluindo pós-graduação em Gestão Pública e em Ensino de Química e Biologia. Ao entrar na UFRN era o final da ditadura, mas mesmo assim, ainda participou do movimento contra o regime militar através de um movimento - Viração. Assim que entrou na UFRN, começou a lecionar no cursinho Hipocrates (1987 - num curso extra de química), lecionava particular, no  Colégio Salesiano(1989) e fundou um cursinho (Gabarito no Bairro de Potilândia), depois passou a ser colégio, curso e supletivo.

Participou da diretoria do famoso Arraiá da Esmeralda, em 1996 foi eleito presidente do conselho comunitário do bairro Potilândia (maior votação até hoje). Ficou muito bem conhecido como professor e lecionou e leciona nos grande colégios e cursinhos de Natal, como Salesiano, CIC, Gabarito, Cap, CDF, Auxiliadora, Lider, Piaget, Instituto Brasil, Marista, Neves, Hipocrates, CCI, Unifacex entre outros. É casado com Magila Maria Agostinho, desde 2007, participa ativamente da igreja católica e a tia da sua esposa é a BEM AVENTURADA IRMÃ LINDALVA, Mártir da igreja católica e Beatificada pela mesma em 2007. 

Na Educação, realiza um trabalho com aulas preparatórias para concursos e vestibulares(ENEM) pela TV e no seu blog ( www.profluiscarlos.blogspot.com) onde OFERTA MAIS DE 800 AULAS GRATUITAS para os estudantes e conta com quase 2 MILHÕES de acesso. 

CARREIRA POLÍTICA:

Em 2000 participou da primeira eleição para vereador em Natal pelo PSDB (45222), sem sucesso, conquistou 1696 votos (o último eleito teve 1710 votos). Depois em 2004, saiu pelo o Partido Verde (43444) e foi eleito com 4090 votos, quando o partido Verde foi repassado para o grupo de Micarla de Sousa, saiu por discordar politicamente desta posição partidária (Micarla tinha acabado se ser eleita vice prefeita), foi para o PSB onde ocupou a vice-presidência e logo em seguida saiu do partido que contava com Carlos Eduardo(PSB) prefeito e Wilma governadora(PSB). Foi para o PMDB(15444) onde esta até hoje, e em 2008 garantiu sua reeleição para vereador de Natal com 6073 Votos. Ocupou neste novo mandato a presidência do PMDB de Natal, foi Coordenador da campanha de Garibaldi Filho ao senado em 2010 e ocupou a vice-presidência da Fundação Ulysses Guimarães no RN. 

A ELEIÇÃO de 2012 e o FENÔMENO AMANDA GURGEL! Dois fatores principais tiraram a sua cadeira de vereador em Natal em 2012, o primeiro foi o número de candidatos que praticamente dobrou, em 2008 foram 270 candidatos e em 2012 passou para 496 candidatos, e isso prejudica a quem necessita de votos espontâneos. O segundo e talvez o principal foi a candidatura da Amanda Gurgel que obteve 33 mil votos espontâneo e principalmente na área em que milito, área da educação. Mesmo assim o professor Luis Carlos Noronha ficou entre os 29 mais votados, mais terminou pelo quociente e cálculo eleitoral ficando de fora e entrando 7 vereadores com menos votos que ele ( George Camara, Fernando Lucena, Hugo Manso, Eleika, Eudianne,Sandro Pimnetel, Marcos do Psol). Este ano – 2014 -é pré-candidato a deputado estadual e acredita que, por ter poucos candidatos a deputado estadual em Natal, terá uma excelente votação junto com os votos da sua terra natal, Apodi-RN.

Biografia enviada pelo professor Luis Carlos. 

Política e cidadania - Manoel Georgino

Em terra de coroné
Política é sempre assim
Só no dinheiro tem fé
Com tanta gente ruim
Com uma quantia qualquer
Enganam a qualquer Mané
Pra ter vantagem no fim

Compra o voto, a clemência
Por intermediação
A troco de inocência
Tem maioria na mão
Quando perde a paciência
Compra até consciência
De quem se diz cidadão

Vale um par de chinela,
Um óculos, uma dentadura,
A dança da Gabriela,
Farinha, pão, rapadura
Lampião, pote, panela
Cimento, telha, janela
Caixão para a sepultura

Usa a palavra correta
Na hora de enganar
Personalidade coberta
Que é prático pra disfarçar
Trocando o voto em promessa
A maioria cai nessa
E ele torna a ganhar

Diz que “político não presta”
Falam o mesmo ditado
Se todos fazem promessa
“Farinha do mesmo saco”
Pra comprar voto interessa
Assim a coisa começa
Pra ter um bom resultado

Escolhe a peça correta
Confiando na ação
Do político que acerta
Contra o pobre cidadão
Desta vez inclui na meta
Catracas de bicicleta
Pra ganhar mais uma eleição

Vender o voto machuca
A vida do cidadão
É como tirar o açúcar
De toda alimentação
Do beija-flor que na luta
Chega primeiro que a fruta
Pra fazer fecundação

É como tirar a pupila
Dos olhos de quem olha
É como tomar a mochila
Daquele que pede esmola
É como alguém que cochila
Na máquina que ali mutila
A mão que usa na escola

É mesmo que arrancar
Da vida o coração
Ou mesmo alguém tirar
Do arrependimento o perdão
Pra sempre vai se lembrar
Que não vai poder mudar
Por que não é mais cidadão

Votar ruim é o mal
Que fere o cidadão
Votar melhor é sinal
Que tem a arma na mão
Pra mudar o edital
E mandar por escambal
Quem está roubando a nação

Votar errado é ficar
Bem ao lado do pior
Votar correto é mudar
De ruim para melhor
E transformar o lugar
Para o melhor conquistar
Perdendo menos suor

Votar melhor é decente
É povo civilizado
É eleito consciente
É cidadão afamado
É ação pra toda gente
Provar que ali alguém sente
Que o povo está educado

“Plantar uma for” é a semente
Que breve vai germinar
E como a vida da gente
Que nasce pra se educar
É como um rio perene
Que por mais que armazene
A água vai transbordar

E como o nascer do sol
Que surge pra clarear
É o canto do rouxinol
Pra nossa vida alegrar
É como aves de um atol
Que cantam a luz de um farol
Pra um novo dia raia

É como se o saber
Abordasse a maioria
Das pessoas que ao nascer
Ganhassem sabedoria
Pra neste mundo fazer
Toda planta florescer
E recitar poesia

A flor que abre é o clarão
Que breve vai clarear
O mundo pra esta nação
Muito poder abraçar
As causas do cidadão
De política à educação
Pro social aflorar

Política é ação
Vontade de transformar
Ação é transformação
Educação é avançar
Mudança é o clarão
É força da nação
Pra poder se libertar

Libertação é a vida
Nunca mais amordaçada
É a união merecida
É coisa nunca esquecida
Das flores é a margarida
Cada vez mais perfumada

Cidadania é direito
Emprego, saúde, um lar
É nunca viver sujeito
A quem quer atrapalhar
É fazer tudo bem feito
Sem precisar desmanchar

É algo que está por dentro
Daquele que vai sentir
Que está na alma, no centro
De quem poder dividir
Nunca é tristeza. É momento
Da alegria, é alimento
Na mesa pra alguém sorrir

É a liberdade sentida
No verso – põe a chorar,
Fazendo parte da vida
Nunca se pode abafar
É a paixão merecida
É a emoção esquecida
Na hora de trabalhar

A expressão é sucesso
Quando se pode usar
Mistura prosa e verso
Para a mensagem enfeitar
É um sinal de progresso
No momento em que me expresso
Para melhor explicar

A mensagem é uma alerta
Ou uma forma de enganar
Pode ser a coisa certa
Quando se quer conversar
É uma ação sempre aberta
Precisa de gente esperta
Para não se atrapalhar

O discurso é a semente
Que pode vir a nascer
Se estiver no presente
A planta vai florescer
Basta alguém consciente
Para entender que é a gente
Quem pode desenvolver

Se alguém planta uma flor
É por que quer puro ar
Se você planta amor
É por que quer um bom lar
Só ter medo, pavor
Na vida pra desfrutar

Plante mudança e harmonia
Nunca ódio nem rancor
Plante beleza e simpatia
Nunca um rosto de dor
Plante paz e alegria
Pra sociedade um dia
Reconquistar o amor

A nova sociedade
Não deve ser dividida
Em raça, classe ou idade
Entre a pessoa querida
Queremos a humanidade
Na mesma universidade
Valorizando a vida

Conquista é mundo novo
Pra gente poder aguardar
Na memória de um povo
Sorriso no rosto a olhar
É como a gema do ovo
Redonda como um globo
Mas faz a vida chegar

Aluno, corpo discente
Comece logo a pensar
Escola, corpo docente
Precisa mais trabalhar
Pra tornar mais consciente
O povo que de repente
Está pensando em mudar

Escola é fundamento
Assunto novo a ensinar
É povo, descobrimento
De novo artista a lançar
A força do pensamento
Que escrevi no momento
Em que parei pra pensar

Defendo povo estudado
Como forma de vencer
Com um mundo atrasado
E pra poder defender
O estudante esforçado
Que dar um duro danado
Para alcançar o saber

Faculdade e um bom mestrado
É sonho pra todo aluno
Que sempre procurado
Dar nova ordem ao mundo
Tornar o povo letrado
Capaz e conscientizado,
Irreverente e profundo

Se o povo pressiona
Esses políticos daqui
Irão se envergonhar
De tanto alguém pedir
Pra deixarem de enganar
E dessa vez aprovar
Faculdade pra Apodi

"Ensaios poéticos" - Novembro de 2002 - Manoel Georgino 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Dorinha de Terto - carnavalesca

DORALICE ALVES DE OLIVEIRA, conhecida por "Dorinha de Terto", a mais extrovertida personalidade do carnaval apodiense, filha de José Alves de Oliveira (Zé Raposo) e Tertalina Oliveira (D. Terta), nasceu em 02 de julho de 1928 na cidade de Apodi. Concluiu o curso primário na Escola Estadual Ferreira Pinto. Aos seus discípulos ensina o bom exemplo da alegria e da virtude. É vista como um exemplo de 3ª idade feliz que só haverá de abandonar a avenida da folia, quando sua vida se extinguir. 

Apaixonada pela magia dos frevos: “Vassourinhas”, “o teu cabelo não nega, mulata”, “Mulata bossa nova”, dentre outros, Dorinha de Terto cai no frevo e brinca o quanto pode. É a mais autêntica foliana do carnaval apodiense, razão pela qual, ininterruptamente, há mais de meio século, participa da “Festa de Momo”, sempre se fantasiando ao estilo dos velhos carnavais. Ama tudo o quanto faz na vida, família, amigos e o ofício de educadora exercido por 30 anos nas Escolas Municipais de Apodi. 

Foi professora, atriz de teatro e de “dramas” (textos teatrais encenados em Apodi nos idos de 1950 a 1960), porém é como Carnavalesca que se destacou. Através de seu espírito de jovialidade, alegria e amor ao carnaval do nosso município, desfilou pelas Escolas de Samba “Unidos da Saudade”, “Flagelados do Samba” e “Os Diferentes”, na época em que nossa cidade festejava o reinado de Momo com desfiles pelas ruas. Representou, com brilhantismo, o nosso município em Patu e Mossoró em eventos carnavalescos. Atualmente é o símbolo maior do patrimônio carnavalesco da nossa terra contagiando a todos com sua vitalidade, num exemplo de força e juventude invejáveis. Dorinha faleceu em Apodi, no dia 28 de novembro de 2012.  Era a mãe da professora Ideuza Gurgel. 

Fonte: Paisagens Femininas de Apodi - Vilmaci Viana 

A situação do camponês - Manoel Georgino

Vamos a terra mudar
De forma bem dividida
Pra produção aumentar
E melhorar nossa vida
Precisamos instalar
A reforma agrária já
Como ponto de partida

Ela é a melhor saída
Em favor da plantação
Que vai sustentar a vida
De qualquer um cidadão
Que quer terra dividida
E uma produção merecida
De orgulhar uma nação

Empresa agropecuária
Não serve para ajudar
Por isso reforma agrária
É bandeira de lutar
Pois classe minoritária
Só muito dinheiro encalha
Não desenvolve o lugar

Por isso, caro leitor
Podemos observar
Como o pobre agricultor
Muito sabe trabalhar
Sem técnica, o trabalhador
Põe sua enxada com amor
Pra família sustentar

Construindo-se uma horta
Dá verdura a bom sabor
Veja como se comporta
O pequeno agricultor
Que nunca uma ajuda aborta
Só batem na sua porta
À procura do eleitor

Com a terra cultivada
E boa adubação
Simplesmente irrigada
Sem qualquer complicação
Você vê multiplicada
A safra e selecionada
Na casa do cidadão

Mas é preciso implantar
A cultura planejada
Pra melhor incentivar
A nação que está cansada
De tanto ouvir discursar
Quem nunca quis ajudar
À plantação irrigada

Tendo o financiamento
Destinado à irrigação
Liberado no momento
De fazer a plantação
Só nos traz melhoramento
E o desenvolvimento
Toma conta da nação

Governo tem que apostar
Com muita desenvoltura
Num programa, pra aumentar
A nossa infraestrutura
Garantindo em seu lugar
Quem só sabe trabalhar
No ramo da agricultura

Mantendo a produção
Os preços irão baixar
Na mesa do cidadão
Nunca mais irá faltar
A base da alimentação
E com isso a inflação
Não vai poder aumentar

Depois pegue o excedente
E comece a exportar
Mas só depois que a gente
Terminar de avaliar
Para liberar somente
Uma parte da semente
E a outra armazenar

A nossa água é sadia
Está embaixo do chão
Só precisa melhoria
Pra cavar cacimbão
Até que o governo um dia,
Saia do “banho-maria”
E construía a irrigação

Quando o milagre aparece
O problema vem surgindo
O bolso do patrão cresce
O do pobre vai sumindo
Sua metade não esquece
Nunca uma ajuda aparece
Pra quem está produzindo

Quando chega a produção
O feijão está seguro
O milho solta o pendão
E o melão tá maduro
Metade vai pro patrão
E a cata do feijão
É bem rachada no duro

Um pouco é escolhido
Pra poder armazenar
Resultado de um sofrido
Trabalho que faz casar
Um bocado é vendido
Pra comprar um só vestido
Pra mulher poder andar

Quando sente a obrigação
De um remédio comprar
Vendo o resto do algodão
Para uma doença curar
E o tempero do feijão
Ficará para o patrão
Quando quiser emprestar

Agricultor é tratado
Como homem preguiçoso
Na rua fica jogado
Como um crédito duvidoso
Se latifúndio privado
Invadir é castigado
Na lei como criminoso

Nunca vi um fazendeiro
Fincar a enxada no chão
Mas possui o mundo inteiro
Pra explorar o cidadão
Muita roupa e jardineiro
Grande mansões, biscateiro
Às custas dessa nação

Ele detém o dinheiro
usa ouro no pescoço
Tem milho, algodoeiro
E o feijão sem esforço
Leite e carne, vende inteiro
E o pobre biscateiro
Pra ele só resta o osso

Da carnaúba, vem o saldo
Que só sobra para o ricão
Nem pro filho educado
O livro não sobra não
O pai sai aperriado
E os papeis compra fiado
Na bodega do patrão

A conta vai esticando
Como corda de viola
Na parede vai pregando
Por enquanto a fome assola
Outra safra vai chegando
E o pobre vai pagando
E termina de esmola

Com toda essa aflição
Pobre vai esmorecendo
Pra contas não tem perdão
E de fome vai morrendo
Foge dessa região
Pra sofrer humilhação
De fome, sede e veneno

No centro, já quem se forma
Não consegue trabalhar
Avalie quem sai da norma
Do livro do bê-a-bá
Os seus filhos sem escola
Vão viver só de esmola
Sem ter casa pra morar

Aí gera um caso bruto
De “menor abandonado”
De pés descalços – absurdo
É um sofrimento danado
Vive dentro de um reduto
Ou sob um viaduto
Doente e explorado

É preciso amizade
Estudar pra descobrir
O sentido, sem vaidade,
Do que escrevo a seguir
Pra ver na realidade
Qual o fundo de verdade
Do abandono daqui

Assim fala a burguesia
“Pobre só sabe brigar”
Mas pra quem tem mordomia
Fica mais fácil julgar
Mesmo assim eu gostaria
De unir classes um dia
Pra fazer tudo mudar

O menor abandonado
Não é fruto da preguiça
Mas de um país governado
Por burguês capitalista
Com o capital controlando
Explora o assalariado
E envia o resto a Suíça

Um governo que é contra
A reforma desta terra
Pro proletariário é afronta
E ao agricultor que enterra
O legume que apronta
E deixa todo na conta
E ali a coisa emperra

A classe minoritária
Mudou a constituição
Deixou apenas migalha
Pra toda a população
Emperrou reforma agrária
Lascou classe proletária
Enfim, todo o cidadão

Como pode o agricultor
Produzir mais do que tem
Se tudo é pro senhor
Que todo o poder detém,
Se entregar o que restou
Lá na conta do doutor
Desse jeito não convém

O governo abusou
Do poder da ditadura
Espalhou todo um pavor
Ameaçando a cultura
Reprimiu o educador
E enganou ao agricultor
Com farinha e rapadura

Usou arbitrariedade
Enganando ao cidadão
Comprou lá na Soledade
Terra para irrigação
Mas o pobre, na verdade
Só sonhou com a vontade
Mas nunca viu a plantação

As terras são pra plantar
Frutos de outra região
Pra bem mais caro ficar
Arroz, milho e algodão
Pois fruta de outro lugar
Vai plantar para exportar
Pra longe dessa nação

Não tenha vida animada
Com o plano de irrigação
Aquela área não serve não
Ela vai ser explorada
Multi-americanizada
Pra fazer exportação

Desse jeito o boia-fria
Mais uma vez é enganado
Sofre de noite e de dia
Com governo aburguesado
Que nunca perde a mania
De só gozar mordomia
Às custas do explorado

Por isso, homem pacato
Procure se organizar
Através de um sindicato
Que vai por você lutar
Não fique no anonimato
Filie-se no canto exato
Se não você vai dançar

Sindicato verdadeiro
Que falo em poucas linhas
Não é “galo do terreiro”
Que manda em todas galinhas
Muito menos ser espelho
Do governo ou fuxiqueiro
Pra fazer suas traminhas

Um sindicato entendido
Tem sua autonomia
Pra fazer o sócio amigo
Lutar pela melhoria
Do trabalhador sofrido
Que tudo seu tá perdido
Pros homens da burguesia

Hoje o camponês já sabe
Terra já é um direito
Pra produzir de verdade
Pra ninguém botar defeito
Ter legume em quantidade
Conquistar dignidade
Saúde, roupa e respeito

É preciso seu doutor
A assistência nos dar
Assim diz o agricultor
Que gosta de trabalhar
Nesse vale cheio de amor
Pra dar tudo a bom sabor
Pra todos nós sustentar

Para falar sobre vales
Preciso lhe avisar
São cinco mil hectares
De terras pra se plantar
Dar pra sustentar milhares
De pessoas potiguares
De famílias a migrar

Saindo por um cantinho
Deixando a terra boa
Da várzea, ande um pouquinho
Que você encontra uma crôa
À esquerda do caminho
Parece um lagozinho!
Mais é uma grande lagoa

Tem cinco léguas com água
Há séculos está servindo
Pra plantas e até estrada
Que sempre estão construindo
Ela está ameaçada
Tá quase toda aterrada
E suas águas sumindo

É preciso ter na mente
O que se diz repartir
O sofrimento que sente
A Lagoa do Apodi
Preste atenção minha gente
De maneira consciente
O que escrevo a seguir

Tente racionalizar
A água que cai do céu
Pois, homem pra trabalhar
Precisa de água e chapéu
Pra nosso Deus respeitar
E mais fartura mandar
Em forma de pão e mel

Não gaste água atoa
Não vá se precipitar
Pois ela é coisa boa
Nós precisamos poupar
Preserve sua canoa
Pra que esta lagoa
Não venha logo a secar

Um problema está havendo
Na Lagoa do Sertão
Até você está vendo
Preste bem mais atenção
Cada vez que está chovendo
Vemos a lagoa morrendo
Devido a poluição

Mantendo limpa a cidade
Logo vai contribuir
Pra lagoa em liberdade
Poder voltar a existir
Pois chuva com raridade
Traz água com qualidade
Pelas ruas do Apodi

Por isso o povo estudado
Pede uma consideração
Cumpra um novo recado
Para o bem do cidadão
Pague bem ao empregado
Que você ver bem tratado
Cada recanto do chão

Se o gari é enganado
Nada pode realizar
Por este torrão amado
E por todos do lugar
Pois o mal alimentado
Tem o suor consumido
Sem mais poder trabalhar

A lagoa poluída
Nunca vai nos ajudar
Quem está perdendo a vida
É o peixe que lá está
E essa gente sofrida
Vai vendo desvalida
Sem ter mais o que pescar

A lagoa dá sustento
A uma grande multidão
Tem planta, desenvolvimento
Peixe grande e camarão
Capim abóbora e coentro
Planta que cura, alimento
Água por gado e feijão

O assunto da lagoa
Poderíamos prolongar
Acho que você não enjoa
Se a história continuar
Sei que ela é muito boa
Mas vou descer da canoa
Pra de outro assunto tratar

Subindo um pequeno alto
Poderemos encontrar
A estrada com asfalto
Ruas, casa pra morar
À distância de um salto
É a vila do planalto
Da serra que vou chegar

"Ensaios Poéticos - Novembro de 2002 - Manoel Georgino 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Jonas Lopes de Oliveira - empreendedor

A TRAJETÓRIA DE UM EMPREENDEDOR

JONAS LOPES DE OLIVEIRA é natural do Município de Apodi/RN; nasceu em 05 de junho de 1920 (apesar de registrado, equivocadamente, como nascido em 20 de março de 1922) no Sítio Juncal, localizado na várzea do Rio Apodi. É o 6º (sexto) de uma prole de 12 (doze) filhos de JOAQUIM LOPES DE OLIVEIRA e QUITÉRIA MARIA DA CONCEIÇÃO.

Morou na localidade de nascimento até os anos 40 (quarenta) do século XX. Naquela mesma década saiu da companhia dos pais e fixou domicílio no Sítio São Geraldo onde foi laborar para o senhor SILVÉRIO MARINHO, este, um dos proprietários e dos fundadores daquela localidade, hoje um próspero distrito do Município de Caraúbas/RN.

Ante as dificuldades do seu tempo não foi alfabetizado, fato que não o impediu de ser um cidadão atualizado, sempre antenado com os fatos sociais, políticos e econômicos do país, um empreendedor dentro dos seus limites.

Mesmo sem acesso a educação formal (escola) e tendo como profissão a lide rural, na qual se dedicou com afinco enquanto a disposição física permitiu, era um homem cordial, respeitado e respeitador, tinha muitos amigos, um homem educado.

Com tais predicados e por ser reconhecidamente muito trabalhador, cidadão de boa índole, conquistou a jovem professora primária leiga, recém chegada no Sitio São Geraldo no final dos anos 40, a senhorita MARIA ANÁLIA VALDEGER, natural do Sitio Campos (localidade rural hoje pertencente ao Município de Umarizal/RN), com quem logo namorou.

A jovem professora, recém concluinte do Curso Primário, diplomada na cidade de Martins/RN, fora convidada e topou exercer o magistério naquela comunidade rural do Município de Caraúbas, sendo recepcionada na casa do senhor TIÃO NORONHA, onde morou até se casar.

Em 20 de janeiro de 1950 o jovem JONAS, no ano que completaria 30 anos de idade, casou com a também jovem professora (22 anos), na paróquia de Caraúbas/RN, passando ela a assinar como MARIA ANÁLIA DE OLIVEIRA. O casamento civil só ocorreu em 06 de novembro de 1954, registrado sob o número 1347 no 2º Cartório Judiciário de Caraúbas/RN.

Continuou morador e trabalhador de senhor Silvério Marinho, residindo numa casa pertencente ao patrão, localizada de frente a capela da localidade de São Geraldo, construção existente até hoje.

Laborava com afinco no extrativismo da palha de carnaúba (cortava e batia palha para retirar a matéria prima da produção da cera). No refino da cera de carnaúba também trabalhava em todas as etapas da produção, na fabrica (prensa) que ficava vizinha a residência do seu JONAS. Já a sua jovem esposa lecionava na escola do Sitio Boagua.

Em São Geraldo nasceu os três primeiros filhos. O primogênito faleceu ainda bebê. Em 1953 nasceu o segundo filho, o primeiro que sobreviveu: JOSÉ LOPES DE OLIVEIRA; e, em 1955, nasceu JULIMAR LOPES DE OLIVEIRA; todos naturais do Sítio São Geraldo.

Em 1956 a família se mudou para o Sítio Língua de Vaca em decorrência de a Professora MARIA ANÁLIA ter sido designada para ensinar no Grupo Escolar daquela localidade, deixando a escola do Sítio Boagua. O seu JONAS permaneceu trabalhando com o Patrão, na época já seu compadre (Silvério e sua esposa Guiomar eram Padrinhos do seu filho mais velho JOSÉ LOPES, conhecido na época como ZEZITO).

Morando no sitio Língua de Vaca JONAS deslocava-se diariamente para São Geraldo, saindo na madrugada e só retornando a noite, de segunda a sábado, religiosamente, percurso que fazia a pé. O autor desse relato não via quando o mesmo saía pela manhã, mas, costumava presenciar a sua chegada a noite. Aliás, a sua chegada era anunciada de longe, pois costumava vir assoviando ou cantarolando músicas do Luiz Gonzaga (Cigarro de Palha), do Dorival Caymmi (Maracangalha), etc. Seu Jonas tinha bom gosto até para a música.

No Sitio Língua de Vaca morava numa casa de propriedade do Município de Caraúbas, um incentivo para a professora se domiciliar na localidade que demandava pela importante mão de obra, tão carente na época (anos 50 do século passado). Maria Anália lecionava da alfabetização até o 3º ano primário.

Atualmente só existem pequenos sinais dos escombros, tanto da Casa quanto do Grupo Escolar, na localidade de Língua de Vaca, conforme conferiu o autor do texto há dois anos, quando localizou e visitou a senhora quase centenária, a viúva do seu MARIANO, dona MAROLA, que ainda mora no mesmo lugar, e seu filho LUIZ indicou o local onde existiu a casa e a escola.

Morou com a família no Sitio Língua de Vaca de 1956 até janeiro de 1960. Ali nasceu a primeira filha do casal, a senhora ANTONIA MARLI DE OLIVEIRA, a 3ª descendente da prole dos cinco filhos que se criaram. 

O senhor JONAS LOPES e sua esposa ainda são lembrados com manifestação de saudade e carinho dos antigos, ainda vivos, das comunidades rurais de Caraúbas onde residiram por mais de uma década, conforme pode atestar o autor ao conversar com o senhor LULILA em São Geraldo e com a senhora MAROLA em Língua de Vaca, em setembro de 2012, dentre outros. Era estimado pela família: bom filho, excelente irmão, pai, esposo, genro, cunhado, etc.

Laborou para SILVÉRIO MARINHO por mais de dez anos, sempre fiel e responsável, muito controlado economicamente. O patrão também era um amigo, pois se tornaram compadres cruzados, em dose dupla. O casal Marinho era padrinho/madrinha do filho mais velho do seu JONAS, que por sua vez, JONAS e sua esposa eram padrinhos do filho caçula de SILVÉRIO, hoje Engenheiro Agrônomo SILVERINHO, que trabalha em CARAÚBAS.

Da sua responsabilidade e controle econômico destaca-se: trabalhava com SILVÉRIO MARINHO e só faziam a prestação de contas anualmente, quando sempre tinha haveres, o que o orgulhava muito, pois nunca ficava devendo ao patrão, regra que manteve durante toda a sua vida, enquanto trabalhou de empregado.

Do saldo que apurava anualmente, costumava comprar uma garrota bovina, iniciando a formação da sua poupança. Infelizmente enfrentou a grande seca do ano de 1958, perdeu as duas vaquinhas que possuía, restando a filha de uma delas.

Em que pese a boa relação laboral com SILVÉRIO MARINHO, eis que surge uma oportunidade de se tornar vaqueiro de uma Fazenda na Chapada do Apodi. Casualmente, em Dezembro de 1959, soube que o Senhor MESTRE ABILIO (ABILIO SOARES DE MACEDO) estava precisando de um Vaqueiro e de uma Professora para a localidade denominada Sitio João Pedro, no Município de Apodi.

Assim, JONAS e a sua família, no dia 20 de janeiro de 1960, deixam o Sitio Língua de Vaca localizado no Município de Caraúbas, para habitar na Chapada do Apodi, iniciando a saga da família em terras do Município onde nasceu. Saiu da Várzea do Rio Apodi para instalar-se na Serra do Apodi.

Logo assumiu o ofício de Vaqueiro da Fazenda de Mestre Abílio e a esposa assumiu a escola rural do Sítio João Pedro. Ele substituiu o vaqueiro que saia, o Senhor PAULO DE MANÚ. Ela assumiu o lugar da Professora JULIA, esposa do PAULO.

De vaqueiro, literalmente, na verdade, o seu JONAS nada tinha. Era um gerente trabalhador, empreendedor, poupador. Não se destacava em pega de gado, não era exímio na montaria de um cavalo. Quando necessitava desse tipo de serviço, recorria à VADEMIRO de JOÃO DE ZEFA.

Ele se destacava em tratar o rebanho bovino, fazendo-o crescer e dar renda para o patrão e para ele, tanto com o nascimento de bezerros como com a extração e venda do leite. A relação laboral consistia em cuidar do rebanho bovino. Parte da sua remuneração recebia em bezerros. 

De cada quatro bezerros que nascia ele tinha direito a um, fruto que só veio a aparecer no ano de 1961, uma vez que não teve direito aos bezerros nascidos das vacas que já se encontravam prenhas, cobertas antes dele iniciar o curto contrato laboral verbal.

Outra renda vinha do leite: no período chuvoso ele só tinha direito a metade do leite que colhia; já no verão, no período seco, como o vaqueiro tinha de patrocinar a alimentação do gado (torta de algodão, macambira, etc.), tinha direito a 100% do leite. Plantava algodão em terras de Mestre Abílio como meeiro. Já as culturas anuais (milho, feijão, etc.) plantava para subsistência e não pagava renda.

Para complementar a capacitação na cadeia produtiva da pecuária bovina, o seu JONAS, que até então não sabia andar de Bicicleta, teve de aprender o ofício, pelo fato de ser mais rentável vender o leite na cidade de Apodi que fazer e vender os queijos. 

Adquiriu logo uma bicicleta e, antes de domar a mesma, quem se encarregou de transportar e vender o leite foi o filho mais velho do patrão, o jovem LUCAS SOARES LINS, que também o ajudava na ordenha das vacas pé duras que produziam em média 2 litros de leite por ordenha. As vacas eram ordenhadas duas vezes ao dia (na madrugada e a tarde). O leite da tarde era convertido em queijo.

Logo assumiu mais um ofício. Além de cuidar do gado, tirar o leite, agora também o transportava de bicicleta e o vendia em Apodi (o leite). No sábado a carga de bicicleta ficava mais pesada, transportava os queijos para vender na cidade.

Assim, o senhor JONAS, na Chapada do Apodi, tem uma jornada de trabalho hercúlea, sobre-humana, levantando-se entre uma e duas horas da manhã para tirar o leite, pedalar diariamente 21 (vinte e um quilômetros) até a cidade de Apodi a partir das cinco horas da manhã, mais 21 km para retornar, só chegando em casa por volta das onze horas da manhã, sob sol escaldante.

Foram 18 anos na Chapada do Apodi laborando cerca de 16h a 18h por dia, sem Domingo nem Feriado, salvo quando tinha inverno forte e as estradas vicinais impossibilitava transitar bicicleta, momento em que era obrigado a transformar o leite em queijo, livrando temporariamente de pedalar mais de 40 km por dia.

Trabalhava muito, mas, a atividade se apresentava rentável, uma vez que os invernos foram muito bons na primeira metade dos anos 60. Ocorre que nem tudo são flores. Quando em 1966 iniciava a realização do seu grande sonho, tornar-se proprietário de terra, faleceu a esposa legítima do patrão Mestre Abílio, vieram as questões dos herdeiros, o que desestruturou a fazenda. Em conseqüência, foi dispensado como Vaqueiro.

Assim, em 1966, tendo adquirido um quinhão de terra do senhor JOÃO BENÍCIO, terra vizinha a Fazenda de Mestre Abílio, toda em mata, sem um palmo de cerca, tem inicio a labuta do seu JONAS como autônomo, ou seja, vaqueiro dele mesmo. Além de criar animais de grande e pequeno porte, plantava algodão, milho, feijão, dentre outras, além do pomar com algumas fruteiras. Esse Sítio hoje se encontra incluso no perímetro de desapropriação pelo DNOCS.

Para adquirir a terra vendeu algumas reses ganha na parceria de herdar um quarto de cada bezerro que nascia na Fazenda João Pedro. Restaram poucas reses. Teve de desmatar e cercar as primeiras tarefas de terra para plantar em 1967. Ficou morando nas terras de mestre Abílio, na casa em que funcionava a escola sob a batuta do seu cônjuge, até que construísse a sua própria casa.

Com muito esmero via crescer o seu rebanho bovino e caprino, além de criar aves e sempre ter um porco na engorda para consumo próprio. Assim, por volta de 1974 aposentou a bicicleta, comprou um JEEP, aprendeu a dirigir, passando a transportar o leite em veiculo motorizado. Como dito antes, foram 18 anos de labor.

Mais uma dificuldade. Em 1975, JONAS foi acometido de uma enfermidade no joelho direito. Ficou em tratamento em Natal por volta de 90 dias. Operou e ficou com a perna permanentemente imobilizada, sem articular o joelho. Mesmo assim, voltou a exercer o mesmo ofício, inclusive dirigia o JEEP com aquele membro inferior avariado.

Como não tinha previdência social contou com importante apoio do Doutor Dalton Cunha, vizinho de propriedade, parece que na época Deputado Estadual, que viabilizou a internação do seu JONAS em Natal, numa unidade de saúde onde hoje é o Hospital Universitário.

Mais uma vez o senhor JONAS LOPES demonstrou empreendedorismo e espírito de sobrevivência. Pois bem, foi internado e tinha uma modesta quantidade de dinheiro no bolso. O que ele fez seria impossível hoje. Vejam: comprava maços de cigarro e vendia no varejo (unidade de cigarro) dentro do hospital. Ele fumava muito pouco. Em resumo, tinha uma freguesia grande entre os internados na ala de ortopedia. 

Pasmem! Até as enfermeiras compravam cigarro dele. Essas mesmas enfermeiras ou outros funcionários do hospital faziam o favor de adquirir os maços de cigarro para ele. Resumo da ousadia: quando recebeu alta tinha mais dinheiro no bolso do que quando se internou. O meu pai era um super herói, um empreendedor.

Na chapada do Apodi, além de adquirir a autonomia econômica, ainda nasceram os dois últimos filhos: JONAS LOPES DE OLIVEIRA JUNIOR e MARLICE LOPES DE OLIVEIRA, encerrando ai a prole de cinco filhos, todos ainda vivos.

Não dá para esquecer, que, esse grande homem juntamente com a sua guerreira mulher, não se descuidaram da educação dos filhos. Estes estudavam até o 3º ano primário com a mãe professora na escola rural, depois eram mandados para a cidade para continuar os estudos.

Assim, em 1964, o filho mais velho (autor do presente relato) foi mandado para Apodi, onde concluiu o curso primário; ato contínuo, em 1966, foi deslocado para Mossoró onde deu continuidade aos estudos graduando-se em 1976 em Agronomia. Todos tiveram oportunidade de estudar. Concluíram pelo menos o segundo grau. A filha caçula também se graduou – em Ciências Contábeis.

Em suma, o empreendedor JONAS LOPES DE OLIVEIRA, agricultor, vaqueiro, leiteiro, trabalhador rural sem terra, depois proprietário rural, terminou seus dias residindo na cidade de Apodi, para onde se mudou em 1980. Faleceu em maio de 2002, aos 82 anos, viúvo da sua inesquecível companheira que faleceu precocemente em 1984 com apenas 56 anos. Cumpriu bem a sua missão nesse plano e, sem dúvida, está bem acomodado no plano superior, encaminhando energias positivas para todos nós.

O seu JONAS faleceu e só não conseguiu realizar um de seus grandes sonhos: ter um poço artesiano na sua propriedade. Não faltaram promessas dos políticos que ele sempre apoiou. Infelizmente, esse desejo não dependia só dele. Se o fosse teria conseguido, como conquistou autonomia econômica e conseguiu dar boa formação aos filhos, todos estruturados, situados na classe média.

Tenho muito orgulho de ser filho desse homem de fibra, e também da minha mãe. “In memorian”.

Por: JOSE LOPES DE OLIVEIRA
Eng. Agrº e Advogado

APODI/RN
MAIO DE 2014.

O último adeus - Manoel Georgino

Vejo, embora ao longe, a chave da eterna cela
Que sempre corre sereno como as águas do rio
Numa viagem sem volta mirando para a janela
Trazendo junto com ela meu último desafio

Vejo que uma bola de fogo se aproxima
Vermelha como uma brasa e quente como o sertão
Tem raios como uma estrela trazendo a luz divina
Que a cada dia ilumina cada recanto do chão

Sinto que já é hora da última despedida
Que só uma palavra explica o resultado final
Sei que juntinho a mim o jasmim e a margarida
Enfeitarão a partida para o lar celestial

Vejo uma pequena luz lá no túnel se apagando
Amigos e a família aguardando o último adeus
Dois lindos olhos afogados em gotas estão chorando
De vez em quando enxugando as lágrimas dos olhos meus

O sangue esfria nas veias que impedem a passagem
Sobre sim passeia a neve e o silencio me acalma
Já não percebo o som, a cor e a paisagem
Somente escuto a mensagem de despedida da alma

Meu rosto traz solidão, a dor vem do infinito
Levo comigo a paz, deixo a angústia e a maldade
Já não transitam as lágrimas, mas com saudade eu fico
De um amor tão bonito cravado na eternidade

Vou para uma cidade calma que não tem perturbação
Nela mora o fidalgo, o filósofo e o plebeu
Ali todos serão pó e para sempre serão
Memória de um cidadão que nesta terra viveu

É a cidade do silêncio, do medo, da sepultura
Tem ruas que não tem casas, vizinhos que não passeiam
Quem mora aqui só tem paz e livra-se da amargura
Sem destruir a cultura daqueles que a semeiam

Comigo não veio luxo, riqueza e nem rancor
Aqui eu moro sozinho, não tem mais intrigado
Agora vou repousar pelo tempo que passou
E aguardo quem me explorou durante todo o passado

Agora eu sou matéria sofrendo transformação
Numa morada escura, não posso ver mais ninguém
Sei que alguém quer me ver mas estou preso num porão
A sete palmos do chão, meu destino é o além

"Ensaios Poéticos" - Novembro de 2002 - Manoel Georgino 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Meninos e menina - Aluísio Barros

Não importa a nudez da Lua, não importa.
A rua, agora, se deseja absoluta
e aorta de tudo que sai da boca
antes muda do homem
A Rua já não se suporta solitária e surda...
A Rua se desnuda e se abre em pétalas
livres.

"Anjo Torto" - Aluísio Barros 

Moacir de Lucena - educador


Professor, tipógrafo, juiz, advogado, músico, jornaleiro, poeta, normalista, chefe escoteiro, esportista, animador cultural, educador itinerante. 

Em sua trajetória de 100 anos de vida pelo Rio Grande do Norte, o oestano filho de Martins, Moacir de Lucena, procurou ser, acima de tudo, um servidor na luta pelo progresso social das pessoas.

Desde cedo entendeu que esse progresso social só chegaria pela via da Educação. 

Neste campo, de forma inovadora criou um método próprio de alfabetização com resultados concretos junto aos estudantes.

Método que depois foi empregado com estardalhaço por Paulo Freire. Mas, Moacir de Lucena chegou antes, sem estardalhaço, sem propaganda, mas com a luminosidade das coisas feitas e da transformação extraordinária do analfabeto em alfabetizado.

Entre as tentativas de definir Moacir de Lucena, seu filho Liacir dos Santos Lucena, Ph.D em Física pela Universidade de Boston, Estados Unidos, professor emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em reportagem de sua autoria na Revista Oeste, traz um conceito que mais se aproxima do, sobretudo, grande educador: “semeador de escolas”.

Enveredar pela vida desse semeador de escolas dá um entendimento de que o comodismo, a burocracia e o apego ao conforto, existentes hoje em excesso no âmbito da Educação e do desenvolvimento, servem como anteparas inconsequentes e hipócritas que atrasam o progresso verdadeiro do povo.

Moacir de Lucena alcança 100 anos de idade, nasceu em 5 de junho de 1912, sem se acomodar em nenhuma circunstância e sem buscar zona de conforto, mas, tendo enfrentado com constante regularidade, sem se dobrar, perseguições de poderosos pelo simples fato de procurar ser um educador de verdade.

Escola Normal de Mossoró, anos 50 (azougue.org)

Após concluir o curso na Escola Normal de Mossoró em 1933, ao lado de nomes como Lauro da Escóssia e Eliseu Viana, Moacir de Lucena abraçou a causa de ser um professor itinerante levando a alfabetização e o conhecimento pelo oeste afora e interior do Rio Grande do Norte.

Naquela época, a maioria da população morava nas áreas rurais dos municípios. Foi nessas áreas que Moacir de Lucena decidiu trabalhar como professor primário.

“Inspirado nos ideais da Escola Normal de Mossoró, Moacir de Lucena tornou-se um educador em sentido amplo, em sintonia completa com a arte de ensinar, usando todo o seu talento e inteligência. Executava sua função no magistério como uma missão que procurava cumprir com responsabilidade, com o corpo e a alma, com a mente e o coração”, conta o professor Liacir dos Santos Lucena. 

A dedicação ao trabalho de ensinar, buscando sempre a eficiência, despertava a desconfiança dos chefetes políticos locais que, na prática, não desejavam o povo alfabetizado, nem consciente, nem que o progresso finalmente chegasse. 

Esses chefetes e os influentes dos municípios queriam, e parece que isso não mudou muito, a permanência do quadro de ignorância na população para a manutenção de seus próprios privilégios via poder público. 

Moacir de Lucena estimulava os alunos, os pais de alunos, e as pessoas das comunidades próximas às escolas, a pensarem. Se ainda hoje isso significa um sério problema para os poderosos do interior, imagine esse cenário no atrasado sertão norteriograndense dos anos 30.

Ele praticava um tipo de educação que não se limitava às salas de aula, nem aos assuntos puramente didáticos. Compreendia que as dificuldades para implantar uma boa educação eram resultantes de descasos nas áreas administrativas e políticas e partia com ações concretas buscando mudar o quadro. 

Os poderosos viam isso como uma séria ameaça, por isso não conseguia permanecer muito tempo em um município. O grupo político dominante local pedia ao governador ou ao secretário estadual de Educação, o seu afastamento do município. 

Dessa maneira se viu espalhando sua luta contra a ignorância em muitos lugarejos e comunidades do Rio Grande do Norte. Por onde passava deixava um rastro significativo: aumento de matrícula nas escolas, melhoria no nível de aprendizagem, organização de bibliotecas, construção de novos prédios escolares, fundação de ginásios, compras de laboratórios de ciências, fundação de escolas comerciais. 

“Ele atuou essencialmente como um agente de transformação, um catalisador de progresso, um guerreiro em prol da educação. Agia sem omissões, apoiando as boas propostas, incentivando as pessoas a pensarem. Sua contribuição mais relevante talvez tenha sido a de despertar a consciência de um grande número de pessoas para a importância de proporcionar aos filhos uma educação de qualidade”, destaca Liacir dos Santos Lucena.


Liacir de Lucena, professor emérito da UFRN

Quando avançar na Educação é prejudicial 

Sua trajetória começa na Vila da Independência (atual município de Pendências) em Macau. Em 7 de março de 1934 foi nomeado como professor das Escolas Reunidas da Independência pelo Interventor Mário Câmara. 

Mesmo agradando a todos por seu desempenho, e ao próprio interventor Mário Câmara, teve sua transferência pedida pelos chefetes políticos macauenses. Na visão deles, Moacir de Lucena “estava se destacando muito”. 

O interventor Mário Câmara atendeu aos chefetes de Macau, mas promoveu Moacir de Lucena, de professor de 4ª classe para professor de 3ª classe. Dessa forma, Moacir sai de Macau para as Escolas Reunidas “Tito Jácome” da Vila de Augusto Severo, em setembro de 1935.

No ano de 1936 foi removido de Augusto Severo para o município de Portalegre. Em 1938, Moacir de Lucena é promovido pelo interventor federal Rafael Fernandes e vai lecionar na Escola Antonio Carlos, município de Caraúbas. No mesmo ano é removido para Martins e depois para a cidade Flores (município de Florânia). 

No ano de 1939 é removido para o município de Apodi. Em 1941 solicita transferência para Alexandria. No ano de 1942 retorna para Apodi e lá permanece até 1945. 

Durante sua presença em Apodi, o ensino primário tem novo impulso e acontece a construção das novas instalações do Grupo Escolar. Vários dos estudantes dessa época do Grupo Escolar de Apodi vieram a ser juízes, desembargadores e médicos. 

Em 1945 é transferido para Mossoró. Na principal cidade do Oeste fica até o final de 1946, quando é mandado para o município de Papari.

O educador na mudança do nome de Papari para Nísia Floresta 

Transferido para Papari em 18 de dezembro de 1946, Moacir de Lucena é designado diretor do grupo escolar em 3 de março de 1947. Logo no início, ao perceber que o prédio da escola era pequeno, começou uma campanha por um novo prédio. Campanha que se revelou bem sucedida anos depois. 

Em Papari, Moacir de Lucena percebeu uma grande insatisfação das pessoas com o nome da cidade. As comunidades de municípios vizinhos faziam piadas com Papari, envolvendo principalmente as mulheres: “Pra onde você vai? Você vai pra parir?”, perguntavam em tom jocoso. 

Moacir de Lucena, como era seu estilo, começou, de imediato, uma campanha para mudar o nome do município. O Grupo Escolar já tinha o nome de uma educadora ilustre, reconhecida nacional e internacionalmente – Nísia Floresta. 

Com a ajuda de um pequeno proprietário rural, Fernando Isaias, do agente do IBGE, Lourival Carvalho, e de vários educadores, começou a visitar os lugarejos e levar a proposta de mudança do nome de Papari para Nísia Floresta. 

Com a concordância de todas as comunidades, redigiu o projeto para mudança de nome que, apresentado na Assembleia Legislativa, foi aprovado. Papari passou a se chamar Nísia Floresta. 

Mesmo com os avanços em Nísia Floresta, e até por isso, Moacir de Lucena é mandado, em 1949, para lecionar no município de Taipu, região do Mato Grande, e depois para Natal. Na capital, leciona no Grupo Escolar João Tibúrcio, bairro do Alecrim, e depois passa a dirigir a Escola Rural Modelo Dr. Manoel Dantas, na Avenida Alberto Maranhão, bairro do Tirol. 

No ano de 1951 volta a trabalhar em Nísia Floresta. Em 1952 é transferido para Jucurutu. A ida para Jucurutu aconteceu de forma diferente. Moacir de Lucena apresentou um projeto ao prefeito do município, Pedro Tomaz de Araujo, para o desenvolvimento de um trabalho visando a implantação de uma escola normal ou, possivelmente, de um ginásio escolar. Aceita a proposta, ele solicita transferência para Jucurutu. 

A Escola Normal do Seridó vira realidade 

O ensino do município melhorou e novo prédio para o grupo escolar começou a ser construído. Entretanto, Jucurutu ainda não apresentava condições para a implantação de uma escola normal ou de um ginásio. 

No ano de1953, tendo que dar prosseguimento aos estudos de dois filhos concluintes do ensino primário, Moacir de Lucena solicita transferência para o município de Caicó, onde estava o Ginásio Diocesano Seridoense. 

Em Caicó, buscou de todas as formas implantar uma escola normal regional. Muitos não acreditavam e o governo dizia não ter recursos. Com o apoio do padre José Celestino Galvão, professor do Ginásio Diocesano, conseguiu convencer o então prefeito de Caicó, Ruy Mariz, a ceder uma das salas do prédio da prefeitura.

Estava então criada, em caráter independente, a Escola Normal Regional. Um conjunto de professores foi imediatamente recrutado e o padre Galvão assumiu a direção da nova escola. 

“A Escola Normal Regional de Caicó causou um grande impacto na região. Além dos reflexos positivos no Ensino Primário, algumas das pessoas ali formadas conseguiram posteriormente concluir o curso superior e serviram de base para a implantação do campus da UFRN em Caicó”, lembra Liacir de Lucena. 

No ano de 1954, diante das dificuldades financeiras enfrentadas para garantir sua sobrevivência e os estudos dos filhos, Moacir de Lucena solicita o retorno ao município de Jucurutu. No município, retoma o objetivo antigo e consegue implantar o Ginásio Comercial de Jucurutu, mantido pela prefeitura. 

Curso de Direito 

Paralelo aos esforços desenvolvidos na área educacional, Moacir de Lucena presta exame vestibular no ano de 1952 para Direito e aprovado para a Faculdade de Direito de Maceió. No ano de 1956, Moacir de Lucena cola grau ao lado de norteriograndenses como Ticiano Duarte, João Batista Cascudo Rodrigues e Jessé Pinto Freire. 

Entre 1957 e 1958 vai para Mossoró exercer a profissão de advogado de forma paralela ao seu trabalho de professor na Escola Normal. Nesta época cria, ao lado de Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, Manoel Leonardo Nogueira e João Batista Cascudo Rodrigues, o Instituto Cultural do Oeste Potiguar. 

26 anos após ter dado os primeiros passos em nome da Educação pública, no hoje município de Pendências, Moacir de Lucena faz concurso para juiz de Direito e é aprovado. Atuou como juiz nas comarcas de Macaíba, São José de Mipibu, Parnamirim, Monte Alegre, Augusto Severo, Mossoró e São Rafael. 

Após aposentar-se tratou de escrever livros. Já publicou 05 livros e, aos 100 anos de idade, busca escrever o sexto. 

Escotismo e música 

Moacir de Lucena criou grupos de escoteiros em suas passagens por Apodi e Alexandria. Ele via o escotismo como um complemente da escola, onde os jovens aprendiam na prática, noções de solidariedade e de civismo, praticavam exercícios físicos, adquiriam os bons hábitos da saúde, e recebiam orientações de como sobreviver num ambiente inóspito. 

Moacir de Lucena, o poeta, sempre levou a música para as escolas onde lecionou. “Ensinava canto orfeônico, organizava corais, compunha hinos para escolas e músicas para as datas festivas. Incentiva o aparecimento de novas bandas de música e promovia shows musicais com a participação dos estudantes”, lembra Liacir de Lucena. 

Filho de Martins 

Moacir de Lucena é filho de Antonio Galdino de Lucena (Dato) e de Antonia Francisca Xavier, nascido em Martins no dia 5 de junho de 1912, casado com Natália Queiroz dos Santos desde dezembro de 1940, e pai de 10 filhos.

Por Isaias Oliveira, Revista Foco.

Convite - Lançamento do Edital RN Sustentável em Apodi-RN


A Coordenação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário – CMDS do Município de Apodi/RN vem através deste convocar todos os presidentes de associações e organizações que atuam no município de Apodi/RN para participar do Ato de lançamento do Edital do RN Sustentável, que ocorrerá no Auditório do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi. 

Dia 28 de Maio (próxima quarta) a partir das 8 horas.

Na certeza da presença de todos agradecemos antecipadamente.

A Coordenação do CMDS – Apodi/RN

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A educação que queremos - Manoel Georgino

Ao professor que então
Há muito quer trabalhar
Com nova conscientização
Para melhor ensinar
Em pró da educação
Do povo deste lugar

A discussão que queremos
É com finalidade
De ver o que defendemos
E praticar de verdade
Pelos direitos lutemos
Para dar o ensino, ao menos
Centrado na realidade

A história que contamos
Precisa ser verdadeira
A escola que ensinamos
Precisa ser vivedeira
Da vida que nós levamos
Pra ver se consciente estamos
Para uma educação inteira

Ensinar com os pés no centro
É ter fundo de verdade
Não cair no esquecimento
Crescer na Universidade
De todo o conhecimento
Que se passa no momento,
Na vida da humanidade

Entrar na luta é então
Para um fim defender
Conversar com o povão
Os assuntos do saber
Sabendo que a educação
É a arma do cidadão
Para ler e escrever

O homem trabalhador
Não pode se isolar
Porque todo educador
Trabalha no ensinar
E unido ao agricultor
De metalúrgico a cantor
Tudo pode conquistar

Queremos democracia
Na escola que estudamos
Pra ver se vem melhoria
No decorrer desses anos
Queremos toma-la um dia
Do poder da minoria
Pra vê se livres estamos

Não dar para engolir
A política como está
Vamos deixar de fingir
Que poderemos votar
Pois continuam a proibir
O povo de decidir
Qual diretor vai entrar

Tema contextualizado
Precisamos trabalhar
Deixando selecionado
Para melhor ensinar
Com trabalho pesquisado
E sempre relacionado
Com a cultura do lugar

Descobrindo habilidade
Podemos valorizar
A arte que, na verdade
Só dar valor ao lugar
Interdisciplinaridade
Enriquece a qualidade
Para melhor educar

Para uma boa qualidade
Em nossa educação
Envolver a comunidade
É nossa primeira ação
Pra termos diversidade
Conquistamos na verdade
O orgulho da nação

Sendo assim o professor
Sente-se mais à vontade
Integrando diretor,
Aluno e comunidade
Pra conquistar mais valor
Cada um é educador
Sem distinção de idade

Acabando o casuísmo
Dentro da educação
Elimina o misticismo
Ganha a conscientização
Que luta contra racismo,
Preconceito e manobrismo
Contra a população

Ajudando ao diretor
A acabar com a exclusão
Enriquece o professor
Que defende a inclusão
Independente de cor,
Cultura, origem ou valor
Pra fazer educação

Apodi é destacado
Em música, esporte e lazer
No teatro é respeitado,
Pois é arte do saber
E já é um bom resultado
Manter o povo educado
Pra tudo desenvolver

Mas uma volta por cima
Apodi precisar dar
Embora peneira fina
Seja preciso usar
Pra peneirar uma tina
De gente que aqui domina
Sem ter amor ao lugar

Gente jovem e estudada
Como uma história decente
Precisa ser confiada
Pra ajudar a esta gente
Que há anos é enganada
Por quem nunca soube nada
Do que é “ser indigente”

Três centenários – o tirano
Este lugar completou
De promessa a desengano
Mil gerações enterrou
Entra janeiro e sai ano
Político vai enricando
Mas quase nada mudou

"Ensaios Poéticos" - Manoel Georgino 

domingo, 25 de maio de 2014

Alunos do IFRN fazem visita a historiadora Dodora Maia

Dodora concedendo entrevista a equipe "O pavilhão dos historiadores".  Na foto aparece os entrevistadores da esquerda para direita: Ana Paula Bezerra, Francisco Veríssimo, Paula Sabrynna e ao lado direito da foto a entrevistada "Dodora".

Os alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – Campus Apodi, realizaram na tarde da última sexta-feira (23/05) uma entrevista com a historiadora Maria Auxiliadora da Silva Maia, que é mais conhecida por todos como “Dodora”. A entrevista faz parte da  Olimpíada Nacional em História do Brasil(ONHB) que já está em sua 6ª edição. 

A equipe O “O pavilhão dos historiadores”,  formada por Francisco Veríssimo, Paula Sabrynna, naturais de Apodi e alunos do curso Técnico em informática e Ana Paula Bezerra, natural de Caraúbas e aluna do curso Técnico em Agricultura, sob a orientação da Professora de História do Campus Apodi, Sarah Cameplo Cruz Gois, natural de Fortaleza-CE, , fizeram uma entrevista com o tema  “Memórias da Censura”. A entrevista teve uma duração de aproximadamente uma hora e 30 minutos. 

Dodora ficou muito feliz ao receber a nossa equipe para a realização da entrevista. Relatou acontecimentos de suma importância para a história da Ditadura Militar na cidade de Apodi-RN. Segundo Maria Auxiliadora, embora a ditadura militar não tivesse forte impacto em nosso município, ela diz que uma coisa terrível, não houve tortura contra os moradores, mas alguns chegaram a ser presos, para darem esclarecimentos os oficiais sobre os seus atos, inclusive eu também fui chamada para dar depoimentos. Em alguns de seus depoimentos ela diz: Nunca fui torturada, mas tive que "encarar" de frente os oficiais militares ligados ao regime militar, que vieram do Estado da Bahia, para vigiar os apodienses.  

Dodora também falou sobre sua luta em defesa dos apodienses contra a ditadura em nossa cidade. "Foi uma tarefa muito difícil, mas eu sou pequenina, mas sou destemida", afirma a historiadora. Ao final da visita Dodora agradeceu, e disse que estava a disposição para ajudar no que fosse preciso. 


Veja abaixo mais fotos da visita a casa de Dodora: 

Duas historiadoras juntas: Dodora Maia, natural de Apodi-RN, e Sarah Campelo, natural de Fortaleza-CE. 

Dodora e Sarah Campelo. 

 Ana Paula Bezerra, Paula Sabrynna, historiadora Dodora Maia e o pesquisador Veríssimo Sousa. 

 Dodora e seus netinhos,  ao lado da equipe "o pavilhão dos historiadores". 

Nota do blog: Foi uma visita muito emociante com a nossa grande historiadora Dodora Maia. 

A luta de uma guerreira contra a ditadura - Por Veríssimo Sousa

Historiadora Dodora Maia

Maria Auxiliadora da Silva Maia, conhecida popularmente por “Dodora”, nasceu na cidade de Apodi-RN, no dia 04 de janeiro de 1951, filha dos apodienses Eugênia Pereira da Silva e Sebastião Lúcio da Silva (Tião Lúcio). Criou-se na Rua Adrião Bezerra. Foi casada com João Pereira Maia (João de Dão Velho), hoje é viúva, seu marido faleceu há cerca de sete anos. Chegou a mudar-se para o centro da cidade de Apodi, e atualmente mora novamente na Rua onde nasceu localizada no Bairro Timbaúba do Campo. Dodora é Formada em Direito, atuou como advogada, poetisa, escritora, historiadora, professora e atualmente é uma encantadora “contadora de histórias”. Quando criança gostava muito de estudar, principalmente de ouvir as histórias e estórias de seu pai, pessoa de quem herdou a sua inspiração. 

No ano de 1978, iniciou a sua luta na preservação do Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade, ela lutava pela institucionalização do sítio e contra a exploração indiscriminada da região. Dodora se engajou na política, em 1980, década em que se candidatou a vereadora, mesmo sabendo que não ganharia, insistiu em sua candidatura. Fundou uma Associação de Mulheres e teve que lutar contra o machismo bastante presente no interior. Nesse mesmo período militares do Estado da Bahia foram destacados para a cidade de Apodi. Ela, a partir de então, tinha a difícil tarefa de lutar contra aqueles homens muito rudes e truculentos, que a difamavam chamando-a de negra chata, atrevida e muitos outros apelidos. Com a chegada daqueles homens os moradores de Apodi começaram a ficar com medo, se escondiam e muitas vezes não saiam de casa com receio das atrocidades que os militares poderiam fazer contra eles. 

Com muita segurança Dodora nos conta que: “nunca fui torturada, embora fossem homens fortes e bravos, nunca torturam a mim e nem a nenhum apodiense. Entretanto algumas vezes pessoas foram pressas por se oporem ao regime da ditadura, eu inclusive cheguei a me envolver em brigas contra os militares. Teve outras vezes também que me arrisquei muito ao tocar em uma radiola músicas que eram censuras pelo Regime Militar, músicas de Caetano Veloso, como “É Proibido Proibir, Geraldo Vandré “Caminhando e Cantando”. Meu pai ficava muito preocupado ao ouvir que eu estava desafiando os oficiais militares, me pediu muito para parar de tocar e eu parei”. Por todos esses motivos Dodora foi espionada, perseguida e chamada para dar satisfação sobre suas ações por oficiais ligados ao exercito que estavam na cidade de Apodi. 

Como Apodi é uma cidade bastante rural a luta de Dodora esteve sempre bastante ligada às questões do campo ela fundou várias associações rurais. Ajudou muitas pessoas, inclusive uma alemã, que aqui chegou para trabalhar como assistente social. Ensinando as pessoas a como se “virar” contra as opressões da ditadura em nosso município. Na época da Anistia, já no fim do regime militar, foi surpreendida com a notícia de que havia um processo contra ela arquivado, durante a conversa ela foi buscar o documento, datado de 1987, em seu cofre e disse: “o que é importante para mim eu guardo no cofre”. 

 Foi Dodora quem proporcionou a primeira reunião do núcleo do Partido Comunista do Brasil – PC do B, em Apodi e por isso chamada de “comunista” pelos repressores. Hoje, com 63 anos de idade, Dodora nos conta com muita alegria a sua luta para defender os apodienses dos militares, pois ela diz: “Minha tarefa foi muito difícil, pois tive que lutar contra os militares, pois sou pequenina, mas sou destemida”. 

Foi assim que nos recebeu Dona Maria Auxiliadora, Dona Dodora, mulher forte e destemida, mas acima de tudo encantadora. Ela nos ajudou a compreender como a Ditadura Militar também pôde ser experiênciada pelas pessoas simples do campo da nossa cidade de Apodi.


Por Francisco Veríssimo de Sousa Neto - Aluno do Curso Técnico em Informática do IFRN Campus Apodi, sob orientação da professora de História Sarah Campelo. 

Sem título - Aluísio Barros

Errante e solitária
mas cheia de perturbação
a mão dança no ventre

Luz vacilante balançante teto
tédio

Pensamento não-inerte,
mas sem destino;
as ideia? ai, as ideias!

Errante a vida dança no fio:
desequilibrada;
mas tentando alcançar o meio-fio.

E cai mais duas vezes num só quarto de dormir.
É inútil esse jogo de dor e bebida.

"Anjo Torto"
Aluísio Barros de Oliveira. 

sábado, 24 de maio de 2014

Vigília - Aluísio Barros

Quem me invade a rua
onde repousa essa vontade morta
de não mais sorrir nem cantar?

Quem me bata à porta
e ameaça este silêncio
que me aperta o coração?

Quem me invade
agora que não estou mais em mim?

"Anjo Torto"
Aluísio Barros de Oliveira 

Projeto Aluno de Ouro premia alunos na Escola Isabel Aurélia Torres

Por Roberland Queiroz

Durante esta sexta-feira (23/05), na Escola Municipal Isabel Aurélia Tôrres (EMIAT) no Sítio Córrego em Apodi, teve início o projeto "Aluno de Ouro" que irá premiar os alunos, do 6º ao 9º ano, com melhor desempenho envolvendo diversos critérios como frequência, participação, comportamento, notas individuais e coletivas, além da presença dos pais ou responsáveis nas reuniões escolares.


O evento contou com a presença dos professores, gestores, coordenadora, funcionários e alunos do curso de Letras do NAESA-UERN, que ministraram um curso básico de Espanhol aos estudantes do 6º ano.

Na ocasião foi exposto o regulamento do projeto a todos os alunos participantes e divulgado o resultado do 1º bimestre, lembrando que a cada bimestre serão escolhidos o 1º colocado de cada ano/série, além do ranking parcial acumulativo como uma prévia da cerimônia de premiação do “Aluno de Ouro” que será realizado ao final do ano letivo, onde o referido aluno irá ganhar um tablet.

Os organizadores do projeto agradecem a colaboração das empresas que já estão apoiando. São eles: Ponto da Informática, CDL - Apodi, CK Comunicação Visual, Ótica Atraente, Êxitus Contabilidade e Dental Med, além do blog do Josenias Freitas, blog do Toinho, blog Tudo de Apodi e do programa Alô Educação.

Os alunos vencedores do 1º bimestre foram: 
- Luyanne Camylle da Costa Torres – 6º ano
- Fernando José de Oliveira Torres – 7º ano
- Victória Cristina Anízia de Souza – 8º ano
- Antônia Ângela Torres – 9º ano

Nota do blog.: Parabéns pela iniciativa. Muito bom.