Pesquisar neste blog

sexta-feira, 31 de maio de 2013

As perspectivas da Caravana Agroecológica de Apodi - Agnaldo Fernandes

Além dos agricultores, lideranças de movimentos, técnicos, acadêmicos, dentre outros representantes da sociedade civil, os próximos organizadores das Caravanas Agroecológicas rumo ao III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) também participaram das atividades na zona da mata. A ideia é multiplicar esse método de mobilização e conscientização por todo o país, de modo à visibilizar a agroecologia e ampliar o debate com a sociedade.

Para a avaliação das atividades e apresentação das perspectivas em sua região, conversamos com Agnaldo Fernandes, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, do Rio Grande do Norte. Nos próximos meses está prevista uma caravana no município, que passa por um momento difícil com a possibilidade da instalação de um mega projeto de irrigação que está ameaçando as organizações e cultivos agroecológicos locais.

Como você viu a forma de organizar a caravana na zona da mata?
Agnaldo
– Faço uma avaliação extremamente positiva do evento, porque a gente conheceu várias experiências que reafirmam que a agroecologia e a agricultura familiar são um viés para o Brasil na geração e distribuição de renda. Por pessoas simples e humildes, mas que respeitam a natureza. Elas sabem muito bem produzir e respeitar o meio ambiente, diferentemente do agronegócio. Essa caravana serve para afirmar isso: a agroecologia é viável, apesar de muitos falarem o contrário tentando legitimar o agronegócio. É muito positivo vermos aqui dentro das práticas, que os agricultores através das organizações conseguem essa autonomia de gestão dos territórios gerando renda e economia solidária. Isso nos deixa maravilhado com o evento.
 
Como você vê o ponto de vista operacional da caravana, já na perspectiva da sua realização no Apodi?
Agnaldo
– A metodologia é bastante interessante, em todas as comunidades e cidades que passamos, pensamos repetir isso que é positivo. Vamos rever algumas coisas da questão do alojamento do pessoal, mas a dinâmica da troca de saberes é válida e importante para a gente tirar como positivo e aplicar em qualquer região e território que vá sediar um encontro regional das caravanas.

Vocês já estão se reunindo e pensando nas rotas?
Agnaldo
– A gente teve uma primeira reunião no mês passado, e afirmamos que a gente tem o interesse de sediar o encontro lá. A data e número de pessoas ainda não trabalhamos, e as rotas vamos também tentar mostrar a organização dos grupos que produzem agroecológicamente respeitando o manejo da caatinga: a apicultura que é um potencial muito forte, a produção de polpa de fruta, grupos artesanais, grupos de mulheres, etc. No município de Apodi tem mais de 70 associações comunitárias, então é mais para a gente estar visitando esse histórico da organização. E também confrontar com um projeto de irrigação que está sendo proposto para ser instalado lá nos modelos do agronegócio, que coloca em ameaça toda essa produção agroecológica e a autonomia dos grupos. É uma questão de modelo, de confrontar também essas idéias e mostrar que aquilo tudo está em ameaça.

Teremos algumas dificuldades para realizar a caravana lá, porque as cidades são um pouco mais distantes, como Apodi, Mossoró, Caraúbas, Governador, Felipe Guerra, que têm experiências agroecológicas bastante interessantes. Pretendemos explorar o sertão do Apodi, são locais com uma dinâmica mais complicada e vamos ver como faremos essas rotas, depende também dos recursos e apoio.

Fonte: Site da ANA.

Recursos naturais do Apodi

A região da Chapada do Apodi possuía uma interessante variedade de animais silvestres, considerada como uma das mais ricas do Estado, e uma floresta de grandes reservas vegetais. Algumas espécies animais que representavam grande valor, são hoje raramente encontradas. Outras podem ser consideradas extintas, tais como a ema, tatu-bola, onças, porco-do-mato, pelo menos na área pertencente a Apodi, graças a matança indiscriminada de animais em qualquer época.

Nunca se fez sentir, nesta região, qualquer medida visando a proteção da fauna e da floresta, área bastante conhecida pela riqueza de sua vegetação e a quantidade de animais silvestres que ali existi-am. Tal como a fauna e a floresta sofre, também, a impiedosa devastação do machado e das queima-das, sem que se observem medidas de reflorestamento.

Animais, aves e pássaros são abatidos diariamente. Para a caçada não se reserva período durante o ano. Não se faz distinção de idade ou tamanho do animal, nem se respeita a época da postura ou da procriação. O mesmo ocorre em relação ao peixe.

Assim, diante dessa marcha ininterrupta de destruição desse recursos para combater o mal, que tem raízes profundas.

O corte de madeira das mais variadas espécies, constitui uma prática diária por parte dos exploradores madeireiros presentes em todos os pontos da chapada. A ocupação de novas áreas pelos sem-terras, vem aumentando o desflorestamento.

As espécies mais procurada, tais como aroeira, pau branco, sabiá, umburana, cumaru e pereiro, já se tornam bastante escassas.

A extração de madeira, dada a grande demanda para as mais variadas construções, tornou-se um pro-cesso praticamente de erradicação dos nossos recursos florestais naquela região.

Há a considerar, nesse processo de destruição dois fatores preponderantes: de um lado a permanente extração de madeiras para fins comerciais, do outro, as derrubadas e queimadas das matas, para a incorporação de extensas áreas às atividades agrícolas, principalmente agora com a distribuição aos sem-terras.

Relacionamos a seguir os nomes pelos quais são conhecidos nesta região, na sua maioria os animais, as aves, as abelhas e os peixes que compõem a nossa fauna:

ANIMAIS SILVESTRES:

Camaleão, furão, guaxinim, gato vermelho, gato mourisco, gato pintado ou maracajá, macaco, mocó maritaca ou jirita, mucura ou cassaco, onça vermelha, peba, preá, porco-do-mato, raposa, saguim, ta-manduá, tatu,tatu-bola, tejuassu, veado.

Animais considerados extintos:

Onça, veado, porco-do-mato, ema, gato pintado da malha grande.

AVES E PÁSSAROS:

Asa branca, abre-e-fecha, anum branco ou alma brana, anum preto ou anum cachoeira, avoante ou avoete, acauã, azulão, andorinhas, bacurau, bem-te-vi, carcará, carão, colibris ou beija-flores, corujas, caborés, casaca-de-couro, canção, concriz, currupiu, canário, ema (em extinção) fura barreira ou bico de latão, gaviões, galinhas d’água, graúna, galo de campina ou cabeça vermelha, guela d’água, guer-reiro, garças, jacu, juriti, jaçanã, João de barro, lavandeira, maçarico, marrecas, mergulhão, maracanã, mane besta, miúdos, papagaio, periquito, papacu, pega-peixe, pato d’água, pinta silgo, pica-pau, papa-lagarta, papa-pinha ou sonhassu, paturi, patolo, papasebo, papa-capim, peitica ou bico-de pato, rolinhas, rouxinol, seriema, socós sibites, sabiás, sericoia, tetéu, unhambus, urubus, vem-vem, xexeú, xorró.

ABELHAS:

Arapuá, amarela, boca-torta, capuchu Cupira, canudo, inchu, inchuí, italiana, jandaíra, jabatão, jati, mosquito, moça-branca, maribondo, sonhoron, tubiba, limão-canuto.

PEIXES:

Aniquim, apanhari, camarão, cangati, cará, carpa, cascudo, curimatã, gauiú, piau, piaba, pirampeba, sabaru, tilápia, traíra, tambaqui, tucunaré urubaiana.

PLANTAS MEDICINAIS

Há também no município uma rica variedade de plantas nativas medicinais. Mencionamos as seguintes:

Ipepacuonha ou pepaconha, pega pinto, fedegoso, barata-de-pulga, raiz de muçambé, raiz de capitão, raiz de ortiga, imbiratanha, ameixa, quina-quina, raiz de vassourinha, quebra-pedra, cedreira, canela braba, quixabeira, jabotá, milona, jucá, macela.

EXTRATIVISMO VEGETAL

Essa atividade continua sendo, no município uma fonte de renda para muitas pessoas. Vários produtos como pó da folha de carnaubeira extraído para a fabricação de cera, e o fruto da oiticica para a produção de óleo, ambos para exportação. Há também no município reservas de madeira e lenha que são extraídas para diversas finalidades. A macambira é outro produto nativo encontrado na Chapado do Apodi, bastante usada para a alimentação de gado em época de seca.

Fonte: Apodi, Sua História - Válter de Brito Guerra (2000)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Serviço de utilidade pública - Ajuda histórico Antonio Laurêncio Dantas

Olá! Meu nome é Judite Moreira de Sales, eu nasci em Apodí em 1968 e estudei na Escola ANTÔNIO LAURÊNCIO DANTAS em 1988 e atualmente estou morando em São Paulo.
Gostaria muito de saber se consigo meu Histórico Escolar pois devido a falta dele não consigo me especializar em nenhuma área com cursos profissionalizantes e nem no Ensino Superior! 
Por favor, ficaria muito agradecida se pudessem me ajudar! 
Caso tenha alguma alternativa deixo o e-mail de minha filha para entrar em contato: sammy_s2.s2@hotmail.com 
Facebook:http://www.facebook.com/sammy.fernandes.12 Grata.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Apodi na festa de 35 anos de Telecurso

Uma festa no Jardim Botânico do Rio de Janeiro marca os 35 anos do Telecurso - uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho em parceria com a Fiesp que já formou mais de seis milhões de estudantes.

Um grupo de alunos montou uma exposição para falar sobre as várias etapas do aprendizado. Foi lançado o livro Incluir Para Transformar, com a metodologia, os pensadores e as práticas do Telecurso.

Participaram da festa os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos; do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini; do Amazonas, Omar Aziz e do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

O ministro da Educação Aloizio Mercadante anunciou a assinatura de um convênio com a Fundação Roberto Marinho para levar o projeto a outros estados do Brasil.

“Foi um grande instrumento ao longo destas décadas, que nós queremos fortalecer cada vez mais e ampliar. Nós estamos fazendo uma contribuição muito ampla, para trabalhar em várias dimensões da educação”, afirmou o ministro.

Caubí Torres (professor) e Francisco Gilliad representaram Apodi no evento. No RN o telecurso recebe o Conquista. Caubí e Gilliard receberam a incumbência da Fundação Roberto Marinho de apresentar a realidade da turma que funciona na comunidade de Córrego. Veja fotos da viagem e do  evento. 

 Gilliard e a governadora do RN, Rosalba Ciarlini
 Governadora, Secretária de Educação e a turma do Conquista RN
Ministro visitando a barraca do Conquista
 Caio Blatt que também fez gravação para o projeto

 Zezé Motta que também participou do telecurso nas gravações das aulas

 Equipe do Conquista e o Ministro da Educação Aloísio Mercadante
 Equipe Conquista aguardando o início da comemoração
 Roberta Rodrigues apresentadora

 Zeca Camargo também foi apresentador do evento

Geografia


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Carta de Lucia Tavares


Eu sou Lúcia Maria Tavares, minha família é descendente dos índios Paiacus, tapuia da grande nação Kariri, em terras do Apodi.

Histórias salpicada de lance dramático, de lutas e sofrimentos, de ambições, vinganças e crimes de toda espécie. Histórias também pontilhada de gestos de coragem, fé e heroísmo.

Questão de muitos anos entre índios e civilizados, em que prevaleceu e prevalece, finalmente, a lei do mais forte, esbulhando direitos de patrimônios alheios. Porque é este, geralmente, o caminho, o destino, o desfecho das questões, entre fortes e fracos. Já dizia o filósofo que a justiça é invenção dos fortes, dos poderosos, para subjugar os fracos.

Desde 1825, Apodi se calou a respeito dos Tapuias Paiacus. Dia 24 de Abril de 2013, estive na FUNAI de Natal-RN, e falei com o Sr. Martinho Andrade, chefe da coordenação, e me declarei com orgulho índia Tapuia Paiacu de Apodi.

Hoje faço parte das reuniões da COEPPIR (Coordenadoria De Políticas De Promoção Da Igualdade Racial), e também da APOINME (Articulação Dos Povos e Organizações Indígenas Do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo).

Copiado do: Blog do Toinho

Sítios de Apodi

domingo, 26 de maio de 2013

Apodi tem representante no Rio de Janeiro na comemoração de 35 anos do Telecurso

O professor Caubí Torres e o aluno Francisco Giliard representam Apodi na cerimônia de comemoração dos 35 anos do Telecurso no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 

O Telecurso, programa de TV que surgiu em 1970 com o intuito de levar escolaridade básica a quem precisava concluir os estudos, comemora 35 anos de sua primeira exibição em 2013. 

A cerimônia de aniversário contará com a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, além do presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, e governadores e ex-governadores de estados que adotam ou já adotaram o Telecurso. O evento acontecerá amanhã segunda-feira (27), a partir das 18h, no Espaço Tom Jobim, situado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 

O livro "Incluir para transformar - Metologia Telessala em cinco movimentos", sobre a metodologia que já formou mais de seis milhões de estudantes, será lançado durante a solenidade. O material é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e é adotado por governos, empresas e instituições. 

A história do Telecurso será transmitida ao vivo pela internet, com vídeos, depoimentos e apresentações artísticas. Na entrada do teatro haverá, também, uma feira/exposição na qual os estudantes e professores irão apresentar os cinco grandes temas que resumem a trajetória do programa: tempo/história, TV e tecnologias, currículo, metodologia e qualidade/resultados. 

O Telecurso é uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho em parceria com a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). 

Caubi (professor) e Giliard (aluno) são da Turma Conquista da Escola Estadual Professora Maria Zenilda Gama que funciona em um anexo na Escola Municipal Isabel Aurélia Torres na comunidade de Córrego.

Para o aluno Giliard é uma responsabilidade muito grande, além de ser um prazer poder representar todos os alunos do município e participar de um evento desse porte. "O telecurso mudou a minha forma de pensar novas perspectivas da educação brasileira". Veja fotos da viagem tirada no dia de hoje.: 

Visita ao Museu de Arte do Rio (MAR) 




 Veja o Cristo Redentor em ciam do morro


 Foto tirada de cima do Hotel Novo Mundo, No fundo a Praia do Flamengo

Amanhã tem mais fotos da comemoração. 
Fonte: http://ne10.uol.com.br

As mudanças de comportamento no Apodi

As transformações verificadas nos últimos sessenta anos, na vida da sociedade apodiense, nos diversos aspectos do seu comportamento foram, de um modo geral, bastante acentuadas. 

Sobre o comportamento da família, em si, encontramos sensíveis diferenças no que diz respeito aos preceitos de obediência, de religião e da moral. Com relação aos pais, por exemplo, o hábito de o filho pedir a benção, atualmente, é coisa quase desconhecida, principalmente quando os jovens se aproximam da maioridade, Filhos fumar diante dos pais, antigamente era grande falta de respeito e um pecado na opinião de todos. Raríssimo o filho, que hoje, respeita este preceito. Ir a qualquer diversão sem avisar os pais, sem autorização, não era permitido. 

E quando para isto se ausentava, tinha hora marcada para retornar a casa. Moça ir a um baile sozinha, nem pensar. Impreterivelmente era acompanhada de uma pessoa de confiança, que a vigiava constantemente, apesar de o baile realizar-se em casa de família (particular), como era costume. Antes e deitar-se à noite para dormir a criança era obrigada a rezar diante da mãe e em seguida, pedir a benção. 

O mesmo ritual era feito pela manhã, ao levantar-se. Atualmente estes hábitos são muito raros. É um costume praticamente desaparecido. Com relação aos sentimentos de respeito às tradições religiosas, e dando uma olhadela para o passado, lembramo-nos de que beijar a mão do vigário era o respeito que ele imprimia à população. A benção do vigário era rigorosamente pedida por todos. Constitua uma forma de receber o conforto espiritual. 

A confissão particular e a comunhão eram atos de fé, devoção, praticados com muita confiança e religiosidade. Adota-se as confissão comunitária. As promessas feitas em público, naqueles tempos, com a esperança de obter graças ou milagres são atualmente, práticas raras. Ainda existem na Igreja – Matriz de Apodi, os cofres de Nossa Senhora da Conceição, de São João Batista e o cofre das almas, onde as pessoas colocam esmolas na intenção e com a fé de obterem graças para o alivio de males e sofrimentos.

O ato de colocar no cofre das almas ou dos santos uma moeda (esmola) traduz; simplesmente a fé, o desejo às vezes desesperado de alcançar uma graça, de ser amparado na hora da aflição. Apenas isto. A doação significa, na realidade, um pedido ao santo protetor.

Os trajes das mulheres, na igreja, no passado, tinham que ser muito discretos. Vestido comprido, abai-xo do joelho, sem decotes, véu, era assim que devia apresentar-se na casa de Deus, como exigia o velho sacristão da igreja do Apodi, Manoel José Dantas, de saudosa memória. 

Lembro-me de um vigário da paróquia de Apodi que não aceitava de bom grado na missa de quarta-feira de cinza, pessoas que tivessem brincado o carnaval. Pelo mesmo motivo não dava cinzas a essas pessoas
.
Todos esses sentimentos, preceitos e usos como símbolos da fé e da crença em Deus e nos santos, estão quase todos os sepultados, esmagados pelas transformações modernas, que abriram os cami-nhões dos vícios e da desagregação da família.

Fonte: Apodi, Sua História - Válter de Brito Guerra

sábado, 25 de maio de 2013

O namoro de antigamente no Apodi

O namoro é o ato de namorar, de inspirar amor, simpatia. Antigamente, quando havia mútua simpatia entre rapaz e moça, dizia-se que estavam namorando. Era o inicio do romance amoroso. De acordo com os costumes da época, que já vai longe, era realizado com o máximo respeito, sempre a distancia, com timidez, pois qualquer cena não recomendável era o motivo de censura ou de escândalo. 

A troca de cartas entre namorados, nos velhos tempos, um meio muito usado para se comunicarem. Era através desse tipo de correspondência que muitas vezes se entendiam, fazendo suas declarações, suas queixas,  enfim, seus sentimento. Qualquer liberdade que permitisse um contato mais intimo, entre os namorados, tinha que ser feito em lugar reservado. Moça beijada era moça falada. 

O rapaz pegar na mão da moça, publicamente, significativa compromisso de casamento – de noivado. Com todas essas barreiras, impostas pelos preceitos da época, vez por outra uma donzela era desvirginada. Perdia a honra antes de casar, o que representava um grande escândalo. Quando o rapaz se recusava a casar, a coisa se complicava. Significava este fato, para a família ofendida, uma vergonha ultrajante. Em virtude desse acontecimento, hoje tão vulgar, naqueles tempos poderiam surgir vinganças com crimes de morte. Feridas nos seus brios, muitas famílias adotavam a violência em defesa da honra de suas filhas.

A justiça punia os crimes ofensivos à honra das donzelas. Cheguei a ver rapaz preso na cadeia do Apodi, por ter praticado esse crime. Esse tipo de punição não existe mais, carta fora do baralho. E hoje como é o namoro? Simplesmente a moça se entrega ao rapaz, que tem a liberdade plena para praticar outros atos, além do simples namoro. 

O respeito à honra praticamente não existe. O tabu foi quebrado, a moral da família abalada. Os pais já não têm mais o domínio sobre os filhos. Criou-se uma situação nova na estrutura da família apodiense que aos poucos vai perdendo o sentido da união da estabilidade social, afastando-se dos princípios da religiosidade e da moral.

Fonte: Apodi, Sua História - Válter de Brito Guerra

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Apodiense terá matéria publicada na revista EXTENDERE da UERN


A apodiense, Iara Poliana, terá matéria publicada na revista extendere da UERN, segundo ela o trabalho foi realizada no início de 2012 mas só agora no mês de junho de 2013 é que será publicada.

A matéria fala a respeito do método de ensino de uma escola da zona rural de Apodi. "Esse trabalho parte de um breve comentário sobre o planejamento e o contexto histórico da escola da zona rural e do planejamento, para discutir como acontece a implementação do planejamento na atividade docente nas salas multisseriadas, numa escola da zona rural do município de Apodi/RN considerada modelo de ensino da educação do campo," relata Iara.

A Revista EXTENDERE é uma publicação semestral, gratuita, ligada a Diretoria de Desenvolvimento Social – DIRDES da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN. Tem por objetivo a divulgação e valorização de ações de extensão institucionalizadas coordenadas por professores e pesquisadores (de pós-graduação e graduação) de todo o país. Este periódico é uma continuação mais refinada e acadêmica dos Anais do V Colóquio de Extensão da UERN, publicado no ano de 2011, que deixou latente o grande potencial na UERN para publicações na área da Extensão Universitária, além de outras Instituições de Ensino Superior do Estado do Rio Grande do NORTE. Conta com o suporte logístico das Edições UERN.

O Conselho Editorial (Científico) é composto por docentes e pesquisadores de diferentes Instituições de Ensino Superior (IES), encarregados da avaliação da qualidade dos trabalhos (artigos), com conteúdos de relatos de extensão, em processo de análise para publicação, tendo como responsabilidade a emissão de pareceres sobre o material submetido.

Em entrevista ao blog ela disse: "Quando resolvi falar sobre a educação rural, não foi por acaso, pois minha mãe foi professora da educação rural por muitos anos e eu fiz meu fundamental I em classes multisseriadas, realizar esse trabalho trouxe memórias da minha formação, das minhas origens e olhar para esse trabalho mim orgulho, pelo meu esforço, as angustias para realizar o mesmo, mas que no final tudo valeu a pena porque eu escrevi uma parte da minha vida que foi a educação do campo".

Nota: Parabéns para Iara Poliana pelo seu trabalho. Sucesso!

Copiado do: Blog do Jair Gomes

Cidade do Apodi representada na expo MILSET Brasil

Projeto cera de abelha no revestimento de frutos na Expo MILSET

Mais uma vez representando as escolas públicas apodienses em uma exposição de auto nível está o projeto: Uso da cera de Abelha no revestimento de frutos, da Escola Estadual Maria Zenilda Gama Torres. A estande do projeto: ‘Uso cera de abelha no revestimento de frutas’ é uma das que mais recebem visitações, mostrando a importância desse premiado projeto.

Aluno francisco Jociel expondo projeto a visitantes

Os responsáveis pelo desenvolvimento do projeto: Antonio Tôrres Geracino, Francisco Jociel de F. Fernandes, Huguenberg de Oliveira Santos e a orientadora Antonia Gidélia da Costa Oliveira, reafirmaram sua satisfação em mais uma vez participar de um evento tão grandioso. Wallace Edelky de Souza Freitas da UFERSA, ausente no evento, também orientou o projeto.



A diretora da 13ª DIRED, Raimunda Ferreira freire, se mostrou mais uma vez feliz em ver a educação do município de Apodi representada em um grande evento, levando o nome do estado e da cidade para outras fronteiras. A diretora da DIRED também agradeceu ao governo do estado pelo apoio recebido, o que tornou possível o projeto está em uma exposição de tamanha importância.

Diretora da escola Zenilda Gama Eleuza Gurgel 
ao lado de Jociel, Hugeumberg e Geracino

A diretora da escola Zenilda Gama, Eleuza Gurgel, disse que o projeto além de contribuir para o desvalimento dos alunos se sentia feliz pela oportunidade que o projeto representa como possível fonte de renda para os estudantes.

Copiado do: Blog do Toinho

Aspectos geográficos de Apodi


quinta-feira, 23 de maio de 2013

A alimentação de Apodi no passado

A alimentação da família apodiense, em anos normais, nos tempos antigos, sempre se caracterizou pela simplicidade. Como época de referência, para este estudo, consideramos as últimas décadas do século passado e as primeiras deste.

Uma família de nível médio, geralmente tinha sua mesa farta, com alimentos variados. As informações a esse respeito, nos chegam através de pessoas que guardam na memória as tradições orais, que passam de geração a geração. Somos de opinião, portanto, que a alimentação, antigamente, era mais farta na mesa das famílias. Para se ter uma ideia, basta ver que naquela época eram servidas quatro refeições durante o dia. Hoje não existe essa possibilidade. As refeições eram servidas da seguinte maneira:

Café da manhã: Entre às 6 e às 7 horas; onde  serviam-se leite, queijo, tapioca, cuscuz, bolachas;
No almoço: Entre às 9 e às 10 horas; comiam-se carnes de gado, de aves (diversas) arroz, feijão tem-perado, farinha de mandioca, mungunzá, cuscuz, ovos;
Na janta: Entre às 2 e às 3 horas da tarde; serviam-se carne, feijão temperado, arroz, farinha de man-dioca, ovos, carne de aves.
Na ceia: às 6 horas ou um pouco mais tarde; nessa refeição o alimento predileto era a coalhada ado-çada com rapadura raspada, cuscuz, leite, tapioca, café.

A classe pobre alimentava-se com feijão, arroz, farinha de mandioca, batata doce, mungunzá, rapadu-ra, caça (aves e animais silvestres), peixes. A carne para o pobre era alimento difícil. Raro era o dinhei-ro para adquirir o produto. 

O município possuía uma grande e variada quantidade de aves e animais silvestres. A caça, portanto, era uma segurança da população carente, no que diz respeito, a alimenta-ção de todos os dias, inclusive o mel de abelha que havia com fartura. A caça era pegada ou abatida com muita facilidade. Tamanha era a quantidade existente no município.

Os fazendeiros de maior renda tinham o hábito de abater uma rês (bovino) por mês para o consumo da casa. Semanalmente abatiam uma criação (caprino ou ovino), e às vezes suíno. Isto, atualmente, é difícil acontecer.

Fonte: Apodi, Sua História - Válter de Brito Guerra

Vem aí Programa Municipal: “Nada se perde. Tudo se recicla em Apodi”

1º FORUM MUNICIPAL SOBRE COLETA SELETIVA.

Programa Municipal: “Nada se Perde, Tudo se recicla!”

Quiz...

Para onde vai seu lixo...
Nosso Lixão não será mais possível...
O que é coleta seletiva solidária e cidadania.
Lixo é também um bom negócio, conheça!


Em breve:
Como contribuir diretamente com o programa municipal: “Nada se perde. Tudo se recicla”.

Participe!
¨A Saúde de nossa Cidade está em nossas Mãos!, Faça sua parte¨

Data: 04 a 10 de junho de 2013
Local: Casa de Cultura Popular.


LIXO ZERO, CONSCIÊNCIA LIMPA, CIDADE SAUDÁVEL. Faça sua Parte!

Além do desrespeito ao Código de Posturas do município, despejar lixo de qualquer natureza em terrenos ou em vias públicas prejudica o meio ambiente e causa riscos à saúde das pessoas, já que o acúmulo de lixos acarreta na proliferação de animai e vetores transmissores de doenças através de moscas, ratos, vírus, maus odores, que transmitem doenças e prejudicam a paisagem urbana.

O Departamento de Vigilância da Saúde Pública, Urbanismo e Cidadania de nossa cidade, está realizando um levantamento dos principais focos de lixo nos bairros e nas regionais e aplicando pesquisas, fiscalização, palestras educativas e ações informativas de casa em casa e nos comerciantes principalmente na tentativa de solucionar esses casos. De início queremos começar com os feirantes e açougueiros do Mercado Público de Apodi.

Do blog Apodiário

quarta-feira, 22 de maio de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

Reginaldo Câmara

REGINALDO CÂMARA DA COSTA, nasceu no dia 17 de fevereiro de 1981, em Apodi, filho de Lázaro Pedro da Costa e Maria da Saúde Câmara da Costa.

Mora na comunidade de Córrego há 10km da sede do município Apodi-RN. Agricultor Iniciou os estudos na Escola Municipal Isabel Aurélia Tôrres, depois passou pelas escolas Lourdes Mota e Alvanir de Freitas Dias e concluindo o ensino médio na Escola Escola Estadual Professor Antonio Dantas em 2002.

Iniciou sua atuação nos movimentos sociais quando ainda criança no catecismo. Depois passou pelo Grupo de Adolescente São Pedro-GRUASP e, em 1998 entrou para o Grupo de Jovens São Pedro-GRUJOSP. Foi o idealizador junto com os componentes do GRUJOSP da Feira de Arte e Cultura de Córrego-FACUC, um evento de grande importância para a comunidade de Córrego. Exerceu também neste grupo o cargo de secretário. Foi coordenador da Comissão Municipal do Movimento da Juventude Rural Cristã - MJRC e participou da PJMP.

Passou dez anos no GRUJOSP e saiu para fazer parte da Associação de Produtores de Córrego e Sítios Reunidos-AMPC, onde exerceu o cargo de presidente.

Atualmente faz parte do comitê da cajucultura do RN, representando o Pólo Oeste em cinco unidades de produção, (Apodi, Severiano Melo, Portalegre, Caraúbas, Campo grande e Assu). É cooperado da Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável - COOPAPI e coordena a parte de produção no projeto da cajucultura.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Projetos - Aparelhos tecnologicamente avançados

Protótipo de robozinho que faz serviços domésticos

No dia 13 de maio de 2013, os alunos do 9° “A” e “B” do colégio Luz Pequeno Príncipe, realizaram um trabalho com o objetivo de criar aparelhos tecnologicamente avançados e fazer uma propaganda para convencer os consumidores (tudo em forma de modelos simplificado).



O trabalho foi um sucesso. A maioria dos grupos cumpriu com o que foi pedido. Não só a professora de geografia, mas todos os outros professores ficaram lisonjeados com a criatividade dos alunos.



Além disso, para que o projeto fosse realizado, os alunos precisaram aplicar todos os conhecimentos que adquiriram na escola, aumentando o aprendizado.

Copiado do: Blog do Toinho

Artigo de Opinião - O que todo mundo deveria saber sobre os jovens


Aluna Bruna Silveira: Aluna 9º ano - CLPP

No contexto atual, juventude é, idealmente, o tempo em que se completa a formação física, intelectual, psíquica, social e cultural, processando-se a passagem da condição de dependência para a autonomia em relação à família de origem.

No livro “Tom Sawyer” relata que para o garoto sobreviver na sociedade tem que ter como arma principal a inteligência, ou melhor, a malandragem. Usar a esperteza para se sair de situações inusitadas ou negociar quando está em condições de desvantagem!  Depois se tornam capazes de ter filhos, construir uma família, ter responsabilidades, dificuldades, encontrar o primeiro emprego não é uma das tarefas mais fáceis.

Por um lado, a juventude é o momento que o individuo começa a ampliar suas responsabilidades e responder individualmente as diversas relações sociais que o cercam. Por outro lado, este é um período de transição, de diversas transformações biológicas e psicológicas, é deixar de ser criança e ainda não ser um adulto.
          
Em vista disso pode-se concluir que Juventude é a fase de descobrir, conhecer algo novo, pessoas novas, encontrar dificuldades em alguns caminhos que tomamos, batalhar, conseguir, errar, e depois de tudo olhar para trás e vê que todos os esforços todos os erros, foram válidos. "O alicerce fundamental da nossa obra é a juventude."

Copiado do: Blog do Toinho

O Jogador Apodi concede entrevista no México

Nomeação dos membros do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável

SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO
PORTARIA Nº 0265/2013 DE 01 DE MARÇO DE 2013
Dispõe sobre nomeação dos seguintes membros do conselho municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável.

O PREFEITO MUNICIPAL DE APODI-RN, no uso das suas atribuições legais e tendo em vista o que dispõe Art. 66 IV e VIII da Lei Orgânica do Município e demais legislação pertinente.

RESOLVE:

Art. 1 Ficam nomeados os seguintes membros do conselho municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável.

Secretaria Municipal Irrigação Recursos Hídricos e Meio Ambiente:
- Titular: Francisco Clebson Rodrigues de Lima
- Suplente: Pollastry Venicius Alves Diógenes

Câmara Municipal de Apodi:
- Titular: Francisco de França Pinheiro
- Suplente: João Francisco da costa Neto
 
Emater – RN:
- Titular: Rosidilson Lopes de Medeiros
- Suplente: Antonio Gutemberg da Costa

Banco do Nordeste:
- Titular: João Cavalcante Feitosa
- Suplente: José Marinho Carlos Junior

Sindicato Rural de Apodi:
- Titular: Antonio Evandi de Souza
- Suplente: Raimundo Marinho Pinto

STTR - Sindicato dos Trabalhadores (as) Rurais de Apodi:
- Titular: Francisco Agnaldo de Oliveira Fernandes
- Suplente: Ivone Maria de Morais Brilhante dos Santos

Associação do Sitio Trapiá I:
- Titular: Francisco José de Morais Junior
- Suplente: José Francisco de Oliveira Paulino

Associação do Sitio Baixa Fechada II:
- Titular: Jose Maria de Oliveira
- Suplente: Francisco Jorge dos Santos

Associação do Sitio Santa Cruz II:
- Titular: Francisca Francina Mota de Melo
- Suplente: Antonia Gilvana Mota Sousa

Associação do Sitio Córrego:
- Titular: Antonio Francisco Torres
- suplente: Antonio Caubi Marcolino Torres

Associação P. A. Paraiso:
- Titular: Osmar Franco Quirino
- Suplente: Aproniano da Costa e Silva

Associação P. A. São Manoel:
- Titular: Antonio Florencio de Morais
- Suplente: Edilson Oliveira de Morais

Art. 2º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE.

Palácio Francisco Pinto, em Apodi-RN, 01 de Março de 2013.

FLAVIANO MOREIRA MONTEIRO
Prefeito Municipal de Apodi-RN

domingo, 12 de maio de 2013

Feliz Dia das Mães


Mãe é tudo!

Em nossa infância de sonhos,
Com a magia do amor
É fada que mostra a vida
Sem os espinhos da dor.

E quando, na mocidade,
Trilhamos grandes desertos,
É estrela de luz amiga
Guiando os passos incertos.

E no fim, desiludidos,
Sem esperança e ninguém,
É saudade que nos lembra:
Fomos felizes também!

(Gonçalves Ribeiro)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Élida Maia - fotógrafa e designer


Eu quero fotografar seu melhor momento,
seu melhor encontro, sua melhor mania.
Quero poder fotografar o seu amor,
o seu carinho, dengo mais gostoso,
quero poder fotografar o seu dia.

A cada passo a cada sorriso: aberto,escancarado, meia lua,
não importa, eu quero poder tirar desse momento
a melhor fotografia.

"Eu quero está presente em todos os seus momentos..."

Élida Maria Maia de Oliveira
Fotógrafa e designer

Contato: 084 9962-0433
Email: elidamaia_@hotmail.com
Face: facebook.com/elidamariamaia

quinta-feira, 2 de maio de 2013