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domingo, 21 de julho de 2013

Olhar perdido - Paulo Filho Dantas

“Esse olhar penetrante
Que fita um olho só,
Esquecendo outra visão,
Apagando mais a escuridão
Cegando forte tal nó
A derramar bolha flutuante
Incolor, inodora, imatura,
Matando o soluço do beijo
Ao cair duas bocas ao desejo
Que murmuram em ânsia, em secura

Esse mesmo olhar
Paralisa os sentimentos
Fazendo florescer a magia
É doce que contagia
Clássico som aos ouvidos,
Cantando a declamar
Declarações tão lindas
Sem sofreres ou angárias,
Sem pudores ou injúrias
Puras, suaves, infindas

O olhar que eu quero,
Que sonho e me envolve
Que faz-me soltar a voz
E em clamores contemplando a vós
Ao hipnose olho que absorve,
À explosão do amor venero,
A energia total do ser
Constituída em alma marrom
Esconde a essência do viver

Um olhar vazio perdido
Um olhar moreno trigueiro,
Um olhar mister marinho,
Um olhar profundo retino,
Um olhar misterioso certeiro,
Um olhar azul que olha ,
Um olhar verde que diga
Um olhar frio que marca
Um olhar tépido que abraça,
Um olhar mel que castiga’’.

Poesias do livro: Caminhos do Meu Ser

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