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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Cacique Jenipapo Assu da Tribo Tapuias Paiacus

Hoje 31/07/2013 faz 314 anos do assassinato do maior cacique dos Paiacus -Jenipapuassú. Morto por Morais Navaro no Sitio Laje da Encruzilhada-extrema do RN com o Estado do Ceará.

Datava-se o extermínio de Jenipapuassu 31 de julho de 1699. Acabada a dança dos janduís de Navarro vieram os paiacus ao acampamento bandeirantes e foram então vitimas de uma cilada. Explica o mestre de campo os fatos como decorrentes da mais absoluta defesa.

“Preparei a infantaria em boa ordem, em titulo de vê-la, tocando-lhe caixa dizendo-lhes ser festejo tinham eles ordenado estivesse o principal junto a mim e quando a dança viesse para minha parte viria o irmão com a escolta abraçar-me e ao tempo de abraço investiriam os da dança com ordem que só a mim me deixassem vivo para ao depois me martirizarem. E eu como tinha coligido seu intento a via se não apartava das minhas costas, pus-lhe um dos nossos. Tapuyas e diverti-lo ordenando-lhe que ao mesmo tempo parasse a caixa, que era a senha que estava dada a infantaria para dar carga e o pegasse. Veio o irmão com a sua vinda diante de todos sem armas, e eu assim que vi que era tempo mandei para a caixa de lhe fazer tiro, do qual caiu morto e ao mesmo tempo o tapuia a quem tinha entregue o principal quebrou a cabeça.

Morto Jenipapoassú e seu irmão ordem ou Navarro que cem dos seus infantes, viu brancos carregassem sobre os paiacus enquanto vinte e cinco ficavam de prevenção contra os tapuias aliados, pois podia ser que estes se aproveitassem da circunstância. Para agredirem os bandeirantes. Mas os janduís dominados por aquele ato de tão cruel energia voltaram-se furiosos contra os paiacus deles fazendo enorme morticínio.

Regressando da frutuosa expedição e rompendo pelo centro da campanha teve morais navarro ligeiro combates em duas emboscadas armadas pelos tapuias do Apodi. Deram-lhes surriadas de armas de fogo e fugiram. Perseguidos perderam quatro homens havendo vestígio de que muitos deles houvessem ficado feridos. Acoados meteram-se num carrascal terrível onde os soldados brancos não poderiam acompanha-los. 

A volta do Assu foi muito penosa pela esterilidade das terras atravessadas. Viu o mestre de campo os seus cativos na iminência de morrerem a fome ou a sede. Chegando ao arraial ali supunha poder refazer-se com os mantimentos em depósitos, mas quais só acharam miséria. 

FONTE: A guerra dos bárbaros- Affonso E. Taunay (publicado em 1936)

Apontamentos sobre a política em Locke - Osório Filho

APONTAMENTOS SOBRE A POLÍTICA EM LOCKE¹

José Osório de Lima Filho²

O homem ao viver em sociedade renúncia tácita ou explicitamente o estado de natureza, assim deixa de julgar de acordo com sua vontade, assim como, de punir conforme o que lhe interessa, haja visto, uma maior garantia presente na natureza do estado social com relação a sua propriedade, liberdade e vida. Assim sendo, a construção do acordo recíproco entre os homens oferece a diminuição dos riscos do estado da natureza, muito embora, mesmo com a criação do contrato, a vida, a liberdade, a igualdade e a independência não estão totalmente assegurados, haja visto, a ocorrência de situações que leva o homem de volta ao estado de natureza, assim, os contratos amenizam a anarquia do estado de natureza,  porém não o elimina. O governo pensado por Locke é aquele indivíduo ou instituição que foi escolhido pelo povo para representar seus interesses através das leis civis e justiça imparcial. Já o tirano é aquele ser que usa o seu poder conforme os seus interesses pessoais. Assim, a tirania é ilegítima para governar, pois não foi escolhida pela maioria e não agem em benefício da preservação da propriedade, da vida e da liberdade do povo. Assim o governo procura viabilizar os interesses do povo mediante a manutenção da ordem, que na realidade consiste na conquista da paz, conforto e segurança. O rompimento do contrato do governo com a sociedade e da sociedade com o governo pode ocorrer através: Da arbitrariedade do governo, irresponsabilidade do mesmo, alteração do legislativo, guerra civil, invasão estrangeira, não obediência as decisões da maioria sobre a totalidade, abdicação do governo, entre outras. A arbitrariedade do governante é retratada nas suas ações e estas se não forem de acordo com as leis do contrato entre povo e governante, pode gerar a sua saída do poder, quer dizer, o governante esquece que governa para o povo e começa a rechaça-lo de forma global, logo nasce no povo uma convicção geral da irresponsabilidade do governo e aqueles resolvem destituir o mesmo. No caso do legislativo, legislar para se e quebrar o contrato, pode ocorrer a eliminação, deste pelo povo. Além disso, uma guerra civil gerada pelos interesses de facções pode causar a dissolução do governo, pois este fica impossibilitado de reagir nesta situação de calamidade geral, haja visto a anarquia generalizada. A invasão estrangeira acarreta para a sociedade a perda da soberania e consequentemente a presença de um governo ilegítimo. Contudo, a renúncia do governo e a desobediência às decisões da maioria sobre a totalidade ocasiona a extinção do compromisso da comunidade política, pois a anarquia passa a reinar, bem como, o estado de natureza se sobrepõe a natureza do estado. 

1. Paper.
2. Professor de história.

Vida, aquarela do saber - Maria Luiza

A vida é um palco,
onde somos verdadeiros artistas.
Por vezes, coadjuvantes,
protagonistas, equilibristas.
Pintamos com cores diferentes
cada dia, cada presente,
Exteriorizando o que há em nosso interior,
criando, reformulando, modelando
O que somos,
Os nossos personagens.

Viver é um tarefa complexa,
(des)conexa?
Quando se deseja melhorar como pessoa.
Não sou constituída só de (im)perfeições,
Tenho virtudes, (in)quietudes?
Preciso crescer,
aprender, melhorar,
adquirir experiências, sapiência!

A vida é uma arte
que exige de nós uma eterna luta,
Disputa!
O aprendizado é sofrido,
gradativo, instrutivo,
Requer de nossos eus apagar,
recomeçar cada situação,
Descoloração...
Sentimos o mel e o fel!

Mas peguemos o pincel,
Na perspectiva de, como artistas,
estarmos sempre a retocar a nossa obra.
O tempo sobra?
Basta querermos,
Sempre há tinta!
Porque a vida é a gente quem pinta!

Maria Luíza Marinho da Costa
Extraído da Obra da autora: "Vozes de um coração"
Março de 2005

terça-feira, 30 de julho de 2013

O tempo - Mônica Freitas

O tempo é o Senhor das coisas
 Ele joga com a mente,
 com a vida e
com o mundo
Faz esquecer as dores
E nos faz lembrar dos amores
Se é curto faz chorar as perdas
Se é longo faz esquecer as tristezas
Adormece o sentimento
Envelhece e renova o tempo
Espalha e acalma o vento
Torna o homem desatento
O tempo...
o tempo é pouco,
nunca é muito nem na morte,
nem na vida
O TEMPO É O TEMPO

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Colonização e povoamento do Apodi (II) - Por Marcos Pinto

Colonização e povoamento do Apodi (II) - Curraleiros versus gentio indígena

Nos primeiros tempos de colonização européia no RN, via Bahia (Região do rio São Francisco) e Pernambuco, a região do Apodi não apresentou efetiva ocupação territorial, tendo em vista a forte resistência indígena e as barreiras naturais que dificultavam o acesso. Foram duas as correntes de povoamento do Apodi: A primeira veio de Pernambuco, passando pela Paraíba, de onde desciam pela antiga "Estrada Real", que demandava para a região jaguaribana. Manoel Nogueira seguiu o trajeto desta primeira corrente. A segunda veio pela região do Assu, onde no ano de 1686 ficou aquartelado o famoso "TERÇO DOS PAULISTAS", comandado pelo octogenário Manuel de Abreu Soares. 

No livro de REGISTRO DAS SESMARIAS DO RN, consta a concessão de Carta de Data de Sesmaria concedida em 19 de Fevereiro de 1680 a Manoel Nogueira Ferreira, João Nogueira Ferreira, Antonia de Freitas Nogueira, e seus companheiros/requerentes Domingos Martins Pereira, Capitão Bartolomeu Nabo Correia, Alferes Gonçalo Pires de Gusmão, Capitão Luis Braz Bezerra, Capitão Luiz Antunes de Farias e Manoel Roiz da Costa, cuja concessão doava três léguas de terras à cada requerente, cujas terras englobavam os rios "Piranhas" e "Guaxinim", na região do Assu. 

 Conforme consta no mesmo livro de sesmaria, estes requerentes desistiram de povoarem as terras que lhes foram concedidas, no mesmo ano. Ocorre que, já no dia 19 de Abril de 1680 Manoel Nogueira e estes mesmos companheiros recebem a concessão em Apodi, que os índios denominavam apenas de "Pody". Diante este cenário, resta a indagação: Teria Manoel Nogueira e seus irmãos e demais requerentes estado na região do Assu antes de aportarem em Apodi ? No requerimento dão a entender que sim, conforme afirmam: "...Pela qual razão querem povoar nesse sertão e tem dado combate aos tapuias para lhes mostrar onde há terras desaproveitadas....querem povoar ainda que seja com risco de suas pessoas e fazendas, por serem paragens ermas e despovoadas, donde os antigos nunca se atreveram a povoar...". Observe-se que também era comum o fato de que dois ou três bravos colonizadores exploravam as terras e quando as requeriam acrescentavam nomes de amigos e parentes, para açambarcarem vastas extensões de terras, que deram origem aos latifúndios.

A verdade é que o bravo MANOEL NOGUEIRA e família, acompanhados por alguns escravos tiveram uma vida de correrias e tropelias, no enfrentamento da indiada rebelde. Davam, apanhavam, iam embora, retornavam, sendo certo que só tiveram uma certa tranquilidade quando o famoso "TERÇO DOS PAULISTAS" fez uma longa incursão até a lagoa Pody, no ano de 1689, conforme afirma o celebrado e respeitado historiador brasileiro ERNESTO ENES, no volume 127 da Coleção "Brasiliana": "...Pedro de Albuquerque Câmara, Bernardo Vieira de Melo, Valentim Tavares Cabral e Agostinho César de Andrade tomaram parte na marcha que se fez do Olho d'água aos rios paneminha e panema grande, até a lagoa Pody. No combate da lagoa do Apody estiveram outros soldados como João do Monte" . Vide (pág. 409) e Luiz da Silveira Pimentel (pág. 269).

A saga dos NOGUEIRA teve início em 1680, continuando até o dia 11 de Junho de 1685, quando retornaram à Paraíba em busca de recursos, a fim de darem continuidade aos trabalhos de exploração do novo território. Em 17 de Novembro de 1688 ocorreu o famoso embate entre a família NOGUEIRA e os índios Paiins, na margem da lagoa do "Apanha-Peixe", onde tombaram mortos os bravos João Nogueira e Balthazar Nogueira, forçando o grupo familiar a debandarem em fuga para a região jaguaribana, no Ceará. A indômita ANTONIA DE FREITAS NOGUEIRA, que chegara ao Apodi em estado de viuvez, casou no ano seguinte - 1681, com o português Manuel de Carvalho Tinoco, sendo certo que em um dos livros de registro de batizados constante do acervo da Igreja-Matriz de N. Sra. da Apresentação, da cidade de Natal, consta a presença deste casal residindo nas imediações de Natal, em São Gonçalo do Potengi, onde Antonia de Freitas batizou cinco filhos, no período 1695 a 1706.


Quando o Sargento-Mór de Entradas MANOEL NOGUEIRA faleceu em sua fazenda "Outeiro"(Onde hoje é o "Quadro da Rua") em 17 de Janeiro de 1715, toda a várzea do Apody, do sítio "Boqueirão" aos sítios "Santa Rosa" e "Santa Cruz" já estava de posse e domínio de componentes de sua família - filhos, cunhados e parentes afins. Foram os primeiros curraleiros. Os índios do Apodi, que no início da colonização "fervilhavam como formigas" nas margens da lagoa Itaú (Depois lago Pody, e lagoa Apody) e dos rios Panema Grande (Depois rio Apody) e Paneminha (Depois rio Umary), sempre foram alvos da sanha dos conquistadores e dos aventureiros, que não sossegaram enquanto não eliminaram ou segregaram o último sobrevivente dessa raça nativa.

ÍNDIO TAPUIA PAIACUS(Pintura de Eckhout Ano-1641)

TAPUIA PAIACUS - ÍNDIOS ANTROPÓFAGOS

(Segundo o Historiador Marcos Pinto, essas pintura poderiam terem sido pintadas pelo grande pintor holandês Alberto van der Eckhout ao redor da lagoa do Apodi no ano de 1641) O GENTIO INDÍGENA da região do Apodi era constituído de 05 etnias e uma nação: Tapuias paiacus, Paiins, Icós, Icosinhos, Janduís ou Janduins, e Canindés , da nação Tarairiús, distribuídas em várias tribos e malocas ao longo do território apodiense. O criatório de gado bovino consistiu na primeira atividade econômica do Apodi, tendo sido o principal argumento constante dos requerimentos das famosas "Datas de Sesmarias", quando alegavam que precisavam situar seu rebanho bovino, ou que já se achava com seus currais instalados nas terras requeridas. De um lado os índios eram acossados pelos sesmeiros/curraleiros, exploradores que, muito bem armados, promoviam a guerra para expulsá-los dos seus territórios, e vender os prisioneiros aos fazendeiros e senhores de engenho de Pernambuco e da Bahia.

Do outro lado, eram subjugados à ação nefasta dos padres e dos seus colaboradores, que no afã de impor a língua portuguesa e difundir a religião católica, ao tempo em que lhes ofereciam proteção, desestruturavam as bases de sua cultura, tanto do ponto de vista material como espiritual, transmitindo-lhes ensinamentos de obediência a um Deus diferente dos seus - que não permitia a nudez, a poligamia, a selvageria, a antropofagia e outras práticas por eles adotadas - e ao colonizador, que nunca os entendeu e sempre os perseguiu.

Por Marcos Pinto - historiador apodiense 
Matéria copiada do: Blog Potyline

Soneto do farto amor - Mônica Freitas

Oro aos até aos tons que são celebrados em louvor divino
Simploriamente em versos que me humilham o rosto
Em lágrimas, acentuo a face semblanteada de desgosto
Eu choro, me envolvo num pranto ávido como um menino.
É neste impulso amoroso ardente, penetrante e forte
Que o farto amor aparece num impulso adulto,
Mas na calada da alma, permanecendo oculto
Num clarão que brilha até o fim, até a morte.
Parece platônico esse amor, essa paixão, esse horror
mas não o é quando encontra o coração do poeta
Com a luz em chama, a porta da inspiração aberta
É na alma tomada da mais prazerosa dor
Que as palavras ditam o sentimento e fazem a festa
E espalham no coração do poeta este farto amor.

Atenção professores, precisamos de voluntários

A comunidade de Córrego agora será um polo de educação a distancia da UFRN. 
No próximo dia 18 de agosto haverá uma prova a nível de ensino fundamental para ingresso no curso de cooperativismo a distância. 
Estamos precisando de voluntários professores que queiram ajudar os candidatos para assuntos de português e matemática. 

Veja os assuntos
Assuntos de Português do Exame de Seleção E-Tec
- Compreensão e interpretação de textos de diversos gêneros;
- Fonética e Ortografia: emprego de letras e fonemas, encontros vocálicos e consonantais, acentuação gráfica e divisão silábica;
- Morfologia; classes de palavras (variáveis e invariáveis);
- Sintaxe do período simples: termos da oração (essenciais, integrantes e acessórios;
- Redação: direcionamento temático, coesão textual, coerência textual, correção gramatical.

Assuntos de Matemática do Exame de Seleção E-tec
- Potenciação.
- Conjunto dos números racionais (frações).
- Classificação, comparações de frações, operações e expressões com frações.
- Números decimais: - Operações e expressões.
- Sistemas de medidas: - Comprimento, volume, capacidade, superfícies e medidas agrárias (transformação de unidades).
- Equação do 1º grau (resolução).
- Sistema de equações do 1º grau (resolução).
- Regra de três simples (problemas).
- Porcentagem (problemas).
- Produtos notáveis: - Quadrado da soma; - Quadrado da diferença; - Produto da soma pela diferença.
- Fatoração: - Fator comum; - Agrupamento; - Trinômio quadrado perfeito; - Diferença de dois quadrados; -Trinômio do 2º grau.
- Racionalização: - Quando denominador for uma raiz quadrada e quando for uma soma (ou diferença) de raízes quadradas.
- Equação de 2º grau (resolução).
- Geometria plana: - Conceitos primitivos; - Postulados; - Ângulos (teoremas); - Polígonos; - - Triângulos (teorema); - Quadriláteros (teorema); - Circunferência e círculo; - Relações métricas nos triângulos retângulos; - Cálculos de áreas das principais figuras planas.

Estamos pensando em juntar a turma qualquer uma noite ou mais na semana na escola Isabel Aurélia Torres Emiat Live para dar algumas dicas aos candidatos sobre esses assuntos. Vai depender da disponibilidade dos professores. E ai quem ajuda?

domingo, 28 de julho de 2013

Colonização e povoamento do Apodi (I) - Por Marcos Pinto

Colonização e povoamento do Apodi (I) - O marco zero 

Processo histórico lento e gradual da ocupação do adusto solo sertanejo, em que consubstancia-se a trajetória de bravura e pujança da honrada família NOGUEIRA, rasgando os sertões da Paraíba para penetrar o "Vale do Jaguaribe", por onde alcançaram a ignota serra, reduto de ferozes indígenas, seguindo suas veredas para, sob a tutela dos seus facões, alargarem-nas e transformarem-nas em picadas, fato referencial que fez com que passassem a denominá-la em batismo toponímico de "SERRA DA PICADA".

No silêncio cheio de sol, ao aproximarem-se das terras que se estiravam das bordas da serra para uma piscosa lagoa, tiveram desse portal uma bela visão panorâmica, sedutora e misteriosa. Do alto da serra, o céu vestia-se de um azul intenso, e mais azul do que ele, os vultos das altaneiras serras do Patu, Portalegre e Martins, perfilando-se em aparados ou talhados. Embriagados de notáveis emoções, divisaram o vasto carnaubal cobrindo de verde as férteis terras de aluvião, que embalavam e ainda embalam nas tardes mornas o farfalhar dos seus leques em misteriosas coreografias. Batizariam com o pomposo referencial toponímico de "Várzeas do Pody", denominação esta que, no ano de 1761, o Juiz Miguel Carlos de Pina Castelo Branco ampliara para "Povoação das Várzeas do Apody". Nesse cenário extasiante sobressaíam-se as contagiantes "vazantes" da lagoa, ampliando o encantamento do elemento branco povoador. Aquí e alí cortava o silêncio o canto característico das seriemas, em seu cacarejo metálico.


Nos primeiros e temerosos contatos com a indiada tapuias paiacus, em que predominavam as recíprocas desconfianças e precauções, os Nogueira devem terem visto e ouvido, curiosos, os silvícolas apontarem para o chão e baterem fortemente nos peitos, a afirmarem em sua linguagem travada, que eram senhores absolutos da terra PODY. Amainados os ânimos da indiada da nação Tarairiús, os NOGUEIRA trataram logo de requerem as primeiras "Datas de Sesmarias", açambarcando, como lhes era de direito, as melhores terras, englobando toda a várzea até as que margeavam a lagoa, estendendo-se até o sopé da serra que eles passaram a denominar, em seus requerimentos de sesmarias, de "SERRA PODY DOS ENCANTOS".

Quando as terras requeridas eram distantes, já vizinhas ao Ceará, afirmavam que as terras eram situadas na "SERRA PODY DOS ENCANTOS PARA FORA". Apos todos os ingentes esforços empreendidos na conquista das terras, os bravos NOGUEIRA depararam-se com a insana concorrência dos sesmeiros baianos da família ROCHA PITA, que pleiteavam forçosamente o senhorio das terras requeridas pelos NOGUEIRA, situadas na margem sul da lagoa, onde hoje situa-se o sítio "Garapa", e outros vizinhos, medindo três léguas de comprimento por uma de largura. Não havia como os NOGUEIRA perderem suas concessões sesmeiras, posto que requereram em início do mês de maio de 1680, e no dia 19 do mesmo mês e ano eram-lhes concedidas pelo então Capitão-Mór do RN. Os ROCHA PITA requereram somente em junho de 1680.


Na epopeia colonizadora, os indômitos NOGUEIRA protagonizaram incontáveis fatos históricos, num processo evolutivo e audacioso, escrevendo o capítulo especial do povoador inicial, empregando a pólvora e o aço viril, contra o arco e a flecha, tão bem manejadas pelas hábeis mãos da indiada, até então com o senhorio absoluto das plagas de terras ardentes.

Como os tapuias paiacus tinham sua taba principal situada nas terras onde hoje estão encravados os sítios "Barra", "Ponta", "Largo" e "Estreito", a família NOGUEIRA optou por fixarem moradia no outro lado da lagoa, no lugar onde atualmente está encravado o sítio "Garapa", que os NOGUEIRA batizaram inicialmente com o nome de "Braço da lagoa do Cajueiro". Baseado nesta minudência histórica e geográfica, poder-se-á afirmar que este lugar assume a emblemática conotação geográfica de ter sido " O MARCO ZERO DA COLONIZAÇÃO E POVOAMENTO DO APODI".

Estranha-se o fato de que os NOGUEIRA não tenham contado com a ajuda espiritual de um sacerdote para ajudá-los no difícil momento do encontro primeiro com a indiada. Quanto ao venerando capítulo da CATEQUESE INDÍGENA em terras Apodienses, há um longo hiato de 20 anos (1680-1700), posto que, somente em 10 de janeiro de 1700 os abnegados e virtuosos padres Jesuítas PHILIPE BOUREL e JOÃO GUINCEL declaram oficialmente instalada a "MISSÃO JESUÍTA DA ALDEIA DO LAGO PODY". 

(Vide livro "HISTÓRIA DA COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL" - Tomo V - Autor: Padre Serafim Leite).

Por Marcos Pinto - historiador apodiense
Matéria copiado do: Blog Potyline

Convite Seminário de piscicultura do Território Sertão do Apodi

Local: STTR Apodi
Data: 09 de agosto de 2013.
Público alvo: piscicultores, produtores rurais e pescadores.

sábado, 27 de julho de 2013

Meu orgulho - Teresa Machado


Quando eu descer do meu orgulho
O senhor vai me ensinar
Que as riquezas deste mundo
Não vai minha alma alegra
O que importa nesta vida
É o amor que Deus me dá

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Pinceladas sobre o príncipe de Maquíavel - Osório Filho

PINCELADAS SOBRE O PRÍNCIPE DE MAQUIAVEL¹

José Osório de Lima Filho²

O principado novo conquistado com armas e virtudes próprias, apresenta maior possibilidade na conservação da conquista, pois a sua virtus,  bem como a sua fortuna, contribui para que o príncipe consiga ter o controle da situação, quer dizer, possua autonomia nas suas decisões. Embora o mesmo possa enfrentar alguma dificuldade inicial. 
Já o principado novo adquirido por favor, armas e virtus alheia, esboça uma instabilidade do príncipe no seu governo, já que o mesmo dependendo dos outros, não consegue ter liberdade administrativa, uma vez que os que o colocaram no poder, querem mandar igual ou mais que ele, salvo algumas exceções de príncipes que consegue adquirir a virtus depois que ganha o principado, um exemplo é César Bórgia. 
O principado civil se for criado pelo povo (cidadão comum) é mais fácil de ser administrado, pois o homem comum não quer ser oprimido, logo o príncipe precisa agir de modo a respeitar a propriedade, a família e a liberdade. Porém, se o mesmo for construído por uma elite, apresentará complicações na gestão do estado, pois os nobres são volúveis e mesquinhos. 
No principado eclesiástico, a religião antiga contribui para a manutenção da ordem, embora a disputa de poder feita pelas facções cause desordem. 
Desta forma, tanto no principado civil, quanto no eclesiástico, o príncipe precisa agir de modo a manter a ordem, respeitando o povo que é a maioria e se preciso usar da violência contra a nobreza em seus excessos, pois esta é muito perigosa para o príncipe. Assim o príncipe tem que ser temido, usar das leis civis e militares e fazer bom uso do exército. Assim sendo precisa retirar da nobreza os cargos das instituições, deixando os nobres sem prestígio, isto é, sem poder. 
Portanto, o príncipe para ser querido e respeitado, só pode ser cruel em casos que apresentem justificativas para ação truculenta, ou seja, perturbação da ordem pública. A piedade do mesmo não pode ser exagerada, pois o mesmo pode com isso, perder os seus bens, bem como ser considerado efeminado, e não respeitado pelos súditos. Além disso, o príncipe não pode agir de má fé no sentido literal e sim superficial, aliás, precisa parecer bondoso e agir de acordo com as necessidades, e se preciso for atuar com maldade, mas para isso precisa demonstrar uma explicação bondosa, para evitar o ódio e suas consequências. Por fim, o príncipe precisa ter cuidado para não ser desprezado pelos súditos e cidadãos, para isso é necessário que o mesmo haja, de forma prudente nas situações de paz e guerra, ou seja, usar a virtude para equilibrar o bem-estar, assim, é inviável que o príncipe seja truculento no período de paz. 

1. Paper
2. José Osório de Lima Filho – professor de História. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Descobriram-me - Paulo Filho Dantas


“Quero descobrir sentindo
A verdade única desse mundo,
Para isso traçarei uma linha.

Começando com o sem-limite
Provarei sabores, odores e paisagens,
Momento a momento, emoção a emoção.

Constantemente viverei, morrerei
E renascerei para uma nova vida,
Para uma inesperada nova morte.

Sou forte, guerreiro e imortal.
A minha frágil e simples mortalidade
Só despista aqueles incrédulos homens.

Para cada parte, as pequenas verdades
Me deixam de presente, sem esforço,
Meu complemento alma-matéria.

A surpresa é cabulosa
Me pergunto: é isso?
Que tédio é a eternidade’’.

Poesias do livro: Caminhos do Meu Ser

As cidades são iguais - Dodora

Toda cidade pequena sempre tem um doido oficial que não assusta ninguém; um intelectual de verdade, ou de fachada, mas que sempre anda com um monte de papel debaixo do braço; um motorista que não tem carro e nem emprego, mas que já dirigiu quase todos os carros da cidade; um professor temido pelo saber ou pela chatice e que adora reprovar aluno; um hotel central; um bar com uma das frases: “ordem e respeito”, “familiar” “não fale fiado evite decepção”, um homem que gosta de usar roupa branca; no mínimo uma família bem tradicional e que tem em casa uma cadeira de palhinha; uma esquina ou uma calçada onde se sabe de tudo;

Uma pessoa temida pela língua maldita; um casal de namorados que não tem fim de casar; uma turma bem pesada que nem liga para chatice da cidade e sempre comemora tudo com uma festa; um cabra bem besta que quando se aproxima todo mundo vai embora; uma pessoa aposentada que todos os dias, à mesma hora, põe uma cadeira na calçada, toma café e conversa com os mesmos amigos; um chato que sabe tocar alguma coisa e sempre chega onde não é chamado e daí a pouco está comendo, bebendo, cantando e íntimo de todo mundo; uma pessoa que nunca se convence que está errada e tem raiva de Deus e o mundo; uma loura oxigenada que se acha o máximo; um carro velho bem barulhento e conhecido (geralmente é um carro azul desbotado); uma pessoa bem amiga de todo mundo e que sempre gosta muito de dar risada; um rapaz que se acha o melhor partido da cidade; um político que aperta a mão de todo mundo ou que só cumprimenta dando um tapa bem forte nas costas da gente; uma pessoa que usa um óculos com muito grau e que só vive piscando os olhos; uma pessoa que só vive rezando mas todo mundo acha que ela vai para o inferno; um metido a rico que quando chega nos cantos fala bem alto ou faz de tudo para a gente perceber que ele chegou de carro; mas principalmente um mentiroso e daqueles que não tem o menor pudor de dizer que se lhe oferecessem o dinheiro do mundo inteiro ele recusaria para não ter que mudar da sua cidade.

Naquela cidadezinha chamada Idopa tinha tudo isso e muito mais e um mentiroso oficial chamado João. Ele era um cabra BOM, trabalhador, direito, todo mundo gostava dele e já tinham até se acostumado com suas mentiras por isso ninguém deu confiança quando ele disse que tinha acertado na Pelé & Sena. O mentiroso jurou pela alma da mãe, sacramentou, contou essa história a Deus e ao mundo mas não tinha jeito, ninguém acreditava, nem quando ele mostrava um papel com uns números e o seu nome. Os dias se passaram e nada; a história da Pelé & Sena foi virando folclore e no final nem o mentiroso acreditava mais na própria história. Pois não é que um dia aparece um telegrama na casa do João avisando que ele tinha apenas três dias para comparecer ao Banco e retirar uma fortuna em dinheiro creditada a favor de João Alves, (que era o nome completo do mentiroso) e constando justamente o seu endereço! Foi um movimento danado. A familia do peste arrumou um dinheiro emprestado e o mandaram para a capital para receber a milionária quantia. 

Quando João chegou no Banco e se apresentou como o milionário da sorte o gerente levou-o para uma sala particular ofereceu cafezinho, fez muito agrado, falou nas vantagens das aplicações e da garantia no seu Banco e depois de muito rapapé pediu os documentos do João para a conferência. Foi ai que a vaca tossiu. Não é que o nome do mentiroso sequer era João, mas sim Çelso (iniciado com cedilha mesmo). Quando o medonho era criança falava dormindo e sua mãe, inocentemente, havia feito uma promessa que se ele deixasse de falar dormindo passaria a chamá-lo João, em homenagem ao padroeiro da cidade. O santo atendeu e João que mentia desde menino achou ótimo ter que inventar o próprio nome, por isso assinava João Alves, ao invés de Çelso Alves, seu nome verdadeiro. Claro que o Banco não aceitou pagar uma quantia tão alta a uma pessoa cujo cartão tinha um nome e o documento outro nome diferente.

Até hoje o coitado luta na Justiça para provar que Çelso e João é uma mesma pessoa e a justiça não muito chegada a velocidade, aproveita para não acreditar que seja possível alguém ser batizado como Çelso (com cedilha) e ter o nome trocado para João Alves e ainda por cima ser muito mentiroso.

Crônica do Livro "Contraponto'' de Dodora, publicado no ano de 1998. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

CHCTPLA realizará a 3ª Conferência Regional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial em Apodi

O Centro Histórico - Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi, tem a satisfação de informar que no próximo dia 02 de Agosto, será realizada pela COEPPIR - Coordenadoria de Politicas Publicas de Promoção da Igualdade Racial, a 3ª CONFERENCIA REGIONAL DE POLITICAS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL, tendo como tema Central: " Democracia e desenvolvimento sem racismo: Por um Brasil afirmativo."


Local do Evento: Câmara de Vereadores de Apodi.

Aguardem mais informações!

Enviado por Isaac Tarcio

Obrigada aos guerreiros por Kelly Morais

Bom dia a todos esses guerreiros.

Deixei os ânimos adormecerem com meu cansaço ontem pra então vir aqui me pronunciar. E a primeira coisa que quero escrever é PARABÉNS!

PARABÉNS aos guerreiros que ontem foram as ruas de Mossoró mostrar que Apodi também é potiguar.

PARABÉNS a classe política que pela primeira vez vi realmente empenhada na luta pela UERN. Achei de tamanha braveza vereadores de oposição e situação esquecendo desse pequeno detalhe e dando as mãos por uma causa só. Foi magnífico ver os Dep. Estaduais e Federais, sejam da bancada ou de oposição dando a cara a tapa lá na salinha pra defender Apodi. E a garra do Prefeito Flaviano Monteiro ao pedir pros CONSELHEIROS não confundirem a nossa luta com uma resposta política ao governo ineficiente.

PARABÉNS aos Conselheiros do CONSUNI que, apesar de não terem aprovado de pronto o Campus da UERN em Apodi, também não reprovaram e ainda se prontificaram para uma análise mais aguçada que inclusive vai dá-los a oportunidade já irem estudando quais os cursos serão mais viáveis pra Apodi, afinal eu tenho fé que essa luta os Conselheiros não são inimigos e sim parceiros.

Nem sempre as coisas acontecem ao nosso tempo, no entanto no tempo certo elas vão acontecer. A UERN em Apodi, bem como outras Universidades, é questão de tempo agora, no entanto isso se nós GUERREIROS não descansarmos como fizemos com a Finada UFERSA.

Espero que consigamos reunir mais pessoas e nos fortalecer. 

Avante, ‪#‎UERNjá‬!!!

Apodi ganha polo presencial de Educação a Distancia da Escola Agrícola de Jundiaí

Uma parceria da COOPAPI / AMPC / Estação Digital Espaço Virtual com a Escola Agrícola de Jundiaí da Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN traz para Apodi um polo da Rede de Educação a distância para o curso de técnico em Cooperativismo. 

O processo seletivo 
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), torna público que realizará Processo Seletivo para os cursos: Técnico em Agroindústria (subsequente), Técnico em Informática (subsequente), Técnico em Cooperativismo (subsequente)e Técnico em Comércio Exterior (subsequente) ofertados na modalidade de Educação a Distância. Os cursos técnicos serão ofertados em (8) oito municípios polos: Macaíba, Vera Cruz, Monte Alegre, Ceará-Mirim, Natal, São Paulo do Potengi, Apodi e Touros. 

Mais informações: Gisllayne e-mail gisllaynecris@hotmail.com ou 3342-4836 (Coordenação de Informática)


No polo Apodi, as inscrições são para o curso de técnico em cooperativismo. As mesmas acontecem na sede da Estação Digital Espaço Virtual no Sítio Córrego de 22 de julho a 02 de agosto. 
Documentos necessários: CPF e 01 documento oficial com foto. 
Serão 25 vagas. Porém o limite máximo de inscrições é 75. Aproveite e faça logo a sua.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Criação de Deus - Teresa Machado

Contemplei a natureza
Feita pelo criador
Serras, vales e montanhas
Tudo fez com muito amor
Ele também fez o homem
Para te dar o louvor.

Vi a linha do horizonte
SE encontrando com o mar
As ondas quebram na praia
Faz meu coração se alegrar
Deus fez todas as maravilhas
Somente por nos amar.

Vejo a lua, sol e terra
Os campos a verdejar
O sorriso da criança
Passarinhos a cantar
O Senhor fez o cenário
Para o homem admirar

A Feira livre de Apodi










"A feira do Apodi é centenária, muito importante para a economia do Apodi, é lá onde os agricultores vendem seus produtos sem o atravessador, ela resiste a modernidade dos supermercados, armazéns e ainda conserva as velhas tradições: encontro dos amigos, apresentação popular, venda de remédios milagrosos, mobilizações politicas, shows com artista da terra, sem falar em grandes personagens que com os seus bordões se tornam amados e conhecidos por todos do município. Viva a feira do Apodi." - Laércio Carlos da Costa.

"E ainda louvores e pregações a palavra de DEUS,troca troca,venda de animais...Viva a feira de Apodi" - Marilu Maia e Sousa.


"Feira regional.Vem comerciantes de outras cidades e até de outro(os) Estados! Grande diversidade de produtos." - Magna de Sousa Morais.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

As cores não importavam, eu já estava morto - Bruno Coriolano

Chega um momento na vida de um homem em que ele deve se desprender de tudo que não o faz bem. Todas aquelas histórias antigas da aventura amorosa humana, as fantásticas narrativas de povos em terras distantes e tudo o mais... Nada disso jamais existiu. Somos irremediavelmente bombardeados por mentiras e estórias terrivelmente mal contadas.

A vida nada mais é do que uma sucessão de acontecimentos passageiros. Não, não estou aqui escrevendo um manual sobre como o homem deve viver sua vida aqui na Terra. Menos ainda, estaria eu querendo insinuar que devemos encurtar nossa existência por aqui. Não seria tolo ao ponto de deixar que minhas vontades passageiras me aterrorizassem assim, tão debilmente, a ponto de me fazer cortejar a ideia de tirar minha própria vida... Ou desistir dela. Gostaria mais uma vez, mas, de fato, não quero...

Dancei com a morte uma vez e aprendi, da pior maneira possível, que não se deve fazer isso. Nunca... Não quero convencer ninguém a ler ou ouvir falar desse acontecimento macabro ímpar que cuspo (ou vomito) agora nessas folhas melancólicas e deploráveis. Fui feliz uma vez e disso tenho certeza, mas foi só! À meia noite, tudo se foi: as flores, o perfume, as fotos, as cartas... Só restaram-me a escuridão, o medo e a preguiça. Preguiça de começar de novo. Já não tinha mais forças para tanto.

Tenho duas pernas, mas recuso-me a andar, tenho dois olhos, mas recuso-me a enxergar. Seria tão mais fácil se eu tivesse o real controle das minhas emoções, se eu soubesse lidar com os mascarados... Sim, eles não passam de fantasias; personagens que usam e abusam de suas mascaras. Vidas deploráveis e cheias de nada. Fantasmas! Um vazio que nunca se preenche. Vidas mentirosas de pessoas que não aceitam o fim inevitável. Acéfalos, imbecis, solitários e dementes. Assim, vejo o mundo, as pessoas. Não tenho pudor ao descrever a miséria humana, pois acordei, mesmo sem querer acordar, para relatar o que já vivi nesse mundo.

Estava eu naquele leito do hospital da Rua 12 (não sei se, de fato, esse era o número correto). Já não sentia dores nem angustias. Já ouvira todos os sussurros e lamentações daquelas almas que iam, uma a uma, fazendo sua passagem para outro mundo. Mentia para mim mesmo diversas vezes dizendo, em voz quase sem força, que eu tinha o controle da situação. Não, eu nunca tive. Na verdade, nem lembro como tinha ido parar naquela cama suja de hospital.

Como sempre fui muito mais dotado intelectualmente do que meus pares, eu arrumava um jeito de saber o que estava acontecendo ao meu redor. Triste do homem que não sabe discernir o real do imaginário. Eu sabia como proceder para entender tudo que se passava ao redor daquele quarto frio e sombrio.

Esperei com uma paciência helênica a enfermeira adentrar aquele cômodo. Sim, é melhor investir na fragilidade das mulheres, elas adoram falar. Falam tanto que dizem até aquilo que nunca aconteceu. Fantasiam tanto que fica fácil arrancar-lhes qualquer informação, desde que você invista em seu estado emocional. São traidores de si mesmas!

Pedi para a enfermeira me avisar o que estava acontecendo comigo: quando eu iria poder voltar para casa e gozar da minha saúde imbatível, inabalável.

A conversa não foi longa, pois ela parecia perturbada e não queria correr o risco de revelar algo. Foi então, fazendo uso da minha inteligência mencionada outrora, que deduzi que não arrancaria nada dela. Pedi que me desse um sinal por meio de cores: se ela trouxesse algo de cor verde, significaria que eu poderia ir embora em breve. Se trouxesse algo de cor amarela, significaria que eu ainda deveria passar mais tempo naquele hospital e que minha saúde realmente exigia cuidados. Mas, no final das contas era uma possibilidade, se ela me trouxesse algum objeto, qualquer que fosse, na cor vermelha, isso significaria que minha existência tinha chegado perto do fim.

Por horas observei cada sinal, cada detalhe – eu era bom nisso! Nada... Mais uma vez, nada me revelaria meu verdadeiro estado. As horas teimavam em passar devagar e a cada momento, mais angustia por saber como eu estava: vivo, quase morto, saúde piorando ou melhorando? Nada sabia.

Senti meu corpo amolecer e meus olhos ficarem cada vez mais pesados. Era o sono que tomava conta do meu corpo. Olhei para o lado e nada parecia claro. Estava ficando cada vez mais escuro naquele quarto gélido. Virei de lado e vi um livro de capa preta apenas com o título escrito em cores douradas. Não era um livro qualquer; era o livro AS FLORES DO MAL de Charles Baudelaire, grande poeta francês. Abri e vi que estava marcado. Não lembro o número da página, minha visão estava cada vez mais fraca.

Li as primeiras linhas de um poema que, salvo engano, dizia: Nós teremos leitos de rosas ligeiras, / e divãs profundos como campa ou mar, / e flores estranhas, sobre prateleiras / sob os céus formosos a desabrochar... Parei de ler imediatamente ao ver o que estava marcando aquele poema: Eram pétalas de rosas vermelhas murchas, sem vida, completamente mortas. O relógio marcava, precisamente, meia noite. Parei, olhei ao meu redor e reconheci, sentados ao lado da cama, os outros pacientes que já haviam partido horas, dias, semanas ou meses antes. Entendi, fazendo mais uma vez uso da minha percepção, de que as cores não importavam, eu já estava morto! 

Conto de Bruno Coriolano

domingo, 21 de julho de 2013

Olhar perdido - Paulo Filho Dantas

“Esse olhar penetrante
Que fita um olho só,
Esquecendo outra visão,
Apagando mais a escuridão
Cegando forte tal nó
A derramar bolha flutuante
Incolor, inodora, imatura,
Matando o soluço do beijo
Ao cair duas bocas ao desejo
Que murmuram em ânsia, em secura

Esse mesmo olhar
Paralisa os sentimentos
Fazendo florescer a magia
É doce que contagia
Clássico som aos ouvidos,
Cantando a declamar
Declarações tão lindas
Sem sofreres ou angárias,
Sem pudores ou injúrias
Puras, suaves, infindas

O olhar que eu quero,
Que sonho e me envolve
Que faz-me soltar a voz
E em clamores contemplando a vós
Ao hipnose olho que absorve,
À explosão do amor venero,
A energia total do ser
Constituída em alma marrom
Esconde a essência do viver

Um olhar vazio perdido
Um olhar moreno trigueiro,
Um olhar mister marinho,
Um olhar profundo retino,
Um olhar misterioso certeiro,
Um olhar azul que olha ,
Um olhar verde que diga
Um olhar frio que marca
Um olhar tépido que abraça,
Um olhar mel que castiga’’.

Poesias do livro: Caminhos do Meu Ser

sábado, 20 de julho de 2013

O antigo quarteirão de prédios do Coronel Lucas Pinto


CORONEL LUCAS PINTO.


Antigos imóveis comerciais que formam um quadrilátero, popularmente conhecido como QUARTEIRÃO, cujos lados compreendem as Ruas Margarida de Freitas, Coronel João de Brito (Em frente ao Mercado Público), Benjamin Constant e Manoel Coriolano. 

Até o ano de 1927 os prédios que se situam em frente ao Mercado Público sediavam a grande Casa Comercial "JÁZIMO E PINTO", com estoques de várias mercadorias, lotando estes prédios de uma esquina a outra, cujo centro comercial pertencia aos Coronéis João Jázimo de Oliveira Pinto e seu primo e genro Coronel Francisco Ferreira Pinto. Tinha como vendedores balconistas os Srs. Francisco Cabral da Costa (Pai de Zé Cabral, dos Correios), Luís Leite e Lucas Pinto. 

Quando o Coronel JOÃO JÁZIMO faleceu, no dia 30 de março de 1927, aos 71 anos de idade, o controle econômico desta Casa Comercial passou ao seu genro Coronel Francisco Pinto, nascendo daí, segundo afirmava o Sr. Francisco Cabral da Costa, intenso processo de inveja do Sr. Luis Leite, que era parente e compadre de Chico Pinto. Com o assassinato do Coronel Francisco Pinto, ocorrido a 02 de maio de 1934, a mando dos Srs. Luiz Leite e Tilon Gurgel, o Cel. Lucas Pinto comprou estes imóveis à viúva Dona Maria Salomé Diógenes Pinto.

Do ano de 1950 até o final da década de 70 (1970) estes imóveis foram alugados aos seguintes comerciantes: Nos prédios situados defronte ao Mercado Público, na Rua Coronel João de Brito: Na esquina das ruas João de Brito com a Margarida de Freitas era a Loja de Tecidos do Sr. JOÃO CUSTÓDIO DA SILVA, filho do paraibano de Catolé do Rocha-PB radicado em Apodi Sr. Manuel Custódio da Silva e da também paraibana Raimunda Nogueira Dantas. Vizinho ao Sr. João Custódio era a Loja de Tecidos do Sr. JOSUÉ CÂMARA, que por sua vez tinha como vizinho o seu irmão JOEL DA COSTA CÂMARA (Joel Câmara). A seguir era a Loja de tecidos do Sr. VALDEMIRO CUSTÓDIO DA SILVA, irmão de João Custódio e pai de ZÉ Vandilson, Vilson e outros filhos. Vizinho era a esquina, onde Dotô Nêgo instalou venda de café e bolos, mais conhecido como sendo o "Café de Dotô Nêgo". Nesta esquina instalou-se depois o Sr. Raimundo do Café, sendo certo que este imóvel pertence atualmente à viúva de Raimundo do Café, que mudou de ramo, instalando uma pequena mercearia


Na Rua Benjamin Constant o primeiro imóvel pertencia ao velho FÉLIX SOARES, avô do Fiscal de Rendas João Soares, que por seu falecimento, dito imóvel foi adquirido por Lucas Pinto, que o alugou ao Sr. AURINO GURGEL, que por sua vez comprou aos filhos do Coronel Lucas Pinto, quando este faleceu no ano de 1981. A mercearia de Sêo Aurino Gurgel era sortida de um quase tudo. Vizinho ao Sêo Aurino Gurgel era a Mercearia dos Srs. CHICO DO BIGODE, também conhecido como CHICO DO CASADO, e CHICO DO CANTO, conhecido popularmente como CHICO PAIZINHO. Na esquina situava-se o Mercadinho do Sr. Raimundo Monteiro, conhecido como Raimundo de Elias Monteiro, cujo Mercadinho ficava com a lateral na Rua Benjamin Constant e com a frente para a Rua Manoel Coriolano, que tinha como vizinho o Cel. Lucas Pinto, que tinha como vizinho o Sr. Diocleciano Diniz, conhecido como Sêo Dioclécio do Sabão, casado com dona Nicinha, e que foram pais de Ledo, Saint-Clair, Lourdinha casada com Tião Pinto, Tota e outros. Sêo Dioclécio era dono de uma saboaria, sendo certo que também vendia fumo em rolos, do brejo paraibano. O imóvel alugado ao Sêo Dioclécio ficava na esquina das Ruas Manoel Coriolano (parte da frente) e Margarida de Freitas (lateral). Este prédio de Sêo Dioclécio fora alugado anteriormente ao Sr. Raimundo Sansão, que instalara-se com uma mercearia.

 

Os prédios situados na Rua Margarida de Freitas foram alugados aos Sr. Zé Urbano, cujo imóvel era um pequeno quarto, onde o mesmo vendia fumo em rolo. Vizinho era a mercearia do Sr. JOÃO DE JOÃO TITO, primo de Lucas Pinto. Este prédio depois foi alugado à Senhorita SALIZETE BEZERRA, cujo imóvel pertence atualmente a duas irmãs de Salizete, por falecimento desta, que continuam explorando o mesmo ramo comercial de aviamentos e produtos de beleza.


Nestas relembranças, fica o registro para os anais da história comercial do antigo QUARTEIRÃO DO CORONEL LUCAS PINTO.

Texto de Marcos Pinto
Copiado do: Blog Potyline

Sorria - Paulo Filho Dantas


“É quando você fica só
Por desejar a solidão,
Que surge efeito dominó
Atingindo seu coração.

Levando a cabeça ao espaço,
O corpo em tremedeira
E a mente num embaraço
Espreitando a derradeira.

Hora do suspiro final,
O espírito leve, desigual
Vai voando em alforria

Seja qual for o problema
Por mais difícil dilema
Não fique triste e sorria’’.

Poesias do livro: Caminhos do Meu Ser
Cedido por Paulo Filho Dantas

sexta-feira, 19 de julho de 2013

CHCTPLA: Visita a Boca da Mata

CENTRO HISTÓRICO-CULTURAL TAPUIAS PAIACUS DA LAGOA DO APODI- CHCTPLA 

CNPJ 18.218.241/0001-77 
FUNDAÇÃO: 07 DE FEVEREIRO DE 2013 

Documentário da visita ao Sitio Boca da Mata, antiga Serra da Picada. Foi realizada dia 07 de Julho de 2013. 
Responsáveis: Lucia Tavares, Marcos Pinto, Genildo, Isaac Tarcio e Raimundo Torres.
Objetivo: Visitar descendentes dos Tapuias Paiacus que estão em todas as regiões do município de Apodi-RN.

Residência de Rosimar Silva - conhecido como Pajé.

Encontro com Rosimar Silva, o Pajé e sua família.

Uma breve conversa que tivemos com o Rosimar Silva- o Pajé. Assunto: Os Tapuias Paiacus do Apodi, um pouco de sua História, Cultura e os remanescentes existentes em todas as regiões do Apodi. Conversamos também sobre o Papel do CHCTPLA.

O Rosimar da Silva- O Pajé e sua família- esposa e 6 filhos. Pelas características, não existem dúvidas, realmente estamos, a cada dia que passa, seja nas ruas da cidade, seja nas visitas as localidades, atendendo os convites que nos são feitos, estamos diante dos Tapuias Paiacus em pleno Século XXI

Lucia Tavares, Rosimar da Silva e sua família.

Professor Raimundo Torres, Rosimar da Silva e sua família.

Da direita para esquerda- Isaac Tarcio, Rosimar Silva e sua família.

Informamos que o Centro Hisóírco-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi, tem como um dos objetivos, resgatar a História dos nossos Tapuias Paiacus. Estamos fazendo isso como muita determinação, dentro de nossas limitações e possibilidades, claro.

Documentário retirado do face de Lucinha Tavares

Chapada do Apodi recebe visita dos estudantes do Curso Técnico em meio ambiente com ênfase em saúde ambiental FRIOCUZ, TRAMAS/UFC, MST.

Intercâmbio/Troca de experiências.

No último fim de semana entre os dia 12 e 13 de julho o município de Apodi esteve recebendo a CARAVANA AGROECOLÓGICA DA CHAPADA DO APODI CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE COM ÊNFASE EM SAÚDE AMBIENTAL, caravana esta que é composta por estudantes de vários estados brasileiros, dentre eles Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Norte dentre outros.

Roda de conversa.

A caravana esteve chegando à cidade do Apodi no dia 12 de Julho, onde nesse primeiro momento foi realizado um momento de recepção e interação dos estudantes com os movimentos sociais que atuam no município de Apodi. Na tarde os estudantes visitaram as experiências agroecológicas que são desenvolvidas na chapada do Apodi visitando as áreas de assentamento Milagres e Moacir Lucena, lá tiveram contato com hortaliças orgânicas, Saneamento Básico, áreas de manejo da Caatinga, quintais produtivos e demais atividades desenvolvidas pela agricultura familiar. Durante a noite os grupo de estudantes estiveram presentes no assentamento Aurora da Serra onde em um momento místico lançaram a Jornada Socialista.

Professora Ms. Andrezza Pontes apresenta seu trabalho.

No segundo dia de caravana em território apodiense os estudantes juntamente com agricultores/as, lideranças e estudantes de Apodi proporcionaram um momento muito rico em debate. A professora Ms. Andrezza Pontes apresentou dados do seu trabalho de pesquisa de mestrado que teve como foco os impactos do Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi na vida dos agricultores familiares que ali residem em seguida o Advogado João Paulo Medeiros apresentou o dossiê denuncia elaborado pela Rede Nacional de Advogados Populares do RN (RENAP-RN) que aponta as várias valhas que o projeto contém.



Os estudantes ainda visitaram a Agrovila Palmares fazendo uma conversa com as famílias resistentes ao perímetro irrigado proposto pelo Governo Federal.

A caravana continuou a percorrer a chapada do Apodi na parte que compreende o estado do Ceará entre os dias 14 e 15 de julho.

Os dois dias de atividades representaram um momento bastante rico na troca de saberes, onde os estudantes e agricultores/as dialogaram sobre os impactos dos grandes projetos desenvolvidos no país em detrimento a negação dos direitos dos atores sociais locais.

A caravana tem o apoio e articulação da FIOCRUZ, do TRAMAS/UFC (Núcleo de Estudos da Universidade Federal do Ceará) e do Movimento Sem Terra – MST, além das entidades locais STTR de Apodi/RN, Centro Terra Viva, COOPERVIDA e Comissão Pastoral da Terra – CPT.

Por Agnaldo Fernandes 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Padre Theodoro participa da reunião da FOAFAP de Apodi/RN


No dia de ontem (17) esteve acontecendo mais uma assembleia mensal do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi/RN (FOAFAP), na oportunidade compareceram a reunião mais de 60 representações de associações comunitárias e de áreas de assentamentos, além da participação de várias entidades que atuam na acessória de várias famílias rurais de Apodi/RN.

Outro detalhe que marcou a assembleia do fórum foi a presença ilustre do Pe. Theodoro Snijders. O Padre Theodoro foi acolhido com muito carinho pelos presentes na reunião, onde na oportunidade todos que ali estavam presentes puderam trocar um “dedo de prosa” com o Padre.
Theodoro Snijders além de ser bastante religioso desempenhou grande trabalho social nas comunidades rurais do município de Apodi, onde juntamente com várias entidades auxiliou o/a agricultor/a apodiense na organização social de base, fundando associações, grupos de jovens e construindo capelas e sede de associação Comunitária.

O homem e a mulher do campo de Apodi/RN têm motivos para sorrir em ver o padre em seu meio, tendo em vista problemas de saúde que passara ultimamente. O povo de Apodi/RN principalmente o/a agricultor/a tem muito agradecido a Deus pela oportunidade de ter Theodoro em seu meio novamente.

Por Agnaldo Fernandes.

A escola - Paulo Filho Dantas

“É na escola que aprendemos
A dar os primeiros passos na vida,
O convívio e a harmonia nos prendendo
Concretiza-se cada vez mais florida.

Está presente o saber
Paz felicidade e alegria,
Não é tão difícil querer aprender
Num instante realidade torna fantasia.

Toda infância e toda quase juventude
É vivida/passada na instituição escolar,
Desenvolvendo aptidões e atitudes
A escola é nosso segundo lar.

Passamos aqui diferentes momentos,
Ao sairmos deixamos nela um pouco,
Cria-se no peito um gostoso sentimento
Por lembranças no coração envolto.

O ensinar-aprender é um dom divino,
Compartilhado por quem o contempla,
Velho, professor, secretário ou menino
Esperança, sabedoria que alimenta.

A escola é o centro de atenções e intenções
Devido o papel atribuído pela sociedade,
Onde foram depositadas confianças e criações
Para o bem caminhar da humanidade.

O tempo passa e com ele os valores
Frutos de um árduo e continuo processo
Retrata símbolos cantados pro trovadores,
Somente a escola proporciona real regresso.

Aqui também sabe tudo,
Muito menos ninguém nada sabe,
Socializam o saber, rompendo muros,
Barreiras, portais e dificuldades.

Não fugiremos aos bons combates
De formarmos a moral do cidadão.
A ética é uma das infindas faculdades
Rimadas intrinsecamente com educação.

Dedicação, amor, trabalho, vontade
Utilizamos para o dia da escola celebrar
Justiça, união, fortaleza, igualdade
São adjetivos que nunca irão faltar.

Essa é minha pequena homenagem
Para a família do Nossa Srª Conceição,
Continuemos a difundir sua índole-imagem
Formemos os futuros líderes da nação. ’’

Poesias do livro: Caminhos do Meu Ser

Acampamento do FMJ em Guaramiranga - CE


Clique aqui e faça a pré-inscrição para participar do III Acampamento do Fórum Municipal de Juventude de Apodi. 

Nessa edição, o grande atrativo será a Cidade Serrana de Guaramiranga no estado do Ceará, uma cidade paradisíaca, com lindas paisagens naturais e culturais, circundada por possíveis atividades radicais que proporcionarão nessa terceira temporada experiências inesquecíveis. A terceira temporada terá uma organicidade seguindo os princípios organizativos de disciplina, estudo, planejamento, crítica e autocrítica, mística, garantindo reflexão permanente da práxis do processo.

O valor da inscrição é R$ 35,00. 
Clique aqui para fazer sua pré-inscrição.
Mais informações sobre o acampamento aqui

Convite reunião hoje Quero UERN em Apodi

Todos estão convidados para logo mais hoje a noite, a partir das 19h30min, participar de 01 REUNIÃO #UERN para definirmos a organização da movimentação.
Contamos com todos vocês.  

Local: Casa de Cultura. 

Esperamos. todos lá! Essa luta é sua, é minha e de todos nós. 


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Carpe diem - Paulo Filho Dantas


“É a vida que seu rumo
Segue sem se importar,
O humano não tira o sumo
Que ela estava a ofertar.

Poucos aqueles são
Os que dela aproveitam
Sua essência como religião
E em seus braços deitam.

Viva cada dia presente
Como aquele que sente
Que o hoje é a vida.

Carpe Diem humanidade
Pois virá a saudade
E a viagem só de ida’’.

Poesias do livro: Caminhos do Meu Ser

Guaramiranga - CE será destino da Juventude apodiense

Está chegando a hora moçada, pernas e mãos voltados ao maior e mais esperado evento da juventude de Apodi. Um grande e oportuno momento para discutirmos nossa organização juvenil e os rumos que está terá em nosso município.

É chegado o momento! Momento de lutar, momento de gritar, momento de se aventurar, momento de testar nossos limites, momento de ir além da superfície momento de aprender, discordar e reconstruir valores. Estamos falando da terceira Temporada do Acampamento de Férias 2013. O grande momento da juventude de Apodi.

Além de muita aventura, o Acampamento de Férias tem como objetivo construir um espaço democrático de diversão, entretenimento, lazer, aprendizagem, e formação de líderes jovens, habilitados a discutir a viabilidade das políticas públicas para a juventude baseado na participação massiva dos jovens espalhados em suas grandes diversidades, e na democratização do poder e na construção socialista. Também objetiva retomar o trabalho de base para a formação de novas lideranças no município, proporcionar um momento de lazer sadio, acrescido de muito conteúdo de formação sistematicamente preparado para formar o sujeito no processo da luta social.

O Projeto “Acampamento de Férias” nasce dos princípios humanos e éticos que orientam o FMJ – Rede de Organizações e Movimentos Juvenis de Apodi, que busca fortalecer o movimento juvenil do município, principalmente no trabalho de base para formar lideranças e romper com a prática dos dominadores que, pelo autoritarismo ou pela troca de favores, se mantêm no poder no município, na região e em nosso país.

Com a exitosa experiência das duas edições anteriores, a terceira temporada do Acampamento, tem como base principal o REGIME DISCIPLINAR dos formandos acampantes. Os coordenadores, facilitadores e formadores serão grupos de militantes, escolhidos e convocados previamente pela rede (FMJ) para desenvolverem atividades de solidariedade e de organicidade direcionado a formação de lideranças no decorrer e/ou após o acampamento. Esses grupos terão como obrigação preparar quadros com experiências e domínios da diversidades da realidade de Apodi e do país, que possam dar respostas aos problemas e desafios a serem enfrentados pelos jovens de forma coletiva e individual.

Nessa edição, o grande atrativo será a Cidade Serrana de Guaramiranga no estado do Ceará, uma cidade paradisíaca, com lindas paisagens naturais e culturais, circundada por possíveis atividades radicais que proporcionarão nessa terceira temporada experiências inesquecíveis. A terceira temporada terá uma organicidade seguindo os princípios organizativos de disciplina, estudo, planejamento, crítica e autocrítica, mística, garantindo reflexão permanente da práxis do processo.
E ai galera, vai perder essa oportunidade?

Faça sua pré-inscrição e garanta sua vaga nessa aventura inesquecível que nos aguarda.

Vamos a luta juventude, espero encontrar vocês em breve e nos aventuramos nesse momento de formação diferenciado que só o FMJ proporciona para você.

Shalom, Axé a todos!

Vai ser de 26 a 28 de julho de 2013 em Guaramiranga - CE. 

Jerlandio Moreira.
Coordenador do FMJ Apodi

terça-feira, 16 de julho de 2013

O congado em Apodi


O congado também é conhecido como “congada” ou “congo”, um festejo popular religioso afro-brasileiro mesclado com elementos religiosos católicos, com um tipo de dança dramática na coroação do rei do Congo, em cortejo com passos e cantos, onde a música é o “fundo musical” da celebração.

Por volta do ano de 1946, era introduzido este festejo popular no nosso município. A frente desse movimento deveu saudar a muitos apodienses que já não estão mais entre nós, mas, também aos que estão. (João Bevenuto, Luís Raposo, Vicente Leite, Dantas, Chiquinho de Dino, Belchior, Saruê, Dudico, entre outros).
Esse movimento não resistiu e logo chegou ao seu fim. O ano de 1971 é marcado pelo o resgate estando à frente: João Bevenuto, Dantas, Luís Raposo, Luís Alberto Custódio, Neemias de Cândido Barreto, Leôncio de Alzira, Raimundo de Dantas, Terceiro Melo, Cutruca, Stênio, Raposo, entre outros.

O último momento da congado visto em Apodi foi quando a ACENIS reviveu na I Semana Universitária de Apodi em 1979. E para que acontecesse estavam à frente como integrantes: Raposo, Birim de Jacó, João Bevenuto, Romildo de Dantas, Jeová Gurgel, Tonho de Valdomiro, Gato de Corina, Biliu de João Bevenuto, Milonga, entre outros.

A página eletrônica do Apodi Antiguidades agradece a Raposo dos pastéis por ter todo o material disponível, não só em fotografias, mas, as letras das músicas. O mesmo faz um apelo às autoridades, poder público, para que seja resgatado o congado, estando de braços abertos para ajudar nesse resgate. 




Recado do nordeste - Paulo Filho Dantas

“Eu sou lá do Nordeste
Estou aqui por precisão,
Tenho sonhos, tenho honra,
Deixei com sede o meu povão,
Quem não me ouvir falar
Tanto faz vida como morte
Ai que saudades do meu lugar!

Eu sou guerreiro menino
Estou no sul por obrigação,
A seca está matando aos poucos
Meu Nordeste, meu coração.
Cuidado com seu preconceito,
Eu sei que não é direto
Ter saído lá do sertão.

Sinto muitas saudades
Quando penso em regressão,
Pois o sol não esquenta e fere
Como o sol lá do sertão.
Da minha terra só tenho saudade,
Das ‘cachaça’ boa, dos amigos do peito,
Estando longe não tem felicidade,
Te deixar Nordeste, foi sempre meu defeito.

Ai terra abençoada,
Terra de povo sofredor
Embora com solo seco e tudo mais
Êta povo trabalhador!
Quando sai do meu Rio Grande,
Levei na mente tudo que deixei por lá,
Minha história, minha vida,
Pais que não deixaram-me nada faltar,

Mas tenho esperança
Que a vida vai melhorar para o nordestino,
Sol quente, solo seco, enxada na mão,
Nossa gente tão marcado,
Esperando sempre chover um tiquinho
Pra ficar mais aliviado
Não está na luta sozinho.

E um homem também chora
Ao deixar sua terra querida
Deixa tudo e vai embora
Em busca da terra prometida.
Quando penso no que fiz
Dá vontade de chorar
O povo do norte tá feliz
Seu ‘dotó’ vou lhe contar’’.

Poesias do livro: Caminhos do Meu Ser

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Poucas e Boas de Seu Vicente Maia: Para ficar na história - Por Marly Maia


Relata a trajetória de uma pessoa muito especial: POUCAS E BOAS DE VICENTE MAIA. Sua história conhecida pela população apodiense, é simples, porém irônica, apesar de sua fama de valente, este afirmou nunca ter brigado, a resolução de seus problemas arranca gargalhadas por parte dos ouvintes...

São muitas e tentarei lembrar algumas. Como iniciar? Vou memorizar a entrevista feita em novembro de 1998, na oportunidade, ele resgatou alguns fatos da juventude; como todo jovem, ele gostava de ir aos bailes e certa vez ao convidar uma moça para dançar esta afirmou está cansada e Vicente retrucou: 
- Eu não estou lhes chamando pra correr e sim para dançar; contudo continuou a convidar outras jovens e depois de ser recusado por todas ficou “encabulado” e decidiu acabar com o baile, porém ser alardes perguntou ao sanfoneiro quanto ele dava na sanfona e comprou-a, acabando a diversão, principalmente das moças. 

Outra feita este foi convidado por um amigo e ao chegar a festa não conseguindo uma dançarina, o dono da festa que também era o sanfoneiro, ofereceu-lhe sua esposa para dançar, e estes dançaram a noite toda; Passado alguns dias o sanfoneiro vai vender a sanfona e o Maia agradecido pelo gesto “solidário”ocorrido na festa, compra o instrumento, mas em seguida o entrega novamente alegando ter se “divertido” com a esposa deste e, portanto, merecia ficar com o presente, o amigo saiu todo contente... Outros fatos ocorreram quando este era magarefe e os seus colegas da época presenciaram.

Uma vez o freguês comprou uma costela de boi e esqueceu-se de levar para casa, seria normal se este não morasse na zona rural e viesse a rua só aos sábados; porém Poucas e boas de Vicente Maia, decidiu guardar a encomenda por consideração, imaginem a podridão que ocasionava aquela danada, pois bem... Chegando finalmente o sábado, o cliente comenta o esquecimento e pede para pesar outra costela; 
Vicente já agoniado com o fedor da anterior esbravejou: - Não senhor, você vai levar aquela que deixou aqui! E o coitado teve que levar a carne podre. 

Vicente era uma pessoa caridosa, sempre que os amigos precisavam recorriam a ele; Certa vez um compadre veio tomar emprestado sua bicicleta para fazer uma viagem, garantindo devolver logo que voltasse; passado algum tempo sem que a bicicleta fosse entregue, e,Vicente foi a casa do compadre e, ao invés de pedir de volta, tomou por empréstimo, o outro envergonhado entregou-a; Logo que retornou Vicente foi entregar a bicicleta ao compadre,este retrucou :- Compadre essa bicicleta é a sua!, e este respondeu: se fosse minha, estava lá na minha casa e eu não precisaria tomar emprestado... Vicente deixou a bicicleta e foi embora. A lição dada ao compadre por ele ter descumprido a promessa,lhes saiu cara, pois perdeu a bicicleta;

Outra profissão que exerceu até aos 96 anos foi de comerciante, junto a sua filha Alba,que testemunhou os fatos da época;

A CAZA LIMA prédio situado no centro comercial, foi um sortido comércio varejista, também conhecida pela bodega de seu Vicente. São inúmeras histórias... certa vez, uma senhora muito “ranzinza” veio comprar 1 litro de querosene (combustível usado nas lamparinas para iluminar as casa antes da chegada da energia elétrica), porém ao receber a freguesa reclamou que não estava cheio; Vicente colocou novamente o litro para completar e foi sentar-se na calçada, a mulher percebendo que ia derramar chama seu Vicente e este responde: - Deixa o litro encher.. Deixa o litro encher... E só entregou o litro quando esvaziou o depósito. Novamente o prejuízo foi para este, que não aceitava ser questionado quanto a sua honestidade. 

A bodega também era o ponto de encontro, na época das eleições, os políticos vinham até lá; um cidadão candidato a vereador, ao passar pela feira fazendo campanha política decidiu falar com este: -Amigo,serei candidato a vereador e espero contar com o seu voto... contudo, seu Vicente respondeu sem papas na língua; -Se candidato eu fosse e você me oferecesse o voto, eu não aceitaria, quanto mais eu votar em você. O candidato saiu desconfiado, vendo que se dependesse daquele eleitor, ele não seria vitorioso.

Outra vez, foi o candidato a Deputado Estadual, Patrício Jr, visitar o correligionário, chegando na bodega, escondeu-se por trás da porta, para surpreender seu Vicente e quando o candidato foi ao encontro do amigo todo sorridente; Vicente muito sisudo responde: - Que tipo de candidato é você que além de aparecer só de 4 em 4 anos ainda vai se esconder? Então o candidato viu que daquela mata não ia sair coelho.

Vicente tinha como “passatempo” uma casa de jogo e era capaz de ficar horas jogando baralho; certa vez já bastante cansado, este deu um cochilo e quando acordou e foi ver seu jogo, percebeu que estava pronto para ganhar e virou a mesa; - Eu não vou jogar, se eu dormindo estou com este jogo, imagine vocês que deram as cartas: Saiu e foi para casa deixando os jogadores admirados com a sua sorte. 

Outra vez ,estava jogando, e um dos jogadores tirou a camisa,Vicente olhou e sem nada dizer, sisudo, tirou toda a roupa; Os jogadores admirados, perguntam que é isto seu Vicente? este responde: É para saber quem é o dono da casa!.

Certa tarde, Vicente e seus parceiros estavam jogando na calçada e começou a neblinar, e eles entraram para casa, passado a neblina, saíram e novamente começa a chuviscar; três vezes consecutivas e Vicente já “amuado” e, na quarta vez ,os colegas entraram e sentado ele ficou; só que desta vez foi um “toró” de chuva e Vicente ficou todo molhado, mas não saiu, imagine o tamanho da brutalidade?
Ainda encabulado com o banho de chuva tomado na tarde anterior ,seu Vicente foi consertar o telhado de sua casa e passando um dos colegas, pergunta: -Tá fazendo o que ai encima da casa Vicente? Ele retrucou: -Tô cavando uma cacimba!!! resposta sábia para uma pergunta tola, não acha??

Outro jogo que Vicente gostava era o “jogo do bicho”, famoso por ter bons “palpites”, era capaz de interpretar sonhos e por causa deste dom, era muito solicitado; Uma senhora procurou Vicente explicando que havia sonhado com ele: - Qual o bicho deveria jogar? Vicente orgulhoso pelo sonho da senhora aconselhou-a jogar no coelho ou no leão; então ela tomou emprestado o dinheiro a este e prometeu pagar–lhes depois do resultado. Não deu outra, o bicho fora de acordo com o palpite; Vicente contente por ter acertado, ao encontrar a senhora,indagou: - Ganhou um dinheirinho heim? Esta muito constrangida respondeu: -Não seu Vicente, eu joguei foi no veado. Vicente sentindo-se humilhado, feito um leão furioso, retruca:- Deixe para jogar no veado quando sonhar com seu marido....(não se sabe a intenção da pobre, se era não dividir o “apurado”, ou uma desfeita amorosa).

O tempo foi passando... E vem as preocupações com as donzelas Anilda e Alba;

Moças famosas pela formosura, principalmente Neguinha, como era conhecida Anilda,não é que ela se apaixona por Galdino; considerado “Dom Juan”, namorou quase todas as moças do pedaço porém se engraçou com a filha de Seu Vicente e decidiu casar-se com ela; só que não teve coragem de enfrentar o velho e decidiram fugir. Marcaram dia e hora, Galdino encostado no muro esperando Anilda... porém quem apareceu foi Vicente que, desconfiado ,perguntou: - O que você esta fazendo aqui de madrugada?

O outro, apesar de também ser considerado valente, tremeu pois, Vicente era mais
ignorante e gaguejando respondeu: - Eu vim roubar sua filha; A surpresa foi grande, para aquele pai que considerava sua filha tão “bem criada” e esta querer casar com um ex-prisioneiro, mas não perdeu o controle, pelo contrário, surpreendentemente, mandou o rapaz entrar, chamou sua esposa D.Lúcia, mandou acordar Anilda e disse: Você tem certeza que quer fugir com este sujeito? Diante da afirmativa, Vicente fez os preparativos para o casório e desta união, tiveram seis filhas: Fátima, Aila, Marilú, Marly, Helena e Jacira, prova de que Vicente não era controlador, apesar de não concordar, por justa causa, o jovem era aventureiro, namorador, ou seja, tinha as características parecidas com as suas, e por isso, não deveria ser bom esposo; Infelizmente ele estava correto,pois Galdino continuou farreando e de fato quem cuidou da grande família até ficarem independentes fora “Papai” Vicente.

Por: Marly Maia 
Retirado do facebook: Grupo: Poucas e Boas de Vicente Maia

domingo, 14 de julho de 2013

CHCTPLA: Visita ao local conhecido como a antiga aldeia dos Tapuias Paiacus

CENTRO HISTÓRICO-CULTURAL TAPUIAS PAIACUS DA LAGOA DO APODI- CHCTPLA

CNPJ 18.218.241/0001-77
FUNDAÇÃO: 07 DE FEVEREIRO DE 2013.
Data: 06 de Julho de 2013.

Documentário sobre a visita ao local conhecido como a antiga Aldeia dos índios Tapuias Paiacus 

Lucia Tavares e Gilberto Olinto. Segundo Gilberto quando seu pai foi construir a casa família há muitos anos atrás, existia uma casinha velha que pode ter sido a casa do padre Felipe Bourel.

Terras da aldeia

Local conhecido como Horto- Lado Oeste da Lagoa do Apodi. Local onde era a aldeia dos Paiacus antes de sua expulsão de nossas terras.

Lucia Tavares, no local onde hoje é a casa de Gilberto Olinto.

Vista da estrada que vai da cidade de Apodi a Zona Rural- Região da Areia.

Uma bela vista da casa de Gilberto Olinto. Todo esse local, denominado CORREGO DAS MISSÕES, foram habitado pelos nossos Tapuias Paiacus. Convém ressaltar que acreditamos que foi nesse local que aconteceu a morte do Padre Felipe Boreal.

Um frondoso pé de Tamarindo no muro da casa do Gilberto Olinto.

Documentário retirado do face de Lucinha Tavares.