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sábado, 30 de novembro de 2013

João Ferreira Leite

JOÃO FERREIRA LEITE, nasceu em Apodi a 25 de Fevereiro de 1878. Bem moço ainda passou a residir em Mossoró onde atuou na loja comercial de seu irmão Salustiano Ferreira Leite (Apodi 07.06.1866/Mossoró 07.12.1900), a quem o substituiu por morte, continuando com a mesma razão social SALULEITE. Era filho legítimo de Simplício da Costa Leite e de Maria Joaquina da Conceição, que passou a assinar-se como Joaquina Ferreira Leite, e que era irmã do Coronel Antonio Ferreira Pinto. 

Casou em Mossoró a 10 de Novembro de 1902 com CRISTINA VERAS LEITE, filha do Coronel Manuel Martins Veras, rico fazendeiro e chefe político em Campo Grande-RN. João Leite teve destacada atuação na Praça comercial mossoroense, tendo sido eleito várias vezes Vereador em Mossoró. Faleceu em Mossoró a 05 de Março de 1949. Era sogro do Dr. Paulo Câmara, irmão do Interventor Federal/Governador Mário Câmara, que dirigiu o executivo potiguar no período 1933-1935. 

Foi um dos ferrenhos adversários dos governadores José Augusto Bezerra de Medeiros e Juvenal Lamartine. Era tio paterno de Luis Ferreira Leite, mentor da morte do Coronel Francisco Pinto. Por sua influência junto ao irmão do seu genro Paulo Câmara o então governador/Interventor Mário Câmara, conseguiu a nomeação do sobrinho Luís Leite para Prefeito de Apodi em Julho de 1933, tendo o mesmo tomado posse a 24.07.1933.

 Quando ocorreu o assassinato do Coronel Francisco Pinto o Luís Leite era o então Prefeito de Apodi, sendo certo que diante todas as evidências de que fora o autor intelectual do hediondo crime, recebeu em Apodi a visita do então governador/Interventor Mário Câmara, passado um mês e três dias, oferendo um lauto almoço, tendo sido objeto de repulsa do povo Apodiense, que viu como uma afronta à Lei o fato do governador vir pessoalmente prestar apoio ao Luís Leite, que era primo legítimo da esposa de Paulo Câmara. 

Diante o repúdio da imprensa estadual, Luís Leite foi demitido do cargo de Prefeito de Apodi a 16.07.1934, tendo passado o cargo para o Tenente Abílio Campos a 17.07.1934, dois meses e 12 dias após o assassinato político do grande líder Apodiense.

Fonte: Marcos Pinto - historiador apodiense 

Livres palavras - Mônica Freitas

E as palavras ficam loucas para sair da minha mente,
entediadas de estarem presas na boca
elas ganham forma em versos.
Saem saltitando alegres, dançando na chuva, no sol e no mar.
Falam de amor, de sonhos e de tudo que veem ao relento.
Não se incomodam com o grito autoritário do silêncio
e se esvoaçam no ar, como se fossem folhas ao vento.
São as livres palavras poéticas,
que já não aguentam tanto tom de cinza
tanto sonho perdido na rua
perdem todas as possibilidades éticas
e fogem para o mundo
numa atitude nua e crua.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Manoel Soledade - Fundador de Soledade

MANOEL FRANCISCO DOS SANTOS SOLEDADE, natural de Aracati-CE, nascido a 10 de janeiro de 1700. Foi o primeiro morador do então e atual Distrito de SOLEDADE, Apodi-RN, onde fica situado o Lajedo Arqueológico de Soledade. Ele era casado com Verônica dos Santos.

No dia 1º de fevereiro de 1726, Manuel Soledade, recebe concessão de Carta de Data e Sesmaria pelo Capitão Mór Joaquim Félix de Lima, da cidade do Natal, dando-lhe três léguas de terras de comprido por uma de largura na picada do Apodi que seguia para o Jaguaribe no lugar chamado “Lagoa Grande”.

Reza a tradição que a origem de denominação da Vila de Soledade originou-se devido a Manoel Soledade, por ter sido ele o primeiro morador daquela belíssima e turística comunidade. Portanto ele foi o fundador da atual vila e futura cidade de Soledade. Faleceu no dia 07 de fevereiro de 1775 e foi sepultado na Matriz de Apodi. 

Fonte: Portal Oeste News - Jotta Maria. 

É tudo tão rapido... - Raimundo Torres

A chuva de verão.
Os versos que falaram dos meus tempos de criança.
O cantar do pássaro ferido pelo
homem que não sabe o valor da criação de Deus.
O rio que desce sinuosamente,
dizendo em seu trajeto que precisa ser bem cuidado.
O vento que faz cair as flores da primavera.
As suaves palavras, pelas quais
se declaram os grandes amores.
O grito do algoz arqueiro em sua lida brutal.
Alguns dessabores que nos deixam sem chão.
O sorriso que espantou o rancor e amenizou a dor.
O silencio que é capaz de emudecer
os que se acham donos da verdade.
O impetuoso pincel do artista, que,
com classe e dinâmica iniciou a pintura de um belo quadro.
A lágrima que traduz nossa angustia
e revela que somos frágeis.
A beleza e a vivacidade da juventude
que parece se escorrer por entre meus dedos magros.
O tempo que diz: basta, chegou o final do poema.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Vento do improviso - Paulo Filho Dantas

“Vento, brisa do improviso,
Traz a mudança esperada
No limiar duma alvorada
No coração fazendo juízo.

Preciso do toque feminino,
Da rouca voz na matina,
Quero a canção da surdina
De fera-gata em destino.

Alcova jaz aqui morada
No limbo de madrugada
São as verias em erupção.

Que aquecem clima frio
Navegados naquele rio
No reinado da sedução’’.

"Caminhos do Meu Ser''
Paulo Dantas Magno Filho 

Manoel Nogueira - Colonizador e Fundador do Apodi

MANOEL NOGUEIRA FERREIRA, nasceu na cidade de Nossa Senhora das Neves, atualmente João Pessoa, na Paraíba, no dia 15 de maio de 1655, filho legítimo de Matias de Freitas Nogueira e sua mulher Antonia Nogueira Ferreira. Casou-se com Antonia de Oliveira Correia natural de Pernambuco.

Em 19 de abril de 1680, o Capitão-Mor Geraldo de Suny concedeu aos irmãos Manoel Nogueira Ferreira e João Nogueira a sesmaria, por eles requerida, para colonizar a ribeira do Apodi. A disputa pelas terras era uma evidência.

Pelos seus dados biográficos, encontrados nos documentos históricos em nosso poder, não completara Manoel Nogueira Ferreira 25 anos de idade, quando pisou pela primeira vez o solo da antiga Podi, em 1680. Não encontrando maiores dificuldades, inicialmente, para conquistar os indígenas aqui estabelecidos, é de supor que fosse um bom conhecedor dos seus costumes e hábitos, pois isto facilitava a aproximação com os índios.

A cobiça dos irmãos Nogueira, pela terra que acabavam de descobrir e que logo reconheceram ser de excelente qualidade, com possibilidade de fazê-los progredir na exploração da agricultura e da pecuária, da caça e da pesca, deve-lhes ter despertado a ideia de afastar, o quanto antes, os primitivos moradores que aqui encontraram. Este era, de modo geral, o pensamento dos colonizadores da época, egressos de “bandeiras’ e “entradas”, muitas vezes, e, como sempre, impiedosos depredadores das comunidades indígenas.

Com a sublevação geral dos índios ocorrida entre os anos de 1687 e 1696, morre Baltazar Nogueira, irmão de Manoel Nogueira,  em luta travada com os índios paiacus nas proximidades da Lagoa Apanha Peixe. Não suportando mais os ataques dos silvícolas, os colonizadores tiveram que se retirar da região, onde já haviam feito plantações e instalado a criação de gado. Alguns anos depois os Nogueiras retornaram às terras da ribeira do Apodi com Manoel Nogueira no comando, na condição de Sargento-Mor da Ribeira.

Naquele tempo, a penetração do homem numa região  desconhecida, hostil, exposto a perigos de toda ordem, exigia do desbravador, qualidades indispensáveis à conquista dos objetivos visados. Ser forte, corajoso e adaptado ao ambiente, eram condições necessárias para suportar as longas e duras caminhadas, de milhares de quilômetros, através de matas, rios e serras, onde as doenças, o índio bravo e as feras, eram uma ameaça permanente a esse tipo de aventura. 

Foi justamente enfrentando tudo isto, desafiando todos aqueles obstáculos, que o jovem Manoel Nogueira veio esbarrar, numa de suas penetrações por regiões nordestinas, nas margens da Lagoa Itaú, que significa “pedra preta”. Com o correr dos tempos, passou a se chamar lagoa Apodi. 

Tornara-se Manoel Nogueira Ferreira um dos primeiros desbravadores da região oestana do Rio Grande do Norte, penetrando pelo sul da província, procedente da Paraíba, para implantar os fundamentos iniciais da nossa economia agrícola e pastoril. Fazendo roçados, plantando, criando gado, abrindo estradas, construindo e implantando as primeiras vias de comunicação. Fundava-se Apodi. Manoel Nogueira faleceu em sua fazenda Outeiro, no município de Apodi, em 17 de janeiro de 1715. 

Fonte consultada: Apodi, Sua história - Válter de Brito Guerra. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Individual - Paulo Filho Dantas

“Uma alma será capaz
De se juntar a uma outra
Para originar novo ser.

A partir desse início
O ‘animo’ primário perderá
Sua total individualização

E o individual que perde-se
Finalizado fica sem desejo
Potência, vontade, loucura’’.

"Caminhos do Meu Ser''
Paulo Dantas Magno Filho 

João Nogueira da Silveira - 1º Administrador de Apodi

JOÃO NOGUEIRA DA SILVEIRA, natural de Apodi-RN, nascido a 28/04/1790 e falecido em 9/12/1854, filho de Manoel Carvalho de Lucena e de Ana Góis. Casou-se em 3//6/1873, com Joana Barbosa de Amorim, filha do português Capitão João Antonio Nunes e Bonifácia Barbosa de Amorim.

Foi o Primeiro Presidente da Câmara Municipal de Apodi e consequentemente o Primeiro administrador do Apodi, após sua emancipação política - Vila e município de Apodi, criado e aprovado pelo Conselho Provincial em 11 de Abril de 1833, e confirmado pela Assembléia Legislativa Provincial em 23 de Março de 1835. Instalada a 1º Câmara Municipal em 09 de Outubro de 1833, foi esta presidida pelo Vereador JOÃO NOGUEIRA DA SILVEIRA (Tio de João Nogueira de Lucena Silveira) nascido em Apodi a 28.04.1790 e falecido a 09.12.1854. João Nogueira foi Administrador de Apodi (atual cargo de prefeito) de 09/10/1833 a 31/12/1836.

O Historiador Apodiense JOSÉ LEITE nominou o Capitão JOÃO NOGUEIRA DA SILVEIRA como o primeiro administrador do Apodi, em um dos 09 volumes de suas celebradas obras históricas intituladas "FLAGRANTES DAS VÁRZEAS DO APODI". João Nogueira faleceu em 09/12/1854. 

Fonte: Marcos Pinto – historiador apodiense

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Campus Apodi promoveu evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra

Dentro das celebrações para o Dia Nacional da Consciência Negra, o Campus Apodi apresentou uma vasta programação, com a participação de alunos e convidados, nos dias 19 e 20 de novembro, aos estudantes e servidores do Campus Apodi.

Campus Apodi promoveu evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra
Oficina de Capoeira, com o Mestre Alexandre Marcos de Brito

O evento, contou com mesas-redondas, coordenadas pelos professores Tales Augusto e Julimar França; oficina de capoeira para Iniciantes, com o Mestre Alexandre Marcos de Brito; mostra de vídeos sobre cultura negra; apresentação de Maculelê, com os estudantes da Escola Estadual Sebastião Gomes de Oliveira; apresentação da Irmandade de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário de Jardim do Seridó/RN; palestras dos professores Elielson Mesquita e Tales Augusto, e dos professores Gilson Mendes e Francisco Felipe; oficina 'As Canções de protesto de Billie Hiliday e Nina Simone contra o preconceito racial nos EUA', com a professora Claudiane Felix, do IFRN- Câmpus Pau dos Ferros;

Finalizando o evento, o professor Andrey Azevedo e os alunos  Pedro Fernandes e Miquéias Gama, apresentaram a música Sucrilhos, do cantor Criolo.

Além da programação apresentada, o evento contou com exposição dos instrumentos e das letras dos cânticos da capoeira; e com a exposição fotográfica "Sou negro- reis e rainhas: ícones da fé de um povo", do fotógrafo Joaquim Manoel de Azevedo Júnior.

Veja mais fotos do evento clicando aqui

*Portal IFRN 

La bella luna - Paulo Filho Dantas

“Quando chega a noite
Reflito sobre todas
Que passaram ao longo
Da história dessa humanidade.

Encontro-me com o meu eu
E penso se sempre a lua
Significou o mesmo sentir
Para os casais apaixonados

Queria saber se as luas cheias
Expandiram seu luzir
Conquistando e amparando os poetas
Que se sucedem como.

Dias e dias sérios e mal dormidos,
Noites duras como rochas,
Fragmentam os corações
Como as açoitantes ondas do mar.

As férias, os desejos e os
Versos se repetem como
Fosse a primeira e última vez
Que se misturam ao sentir-te’’

"Caminhos do Meu Ser''
Paulo Dantas Magno Filho 

Primeira Ata da Câmara Municipal de Apodi

PRIMEIRA ATA

Termo de posse e juramento que presta o Presidente e Secretário da Câmara eleita para o município criado da nova vila do Apody. Dada a hora, feita a chamada na forma da lei do estilo achava-se presente; O SENHOR VICE-PRESIDENTE DA Câmara da Vila de Portalegre o Alferes Reinaldo Galdêncio de Oliveira, comigo Secretário ao adiante nomeado e aí presentes os novos eleitos vereadores da Câmara Municipal desta Vila do Apody os senhores presidente da mesma João Nogueira da Silveira, o Reverendo Francisco Longino Guilherme de Melo, Antonio Francisco de Oliveira, o Capitão Lourenço Alves de Oliveira, Joaquim da Cunha Cavalcante e João Freire da Silveira; pelo senhor Presidente lhes foi mandado deferir por mim Secretário os juramentos dos Santos Evangelhos em um livro deles em que tocaram suas mãos direitas e disseram com os joelhos em terra ao topo da mesa as seguintes palavras: Juro de bem desempenhar as obrigações de vereador desta Câmara, defender a Constituição e guardar a lei. E com estas palavras houve o senhor Presidente a nova Câmara por empossada de que para constar mandou fazer esta ata em que os novos providos assinam e eu LEANDRO Francisco Cavalcante de Albuquerque, secretário escrevi - Dado o juramento leu o Vice presidente da Vila de Portalegre o seguinte discurso:

“Neste momento terminou a jurisdição que teve a Câmara da Vila de Portalegre nos povos deste Município; empossadas esta Câmara passa ao digno desempenho de Vossas Senhorias os negócios do novo Município, eles lhes oferecem um aspecto agradável e de Vossas Senhorias esperam sem melhoramento como executores da lei e amantes das liberdades públicas - Este município composto de cidadãos pobres, gente dócil e modalizada dignos de melhor sorte; com a elevação de uma nova Vila esperam dos ilustres conhecimento de Vossas Senhorias a manutenção da lei, prosperidade de um povo livre a cujos desvelos os entrega a Câmara da Vila de Portalegre, que teve a honra em manter a administração de tão digno povo; e eu em nome dela ofereço a Vossas Senhorias uma liga inseparável a bem da causa pública e como irmãos nascidos e criados em um mesmo país havendo recíproca e prontas relações para o bem estar da Segurança Pública dos municípios.

Vila do Apody, nove de outubro de mil oitocentos e trinta e cinco, Reinaldo Galdêncio de Oliveira.

Assinaturas:
Reinaldo Galdêncio de Oliveira
João Nogueira da  Silveira
Francisco Longino Guilherme de Melo
Lourenço Alves de Oliveira
Joaquim da Cunha Cavalcante
João Freire da Silveira.

Foi mais resolvida pelo Vice-Presidente da Câmara da Vila de Portalegre que em virtude do parágrafo terceiro do decreto de treze de novembro do ano mil oitocentos e trinta e dois se declarasse a instalação da Vila pelo código do processo criminal e resolução do Excelentíssimo Conselho do Governo desta Província, de onze de abril do ano que corre; foi criada esta Vila de Apody com a denominação de Vila do Apody servindo lhe de terreno a divisão da mesma Freguesia Manoel Lobo de Miranda Henriques, de 15 de abril e resolveu-se fazer público por Editaes na primeira sessão; e dada a hora levantou o senhor Presidente a sessão; e eu Leandro Cavalcante de Albuquerque, Secretário da Câmara de Portalegre o escrevi. Renaldo Galdêncio de Oliveira.

No dia 11 de novembro de 1892, o Dr. Reinaldo Herculano M. Falcão, Juiz de Direito da Comarca de Apodi recebeu telegrama do governador provisório Dr. Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, fez proclamar a República em sessão solene do povo na Câmara Municipal, onde falaram o mesmo magistrado e o Cel Antonio Carlos Fernandes Pimenta.

Foi substituída a Câmara Municipal pelo Conselho de Intendência presidido pelo coronel Luiz Soares da Silveira e instalada a 8 de fevereiro de 1890.

O Decreto nº 9, de 18 de janeiro de 1890, sancionado pelo então governador Adolfo da Silva Gordo, dissolveu todas as Câmaras Municipais do Estado do Rio Grande do Norte, sendo que o Poder municipal de cada município ficou na responsabilidade de um Conselho de Intendência Municipal, sob a presidência de um deles, de nomeação do governo estadual, que no Apodi foi presidido pelo Coronel Luiz Soares da Silveira que a instalou no dia 8 de fevereiro de 1890, assim constituído:
PRESIDENTE – Cel Luiz Soares da Silveira
INTENDENTES: Alexandre Magno de Oliveira Pinto Neto, Laurindo Holanda Cavalcante e João Régis Cavalcante.

OS ÚLTIMOS INTENDENTES

Infelizmente não conseguimos as relações dos intendentes municipais (atuais vereadores), no período de 1890 a 1926, porém, felizmente conseguimos junto aos livros de atas da Câmara Municipal de Apodi os nomes dos últimos intendentes municipais desta cidade. Eis os nomes:

Intendentes Municipais de Apodi

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Olhar vermelho - Paulo Filho Dantas

"Recordando assanho o pensamento
Lembrei-me dum amor do passado
Os que não vivi, tamanho lamento
O teu rosto eu vislumbrei calado
Foram tantos olhares não percebidos
 Alguns me miravam com desejo
Muitos, eu lembro, me eram proibidos
Porque não pude experimentar o beijo
Mas foram dos olhares, o vermelho
 Que do presente fez-me esquecer
Antes do nada tudo, passei perceber
O olhar penetrante que assemelho
E no meio dos outros se perdeu
O muno inteiro era você e eu...."

domingo, 24 de novembro de 2013

O amor - Maria Luiza

O amor é um sentimento que
produz forças antagônicas
dentro de nós...

Sentimo-nos
felizes
infelizes
vencidos
invencíveis
atingidos
inatingíveis
esquecidos
inesquecíveis

Vivenciamos
a lágrima
o sorriso
a prisão
a liberdade
a clareza
o conflito
a presença
a saudade

Descobrimos
a emoção
a razão
a realidade
a fantasia
a certeza
a dúvida
a tristeza
a alegria

Há grandeza
no silêncio
na palavra
no comum
no extraordinário
num “oi’’
num “eu te amo’’
no real
no imaginário

Experimentamos
a crise
o renascimento
a dor
a lição
a renúncia
a recompensa
a discórdia
a união

Somos
pacíficos
revolucionários
domados
domadores
líderes
conquistadores
conquistados

Sentimos, vivenciamos, descobrimos a grandeza, experimentamos, enfim...SOMOS!!!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

sábado, 23 de novembro de 2013

I Festival Literário do Isabel Aurélia aconteceu nesta sexta-feira (22)



Aconteceu nesta sexta-feira (22), I Festival Literário da Escola Municipal Isabel Aurélia Tôrres, o evento contou com a participação dos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental- 1º ao 4º ano, professores, apoio pedagógico e gestores. No festival foram trabalhados textos apresentados em vários gêneros e organizados com muito carinho, todos com intuito de incentivar às crianças a mergulharem mais a mente na leitura e nos livros.

A organização dos professores e os próprios alunos encheram os olhos de quem participou do evento. Além da equipe da escola e a presença de alguns pais tivemos também a participação da secretaria de educação Mara Marlizete, a Coordenadora Cecy Fernandes, e os orientadores de estudo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, Nilson e Aleana que vinheram prestigiar nosso festival.

Varias apresentações e contos de histórias dos livros infantis, foram encenadas em público para descontrair e trazer uma forma diferente de aprendizado. 

O festival literário faz parte da proposta de atividade do Pacto, porém todos os professores se envolveram, participando com grande empenho o que ocasionou o festival que foi um sucesso.


Infantil I

 
 Infantil II

Infantil II

Infantil III

 
 1° ano

2° ano

3° ano

 
 4° ano

 
 Equipe

 
 Secretaria Mara, Professora Ecineide, alunos, Aleana, Katayamm e Rosi Torres


Enquanto houver em mim - Maria Luiza

Enquanto houver em mim
amor

esperança;
Enquanto houver em mim
o pulsar dos
sentimentos
pensamentos;
Enquanto houver em mim
força
ousadia
coragem
vontade de viver;
Enquanto houver em mim
uma luz
uma energia
lágrimas
sorrisos
realidade
fantasia;
Enquanto houver em mim
sonhos
objetivos
horizontes
metas
a capacidade de desenvolver o meu “eu’’;
Enquanto houver em mim
sensibilidade
carinho
ternura
harmonia
o nascer de mais um dia;
Enquanto houver em mim
a razão
a emoção
as batidas de um coração;
Enquanto houver em mim
um corpo
que movimenta
um coração
que ama
uma cabeça
que pensa,
um pouco de tudo
que a vida proporciona;
Enquanto houver em mim
o pulsar
de um coração
um movimento
de respiração,
disposição de lutar
pela vida;
Enquanto houver em mim
a presença de Deus
eu viverei por você
com você
para você!!!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Quero - Maria Luiza

Quero viver
um pouco de
teus dias
tuas horas
Ser um pouco de ti,
a som de dois “eus’’
ou o seu próprio “eu’’
que te acompanha
em cada instante
de sua vida...
Quero ter a capacidade
de preencher
os vazios
do seu coração
segurar a sua mão
dando-lhe
razão
motivação
para viver feliz
Quero ser
uma pessoa querida
amiga
seduzida
capaz de proporcionar-lhe
sorrisos
e, ao mesmo tempo,
enxugar-lhe as
lágrimas
Quero ser
aquele “algo’’
afago
que estava faltando
em sua vida,
um “algo’’
que as palavras
não conseguem
explicar
mas com certeza
o meu coração
sabe como
expressar
Quero ser
motivo de saudade
e nunca de infelicidade,
razão de alegria
e não de desarmonia.
Quero ser
uma presença
especial em sua vida,
presença que talvez
seja exterminada
pelo tempo,
mais que possa
deixar
marcar
arquivar
a recordação
de maravilhosos momentos
Quero ser
o seu sonho
a sua meta
a sua fantasia
a sua realidade
o seu hoje
o seu amanhã.
um prolongamento
natural
especial
de seus dias...
Quero ser
marca registrada
em sua vida,
presença constante
em seu pensamento
uma doce lembrança
para o seu coração
sentimento
razão,
Quero ser
O seu eterno “sim’’
Jamais o seu “não’’
Nuca o seu “talvez’’
mas aquela pessoa
que aconteça
o que acontecer
esteja onde estiver,
será lembrada
com carinho
com saudade
pela felicidade
que tentou lhe
proporcionar
enquanto esteve
contigo

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Confira a programação do projeto Cultura na Casa

Projeto CULTURA NA CASA - Aniversario de Dois (02) Anos da Associação Raimunda Dantas Dantas. Amanhã, Sexta - Feira, dia 22/11 na Casa de Cultura Popular - Palácio de Soledade.



CRONOGRAMA DAS APRESENTAÇÕES: 

Seção de Cinema - Projeto: CINE CASARÃO
Horário: 16hrs 30min.
Local: Auditório da Casa de Cultura de Apodi
Filme: 'O Palhaço' - CINE CASARÃO
Entrada: Um (01) quilo de alimento não perecível ou um (01) brinquedo, novo ou usado.

Apresentação do Espetáculo Infantil da Cia. Teatral Casarão
Horário: 18hrs 00min.
Local: Auditório da Casa de Cultura de Apodi
Espetáculo: 'Os Saltimbancos' - Cia. Teatral Casarão
Entrada: Um (01) quilo de alimento não perecível ou um (01) brinquedo, novo ou usado.

Apresentação do Espetáculo da Cia. Pão Doce de Teatro
Horário: 20hrs 00min.
Local: Calçada da Casa de Cultura de Apodi
Espetáculo: 'Retalho de Carnaval' - Cia. Pão Doce de Teatro
Entrada: Gratuita

OFERECIMENTO:
ARD, Associação Raimunda Dantas

REALIZAÇÃO:
CIA. Teatral Casarão

APOIO:
Deposito de Bebidas São João
Funeplanos
Paroquia do Apodi

Por Luis Marinho via facebook

Não é sempre fácil - Maria Luiza

Não é sempre fácil
dizermos
o que queremos
o que sentimos
quando as coisas são
muito fortes dentro dos nosso corações,
como o prazer
que sinto em tê-las em minha vida
e do calor que seu sorriso
sempre traz,
Como a grandeza
do meu amor por você
que se reflete em cada
pensamento
gesto
palavra
atitude.

Não é sempre fácil
calcular
avaliar
medir
sentimentos que se concentram
em um coração,
sentimentos iguais aos
que tenho por você:
amor
amizade
carinho
respeito

Não é sempre fácil
expressar
com clareza, objetividade
as sensações que percorrem
a mente
o coração
o corpo
de alguém que ama,
Assim como também não é fácil
explicar
essa magia que circula
em qualquer lugar
que envolve em qualquer hora
em que você está por perto
seja físico
ou espiritualmente
como agora.

Não é sempre fácil
exteriorizar
os nossos eus
a essência do que está dentro de nós;
da mesma forma
que não é fácil traduzir
com palavras
a grandeza
a pureza
de um coração que ama.

Não é sempre fácil
demonstramos
através de
pensamentos
gestos
ações
todo o amor que está
instalado dentro de nós...

Não é sempre fácil!!!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Quando - Maria Luiza

Quando a voz
se cala
e todas as palavras
se perdem
dentro de nós
sem conseguir
traduzir
o sentir...
Quando sentimentos
o nosso espírito
ser movido
envolvido
por uma força
superior
extra...
Quando o silêncio
fala mais alto,
os gestos são
mais profundos,
a emoção
é mais forte...
Quando o sol
ilumina mais,
as estrelas brilham
intensamente
no coração da gente,
a lua surge
mais clara...
Quando sentimos
uma energia viva
envolvida em nossa vida,
dando-nos força
para prosseguir
nos mais variados,
tipos de circunstâncias...
Quando a natureza
aumenta a sua beleza
ganhando um pouco
mais de verde,
e o céu um pouco
mais de azul,
transformando a vida
descolorida
em um arco-íris...
Quando o nosso coração
está aberto
para os bons
sentimentos
a as coisas boas
começar a surgir
naturalmente...
Quando descobrimos
que a nossa vida
palpita
acredita
em outra vida,
o nosso coração
bate
faz parte
de um outro coração...
Quando percebemos
que a felicidade
não é uma utopia
mas uma realidade
presente
no dia a dia
Quando aprendemos
a nos
auto-valorizar
auto-estimar
posicionando-nos
dentro do mundo
em que vivemos...
Quando sentimos
uma nova pessoa
irradiando uma
beleza
singeleza
pureza
que as “maquinas’’
e “robôs’’
deste século
não conseguem
captar...
Quando encontramos
num mundo
cheio de coisas
tão comuns,
alguém tão
extraordinariamente
(in)comum...
Quando crescemos
com as lutas,
sorrimos
com a alegria,
choramos
com a tristeza
com toda a
profundeza,
sem nos
deixarmos levar
pelos caminhos
da derrota...
Quando sentimento
não é mero
passatempo
mas reflete
um compromisso
a construção
de algo positivo...
Quando assumimos
com mais clareza
determinação
as sensações
contidas no coração...
Quando começamos
a ser responsáveis
por aquilo que conquistamos,
criando laços,
criando vínculos
sem nos tornarmos
indiferentes
mas extremamente
transparentes
refletindo
emoções
talentos
aptidões...
Quando não brincamos
com o sentimento
mas acreditamos
que ele é
essencial
à vida
ao ser humano...
Quando não vivemos
só por viver,
mas sentimos
uma forte
razão de
ser
permanecer
crescer...
Quando acontece
tudo isto
e muito mais
é porque somos
portadores
emissores
receptores
de um sentimento
em extinção: O AMOR!!!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Clube dos desbravadores realizam o III Clubão de Desbravadores


Neste último final de semana, sexta, sábado e domingo, o grupo de desbravadores estiveram reunidos na secretaria de agricultura de Apodi para realizarem o 3° Clubão dos Desbravadores em ritmo de paz e alegria.

Estivemos no local e falamos com Patrício, um dos integrantes do grupo. "Tínhamos ali quase 400 desbravadores onde trabalhamos as 3 áreas de um desbravador; a física, na realização das provas, espiritual, com cultos e louvores, mental, com provas de raciocínio; fizemos também um desfile no Apodi pela paz na cidade. Lá estavam presentes os clubes de Mossoro, Apodi, Francisco Dantas, martins, viçosa, Olho D´agua dos Borges, são miguel, Portalegre, onde tivemos como grande vencedora que chamamos clube de ouro em 1° Francisco Dantas em 2° Apodi e em 3° Mossoro... Foram 3 dias de acampamento onde nos divertimos e adoramos a Deus... Quero agradecer agradecer em especial ao secretario de agricultura Charton Rêgo e seu sub secretario Genildo que não nos deixou faltar nada, também ao grande secretario de Obras Samuel que nos apoiou e contribuiu para que esse evento acontecesse, então até próximo ano..." Disse.

No sábado os integrantes do grupo foram as ruas com cartazes pedindo paz na cidade.










Monólogo - Maria Luiza

Manhã de domingo
Estaciono em mim mesma,
tenho um encontro comigo
Me olho
por fora
por dentro
Penso...
Na correria do dia-a-dia
tenho esquecido
(Que perigo!)
de fazer em mim
uma vitoriosa
profilaxia
um mapeamento
do corpo
da alma
da mente
da vida
esvaída
nas idas
e vindas
ao trabalho
às atividades diárias
que nos roubam
(ou nós é que nos deixamos roubar)
sem querer
saber
fazer
um “check-up’’
na nossa existência...
(Há, para nós, indulgência?)
Daí o motivo
da dormência
na nossa convivência
com a família
amigos
e principalmente com Deus.
Nesse corre-corre
somos atropelados
pelo egoísmo
egocentrismo
e por tantos outros “ismo’’..
Sem nos darmos conta de
que há um sol que desponta
lá fora
lindo de viver!
Também há gente que chora
de tanto sofrer!
Porém, somos arrastados
como por um vendaval constante
que nos deixa distantes
da essência,
ficarmos na iminência
(prestes à falência)
de perder
por não saber
viver
proceder
como um Ser,
tudo o que mais desejamos ter:
a felicidade!
Sem percebermos
(será mesmo que não percebemos?)
tornamo-nos pessoas
“programadas’’
ocupadas
demasiadamente
como quem não sente
todo o mal
que fazemos a nós mesmos
aos outros
a muitos.
Não chegamos juntos
em conjunto
mas vivemos
como se houvesse apenas
a 1ª pessoa do singular
EU sou
EU estou
EU vou
o sentimento de posse
também é forte:
MEU trabalho
MINHA casa
MEU mundo
Que mundo?
se no mais profundo
criarmos o nosso próprio
como um “reinozinho’’
que tentarmos administrar?
Lá fora o sol está forte.
queima...
Aqui dentro
o meu coração
bate forte
também está acesso,
Ambos são semelhantes
(ilusão de ótica!)
São muitas as diferenças...
O sol ilumina e aquece
a todos!
E eu..
tenho iluminado,
tenho aquecido
algo
ou alguém,
ou apenas tenho sido refém
da própria vida
inserida no século XXI?
Mas na tentativa,
eu sei que há saída
percorro um labirinto infindo...
Sinto
Pressinto
que um dia eu chegarei lá
encontrarei a chaves
da fechadura
que dá abertura
ao coração
de cada criatura.
Preciso ir!
Algo urgente me chama
reclama
proclama
A minha consciência manda:
“Vai primeiro à procura de
tua própria chave!’’

Maria Luiza Marinho da Costa

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

IFRN-Apodi: Segunda Edição do Jornal Zootecnia Viva

Confira a segunda edição do Jornal Zootecnia Viva

Nesta edição do Jornal Zootecnia Viva, confira a importância do armazenamento da forragem nos períodos secos do ano. Veja também: caracterização da vegetação de caatinga no Semiárido Norte Riograndense, e entrevista com a presidente da Associação de Piscicultores do Vale do Apodi - APIVA.

O Jornal Zootecnia Viva é fruto do projeto de extensão “Socializando Saberes: Jornal Zootecnia Viva" aprovado a partir do edital nº 01 de 2013 da Pró-Reitoria de Extensão do Instituto Federal.





IFRN de Apodi promove Semana da Consciência Negra

Câmpus Apodi promove Semana da Consciência Negra.


O Câmpus Apodi promove nos dias 19 e 20 de novembro, Semana da Consciência Negra, em comemoração ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro). O evento vai contar com palestras, mesas-redondas, mostra de vídeos, oficinas, e apresentações culturais. A entrada é gratuita.

Apesar de ser um evento gratuito estaremos recebendo doações de alimentos não perecíveis, sala da Coordenação de Extensão.


Fonte: http://portal.ifrn.edu.br/

Forte só Jesus - Teresa Machado

Se tu pensas que és forte
Forte você não é
Forte mesmo só tem um
É Jesus de Nazaré
Ele é quem nos dá força
E nos coloca de pé.

domingo, 17 de novembro de 2013

Cia Teatro Casarão realiza multirão de limpeza e conserto na Casa de Cultura

[TRABALHOS] A Cia. Teatral Casarão hoje, sábado dia 16/11, realizou um mutirão com alguns componentes do grupo para limpar e consertar o auditório da Casa de Cultura Popular – Lajedo de Soledade, Apodi, Rio Grande do Norte. O mesmo contém 120 lugares, funcionavam 80 precariamente; pós-mutirão está funcionando agora 110 lugares confortavelmente. 

O prédio da Casa de Cultura teve sua estrutura física parcialmente comprometida, com a explosão desferida ao cofre central da agencia do Banco do Brasil de Apodi, nesta ultima Terça – Feira, dia 12/11. Apesar da explosão ter ocorrido a uma distancia de aproximadamente 500 metros, algumas salas da Casa de Cultura, teve seu teto rachado e em algumas vieram abaixo com a força do impacto. 

“Sem estarmos de posse de ferramentas adequadas e equipamentos para repor as peças danificadas, não só consertamos ou revitalizamos este espaço; fomos heróis, dignos de condecoração.”, brinca Marcelo Plínio, integrante do grupo ao se referir ao mutirão da Casa de Cultura. 

A Casa de Cultura de Apodi, desde que teve sua fundação em 09 de novembro de 2005, nunca passou por uma reforma ou revitalização nos equipamentos. No projeto inicial foi investido R$ 301 mil na adaptação do espaço físico e compra de materiais para facilitar o acesso à cultura no município. O projeto tem por objetivo abrigar a cultura local dando-lhes espaço e ponto fixo para que os artistas locais possam desenvolver sua arte. 

“O abandono do projeto da Casa da Cultura Popular não aconteceu apenas por parte da militância política do nosso estado, mas pelos artistas e entidades culturais das regiões que a possuem, e pela população em si. Hoje, Apodi poderia abrigar todas as iniciativas culturais existentes em nosso município, não só nas dependências da Casa de Cultura, mas em outros prédios desenhados e designados para esse fim; por exemplo: Alguns prédios existentes nos Terminais turísticos do Calçadão da Lagoa e o da Barragem de Santa Cruz.”, afirma o ator Luis Marinho. 

A Casa de Cultura Popular de Apodi possui uma pequena grade curricular de eventos culturais. Poucos artistas apodienses utilizam desse espaço, e dentre os poucos estão a Cia. Teatral Casarão e Associação Raimunda Dantas, que oferecem oficinas gratuitas de teatro e balé clássico para a população apodiense. A Casa funciona sem apoio iminente aos projetos que nela são desenvolvidos, porém eles acontecem e tem muito êxito no índice de público e aceitação por parte da população apodiense, mostrando a força e carência da nossa população por um fazer cultural diário. 

“O artista se faz no calor da batalha, nos desafios do dia a dia, não basta espera por um telefonema milagroso te convidando para participar de algum evento, ou, te avisando sobre quando e onde será os ensaios/apresentações de hoje. Temos que trabalhar, e trabalhar duro, estudando diariamente, buscando novos meios de ensino e novas formas de aprendizado, abdicando de feriados e de tempos extras que gastávamos assistindo a novela, ou comentando o placar do jogo de ontem, e até mesmo do tempo que temos para passar com nossa família deixamos de lado para trabalharmos. Ser artista é isso, trabalho, esforço, dedicação. A Casa de Cultura de Apodi é o retrato da cultura brasileira, existe e esta lá, mas ninguém liga ninguém lutar por mudança, ninguém fala o que precisa ser falado, mas se ninguém faz, como pode algo mudar; nós do grupo sabemos que ninguém fará nada por nós, por isso continuaremos lutando, nós mesmos faremos. Evoé cultura brasileira! Evoé as iniciativa culturais do meu vasto sertão!”, completa Luis Marinho.


Por Luiz Marinho via facebook

Antigas famílias apodienses com apelidos interessantes (I) - Por Marcos Pinto

Todas as cidades tem suas origens históricas ligadas à fatos da geografia humana, associados a lugares que os vinculam no cotidiano dos dias primeiros. A nossa amada terra natal Apodi tem merecido destaque, no que consiste a facilidade que os seus munícipes tem em dar apelidos à famílias, pessoas e lugares. Há cerca de 30 anos venho compilando fatos da história de Apodi que ainda não foram objeto de publicação em livros, resgatando-os de documentos oficiais empoeirados e esquecidos nos arquivos mortos dos dois Cartórios Judiciários da cidade.

O título que encima este despretensioso artiguete, constitui um capítulo de um livro que pretendo publicá-lo, que tem o título "MEMORIAL PODY DOS ENCANTOS - TRÊS SÉCULOS DE HISTÓRIA". Garimpando subsídios históricos com antigos Apodienses, como Sêo Chico Paulo, Sêo Emídio Dias, Chico Piaba, Novo Baité (Irmão de Belchior Dantas), Maria de Abília, Edmilson Morais, Dona Rosa Guerra, Valter Guerra e outros nomes não menos dignos de nota, pude cadastrar os nomes de 77 famílias apodienses com apelidos mui interessantes. Hoje farei abordagens históricas sobre as famílias AMOR, BAITÉ e BANDA.

A família AMOR é muito antiga e tradicional, tendo como feudo territorial o sítio "Córrego", espalhada naquelas belas paragens como areia no deserto. O primeiro componente a adotar o apelido AMOR foi o Sr. PEDRO AMOR DE PAULA, que era casado com ANTONIA PAULA DE LIMA, e que constituem o tronco principal de onde vieram todos os AMOR. Deste honrado nasceu:

F.01- JOSÉ FERREIRA LIMA:
       . Era popularmente conhecido como "ZÉ AMOR".
       . Nasceu no sítio "Córrego", no ano de 1834 e faleceu no mesmo sítio a 23.04.1916, aos 82 anos de idade.
       . Era casado com JOANA FRANCISCA DA CONCEIÇÃO, falecida a 11.03.1920.
       . Foram pais de:

N.01- FRANCISCO MARCOLINO DE LIMA - Casado com Francisca de tal.
N.02- MANOEL SANTIAGO DE LIMA - Casado com Maria Rosa.
N.03- JOSÉ FERREIRA LIMA (Repete o nome o pai).
N.04- SABINA FRANCISCA DA CONCEIÇÃO - Casada com Porfírio Eliziário da Silva.
N.05- ANTONIO MODESTO DE LIMA - Casado com Maria Bezerra de Carvalho.
N.06- LUÍS FERREIRA LIMA - Casado com América Veneranda da Silva.
N.07- PEDRO FERREIRA LIMA - Casado com Antonia Batista da Silva.
N.08- MARIA FRANCISCA DA CONCEIÇÃO - Casada com Manoel Maria da Silva.
N.09- PRIMO FERREIRA LIMA - Casado com Maria Romana de Carvalho.
N.10- ANTONIA FRANCISCA DA CONCEIÇÃO - Casada com Antonio Lúcio de Lima.

Esta laboriosa família tem um expressivo descendente na pessoa do Prof. ANTONIO FERREIRA LIMA, popularmente conhecido como "Antonio de Zuza", casado com a abnegada e profícua Professora CONCEIÇÃO MAIA, filha de Pedro Possidônio e de Francisca de Oliveira Pinto (Dona Moleca). Conceição é minha parente próxima tanto por parte de pai (Pedro Possidônio era sobrinho materno de minha avó Dona Nicinha) e dona Moleca era prima legítima de meu avô paterno Aristides Pinto. Outro membro dessa família bastante conhecido é o Sr. BATISTA AMOR, que, segundo Dodora de Tião Lúcio, foi o primeiro morador do sítio "Córrego" a possuir um veículo de marca JEEP, da indústria automobilística Wyllis. Batista tinha um irmão por nome Antonio Amor.

A família BAITÉ é muito conhecida em Apodi, principalmente pela particularidade de que, dentre os filhos do casal JOSÉ TENÓRIO DE OLIVEIRA, conhecido como ZÉ BAITÉ, e JOAQUINA AMÉLIA DANTAS, três filhos repetiam os nomes dos "Três Reis Magos: Belchior, Balthazar e Gaspar. Balthazar era conhecido como "Batinha", e Gaspar (Que é vivo, lépido e fagueiro aos 87 anos de idade), que é conhecido como "NOVO BAITÉ", residente em Mossoró, e que a história de Apodi registra como tendo sido o dono da primeira sorveteria instalada em Apodi, no ano de 1956, instalada na Rua N.Sra. da Conceição, naquele imóvel onde Lulú de Alfredo instalou, depois, o  seu Escritório Contábil. A esposa de Zé Baité era irmã legítima do antigo Sacristão Manoel Dantas, avô materno de dona Maria Coeli, que por sua vez é avó materna de Regina do Cartório. O velho ZÉ BAITÉ faleceu a 19 de Abril de 1933 aos 57 anos de idade. Era filho  natural de Maria Luíza da Conceição. JOAQUINA era filha de José Dantas Furtado e de Joaquina Dantas da Conceição.

ZÉ  BAITÉ e JOAQUINA DANTAS foram pais de:

F.01- GASPAR DANTAS (Novo Baité). Casou com Antonia Maria da Conceição (Toinha, natural de Caraúbas).
F.02- BELCHIOR DANTAS - Casou em primeira núpcias com FRANCISCA, filha do velho Anastácio Pereira, e segunda vez casou com outra FRANCISCA, filha do velho Luís Sapo.
F.03- BALTHAZAR DANTAS (Batinha Baité) - Residiu no estado do Amazonas durante 40 anos.
F.04- RAIMUNDO - Faleceu em Recife-PE.
F.05- JOSÉ DANTAS (Dedé Baité) - Casou com JOANA, filha de Antonio Padre. São os pais de D'Arc  Baité.
F.06- JOÃO DANTAS (Dandão Baité) - Casou com JOANA, filha de Luís Cangalheiro.
F.07- MARIA DANTAS - Casou com o soldado-PM Euclides Moura, conhecido como Mourinha. Residem em Natal.
F.08- VICÊNCIA DANTAS - Casou com o Sr. ABEL MEDEIROS, que veio morar em Apodi a convite do Cel. Lucas Pinto, de quem passou a ser motorista. Abel era conhecido como "Abel Pé-de-Quenga", apelido dado pelos apodienses, pelo fato dele ter defeito físico em um dos pés. Era natural da cidade de Remígio-PB, falecido em Natal no ano de 2003, com cerca de 90 anos de idade. Houve um incidente entre Abel e Edite Noronha, sendo certo que esta tinha fases em que era acometida por deficiência mental, e vagava pelas ruas de Apodi, envolta pela escuridão. 

Certa noite o Sr. Abel tinha chegado de viagem à noite, e depois de jantar, sentou-se na calçada de sua residência, até por volta das 11 horas da noite, hora em que viu um vulto se aproximar, tendo perguntado de quem se tratava. Como ele tinha inimigos, e diante do silêncio do vulto que cada vez mais se aproximava, empunhou seu revólver e fez um disparo em direção aos tijolos da calçada (que não era cimentada). Por ironia do destino, a bala ricocheteou e foi alojar-se na parte inferior do ventre de Edite, que era o vulto. Conduziram-na na mesma hora para Mossoró, onde foi cirurgiada e teve franca recuperação. A partir daí os Apodienses passaram a apelidá-la de Edite Pêi-Pôu, o que a deixava irada, momento em que a mesma dava vazão à raiva proferindo palavrões de baixo calão.

Outro expoente da família BAITÉ foi o Sr. JOÃO URBANO DE OLIVEIRA BAITÉ, casado com FRANCISCA MARIA DA CONCEIÇÃO e foram pais de:

F.01- PAULA ANANIAS DE OLIVEIRA:
        . Casou com o Sr. THEÓFILO CARDOSO DE OLIVEIRA, e foram pais de:
N.01 A 05 - MARIA, RANCISCA, JOÃO, JESUMIRA e LUÍS.

Sequenciando esse desiderato histórico-familiar, vamos encontrar a FAMÍLIA BANDA, que tem origem em JOÃO FERREIRA NORONHA, conhecido como JOÃO BANDA, soldado da PM reserva remunerada, filho de MANOEL PEDRO FERREIRA e de ETELVINA NORONHA (Telina Noronha). JOÃO BANDA casou com ISABEL COSTA, filha de João Francisco da Costa, vulgo João de Elias, e de Cristina, cearense da cidade de Camocim.

JOÃO BANDA e ISABEL são pais de:

F.01- ANTONIA NORONHA COSTA (Toinha) - Casou com Pedro de Adália.
F.02- AMÂNCIO NORONHA COSTA.
F.03- JOÃO BATISTA.
F.04- MARIA NORONHA COSTA - Casou com Luís de Zé Galdino.
F.05- MARIA - Casou com JOÃO, filho de João Tito e Maria de Maneco do Carmo.
F.06- FRANCISCO NORONHA COSTA - vulgo Chico Banda. Casou com Maria da Conceição Aires da Costa, conhecida como SULA, professora da rede estadual de ensino, filha de Elísio ires de Sena (Elísio Reinaldo) e de Clotildes Guerra.

. CHICO BANDA e SULA são pais de:
N.01 a 04: SILMA, SILVIA, SÍDIA, e FRANCISCO EDJALSON AIRES DA COSTA.

(FONTE: Livro de Óbitos do Primeiro Cartório Judiciário do Apodi - 1906-1911, e entrevistas concedidas pelos Srs. GASPAR DANTAS (Novo Baité) e CHICO BANDA).

Por Marcos Pinto - historiador apodiense e Presidente da Academia Apodiense de Letras. 

Prólogo ao amor - Mônica Freitas

Assim, num encontro em um ponto estratégico
num momento perfeito, ou não?
antes, no paraíso decorado por ventos, brisas
e olhos fixados um ao outro, impactados,
agora, o paraíso pode ser o bar, o banheiro, o mar,
a piscina, o carro, o computador, a mesa, a estrada
a casa do amigo, ao som de um funk em qualquer lugar.
A imagem é a mesma: os olhos impactados
A sensação primeira alivia a qualquer tensão
o frio na barriga, o coração que bate, a sensualidade
ahhh...a sensualidade, ela se revela nos rostos e corpos
sejam eles belos, sejam eles fracos de formosura
o prólogo ao amor é uma contração valente
é o marco de toda história que se configura
é o primeiro olhar
é o primeiro anseio
é o primeiro sonho
é o primeiro desejo
é o primeiro encontro
é o primeiro beijo

sábado, 16 de novembro de 2013

Escritora apodiense Vilmaci Viana lançara o livro "ILUSTRES APODIENSE"


Amigos apodienses,

Venho através deste, informar que durante a COPA DO MUNDO estarei lançando o livro: ILUSTRES APODIENSES e para tal, solicito que me envie sua biografia para inserir nesta obra prima da memória apodiense.


Um beijo de agradecimento, 
com amor
Vilmaci Viana

Explode coração! - Maria Luiza

Na minha vida
nunca havia acontecido
algo que eu pudesse
quisesse
lembrar como
um momento
de saudade gostosa
e não dolorosa
algo que eu desejasse
viver
reviver
milhares de vezes...

Então, você chegou
sem pedir licença
abriu espaços
criou laços
fez com que eu
te amasse
você me amasse
preenchendo
espaços vazios
constituindo
o nosso próprio mundo.

De repente,
nós vimos
sentimos
que tínhamos
tantas coisas
(in)comparáveis
tanto a ser falado
tanto a ser ouvido
tanto a ser vivido.
Você foi chegando,
eu fui chegando,
e numa manifestação
súbita
recíproca
nós fomos
cada vez mais
nos aproximando
como se uma
força maior
nos induzisse
seduzisse
a nos amparar
mutuamente.

Desde então,
sentimo que
precisávamos
nos equilibrar
um no outro.
Não mais éramos
partes dispersas
desconexas
e sim partes
de um mesmo todo.
Em consequência,
mesmo em meio
às turbulências,
há uma grande
verdade
em nossa consciência:
os nossos “eu’’
não combinam
desintegrados
mas caminhando

lado a lado. 

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

MARIA VILMACÍ VIANA DOS SANTOS (VIVI)

“O aroma das sementes de alfazema queimando no braseiro de ágata subiu na fumaça, invadiu a casa e anunciou o meu nascimento”.


Os primeiros anos da infância, de 1962 a 1969, passei na minha aldeia Tapuia Paiacu, na casa grande do sítio Santa Rosa, município de Apodi. Em um ambiente bucólico, convivi intensamente com a natureza, despertando com o canto dos pássaros ao alvorecer, tomando leite quentinho do peito da vaca, sentindo o cheiro das flores, do mato, da terra, tomando banho de chuva, dando cangapé na lagoa, açudes, córregos e rios. Sob os cuidados dos meus pais, Valdemiro e Mozinha e dos irmãos que me antecederam: Neta, Rita, Gilvan, Socorro, Dilma e Vilma, aprendi a brincar de roda, soltar pipa, fazer bonecas de pano e brinquedos de lata de óleo, caixa de fósforo, catembas de côco e osso de boi. Depois aprendi também a cuidar da casa e dos meus irmãos mais novos: Antônio, Junior e Vanuza. Aprendi a rezar com minha mãe que toda noite reunia os dez filhos ao redor da sua cama e depois ia contar estrelas no céu sem nuvens do Vale do Apodi. 

Cresci capturando vagalumes e cigarras, correndo, de pés descalços pelos serrotes, colhendo manga, banana, laranja e cajarana, comendo beijú na casa de farinha e queijo no sótão da casa dos meus avós maternos, Chico Tomaz e Sebastiana. Vivia tangendo cabras e bodes, pastorando o plantio de arroz com um espantalho e invadindo a olaria artesanal do meu avô paterno Pedro Quim, para fazer, com minhas frágeis mãos, a louça usada nos cozinhados das bonecas de pano com as quais brincávamos. 

O tempo passava e o alpendre da minha avó paterna, Chiquinha, era uma espécie de refúgio de todos nós. Dali pulávamos o parapeito para subir no pé de cajarana, tão antigo, cuja idade nunca soube, e, para amenizar o calor, o banho era na cacimba no leito do rio seco. No fim da tarde, Vilma e eu abandonávamos nosso trabalho, na palhoça que nos guardava do sol, enquanto cuidávamos do plantio de arroz, para assistir o crepúsculo. Em silêncio, víamos a claridade mergulhar lentamente por trás das mangueiras, coqueiros, laranjeiras, bananeiras, aquilo que, ainda hoje, chamamos pomar da nossa felicidade. No caminho de volta para casa, na hora da ceia, nossos passos, eram dados na cadência do canto dos pássaros que se despediam do dia. 

Aos sete anos, em janeiro de 1969, deixamos o Sítio Santa Rosa porque meu saudoso pai, Valdemiro Pedro Viana (in memoriam) fora eleito Prefeito, obrigando a mudança. Fomos então morar numa casa, por ele construída, que estava sempre cheia de correligionários, políticos, familiares e amigos. Ali em frente, minha mãe plantou um pé de castanhola para saudar os novos tempos. 

Assim passei minha infância, dividida entre o Sítio Santa Rosa, rasgando meus pés no lajedo de soledade, onde aos domingos íamos brincar de se esconder naquelas pedras e nas ruas da cidade, onde pulava corda, brincava de esconde esconde, bandeirinha e de muitas brincadeiras de roda. 

Nos anos oitenta, minha juventude estava contaminada pelos “Embalos de Sábado à Noite”, de John Travolta e os políticos articulavam o retorno da democracia ao país. Naquele tempo vivíamos praticando esportes e dançando nas discotecas, quando fui escolhida o mais belo rosto de Apodi. Em 1982 fui aprovada no vestibular da UFRN e passei a residir em Natal. A faculdade me proporcionou momentos maravilhosos. Muitos congressos, viagens e estágios no projeto Rondon, quando conheci o vale do São Francisco e desfrutei da cultura da localidade de Carrapicho/SE e Penedo/AL. No grande anseio de sempre conhecer mais, fui para Belo Horizonte/MG, em 1987. Na capital mineira estudei na FAFI-BH, concluindo a pós-graduação em Educação Especial. Paralelamente me dediquei a estudar Teatro, na UFMG, onde passei a conviver e beber da fonte da sabedoria dos intelectuais das artes de Minas Gerais. 

Em Dezembro de 1988, fui morar em Porto Velho, Rondônia, já casada com o engenheiro civil, construtor e atual empresário ceramista, José Genival dos Santos. Durante 10 anos morei naquela região da Amazônia onde desenvolvi atividades em diversas instituições educacionais e culturais daquele Estado. Neste período viajei muito pelo interior do estado, onde conheci a cultura do homem da floresta, do indígena e do seringueiro. Fui também à Bolívia, onde me deliciei com a típica “parrillada”, acompanhada de uma cerveja “pacenha”. Foram tempos inesquecíveis e de ricas experiências nas terras do Marechal Rondon. 

No entanto, a maior conquista em Rondônia, foi o nascimento de Anabele, minha filha. Um dia inesquecível, aquele 19 de Abril de 1989, sob o clima úmido e quente da floresta tropical. Apesar de distantes, aqueles momentos estão presos à minha memória: a floresta encantadora com seus ipês coloridos, os banhos nos rios, os igarapés misteriosos, a diversificação de peixes e os crepúsculos encantadores no rio Madeira. Confesso que tenho saudades desse ambiente, completamente diferente do sertão nordestino, onde nasci e me criei. Uma época de aprendizado e realizações marcantes, onde destaco a participação como integrante da equipe de elaboração do projeto para construção do Teatro do Estado. 

As recordações da terra natal e o cheiro do mar são irrefreáveis e no verão de 1998, eu e minha família retornamos à terra potiguar. Natal recebeu de braços abertos e com muito amor a aldeã dos pés rachados da chapada do Apodi. Fiquei então dividida entre Natal e Apodi, onde fui administrar junto com meu esposo a cerâmica Santa Rosa de propriedade do meu pai. Em Apodi, paralelamente, colaborei como assessora da primeira dama Dra. Lourdes Bezerra. 

Em Natal, acompanhei todo o desenvolvimento intelectual de minha filha Anabele, graduada em Geologia pela UFRN e passei a integrar os movimentos culturais da cidade, participando de saraus literários, lançamentos de livros, encontros, exposições, seminários, cursos, festivais, tendo colaborado, como voluntária, nos eventos promovidos pelo Memorial da Mulher, da Academia Feminina de Letras do Rio Grande do Norte e da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte – SPVA/RN.

Meus maiores prazeres são a convivência com minha família e bons amigos, ser solidária, ler, ouvir música, tomar um bom vinho e apreciar o pôr do sol e o luar. Atualmente, sinto um prazer especial em viajar pelo mundo, desvendando os mistérios de novas culturas. Dentre tantas viagens que fiz, me encantei com a Ilha de Fernando de Noronha, Ilha da Madeira, Lisboa, Madri, Paris, Londres, Irlanda, Buenos Aires, Bariloche, Lima, Santiago, Bogotá, Cartagena e suas ilhas do Caribe , a beleza do mar de Cuba, a musicalidade e a alegria de sua gente.

Neste momento, quero dividir a minha história e festejar a vida. E, como Pablo Neruda dizer: “vivi por viver, vivi”.

Enviado por Vivi Viana. 

Os nossos remanescentes Tapuias Paiacus em terras cearenses - Por Marcos Pinto

Índios Tapuias Paiacus

TAPUIAS PAIACUS DA RIBEIRA DO APODI, manancial histórico em cujo contexto abordam o fato de que as últimas Aldeias indígenas cearenses são compostas por remanescentes dos nossos Tapuias Paiacus, que foram coagidos a se mudarem, mediante escolta militar e sob a orientação do Padre João de Matos, para as regiões de Pacajus (Vide resumo histórico na Wikipedia) Aquiraz e região de Canindé, com populações e casas assim distribuídas: ÍNDIOS TAPUIAS REMANESCENTES DA ALDEIA DA LAGOA DO APODI, que pelo covarde assassinato do Cacique Jenipapuassú, que fugira de Apodi, acossado pelo Terço dos Paulistas, comandado pelo célebre Moraes Navarro, tendo este enviado um índio com o recado de que pretendia fazer as pazes na margem do Rio Jaguaribe, onde hoje se situa a cidade de Limoeiro do Norte, tendo o próprio asqueroso Moraes Navarro assassinado Jenipapuassu e um seu auxiliar matou o irmão do Cacique Jenipapuassu.

Foi um verdadeiro genocídio, em que foram mortos 450 índios Tapuias Paiacus., triste chacina ocorrida a 04 de Agosto de 1699. Os que escaparam feridos foram se esconder na Lagoa do Encantado (Aquiraz) No lugar "Gameleira", atual município de Canindé-CE. Esses remanescentes dos Tapuias Paiacus do Apodi se autodenominaram de Jenipapos-Canindés, em homenagem ao Cacique Jenipapuassu e a região de Canindé. As aldeias são as seguintes: * PAIACUS DA ETNIA JENIPAPOS-CANINDÉS - Situados na Lagoa Encantado, município de Aquiraz-CE, com 81 casas, 94 famílias e 303 índios. * PAIACUS DA ETNIA CANINDÉ, município de Aratuba-CE: .Conhecida como Aldeia Fernandes, com 148 casas, 185 famílias e 658 índios. PAIACUS DA ETNIA CANINDÉS, município de Canindé-CE, conhecida como Aldeia Gameleira, com 13 casas, 14 famílias e 55 pessoas.


Diante dessas importantes minudências da história dos nossos últimos TAPUIAS PAIACUS ainda vivos, por seus remanescentes direitos em terras cearenses, é imprescindível que o Sr. Prefeito Municipal de Apodi viabilize, através do CENTRO HISTÓRICO CULTURAL TAPUIAS PAIACUS DA LAGOA DO APODI (CHCTPLA), a vinda de um grupo desses nossos remanescentes indígenas da Lagoa do Encantado, para que em belíssimo trabalho de resgate da nossa cultura indígena, seja realizada a famosa DANÇA DO OTORÉ defronte à Casa de Cultura Popular de Apodi, na noite do dia do índio - 19 de Abril de 2014. (FONTE DE PESQUISA: Google/Arquivo PDF] - "NA MATA DO SABIÁ: CONTRIBUIÇÕES SOBRE A PRESENÇA INDÍGENA NO CEARÁ" - Autor: Estevão Martins Palitot. / Livro "A GUERRA DOS BÁRBAROS" - Págs. 256, 262-263 - Autor : Afonso D'Escragnolle Taunay).

Por Marcos Pinto - historiador apodiense.

O ser que não ama - Maria Luiza

O ser que não ama vive...
Isolado
limitado
desgarrado
carente
descontente

O ser que não ama vive...
Sem perspectiva
Em busca do nada
Numa corrida incessante
Sem ponto de partida
Sem ponto de chegada.

O ser que não vive...
Desintegrado da natureza
Sem captar da vida a beleza
Em constante desarmonia
É assim o seu dia-a-dia
Em seu interior não há alegria.

O ser que não ama vive...
Em clima de solidão
Vivenciando a aflição
Com um vazio na vida
À procura de guarida
Uma presença querida.

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Um ser supremo - Maria Luiza

Há alguém que nos conhece
exatamente como somos...
Nossas dores
Nossos temores
Nossos defeitos
Nossos feitos

Diante de tua presença
não há como negar e ocultar...
pensamento
sentimentos
ações
reações

Só Ele possui o poder
de nos conceder...
inteligência
sapiência
agilidade
capacidade

Sem Ele, falta em nossa vida,
em nosso Espírito...
A mansidão
O domínio próprio
O perdão
O amor

Somente através d’Ele,
da sua misericórdia, encontramos...
harmonia
vida em abundância
alegria verdadeira
grande bonança

Ele não desiste de nenhum de nós,
grande é sua Ciência...
Onipotência
Onisciência
Onipresença
Benevolência

Ele é o Deus todo poderoso
e a nós todo vê, além das
circunstâncias
relutâncias
incoerências
aparências.

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

Subsídios para a história dos Sítios Pacó, Santana e Boqueirão - Por Marcos Pinto

Estas terras tiveram como primeiros proprietários as irmãs MARGARIDA DE OLIVEIRA NOGUEIRA e sua irmã ANTONIA DE FREITAS NOGUEIRA, ambas irmãs do fundador do Apodi MANOEL NOGUEIRA FERREIRA, e filhos do patriarca MATHIAS DE FREITAS NOGUEIRA, tendo Mathias comandado sua família no processo de fundação e colonização das terras que compreendem o território de Apodi. 

No segundo volume das 929 Sesmarias do RN, encontramos a Doação desta Data de sesmaria, de nº 95, constando o requerimento de doação das terras que compreendem a LAGOA DO PACÓ, entre o Boqueirão e o Apanha-Peixe, cuja doação destas terras foi feita por Carta de Data de Sesmaria expedida em 08.07.1740, concessão feita pelo Capitão-Mór do RN Francisco Xavier de Miranda Henriques:

"MARGARIDA DE OLIVEIRA NOGUEIRA e sua irmã ANTONIA DE FREITAS NOGUEIRA requerem, que entre as medições que lhe fizerem das terras do "Apanha-Peixe" e a do BOQUEIRÃO que são das Suplicantes que sita na Ribeira do Apody, se acha haver aí um pedaço de légua no fundo da LAGOA DO PACÓ como também alguma terra contígua a mesma lagoa por todos os lados, parte da que corre para as varges entre o rumo do "Boqueirão e o Apanha-Peixe" e a mais terras que corre para a parte dos taboleiros até atravessar o riacho chamado "Pacó" que em outro tempo tinha pedido Veríssimo de Abreu por Data, de que fizeram desistência seus herdeiros como consta do documento junto e na tenção de que está dita terra entre as das suplicantes pedem a sua Mercê seja servido seja concedido em nome de sua Majestade por Data de Sesmaria as terras que declaram e confrontam nesta petição com três léguas de comprido por uma de largura, fazendo sempre pião no fundo da lagoa do Pacó. Ribeira do Apody, 04 de Junho de 1740. (FONTE: 2º Volume das 929 Sesmarias do RN - 1716 a 1742. - COLEÇÃO MOSSOROENSE - Série C - Volume 1,137 - Março de 2000.).

O Tenente do Regimento de Cavalaria da Ribeira das Várzeas do Apody MANOEL JOÃO DE OLIVEIRA fixou moradia nas terras da " DATA DO BOQUEIRÃO", sendo natural do Assu-RN, filho do Capitão Manoel da Costa Travassos e de Leandra Martins de Macedo. Manoel João casou com ANTONIA MARIA DE JESUS, filha do Capitão José Fernandes Pimenta e Josefa Maria da Conceição, e foram pais de:
N.01- TENENTE ANTONIO FRANCISCO DE OLIVEIRA: Nasceu no sítio "Boqueirão" no ano de 1784 e faleceu em Caraúbas-RN no ano de 1871. Casou em primeira núpcias com sua prima Mafalda Gomes de Freitas, com geração. Enviuvando em 1843, contraiu segunda núpcias no ano seguinte com D. Quitéria Ferreira de São Luís, natural do Aracati, irmã legítima do Capitão Tibúrcio Valeriano Gurgel do Amaral, que por sua vez era o pai de Tilon Gurgel. . Desse casal provém todos os da família GURGEL da cidade de Caraúbas-RN.
N.02- TENENTE FRANCISCO MARINHO DE OLIVEIRA:

Nasceu no sítio "Boqueirão" das várzeas do Apody, a 04.07.1794. . Faleceu no seu sítio "Joazeiro" das várzeas do Apody a 04.01.1859. Casou com JOSEPHA MARIA DA CONCEIÇÃO, filha do Capitão Francisco da Costa de Morais e de Ignácia Maria da Conceição, proprietários da fazenda "Aguilhadas", hoje município de Governador Dix-Sept Rosado, sendo o Capitão Francisco da Costa de Morais filho do Capitão ANTONIO DE MORAIS BEZERRA e MARIA JOSÉ DE ASSUMPÇÃO, residentes em São Sebastião, atual Governador Dix-Sept Rosado. Deste casal provém todos os MARINHOS e MORAIS espalhados pelo município de Apodi.

N.03- JOAQUINA MARIANA DE JESUS: . Casou a 07.01.1806 com o Capitão VICENTE FERREIRA PINTO (1º deste nome), nascido no sítio "Ponta" (Apody) a 23.07.1787, e falecido a 15.06.1847, filho do português radicado em Apodi Capitão Alexandre Pinto Machado e dona Francisca Barbosa de Amorim. São os avós paternos do Coronel Antonio Ferreira Pinto. Enviuvando, o Capitão VICENTE casou em segunda núpcias com sua parente MARIA GOMES DA SILVEIRA, que era viúva do cearense de Limoeiro do Norte JOAQUIM JOSÉ DE NORONHA, falecido a 15.05.1820, sendo certo que Maria e Joaquim tronco inicial de todos os NORONHA de Apodi, Mossoró, Pau dos Ferros, Areia Branca e Natal. 

D. MARIA GOMES era filha do Tenente Manoel João da Silveira e de Bonifácia Barbosa de Lucena. nasceu em Martins-RN a 16.12.1798 e faleceu em Apodi a 20.07.1853, deixando 09 filhos, dentre os quais VICENTE FERREIRA GOMES PINTO, que é o avô paterno dos Coronéis Francisco Pinto e Lucas Pinto, como também do meu avô Aristides Ferreira Pinto. Desses dois casamentos descendem todos os da família PINTO da região oeste do Estado.

SOBRE O SÍTIO "SANTANA".

O referencial toponímico do sítio "SANTANA" atrela-se à pessoa do patriarca PEDRO BARBOSA DE SANTANA, que casou com MARIA DE JESUS, filha do Capitão José Fernandes Pimenta e de Josefa Maria da Conceição. Observando com acuidade o esboço genealógico acima traçado, depreende-se que dona MARIA DE JESUS é irmã de ANTONIA MARIA DE JESUS, esposa do Tenente Manoel João de Oliveira, e também tia dos Tenentes Antonio Francisco de Oliveira e Francisco Marinho de Oliveira, e, ainda, de dona JOAQUINA MARIANA DE JESUS.

Dona MARIA DE JESUS faleceu a 12 de Julho de 1792, deixando os seguintes filhos:
F.01- JOSÉ JOAQUIM DE SANTANA - Nasceu em 1787.
F.02- JOÃO - Nasceu em 1789.
F.03- JOSEFA - Nasceu em 1790.

Desses três filhos descendem todos os das conhecidas famílias TRAVESSA e CANELA, espalhados pelas várzeas do Apodi e Felipe Guerra. Quando o bando do famoso cangaceiro Lampião se dirigia ao ataque à Mossoró, no dia 13 de junho de 1927, passou pelo sítio "Santana", onde passou pela casa do Sr. MANOEL VALENTIM DE OLIVEIRA.

Por Marcos Pinto - historiador apodiense 
Do blog Potyline de Antonio Praxedes Filho.