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sábado, 30 de novembro de 2013

Livres palavras - Mônica Freitas

E as palavras ficam loucas para sair da minha mente,
entediadas de estarem presas na boca
elas ganham forma em versos.
Saem saltitando alegres, dançando na chuva, no sol e no mar.
Falam de amor, de sonhos e de tudo que veem ao relento.
Não se incomodam com o grito autoritário do silêncio
e se esvoaçam no ar, como se fossem folhas ao vento.
São as livres palavras poéticas,
que já não aguentam tanto tom de cinza
tanto sonho perdido na rua
perdem todas as possibilidades éticas
e fogem para o mundo
numa atitude nua e crua.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Vento do improviso - Paulo Filho Dantas

“Vento, brisa do improviso,
Traz a mudança esperada
No limiar duma alvorada
No coração fazendo juízo.

Preciso do toque feminino,
Da rouca voz na matina,
Quero a canção da surdina
De fera-gata em destino.

Alcova jaz aqui morada
No limbo de madrugada
São as verias em erupção.

Que aquecem clima frio
Navegados naquele rio
No reinado da sedução’’.

"Caminhos do Meu Ser''
Paulo Dantas Magno Filho 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Individual - Paulo Filho Dantas

“Uma alma será capaz
De se juntar a uma outra
Para originar novo ser.

A partir desse início
O ‘animo’ primário perderá
Sua total individualização

E o individual que perde-se
Finalizado fica sem desejo
Potência, vontade, loucura’’.

"Caminhos do Meu Ser''
Paulo Dantas Magno Filho 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Campus Apodi promoveu evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra

Dentro das celebrações para o Dia Nacional da Consciência Negra, o Campus Apodi apresentou uma vasta programação, com a participação de alunos e convidados, nos dias 19 e 20 de novembro, aos estudantes e servidores do Campus Apodi.

Campus Apodi promoveu evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra
Oficina de Capoeira, com o Mestre Alexandre Marcos de Brito

O evento, contou com mesas-redondas, coordenadas pelos professores Tales Augusto e Julimar França; oficina de capoeira para Iniciantes, com o Mestre Alexandre Marcos de Brito; mostra de vídeos sobre cultura negra; apresentação de Maculelê, com os estudantes da Escola Estadual Sebastião Gomes de Oliveira; apresentação da Irmandade de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário de Jardim do Seridó/RN; palestras dos professores Elielson Mesquita e Tales Augusto, e dos professores Gilson Mendes e Francisco Felipe; oficina 'As Canções de protesto de Billie Hiliday e Nina Simone contra o preconceito racial nos EUA', com a professora Claudiane Felix, do IFRN- Câmpus Pau dos Ferros;

Finalizando o evento, o professor Andrey Azevedo e os alunos  Pedro Fernandes e Miquéias Gama, apresentaram a música Sucrilhos, do cantor Criolo.

Além da programação apresentada, o evento contou com exposição dos instrumentos e das letras dos cânticos da capoeira; e com a exposição fotográfica "Sou negro- reis e rainhas: ícones da fé de um povo", do fotógrafo Joaquim Manoel de Azevedo Júnior.

Veja mais fotos do evento clicando aqui

*Portal IFRN 

La bella luna - Paulo Filho Dantas

“Quando chega a noite
Reflito sobre todas
Que passaram ao longo
Da história dessa humanidade.

Encontro-me com o meu eu
E penso se sempre a lua
Significou o mesmo sentir
Para os casais apaixonados

Queria saber se as luas cheias
Expandiram seu luzir
Conquistando e amparando os poetas
Que se sucedem como.

Dias e dias sérios e mal dormidos,
Noites duras como rochas,
Fragmentam os corações
Como as açoitantes ondas do mar.

As férias, os desejos e os
Versos se repetem como
Fosse a primeira e última vez
Que se misturam ao sentir-te’’

"Caminhos do Meu Ser''
Paulo Dantas Magno Filho 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Olhar vermelho - Paulo Filho Dantas

"Recordando assanho o pensamento
Lembrei-me dum amor do passado
Os que não vivi, tamanho lamento
O teu rosto eu vislumbrei calado
Foram tantos olhares não percebidos
 Alguns me miravam com desejo
Muitos, eu lembro, me eram proibidos
Porque não pude experimentar o beijo
Mas foram dos olhares, o vermelho
 Que do presente fez-me esquecer
Antes do nada tudo, passei perceber
O olhar penetrante que assemelho
E no meio dos outros se perdeu
O muno inteiro era você e eu...."

domingo, 24 de novembro de 2013

O amor - Maria Luiza

O amor é um sentimento que
produz forças antagônicas
dentro de nós...

Sentimo-nos
felizes
infelizes
vencidos
invencíveis
atingidos
inatingíveis
esquecidos
inesquecíveis

Vivenciamos
a lágrima
o sorriso
a prisão
a liberdade
a clareza
o conflito
a presença
a saudade

Descobrimos
a emoção
a razão
a realidade
a fantasia
a certeza
a dúvida
a tristeza
a alegria

Há grandeza
no silêncio
na palavra
no comum
no extraordinário
num “oi’’
num “eu te amo’’
no real
no imaginário

Experimentamos
a crise
o renascimento
a dor
a lição
a renúncia
a recompensa
a discórdia
a união

Somos
pacíficos
revolucionários
domados
domadores
líderes
conquistadores
conquistados

Sentimos, vivenciamos, descobrimos a grandeza, experimentamos, enfim...SOMOS!!!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

sábado, 23 de novembro de 2013

I Festival Literário do Isabel Aurélia aconteceu nesta sexta-feira (22)



Aconteceu nesta sexta-feira (22), I Festival Literário da Escola Municipal Isabel Aurélia Tôrres, o evento contou com a participação dos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental- 1º ao 4º ano, professores, apoio pedagógico e gestores. No festival foram trabalhados textos apresentados em vários gêneros e organizados com muito carinho, todos com intuito de incentivar às crianças a mergulharem mais a mente na leitura e nos livros.

A organização dos professores e os próprios alunos encheram os olhos de quem participou do evento. Além da equipe da escola e a presença de alguns pais tivemos também a participação da secretaria de educação Mara Marlizete, a Coordenadora Cecy Fernandes, e os orientadores de estudo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, Nilson e Aleana que vinheram prestigiar nosso festival.

Varias apresentações e contos de histórias dos livros infantis, foram encenadas em público para descontrair e trazer uma forma diferente de aprendizado. 

O festival literário faz parte da proposta de atividade do Pacto, porém todos os professores se envolveram, participando com grande empenho o que ocasionou o festival que foi um sucesso.


Infantil I

 
 Infantil II

Infantil II

Infantil III

 
 1° ano

2° ano

3° ano

 
 4° ano

 
 Equipe

 
 Secretaria Mara, Professora Ecineide, alunos, Aleana, Katayamm e Rosi Torres


Enquanto houver em mim - Maria Luiza

Enquanto houver em mim
amor

esperança;
Enquanto houver em mim
o pulsar dos
sentimentos
pensamentos;
Enquanto houver em mim
força
ousadia
coragem
vontade de viver;
Enquanto houver em mim
uma luz
uma energia
lágrimas
sorrisos
realidade
fantasia;
Enquanto houver em mim
sonhos
objetivos
horizontes
metas
a capacidade de desenvolver o meu “eu’’;
Enquanto houver em mim
sensibilidade
carinho
ternura
harmonia
o nascer de mais um dia;
Enquanto houver em mim
a razão
a emoção
as batidas de um coração;
Enquanto houver em mim
um corpo
que movimenta
um coração
que ama
uma cabeça
que pensa,
um pouco de tudo
que a vida proporciona;
Enquanto houver em mim
o pulsar
de um coração
um movimento
de respiração,
disposição de lutar
pela vida;
Enquanto houver em mim
a presença de Deus
eu viverei por você
com você
para você!!!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Quero - Maria Luiza

Quero viver
um pouco de
teus dias
tuas horas
Ser um pouco de ti,
a som de dois “eus’’
ou o seu próprio “eu’’
que te acompanha
em cada instante
de sua vida...
Quero ter a capacidade
de preencher
os vazios
do seu coração
segurar a sua mão
dando-lhe
razão
motivação
para viver feliz
Quero ser
uma pessoa querida
amiga
seduzida
capaz de proporcionar-lhe
sorrisos
e, ao mesmo tempo,
enxugar-lhe as
lágrimas
Quero ser
aquele “algo’’
afago
que estava faltando
em sua vida,
um “algo’’
que as palavras
não conseguem
explicar
mas com certeza
o meu coração
sabe como
expressar
Quero ser
motivo de saudade
e nunca de infelicidade,
razão de alegria
e não de desarmonia.
Quero ser
uma presença
especial em sua vida,
presença que talvez
seja exterminada
pelo tempo,
mais que possa
deixar
marcar
arquivar
a recordação
de maravilhosos momentos
Quero ser
o seu sonho
a sua meta
a sua fantasia
a sua realidade
o seu hoje
o seu amanhã.
um prolongamento
natural
especial
de seus dias...
Quero ser
marca registrada
em sua vida,
presença constante
em seu pensamento
uma doce lembrança
para o seu coração
sentimento
razão,
Quero ser
O seu eterno “sim’’
Jamais o seu “não’’
Nuca o seu “talvez’’
mas aquela pessoa
que aconteça
o que acontecer
esteja onde estiver,
será lembrada
com carinho
com saudade
pela felicidade
que tentou lhe
proporcionar
enquanto esteve
contigo

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Confira a programação do projeto Cultura na Casa

Projeto CULTURA NA CASA - Aniversario de Dois (02) Anos da Associação Raimunda Dantas Dantas. Amanhã, Sexta - Feira, dia 22/11 na Casa de Cultura Popular - Palácio de Soledade.



CRONOGRAMA DAS APRESENTAÇÕES: 

Seção de Cinema - Projeto: CINE CASARÃO
Horário: 16hrs 30min.
Local: Auditório da Casa de Cultura de Apodi
Filme: 'O Palhaço' - CINE CASARÃO
Entrada: Um (01) quilo de alimento não perecível ou um (01) brinquedo, novo ou usado.

Apresentação do Espetáculo Infantil da Cia. Teatral Casarão
Horário: 18hrs 00min.
Local: Auditório da Casa de Cultura de Apodi
Espetáculo: 'Os Saltimbancos' - Cia. Teatral Casarão
Entrada: Um (01) quilo de alimento não perecível ou um (01) brinquedo, novo ou usado.

Apresentação do Espetáculo da Cia. Pão Doce de Teatro
Horário: 20hrs 00min.
Local: Calçada da Casa de Cultura de Apodi
Espetáculo: 'Retalho de Carnaval' - Cia. Pão Doce de Teatro
Entrada: Gratuita

OFERECIMENTO:
ARD, Associação Raimunda Dantas

REALIZAÇÃO:
CIA. Teatral Casarão

APOIO:
Deposito de Bebidas São João
Funeplanos
Paroquia do Apodi

Por Luis Marinho via facebook

Não é sempre fácil - Maria Luiza

Não é sempre fácil
dizermos
o que queremos
o que sentimos
quando as coisas são
muito fortes dentro dos nosso corações,
como o prazer
que sinto em tê-las em minha vida
e do calor que seu sorriso
sempre traz,
Como a grandeza
do meu amor por você
que se reflete em cada
pensamento
gesto
palavra
atitude.

Não é sempre fácil
calcular
avaliar
medir
sentimentos que se concentram
em um coração,
sentimentos iguais aos
que tenho por você:
amor
amizade
carinho
respeito

Não é sempre fácil
expressar
com clareza, objetividade
as sensações que percorrem
a mente
o coração
o corpo
de alguém que ama,
Assim como também não é fácil
explicar
essa magia que circula
em qualquer lugar
que envolve em qualquer hora
em que você está por perto
seja físico
ou espiritualmente
como agora.

Não é sempre fácil
exteriorizar
os nossos eus
a essência do que está dentro de nós;
da mesma forma
que não é fácil traduzir
com palavras
a grandeza
a pureza
de um coração que ama.

Não é sempre fácil
demonstramos
através de
pensamentos
gestos
ações
todo o amor que está
instalado dentro de nós...

Não é sempre fácil!!!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Quando - Maria Luiza

Quando a voz
se cala
e todas as palavras
se perdem
dentro de nós
sem conseguir
traduzir
o sentir...
Quando sentimentos
o nosso espírito
ser movido
envolvido
por uma força
superior
extra...
Quando o silêncio
fala mais alto,
os gestos são
mais profundos,
a emoção
é mais forte...
Quando o sol
ilumina mais,
as estrelas brilham
intensamente
no coração da gente,
a lua surge
mais clara...
Quando sentimos
uma energia viva
envolvida em nossa vida,
dando-nos força
para prosseguir
nos mais variados,
tipos de circunstâncias...
Quando a natureza
aumenta a sua beleza
ganhando um pouco
mais de verde,
e o céu um pouco
mais de azul,
transformando a vida
descolorida
em um arco-íris...
Quando o nosso coração
está aberto
para os bons
sentimentos
a as coisas boas
começar a surgir
naturalmente...
Quando descobrimos
que a nossa vida
palpita
acredita
em outra vida,
o nosso coração
bate
faz parte
de um outro coração...
Quando percebemos
que a felicidade
não é uma utopia
mas uma realidade
presente
no dia a dia
Quando aprendemos
a nos
auto-valorizar
auto-estimar
posicionando-nos
dentro do mundo
em que vivemos...
Quando sentimos
uma nova pessoa
irradiando uma
beleza
singeleza
pureza
que as “maquinas’’
e “robôs’’
deste século
não conseguem
captar...
Quando encontramos
num mundo
cheio de coisas
tão comuns,
alguém tão
extraordinariamente
(in)comum...
Quando crescemos
com as lutas,
sorrimos
com a alegria,
choramos
com a tristeza
com toda a
profundeza,
sem nos
deixarmos levar
pelos caminhos
da derrota...
Quando sentimento
não é mero
passatempo
mas reflete
um compromisso
a construção
de algo positivo...
Quando assumimos
com mais clareza
determinação
as sensações
contidas no coração...
Quando começamos
a ser responsáveis
por aquilo que conquistamos,
criando laços,
criando vínculos
sem nos tornarmos
indiferentes
mas extremamente
transparentes
refletindo
emoções
talentos
aptidões...
Quando não brincamos
com o sentimento
mas acreditamos
que ele é
essencial
à vida
ao ser humano...
Quando não vivemos
só por viver,
mas sentimos
uma forte
razão de
ser
permanecer
crescer...
Quando acontece
tudo isto
e muito mais
é porque somos
portadores
emissores
receptores
de um sentimento
em extinção: O AMOR!!!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Clube dos desbravadores realizam o III Clubão de Desbravadores


Neste último final de semana, sexta, sábado e domingo, o grupo de desbravadores estiveram reunidos na secretaria de agricultura de Apodi para realizarem o 3° Clubão dos Desbravadores em ritmo de paz e alegria.

Estivemos no local e falamos com Patrício, um dos integrantes do grupo. "Tínhamos ali quase 400 desbravadores onde trabalhamos as 3 áreas de um desbravador; a física, na realização das provas, espiritual, com cultos e louvores, mental, com provas de raciocínio; fizemos também um desfile no Apodi pela paz na cidade. Lá estavam presentes os clubes de Mossoro, Apodi, Francisco Dantas, martins, viçosa, Olho D´agua dos Borges, são miguel, Portalegre, onde tivemos como grande vencedora que chamamos clube de ouro em 1° Francisco Dantas em 2° Apodi e em 3° Mossoro... Foram 3 dias de acampamento onde nos divertimos e adoramos a Deus... Quero agradecer agradecer em especial ao secretario de agricultura Charton Rêgo e seu sub secretario Genildo que não nos deixou faltar nada, também ao grande secretario de Obras Samuel que nos apoiou e contribuiu para que esse evento acontecesse, então até próximo ano..." Disse.

No sábado os integrantes do grupo foram as ruas com cartazes pedindo paz na cidade.










Monólogo - Maria Luiza

Manhã de domingo
Estaciono em mim mesma,
tenho um encontro comigo
Me olho
por fora
por dentro
Penso...
Na correria do dia-a-dia
tenho esquecido
(Que perigo!)
de fazer em mim
uma vitoriosa
profilaxia
um mapeamento
do corpo
da alma
da mente
da vida
esvaída
nas idas
e vindas
ao trabalho
às atividades diárias
que nos roubam
(ou nós é que nos deixamos roubar)
sem querer
saber
fazer
um “check-up’’
na nossa existência...
(Há, para nós, indulgência?)
Daí o motivo
da dormência
na nossa convivência
com a família
amigos
e principalmente com Deus.
Nesse corre-corre
somos atropelados
pelo egoísmo
egocentrismo
e por tantos outros “ismo’’..
Sem nos darmos conta de
que há um sol que desponta
lá fora
lindo de viver!
Também há gente que chora
de tanto sofrer!
Porém, somos arrastados
como por um vendaval constante
que nos deixa distantes
da essência,
ficarmos na iminência
(prestes à falência)
de perder
por não saber
viver
proceder
como um Ser,
tudo o que mais desejamos ter:
a felicidade!
Sem percebermos
(será mesmo que não percebemos?)
tornamo-nos pessoas
“programadas’’
ocupadas
demasiadamente
como quem não sente
todo o mal
que fazemos a nós mesmos
aos outros
a muitos.
Não chegamos juntos
em conjunto
mas vivemos
como se houvesse apenas
a 1ª pessoa do singular
EU sou
EU estou
EU vou
o sentimento de posse
também é forte:
MEU trabalho
MINHA casa
MEU mundo
Que mundo?
se no mais profundo
criarmos o nosso próprio
como um “reinozinho’’
que tentarmos administrar?
Lá fora o sol está forte.
queima...
Aqui dentro
o meu coração
bate forte
também está acesso,
Ambos são semelhantes
(ilusão de ótica!)
São muitas as diferenças...
O sol ilumina e aquece
a todos!
E eu..
tenho iluminado,
tenho aquecido
algo
ou alguém,
ou apenas tenho sido refém
da própria vida
inserida no século XXI?
Mas na tentativa,
eu sei que há saída
percorro um labirinto infindo...
Sinto
Pressinto
que um dia eu chegarei lá
encontrarei a chaves
da fechadura
que dá abertura
ao coração
de cada criatura.
Preciso ir!
Algo urgente me chama
reclama
proclama
A minha consciência manda:
“Vai primeiro à procura de
tua própria chave!’’

Maria Luiza Marinho da Costa

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

IFRN-Apodi: Segunda Edição do Jornal Zootecnia Viva

Confira a segunda edição do Jornal Zootecnia Viva

Nesta edição do Jornal Zootecnia Viva, confira a importância do armazenamento da forragem nos períodos secos do ano. Veja também: caracterização da vegetação de caatinga no Semiárido Norte Riograndense, e entrevista com a presidente da Associação de Piscicultores do Vale do Apodi - APIVA.

O Jornal Zootecnia Viva é fruto do projeto de extensão “Socializando Saberes: Jornal Zootecnia Viva" aprovado a partir do edital nº 01 de 2013 da Pró-Reitoria de Extensão do Instituto Federal.





IFRN de Apodi promove Semana da Consciência Negra

Câmpus Apodi promove Semana da Consciência Negra.


O Câmpus Apodi promove nos dias 19 e 20 de novembro, Semana da Consciência Negra, em comemoração ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro). O evento vai contar com palestras, mesas-redondas, mostra de vídeos, oficinas, e apresentações culturais. A entrada é gratuita.

Apesar de ser um evento gratuito estaremos recebendo doações de alimentos não perecíveis, sala da Coordenação de Extensão.


Fonte: http://portal.ifrn.edu.br/

Forte só Jesus - Teresa Machado

Se tu pensas que és forte
Forte você não é
Forte mesmo só tem um
É Jesus de Nazaré
Ele é quem nos dá força
E nos coloca de pé.

domingo, 17 de novembro de 2013

Cia Teatro Casarão realiza multirão de limpeza e conserto na Casa de Cultura

[TRABALHOS] A Cia. Teatral Casarão hoje, sábado dia 16/11, realizou um mutirão com alguns componentes do grupo para limpar e consertar o auditório da Casa de Cultura Popular – Lajedo de Soledade, Apodi, Rio Grande do Norte. O mesmo contém 120 lugares, funcionavam 80 precariamente; pós-mutirão está funcionando agora 110 lugares confortavelmente. 

O prédio da Casa de Cultura teve sua estrutura física parcialmente comprometida, com a explosão desferida ao cofre central da agencia do Banco do Brasil de Apodi, nesta ultima Terça – Feira, dia 12/11. Apesar da explosão ter ocorrido a uma distancia de aproximadamente 500 metros, algumas salas da Casa de Cultura, teve seu teto rachado e em algumas vieram abaixo com a força do impacto. 

“Sem estarmos de posse de ferramentas adequadas e equipamentos para repor as peças danificadas, não só consertamos ou revitalizamos este espaço; fomos heróis, dignos de condecoração.”, brinca Marcelo Plínio, integrante do grupo ao se referir ao mutirão da Casa de Cultura. 

A Casa de Cultura de Apodi, desde que teve sua fundação em 09 de novembro de 2005, nunca passou por uma reforma ou revitalização nos equipamentos. No projeto inicial foi investido R$ 301 mil na adaptação do espaço físico e compra de materiais para facilitar o acesso à cultura no município. O projeto tem por objetivo abrigar a cultura local dando-lhes espaço e ponto fixo para que os artistas locais possam desenvolver sua arte. 

“O abandono do projeto da Casa da Cultura Popular não aconteceu apenas por parte da militância política do nosso estado, mas pelos artistas e entidades culturais das regiões que a possuem, e pela população em si. Hoje, Apodi poderia abrigar todas as iniciativas culturais existentes em nosso município, não só nas dependências da Casa de Cultura, mas em outros prédios desenhados e designados para esse fim; por exemplo: Alguns prédios existentes nos Terminais turísticos do Calçadão da Lagoa e o da Barragem de Santa Cruz.”, afirma o ator Luis Marinho. 

A Casa de Cultura Popular de Apodi possui uma pequena grade curricular de eventos culturais. Poucos artistas apodienses utilizam desse espaço, e dentre os poucos estão a Cia. Teatral Casarão e Associação Raimunda Dantas, que oferecem oficinas gratuitas de teatro e balé clássico para a população apodiense. A Casa funciona sem apoio iminente aos projetos que nela são desenvolvidos, porém eles acontecem e tem muito êxito no índice de público e aceitação por parte da população apodiense, mostrando a força e carência da nossa população por um fazer cultural diário. 

“O artista se faz no calor da batalha, nos desafios do dia a dia, não basta espera por um telefonema milagroso te convidando para participar de algum evento, ou, te avisando sobre quando e onde será os ensaios/apresentações de hoje. Temos que trabalhar, e trabalhar duro, estudando diariamente, buscando novos meios de ensino e novas formas de aprendizado, abdicando de feriados e de tempos extras que gastávamos assistindo a novela, ou comentando o placar do jogo de ontem, e até mesmo do tempo que temos para passar com nossa família deixamos de lado para trabalharmos. Ser artista é isso, trabalho, esforço, dedicação. A Casa de Cultura de Apodi é o retrato da cultura brasileira, existe e esta lá, mas ninguém liga ninguém lutar por mudança, ninguém fala o que precisa ser falado, mas se ninguém faz, como pode algo mudar; nós do grupo sabemos que ninguém fará nada por nós, por isso continuaremos lutando, nós mesmos faremos. Evoé cultura brasileira! Evoé as iniciativa culturais do meu vasto sertão!”, completa Luis Marinho.


Por Luiz Marinho via facebook

Prólogo ao amor - Mônica Freitas

Assim, num encontro em um ponto estratégico
num momento perfeito, ou não?
antes, no paraíso decorado por ventos, brisas
e olhos fixados um ao outro, impactados,
agora, o paraíso pode ser o bar, o banheiro, o mar,
a piscina, o carro, o computador, a mesa, a estrada
a casa do amigo, ao som de um funk em qualquer lugar.
A imagem é a mesma: os olhos impactados
A sensação primeira alivia a qualquer tensão
o frio na barriga, o coração que bate, a sensualidade
ahhh...a sensualidade, ela se revela nos rostos e corpos
sejam eles belos, sejam eles fracos de formosura
o prólogo ao amor é uma contração valente
é o marco de toda história que se configura
é o primeiro olhar
é o primeiro anseio
é o primeiro sonho
é o primeiro desejo
é o primeiro encontro
é o primeiro beijo

sábado, 16 de novembro de 2013

Escritora apodiense Vilmaci Viana lançara o livro "ILUSTRES APODIENSE"


Amigos apodienses,

Venho através deste, informar que durante a COPA DO MUNDO estarei lançando o livro: ILUSTRES APODIENSES e para tal, solicito que me envie sua biografia para inserir nesta obra prima da memória apodiense.


Um beijo de agradecimento, 
com amor
Vilmaci Viana

Explode coração! - Maria Luiza

Na minha vida
nunca havia acontecido
algo que eu pudesse
quisesse
lembrar como
um momento
de saudade gostosa
e não dolorosa
algo que eu desejasse
viver
reviver
milhares de vezes...

Então, você chegou
sem pedir licença
abriu espaços
criou laços
fez com que eu
te amasse
você me amasse
preenchendo
espaços vazios
constituindo
o nosso próprio mundo.

De repente,
nós vimos
sentimos
que tínhamos
tantas coisas
(in)comparáveis
tanto a ser falado
tanto a ser ouvido
tanto a ser vivido.
Você foi chegando,
eu fui chegando,
e numa manifestação
súbita
recíproca
nós fomos
cada vez mais
nos aproximando
como se uma
força maior
nos induzisse
seduzisse
a nos amparar
mutuamente.

Desde então,
sentimo que
precisávamos
nos equilibrar
um no outro.
Não mais éramos
partes dispersas
desconexas
e sim partes
de um mesmo todo.
Em consequência,
mesmo em meio
às turbulências,
há uma grande
verdade
em nossa consciência:
os nossos “eu’’
não combinam
desintegrados
mas caminhando

lado a lado. 

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

MARIA VILMACÍ VIANA DOS SANTOS (VIVI)

“O aroma das sementes de alfazema queimando no braseiro de ágata subiu na fumaça, invadiu a casa e anunciou o meu nascimento”.


Os primeiros anos da infância, de 1962 a 1969, passei na minha aldeia Tapuia Paiacu, na casa grande do sítio Santa Rosa, município de Apodi. Em um ambiente bucólico, convivi intensamente com a natureza, despertando com o canto dos pássaros ao alvorecer, tomando leite quentinho do peito da vaca, sentindo o cheiro das flores, do mato, da terra, tomando banho de chuva, dando cangapé na lagoa, açudes, córregos e rios. Sob os cuidados dos meus pais, Valdemiro e Mozinha e dos irmãos que me antecederam: Neta, Rita, Gilvan, Socorro, Dilma e Vilma, aprendi a brincar de roda, soltar pipa, fazer bonecas de pano e brinquedos de lata de óleo, caixa de fósforo, catembas de côco e osso de boi. Depois aprendi também a cuidar da casa e dos meus irmãos mais novos: Antônio, Junior e Vanuza. Aprendi a rezar com minha mãe que toda noite reunia os dez filhos ao redor da sua cama e depois ia contar estrelas no céu sem nuvens do Vale do Apodi. 

Cresci capturando vagalumes e cigarras, correndo, de pés descalços pelos serrotes, colhendo manga, banana, laranja e cajarana, comendo beijú na casa de farinha e queijo no sótão da casa dos meus avós maternos, Chico Tomaz e Sebastiana. Vivia tangendo cabras e bodes, pastorando o plantio de arroz com um espantalho e invadindo a olaria artesanal do meu avô paterno Pedro Quim, para fazer, com minhas frágeis mãos, a louça usada nos cozinhados das bonecas de pano com as quais brincávamos. 

O tempo passava e o alpendre da minha avó paterna, Chiquinha, era uma espécie de refúgio de todos nós. Dali pulávamos o parapeito para subir no pé de cajarana, tão antigo, cuja idade nunca soube, e, para amenizar o calor, o banho era na cacimba no leito do rio seco. No fim da tarde, Vilma e eu abandonávamos nosso trabalho, na palhoça que nos guardava do sol, enquanto cuidávamos do plantio de arroz, para assistir o crepúsculo. Em silêncio, víamos a claridade mergulhar lentamente por trás das mangueiras, coqueiros, laranjeiras, bananeiras, aquilo que, ainda hoje, chamamos pomar da nossa felicidade. No caminho de volta para casa, na hora da ceia, nossos passos, eram dados na cadência do canto dos pássaros que se despediam do dia. 

Aos sete anos, em janeiro de 1969, deixamos o Sítio Santa Rosa porque meu saudoso pai, Valdemiro Pedro Viana (in memoriam) fora eleito Prefeito, obrigando a mudança. Fomos então morar numa casa, por ele construída, que estava sempre cheia de correligionários, políticos, familiares e amigos. Ali em frente, minha mãe plantou um pé de castanhola para saudar os novos tempos. 

Assim passei minha infância, dividida entre o Sítio Santa Rosa, rasgando meus pés no lajedo de soledade, onde aos domingos íamos brincar de se esconder naquelas pedras e nas ruas da cidade, onde pulava corda, brincava de esconde esconde, bandeirinha e de muitas brincadeiras de roda. 

Nos anos oitenta, minha juventude estava contaminada pelos “Embalos de Sábado à Noite”, de John Travolta e os políticos articulavam o retorno da democracia ao país. Naquele tempo vivíamos praticando esportes e dançando nas discotecas, quando fui escolhida o mais belo rosto de Apodi. Em 1982 fui aprovada no vestibular da UFRN e passei a residir em Natal. A faculdade me proporcionou momentos maravilhosos. Muitos congressos, viagens e estágios no projeto Rondon, quando conheci o vale do São Francisco e desfrutei da cultura da localidade de Carrapicho/SE e Penedo/AL. No grande anseio de sempre conhecer mais, fui para Belo Horizonte/MG, em 1987. Na capital mineira estudei na FAFI-BH, concluindo a pós-graduação em Educação Especial. Paralelamente me dediquei a estudar Teatro, na UFMG, onde passei a conviver e beber da fonte da sabedoria dos intelectuais das artes de Minas Gerais. 

Em Dezembro de 1988, fui morar em Porto Velho, Rondônia, já casada com o engenheiro civil, construtor e atual empresário ceramista, José Genival dos Santos. Durante 10 anos morei naquela região da Amazônia onde desenvolvi atividades em diversas instituições educacionais e culturais daquele Estado. Neste período viajei muito pelo interior do estado, onde conheci a cultura do homem da floresta, do indígena e do seringueiro. Fui também à Bolívia, onde me deliciei com a típica “parrillada”, acompanhada de uma cerveja “pacenha”. Foram tempos inesquecíveis e de ricas experiências nas terras do Marechal Rondon. 

No entanto, a maior conquista em Rondônia, foi o nascimento de Anabele, minha filha. Um dia inesquecível, aquele 19 de Abril de 1989, sob o clima úmido e quente da floresta tropical. Apesar de distantes, aqueles momentos estão presos à minha memória: a floresta encantadora com seus ipês coloridos, os banhos nos rios, os igarapés misteriosos, a diversificação de peixes e os crepúsculos encantadores no rio Madeira. Confesso que tenho saudades desse ambiente, completamente diferente do sertão nordestino, onde nasci e me criei. Uma época de aprendizado e realizações marcantes, onde destaco a participação como integrante da equipe de elaboração do projeto para construção do Teatro do Estado. 

As recordações da terra natal e o cheiro do mar são irrefreáveis e no verão de 1998, eu e minha família retornamos à terra potiguar. Natal recebeu de braços abertos e com muito amor a aldeã dos pés rachados da chapada do Apodi. Fiquei então dividida entre Natal e Apodi, onde fui administrar junto com meu esposo a cerâmica Santa Rosa de propriedade do meu pai. Em Apodi, paralelamente, colaborei como assessora da primeira dama Dra. Lourdes Bezerra. 

Em Natal, acompanhei todo o desenvolvimento intelectual de minha filha Anabele, graduada em Geologia pela UFRN e passei a integrar os movimentos culturais da cidade, participando de saraus literários, lançamentos de livros, encontros, exposições, seminários, cursos, festivais, tendo colaborado, como voluntária, nos eventos promovidos pelo Memorial da Mulher, da Academia Feminina de Letras do Rio Grande do Norte e da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte – SPVA/RN.

Meus maiores prazeres são a convivência com minha família e bons amigos, ser solidária, ler, ouvir música, tomar um bom vinho e apreciar o pôr do sol e o luar. Atualmente, sinto um prazer especial em viajar pelo mundo, desvendando os mistérios de novas culturas. Dentre tantas viagens que fiz, me encantei com a Ilha de Fernando de Noronha, Ilha da Madeira, Lisboa, Madri, Paris, Londres, Irlanda, Buenos Aires, Bariloche, Lima, Santiago, Bogotá, Cartagena e suas ilhas do Caribe , a beleza do mar de Cuba, a musicalidade e a alegria de sua gente.

Neste momento, quero dividir a minha história e festejar a vida. E, como Pablo Neruda dizer: “vivi por viver, vivi”.

Enviado por Vivi Viana. 

Os nossos remanescentes Tapuias Paiacus em terras cearenses - Por Marcos Pinto

Índios Tapuias Paiacus

TAPUIAS PAIACUS DA RIBEIRA DO APODI, manancial histórico em cujo contexto abordam o fato de que as últimas Aldeias indígenas cearenses são compostas por remanescentes dos nossos Tapuias Paiacus, que foram coagidos a se mudarem, mediante escolta militar e sob a orientação do Padre João de Matos, para as regiões de Pacajus (Vide resumo histórico na Wikipedia) Aquiraz e região de Canindé, com populações e casas assim distribuídas: ÍNDIOS TAPUIAS REMANESCENTES DA ALDEIA DA LAGOA DO APODI, que pelo covarde assassinato do Cacique Jenipapuassú, que fugira de Apodi, acossado pelo Terço dos Paulistas, comandado pelo célebre Moraes Navarro, tendo este enviado um índio com o recado de que pretendia fazer as pazes na margem do Rio Jaguaribe, onde hoje se situa a cidade de Limoeiro do Norte, tendo o próprio asqueroso Moraes Navarro assassinado Jenipapuassu e um seu auxiliar matou o irmão do Cacique Jenipapuassu.

Foi um verdadeiro genocídio, em que foram mortos 450 índios Tapuias Paiacus., triste chacina ocorrida a 04 de Agosto de 1699. Os que escaparam feridos foram se esconder na Lagoa do Encantado (Aquiraz) No lugar "Gameleira", atual município de Canindé-CE. Esses remanescentes dos Tapuias Paiacus do Apodi se autodenominaram de Jenipapos-Canindés, em homenagem ao Cacique Jenipapuassu e a região de Canindé. As aldeias são as seguintes: * PAIACUS DA ETNIA JENIPAPOS-CANINDÉS - Situados na Lagoa Encantado, município de Aquiraz-CE, com 81 casas, 94 famílias e 303 índios. * PAIACUS DA ETNIA CANINDÉ, município de Aratuba-CE: .Conhecida como Aldeia Fernandes, com 148 casas, 185 famílias e 658 índios. PAIACUS DA ETNIA CANINDÉS, município de Canindé-CE, conhecida como Aldeia Gameleira, com 13 casas, 14 famílias e 55 pessoas.


Diante dessas importantes minudências da história dos nossos últimos TAPUIAS PAIACUS ainda vivos, por seus remanescentes direitos em terras cearenses, é imprescindível que o Sr. Prefeito Municipal de Apodi viabilize, através do CENTRO HISTÓRICO CULTURAL TAPUIAS PAIACUS DA LAGOA DO APODI (CHCTPLA), a vinda de um grupo desses nossos remanescentes indígenas da Lagoa do Encantado, para que em belíssimo trabalho de resgate da nossa cultura indígena, seja realizada a famosa DANÇA DO OTORÉ defronte à Casa de Cultura Popular de Apodi, na noite do dia do índio - 19 de Abril de 2014. (FONTE DE PESQUISA: Google/Arquivo PDF] - "NA MATA DO SABIÁ: CONTRIBUIÇÕES SOBRE A PRESENÇA INDÍGENA NO CEARÁ" - Autor: Estevão Martins Palitot. / Livro "A GUERRA DOS BÁRBAROS" - Págs. 256, 262-263 - Autor : Afonso D'Escragnolle Taunay).

Por Marcos Pinto - historiador apodiense.

O ser que não ama - Maria Luiza

O ser que não ama vive...
Isolado
limitado
desgarrado
carente
descontente

O ser que não ama vive...
Sem perspectiva
Em busca do nada
Numa corrida incessante
Sem ponto de partida
Sem ponto de chegada.

O ser que não vive...
Desintegrado da natureza
Sem captar da vida a beleza
Em constante desarmonia
É assim o seu dia-a-dia
Em seu interior não há alegria.

O ser que não ama vive...
Em clima de solidão
Vivenciando a aflição
Com um vazio na vida
À procura de guarida
Uma presença querida.

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Um ser supremo - Maria Luiza

Há alguém que nos conhece
exatamente como somos...
Nossas dores
Nossos temores
Nossos defeitos
Nossos feitos

Diante de tua presença
não há como negar e ocultar...
pensamento
sentimentos
ações
reações

Só Ele possui o poder
de nos conceder...
inteligência
sapiência
agilidade
capacidade

Sem Ele, falta em nossa vida,
em nosso Espírito...
A mansidão
O domínio próprio
O perdão
O amor

Somente através d’Ele,
da sua misericórdia, encontramos...
harmonia
vida em abundância
alegria verdadeira
grande bonança

Ele não desiste de nenhum de nós,
grande é sua Ciência...
Onipotência
Onisciência
Onipresença
Benevolência

Ele é o Deus todo poderoso
e a nós todo vê, além das
circunstâncias
relutâncias
incoerências
aparências.

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa 

Subsídios para a história dos Sítios Pacó, Santana e Boqueirão - Por Marcos Pinto

Estas terras tiveram como primeiros proprietários as irmãs MARGARIDA DE OLIVEIRA NOGUEIRA e sua irmã ANTONIA DE FREITAS NOGUEIRA, ambas irmãs do fundador do Apodi MANOEL NOGUEIRA FERREIRA, e filhos do patriarca MATHIAS DE FREITAS NOGUEIRA, tendo Mathias comandado sua família no processo de fundação e colonização das terras que compreendem o território de Apodi. 

No segundo volume das 929 Sesmarias do RN, encontramos a Doação desta Data de sesmaria, de nº 95, constando o requerimento de doação das terras que compreendem a LAGOA DO PACÓ, entre o Boqueirão e o Apanha-Peixe, cuja doação destas terras foi feita por Carta de Data de Sesmaria expedida em 08.07.1740, concessão feita pelo Capitão-Mór do RN Francisco Xavier de Miranda Henriques:

"MARGARIDA DE OLIVEIRA NOGUEIRA e sua irmã ANTONIA DE FREITAS NOGUEIRA requerem, que entre as medições que lhe fizerem das terras do "Apanha-Peixe" e a do BOQUEIRÃO que são das Suplicantes que sita na Ribeira do Apody, se acha haver aí um pedaço de légua no fundo da LAGOA DO PACÓ como também alguma terra contígua a mesma lagoa por todos os lados, parte da que corre para as varges entre o rumo do "Boqueirão e o Apanha-Peixe" e a mais terras que corre para a parte dos taboleiros até atravessar o riacho chamado "Pacó" que em outro tempo tinha pedido Veríssimo de Abreu por Data, de que fizeram desistência seus herdeiros como consta do documento junto e na tenção de que está dita terra entre as das suplicantes pedem a sua Mercê seja servido seja concedido em nome de sua Majestade por Data de Sesmaria as terras que declaram e confrontam nesta petição com três léguas de comprido por uma de largura, fazendo sempre pião no fundo da lagoa do Pacó. Ribeira do Apody, 04 de Junho de 1740. (FONTE: 2º Volume das 929 Sesmarias do RN - 1716 a 1742. - COLEÇÃO MOSSOROENSE - Série C - Volume 1,137 - Março de 2000.).

O Tenente do Regimento de Cavalaria da Ribeira das Várzeas do Apody MANOEL JOÃO DE OLIVEIRA fixou moradia nas terras da " DATA DO BOQUEIRÃO", sendo natural do Assu-RN, filho do Capitão Manoel da Costa Travassos e de Leandra Martins de Macedo. Manoel João casou com ANTONIA MARIA DE JESUS, filha do Capitão José Fernandes Pimenta e Josefa Maria da Conceição, e foram pais de:
N.01- TENENTE ANTONIO FRANCISCO DE OLIVEIRA: Nasceu no sítio "Boqueirão" no ano de 1784 e faleceu em Caraúbas-RN no ano de 1871. Casou em primeira núpcias com sua prima Mafalda Gomes de Freitas, com geração. Enviuvando em 1843, contraiu segunda núpcias no ano seguinte com D. Quitéria Ferreira de São Luís, natural do Aracati, irmã legítima do Capitão Tibúrcio Valeriano Gurgel do Amaral, que por sua vez era o pai de Tilon Gurgel. . Desse casal provém todos os da família GURGEL da cidade de Caraúbas-RN.
N.02- TENENTE FRANCISCO MARINHO DE OLIVEIRA:

Nasceu no sítio "Boqueirão" das várzeas do Apody, a 04.07.1794. . Faleceu no seu sítio "Joazeiro" das várzeas do Apody a 04.01.1859. Casou com JOSEPHA MARIA DA CONCEIÇÃO, filha do Capitão Francisco da Costa de Morais e de Ignácia Maria da Conceição, proprietários da fazenda "Aguilhadas", hoje município de Governador Dix-Sept Rosado, sendo o Capitão Francisco da Costa de Morais filho do Capitão ANTONIO DE MORAIS BEZERRA e MARIA JOSÉ DE ASSUMPÇÃO, residentes em São Sebastião, atual Governador Dix-Sept Rosado. Deste casal provém todos os MARINHOS e MORAIS espalhados pelo município de Apodi.

N.03- JOAQUINA MARIANA DE JESUS: . Casou a 07.01.1806 com o Capitão VICENTE FERREIRA PINTO (1º deste nome), nascido no sítio "Ponta" (Apody) a 23.07.1787, e falecido a 15.06.1847, filho do português radicado em Apodi Capitão Alexandre Pinto Machado e dona Francisca Barbosa de Amorim. São os avós paternos do Coronel Antonio Ferreira Pinto. Enviuvando, o Capitão VICENTE casou em segunda núpcias com sua parente MARIA GOMES DA SILVEIRA, que era viúva do cearense de Limoeiro do Norte JOAQUIM JOSÉ DE NORONHA, falecido a 15.05.1820, sendo certo que Maria e Joaquim tronco inicial de todos os NORONHA de Apodi, Mossoró, Pau dos Ferros, Areia Branca e Natal. 

D. MARIA GOMES era filha do Tenente Manoel João da Silveira e de Bonifácia Barbosa de Lucena. nasceu em Martins-RN a 16.12.1798 e faleceu em Apodi a 20.07.1853, deixando 09 filhos, dentre os quais VICENTE FERREIRA GOMES PINTO, que é o avô paterno dos Coronéis Francisco Pinto e Lucas Pinto, como também do meu avô Aristides Ferreira Pinto. Desses dois casamentos descendem todos os da família PINTO da região oeste do Estado.

SOBRE O SÍTIO "SANTANA".

O referencial toponímico do sítio "SANTANA" atrela-se à pessoa do patriarca PEDRO BARBOSA DE SANTANA, que casou com MARIA DE JESUS, filha do Capitão José Fernandes Pimenta e de Josefa Maria da Conceição. Observando com acuidade o esboço genealógico acima traçado, depreende-se que dona MARIA DE JESUS é irmã de ANTONIA MARIA DE JESUS, esposa do Tenente Manoel João de Oliveira, e também tia dos Tenentes Antonio Francisco de Oliveira e Francisco Marinho de Oliveira, e, ainda, de dona JOAQUINA MARIANA DE JESUS.

Dona MARIA DE JESUS faleceu a 12 de Julho de 1792, deixando os seguintes filhos:
F.01- JOSÉ JOAQUIM DE SANTANA - Nasceu em 1787.
F.02- JOÃO - Nasceu em 1789.
F.03- JOSEFA - Nasceu em 1790.

Desses três filhos descendem todos os das conhecidas famílias TRAVESSA e CANELA, espalhados pelas várzeas do Apodi e Felipe Guerra. Quando o bando do famoso cangaceiro Lampião se dirigia ao ataque à Mossoró, no dia 13 de junho de 1927, passou pelo sítio "Santana", onde passou pela casa do Sr. MANOEL VALENTIM DE OLIVEIRA.

Por Marcos Pinto - historiador apodiense 
Do blog Potyline de Antonio Praxedes Filho. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Subsídios para a história da toponímia apodiense - Alto e ladeira de Teodora Beltrão - Por Marcos Pinto

Antiga Missão, e ao fundo o Alto de Teodora Beltrão

Pequena colina encravada nas terras da antiga MISSÃO JESUÍTA DA ALDEIA DO LAGO PODY (1700-1709), primeira denominação dada à aldeia indígena que daria origem a atual cidade de Apodi. Para quem segue com destino aos sítios "Barra", "Córrego", e "Ponta" e demais sítios daquelas terras que margeiam a lagoa, é o primeiro declive/ladeira, e para o viajante que vem destes sítios em direção à cidade é o último aclive ou alto para entrar no perímetro urbano. Contam os antigos habitantes que até a década de 50 (1950-1959) existia um cruzeiro feito em madeira no baixio, situado logo após o alto/ladeira de Teodora Beltrão, simbolizando o lugar onde os padres Jesuítas fixaram-se inicialmente para desempenharem seus trabalhos de catequese indígena.

Infelizmente, o Cruzeiro foi deteriorado e destruído pela ação do tempo, sem que os Padres que passaram pela Paróquia de Apodi tivessem a iniciativa de mandarem fazer um novo cruzeiro em madeira e edificarem a base feita com tijolos, resgatando assim a história da religião católica em terras Apodienses. A referência toponímica à dona TEODORA BELTRÃO encontra-se vinculada ao fato de que neste alto ou colina situa-se em terras da mesma, aliado ao cenário de que até a década de 60 (1960-1969) a única casa existente naquele trecho era a de dona TEODORA BELTRÃO. No contexto geográfico, pode-se afirmar que ficava no subúrbio da cidade. Esta humilde casa feita em taipa ainda encontra-se edificada, resistindo à especulação imobiliária. O sítio do Sr. CHIQUINHO DE OLINTO, de saudosa memória, fica encravado neste alto/colina.

Casa onde morava Teodora Beltrão
                                                                                                                                                        
Dona TEODORA era exímia costureira, tendo sido uma das mais requisitadas pela população Apodiense, durante a década de 50 do Século passado. Nasceu no ano de 1888 no sítio "Pé-de-serra", no sopé da serra de Apodi. Era filha legítima de Luiz Manoel de Rosário e de Maria Vicência de Jesus. Quando solteira, dona Teodora tinha o nome civil TEODORA MARIA DE FREITAS. Era tia materna de sêo Antonio dos Reis Magos da Costa - Sêo ANTONIO DO CASADO, pai de Simão Nogueira Neto, ex-prefeito de Apodi, como também tia materna de Toinha de Guilherme, antiga professora de Datilografia, e de Zé de Guilherme. 

D. TEODORA casou no dia 14 de Outubro de 1914 com JOÃO BATISTA DE ALMEIDA, popularmente conhecido como "JOÃO BELTRÃO", filho natural de Joaquina Maria da Conceição, por sua vez filha natural da escrava GERMANA, pertencente ao Sr. Francisco Ferreira Lima. JOAQUINA casou com Vicente Ferreira da Silva, vulgo Vicente Beltrão, filho natural da escrava SABINA, pertencente ao Professor pernambucano radicado em Apodi Joaquim Manoel Carneiro da Cunha Beltrão. Era comum os escravos adotarem o nome familiar de seus donos/amos. Vicente Beltrão era irmão de Lúcio Agostinho da Silva, pai de Tião Lúcio,por sua vez pai do Prof. Raimundo Pereira e Auxiliadora Silva Maia (Dodora de Tião Lúcio). Como se depreende pelos apontamentos genealógicos citados, houve o casamento entre os filhos de escravos JOAQUINA e VICENTE, sendo certo que constituíram famílias afrodescendentes. João Beltrão era antigo Carteiro dos Correios e Telégrafos, tendo sido o primeiro carteiro da Agência dos Correios, fundada em 1914. 

De tempos em tempos João Beltrão era acometido por acessos de debilidade mental, quando ficava andando à esmo pela zona rural, geralmente pelas terras dos sítios que margeiam a lagoa de Apodi. Era-lhe sempre dispensada atenção caridosa da alimentação, pelos proprietários dos sítios. Dispensado do emprego nos Correios, João Beltrão passou a trabalhar como porteiro do Grupo Escolar "Ferreira Pinto", cargo em que foi aposentado. João e Teodora foram pais de uma única filha, que ainda vive e cujo nome me foge à memória.                 
                                                                                                                                                    Atualmente, este ALTO DE TEODORA BELTRÃO encontra-se compondo a zona urbana de Apodi, recebendo o nome de RUA MOÉSIO MAIA HOLANDA, cujo homenageado patronímico era filho do farmacêutico Francisco Holanda Cavalcanti - NENEN HOLANDA, e dona Maria do Carmo Maia. Moésio era Acadêmico de Medicina, tendo falecido aos 17 anos de idade, acometido por leucemia. Era irmão das médicas Dras. Marize Maia Holanda, Aparecida Maia Holanda e Yolanda Maia Holanda.

Por Marcos Pinto - historiador apodiense 
Copiado do blog Potyline

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cultura na Casa


A Companhia Teatral Casarão tem o prazer de lhes convidar para participar do projeto "CULTURA NA CASA", que irá comemorar o aniversário de dois (02) anos de atividades da ARD, Associação Raimunda Dantas. Evento que acontecerá na Casa de Cultura Popular – Lajedo de Soledade, Apodi, Rio Grande do Norte, aos vinte e dois dias (22) do mês de Novembro, a partir das 08hrs00min. 

“Além de estarmos oferecendo lazer, cultura, arte e educação para a população apodiense, usamos deste evento como fonte de reivindicações na melhoria da política pública cultural de nossa cidade e na revitalização dos espaços e terminais cultural e turístico da mesma.
Por Luis Marinho