Pesquisar neste blog

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Soneto do farto amor - Mônica Freitas

Oro aos até aos tons que são celebrados em louvor divino
Simploriamente em versos que me humilham o rosto
Em lágrimas, acentuo a face semblanteada de desgosto
Eu choro, me envolvo num pranto ávido como um menino.
É neste impulso amoroso ardente, penetrante e forte
Que o farto amor aparece num impulso adulto,
Mas na calada da alma, permanecendo oculto
Num clarão que brilha até o fim, até a morte.
Parece platônico esse amor, essa paixão, esse horror
mas não o é quando encontra o coração do poeta
Com a luz em chama, a porta da inspiração aberta
É na alma tomada da mais prazerosa dor
Que as palavras ditam o sentimento e fazem a festa
E espalham no coração do poeta este farto amor.

Nenhum comentário: