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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Poemeto pós-moderno - Aluísio Barros

Para: Gustavo Luz

Não sei o que mais me dói:
A inutilidade útil da tarde morna
ou o cansaço inútil
desse insistente rock moreno de Gil

Não sei o que é mais inútil:
A dor desta tarde morna
ou o aroma perdido na relva cortada
antes do veneno das formigas.

Não sei o que é mais bonito:
Os olhos azuis de Camilo
ou os olhinhos negros do neguinho
que vende cavaco chinês na tarde morna.

Não sei o que é mais bobo:
O cansaço mental ou a pasta dental.

Não sei o que é mais inútil
ou o tempo que não se perde nas conversas
ou a rotina que nos impede de sermos
rotineiros todos os dias.

Nada é inútil. Tudo é útil. Todos se mesclam
Amanhã farei um poema sobre os tempos da calça
azul de mescla.

"Anjo Torto"
Aluísio Barros de Oliveira 

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