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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cursos técnicos a distância em Apodi

Escola Agrícola de Jundiai  (EAJ) através da UFRN traz 03 cursos a distância para Apodi. Veja um pouco sobre cada um dos cursos em que serão ofertadas 35 vagas para cada um.  

Técnico em cooperativismo
O Curso Técnico em Cooperativismo forma profissionais que atuam na formação e no desenvolvimento de cooperativas; planejam e executam os processos cooperativos em suas diversas modalidades; atuam na gestão de contratos assegurando o cumprimento da legislação trabalhista; prestam assistência e serviços em cooperativas; orientam a elaboração e desenvolvimento de projetos em comunidades rurais e urbanas; executam pesquisas em cooperativismo. Possibilidades de atuação: Cooperativas; Consultorias; Instituições públicas, privadas e do terceiro setor

Técnico em informática
O Curso Técnico em Informática forma profissionais que desenvolvem programas de computador, seguindo as especificações e paradigmas da lógica de programação e das linguagens de programação; utilizam ambientes de desenvolvimentos de sistemas, sistemas operacionais e banco de dados; realizam testes de software, mantendo registro que possibilitem análises e refinamento dos resultados; executam manutenção de programas de computadores implantados. Possibilidades de atuação: Instituições públicas, privadas e do terceiro setor que demandem sistemas computacionais, especialmente envolvendo programação de computadores
35 vagas

Técnico em comércio exterior
No Curso Técnico em Comércio exterior forma profissionais para desenvolver competências profissionais para atuar na gestão das diversas atividades das áreas relacionadas ao comércio exterior, aplicando suas regras e das políticas cambiais e alfandegárias, cumprindo os trâmites aduaneiros, portuários, de transporte, armazenagem e logística internacional em conformidade com a legislação vigente.
35 vagas.

Aulas online na semana pela plataforma moodle 
Aula presencial ao sábados na Estação Digital Espaço Virtual Sítio Córrego, Apodi RN.

I Semana de Trânsito do IFRN Campus Apodi foi realizada com êxito

Foi realizada nos dias 25 a 27 de setembro de 2014 a I Semana de Trânsito do IFRN Campus Apodi. O evento  teve como objetivo levar aos alunos e a população da cidade de Apodi uma compreensão das responsabilidades que cada cidadão possui no trânsito, seja pedestre ou motorista e alcançou um bom número de estudantes e de pessoas da comunidade.


No primeiro dia foi realizada a mesa-redonda "Ações para melhoria no trânsito de Apodi", que reuniu representantes do Detran-RN, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar, da Prefeitura Municipal de Apodi, da Câmara dos Vereadores de Apodi e da Autoescola Apodi. Foram realizadas também a palestra "Legislação no Trânsito - Preserva a Vida" ministrada pelo policial rodoviário federal Carlos Kleber, seguida da Oficina "Primeiros Socorros no Trânsito" ministrada pelos membros da Samu de Apodi José Duegiton e Edson de Sousa. Durante estas atividades foram realizadas pela Citolab, parceira do evento, 80 verificações de pressão e 200 exames de glicemia na entrada do Campus.

O segundo dia do evento continuou com a realização da palestra "O Trânsito em Movimento", ministrada pelo professor Ecielho Belarmino da Autoescola Apodi e das oficinas "Mecânica Básica para Iniciantes - Carros" e "Mecânica Básica para Iniciantes - Motos" ministradas por membros da União dos Mecânicos de Apodi.

A Semana teve seu encerramento no sábado (27/09) com a realização de uma Blitz Educativa. Participaram do momento alunos e servidores do IFRN e também os parceiros do evento Autoescola Apodi, Escoteiros, União dos Mecânicos de Apodi, Ordem Demolay, SAMU Apodi, Polícia Militar, PRF, Hemocentro Mossoró, Citolab, Água Mineral Cristalina, Prefeitura Municipal de Apodi e Câmara dos Vereadores de Apodi. Foi realizado neste mesmo horário uma coleta de sangue, feita pelo Hemocentro Mossoró, que conseguiu uma doação de 68 bolsas de sangue.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A família Noronha - Apontamentos históricos - Por Marcos Pinto

Os terrenos que constituem o atual município de Apody foram perlustrados desde o segundo quartel do século XVI, por portugueses que, por laços de fidalguia oriundos da Corte, foram agraciados com concessões das terras férteis que margeiam a lendária lagoa daquela histórica cidade. 

O insigne historiador Ernesto Enes, em sua célebre obra “AS Guerras nos Palmares” – 1º Vol. Col. Brasiliana – evoca as entradas colonizadores feitas nos sertões apodyenses, fato, corroborado pelo historiador, de nomeada, professor Vingt-um Rosado em “Gente do Século XVII na Ribeira de Mossoró” nos seguintes termos: “Em 1689, estiveram no combate aos índios da lagoa do Apody os capitães de Infantaria Manoel da Rocha Lima e Manoel Roriz de Sá, além dos soldados João do Monte e Luiz da Silveira Pimentel. 

Apody, como berço colonizador daqueles sertões, acolheu, em toda sua exuberância natural, os fidalgos portugueses que ocorriam na busca desenfreada pela riqueza oriunda de seu solo fértil, fator primordial para seus currais. 

Dentre estes portugueses, sobressai-se o capitão Carlos Antônio de Noronha(irmão de D. Thomaz de Noronha, bispo resignatário da Sé de Olinda) e sua esposa D. Maria Mendes de Abreu. Inicialmente estabeleceu-se na Freguesia de Russas(CE), onde nasceu seu filho Joaquim José de Noronha. Com  o declínio do “Ciclo das Charqueadas”, passou a residir na cidade do Apody onde faleceu. 

Joaquim José de Noronha é tronco familiar dos Noronhas no Apody, onde cresceu e desenvolveu suas atividades agropecuárias. Casou-se a 21.03.1853 com D. Maria Gomes da Silveira (nascida em  16.12.1798, filha do capitão Manuel João da Silveira e Bonifácia Barbosa de Lucena, que por sua vez era neta do português João Barbosa Correia, natural de Ponte de Lima), Desse matrimônio advieram os filhos Joaquim José Carlos de Noronha e Manoel Carlos de Noronha, tendo ficado a sra Maria Gomes da Silveira em estado de viuvez, convolou segundas núpcias com o capitão Vicente Ferreira Pinto(1ª deste nome, filho do capitão Alexandre Pinto Machado e Francisca Barbosa D’Amorim – origem dos Pintos do Apody), com quem gerou oito filhos. 

Nas sequência genealógica temos: Joaquim José Carlos de Noronha(nasceu a 31.07.1820 e faleceu a 14.09.1908), que casou-se a 1ª vez em 15.06.1840 com D. Maria da Conceição Nogueira (filha do Major João Nogueira da Silveira e D. Joana Gomes Nogueira) a qual faleceu em 31.10.1855, deixando 12 filhos órfãos. Casou-se em segundas núpcias com D. Júlia Dantas de Noronha(de origem paraibana) que faleceu em 31.08.1884, dentre os quais Horácio Carlos de Noronha, sogro de Costinha de Horárcio. 

Horácio e José Carlos de Noronha(sogro de Hermes Mendes, João Rebouças, capitão José Filgueira e maestro Francisco Picado) foram casados com duas moças (ambas também residente em Mossoró). Gaudêncio Carlos de Noronha saiu do Apody, indo fixar-se em Areia Branca(RN), onde casou-se com a Srta Ana Joaquina de Souza Noronha(irmão do historiador Francisco Fausto). Gaudêncio era irmão de José Carlos, casado que foi (José Carlos) com D. Raulina Noronha, também irmão de Francisco Fausto. Gaudêncio faleceu a 21.08.1934 aos 85 anos de idade, deixando os filhos Artur, Silvério, Lídia, Ercília e Laura de Souza Noronha. 

Joaquim José Carlos de Noronha casou-se a 3ª e última vez com D. Maria Dantas de Noronha (em 31.01.1885), com quem teve seis filhos, atingindo em vida 206 pessoas de sua descendência de velho povoador do solo. 
Em Mossoró destacaram-se ainda: Paulo Gutemberg e Renato Costa(primeiro dono da Rádio Difusora de Mossoró). 

Outro filho de Joaquim José Carlos de Noronha povoou os sertões de Pau dos Ferros. Trata-se de Lindolfo Carlos de Noronha, advogado provisionado, ou rábula, disseminador dos muitos Noronhas, hoje entrelaçados com Rêgos, Torquatos, Gameleiras, Aquinos, Bezerras, etc. 

E assim o sangue apodyense a correr nas veias da grei norte-rio-grandense, espalhando o civismo e a bravura daqueles rincões hospitaleiros. 

Por Marcos Pinto – advogado, historiador e Presidente da Academia Apodiense de Letras.

Primeiros desbravadores

Os desbravadores da região das Várzeas do Apodi, a partir de 1680, foram os seguintes:
Ajudante Manoel Nogueira Ferreira, Alferes Gonçalo Pires de Gusmão, Antonio de Freitas, capitão Domingos Mota Lima, capitão Bartrholomeu Nabo Correia, Alferes Luiz Antonio, Alferes Manuel Rodrigues da Rocha, Mathias Nogueira, João Gomes, Maria de Lima, sargento-mor Pedro da Silva Cardoso, João Nogueira(o moço), Domingo Estárcio, Manuel de Castilho Câmara, Domingos Velho de Avelar, Isabel da Silva, Miguel Soares, Francisco de Miranda, capitão Antonio Gomes Torres, tenente Antonio Gonçalves Cabral, capitão Luiz Vaz, sargento-mor Antonio Gonçalves Ferreira, Manuel Gomes da Câmara, Antonia de Freitas Nogueira e Antonio da Mota Ribeiro.

Fonte: Flagrantes das Várzeas do Apodi – José Leite(Separata de Pré-Lançamento)

Contraponto - Dodora

De repente,
você chega, insigne como uma lua em néon
que brilha
contrastando com os olhos e sorrisos apagados
dos que não têm esperança.
Seu olhar é como um acordo casual
de serpentes olhando as estrelas
e o seu riso traduz a metamorfose
de uma razão estuprada.
Quando você ainda distorce a lógica,
com a leveza,
mas o que isso tem a ver com tristeza
se você olha para o nada como quem vê muita coisa?
Eu gosto de ouvir sua voz
parece o cio das água de abril
é como um contraponto no meio de discussões
e poesias inúteis.
Acho até que você é uma estrela
perdida numa constelação medíocre.

Contraponto - Maria Auxiliadora da Silva Maia - Poesias/Crônicas e Contros Ingênuos - 1ª Edição, 1998.

Pólo da UFRN em Apodi oferecerá cursos técnicos aos apodienses e interessados


Os apodienses que não tiveram a oportunidade de ingressar em uma universidade, mas que buscam a profissionalização e a qualificação para o mercado de trabalho, têm no ensino a distância do polo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em Apodi, a chance de realizar o sonho que, até então, parecia impossível.

A Escola Agrícola de Jundiaí, Unidade Acadêmica de Ciências Agrárias da UFRN, abriu uma seleção de alunos para diversos cursos técnicos que serão desenvolvidos no município. Pelo menos 100 pessoas poderão desempenhar uma atividade acadêmica de nível técnico sem deixar de lado os seus afazeres do dia-a-dia, apenas em seu tempo livre.

O professor e coordenador do polo em Apodi, Caubi Tôrres, relata que os cursos serão semi presenciais, e poderão participar da seleção somente aqueles que possuírem o ensino médio completo.

"Os cursos técnicos a distância serão desenvolvidos com aulas pela internet durante a semana, e presencial aos sábados na sede do pólo", informou o professor Caubi.

Os cursos técnicos oferecidos são Cooperativismo, Comércio e Informática, ambos com 35 vagas cada e duração de dois anos. O polo da UFRN em Apodi já existe desde o ano passado, quando foi implantado o curso de Cooperativismo com duas turmas iniciais.

Este ano, com o acréscimo de mais dois cursos técnicos, o professor Caubi vê a possibilidade de desenvolvimento da região, através da educação, uma vez que vai beneficiar àqueles que não possuem tempo de cursar uma graduação em outra cidade.


"A importância desse tipo de curso é que vai dar oportunidade á pessoas que não tem tanto tempo de ir a escola todo dia e que não tem como se deslocar até Caraúbas ou Mossoró para fazer um curso desse nível. Eles vão poder fazer isso em casa através da internet", concluiu.

Os interessados em participar da seleção deverão realizar suas inscrições pessoalmente, no período entre 12 de setembro e 08 de outubro deste ano, das 8h às 12h e das 13h às 16 horas no Pólo Apodi, localizado no Sítio Córrego, na zona rural. 

No ato da inscrição, o candidato ou a candidata deve ter em mãos o CPF e o RG. As vagas são limitadas, e os cursos tem previsão de início para o mês de novembro.

Por Josemário Alves - Portal S.O.S Notícias do RN

domingo, 28 de setembro de 2014

Retalhos históricos

1499 – Segundo uma lenda divulgada por Antonio Coriolano, ilustre historiador apodiense, o território do Apodi foi descoberto por Alonso de Hojeda, que chegou à terra em 24 de junho de 1499, acompanhado por Américo Vespúcio e João de La Cosa. Veja no volume III desta coleção “A mentirosa lenda de Alonso de Hojeda”. 

1538 – Segundo Coriolano, o historiador do Apodi, o capuchinho italiano Frei Fidelis, trabalhou na catequese dos índios Paiacus, no Córrego das Missões, à Marge norte da lagoa do Apodi, onde erigiu uma ermida dedicada a São João Batista. Essa notícia tira a primazia dada a Manuel Nogueira Ferreira, agraciado com o título de fundador do Apodi, em 1680. 

1660 – o mesmo Coriolano informa a chegada, no Apodi em 1660, do capuchinho Frei Ângelo para servir na Missão do Apodi, tendo edificado uma igreja que até agora é a matriz da cidade e que foi dedicada a Nossa Senhora da Conceição. 

1680 – Manoel Nogueira Ferreira, chefe da equipe fundadora do Apodi, era natural da Paróquia de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, nascido em 5 de maio de 1655. Chegando ao Apodi, enviou ao capitão-mor do território um requerimento datado de 16 de abril de 1680, solicitando a concessão de datas de sesmaria, assinado por 22 pessoas de sua equipe. 

1784 – Conta Coriolano que, devido a rachaduras que surgiram na abóbada do corpo da igreja construída por Frei Ângelo, ela desabou no dia 2 de fevereiro de 1784, com um estrondo que foi ouvido em Portalegre, a 60 quilômetros de distância. 

1833 – Em reunião ordinária do Conselho Presidencial, realizada em 11 de abril de 1833, a povoação do Apodi, foi elevada à categoria de vila, sendo criado o município de Apodi, com território desmembrado de Portalegre. 

1834 – A criação e os limites do termo do Apodi foram feitos pelo Conselho Presidencial em 14 de maio de 1834, sendo o território desmembrado do município de Portalegre. 

1840 - A freguesia de Martins foi criada pela Lei Provincial nº 52, de 2 de novembro de 1840. O termo de Martins, desmembrado de Portalegre, foi criado pela Lei Provincial nº 71, de 10 de novembro de 1840, com parte do território desmembrado do município do Apodi.

1842 e 1850 - Pela Lei Provincial nº 87, de 27 de outubro de 1842, e pela Lei Provincial nº 246, de 15 de março de 1850, foram criados a freguesia e o term ode Santa Luzia de Mossoró, com território desmembrado do município do Apodi.

1858 – Pela Lei Provincial nº 408, de 1 de setembro de 1858, foi criada a freguesia de Caraúbas, com território desmembrado do município do Apodi. 

1863 - Neste ano foi construída a capela do cemitério do Apodi, pelo padre Agostinho Álvares Afonso, um pregador do bispado do Ceará.

1868 – Pela Lei Provincial nº 601, de 5 de março de 1868, a povoação de Caraúbas foi elevada à categoria de vila e sede do município, sendo confirmado o desmembrado do território do Apodi, para a constituição do município. 

1876 – No dia 18 de setembro de 1876, foi instalado no Apodi, o Registro Geral de Hipotecas, sendo nomeado o escrivão o cidadão Joaquim José Carlos de Noronha. 

1866 – A Lei Provincial nº 980, de 9 de junho de 1866, sancionou o Código de Posturas do município do Apodi. 

1953 – A Lei nº 1.026, de 11 de dezembro de 1953, criou o município do Itaú, com território desmembrado do município de Apodi. 

1963 – O município de Pedras das Abelhas, hoje denominado de Felipe Guerra, foi criado pela Lei nº 2.926, de 18 de abril de 1963, com território desmembrado do município do Apodi. 

Fonte: Flagrantes das Várzeas do Apodi - José Leite(Separata de Pré-Lançamento)

A lenda de Jandy

Com relação aos índios do Apodi, conta Nonato Mota, que, depois da carnificina de Viçosa, em Portalegre, muitos dos indígenas que procuravam fugir para os Cariris foram caçados e presos, e a Cadeia da Vila ficou cheia deles, embora entre eles estivesse faltando a velha Cantofa e sua neta Jandy, que não fugiram e nem foram aprisionados. É que as as duas se ocultaram nas grutas da serra de Portalegre, à espera de uma melhor oportunidade para saírem em procura dos seus. 

As duas eram caçadas incessamente até que um dia foram encontradas dormindo embaixo de um cajueiro em, despertadas pelos seus perseguidores, começaram a cantar o ofício de Nossa Senhora..
Jandy, adivinhando a intenção daqueles homens, implorou em pranto, o perdão para a sua velha e queria avó, enquanto um dos sicários, aborrecido, cravou um punhal no peito da velha índia, que caiu fulminada, com uma torrente de sangue a puxar-lhe o peito. E Jandy desmaiou e caiu junto à sua avó. Os algozes as deixaram no local do crime, e, ao voltarem depois para enterrar o cadáver de Cantofa, não encontraram a menina e não tiveram qualquer noção do seu destino. 
Até hoje, se comenta em Portalegre que, por muito tempo, aquele lugar ficou mal-assombrado e diz-se que os viajantes noturnos, que por ali passavam, ouviam alguém a rezar o ofício de Nossa Senhora. 

Essa lenda, colhida e contada por Nonato Mota, imortalizou-se nos versos do desembargador Antonio Soares, a seguir:
"E Cantofa estendeu-se sobre o solo, 
numa onda de sangue mergulhada, 
caindo-lhe de bruços sobre o colo, 
o corpo da netinha desmaiada! 
Satisfeitas, assim, iras ferrenhas, 
os ímpios sem remorsos, sem pavor, 
regressaram, deixando lá nas brenhas
Jandy entregue à sua própria dor". 
No outro dia tornaram, com cuidado, 
ao sinistro local da mata escura, 
o cadáver jazia abandonado...
Cavaram-lhe, ali mesmo, a sepultura. 
Depois, muitas batidas foram dadas
de Portalegre às várzeas do Apodi, 
batidas infrutíferas, baldadas, 
ninguém soube notícias de Jandy. 
Até bem pouco a lenda nos atesta, 
rezas do ofício por ali se ouviam:
"Deus vos salve", "Era o eco da floresta";
"Deus vos salve", "As montanhas repetiam.

Fonte: Flagrantes das Várzeas do Apodi - José Leite(Separata de Pré-Lançamento)

Desencanto - Dodora

Cortando as ruas,
andando sozinha
quando ninguém conhece a sua dor.
Madrugada que chega
entre o sono da lua e o despertar do sol.
Não bastam os primeiros que surgem na rua,
em busca do pão,
no encontro do cão
que dormita esquelético no canto do muro.
Precisa de mais
Demais é a dor
e o ardor dos olhos cansados...
pregados na esquina,
a espera de quem,
era o bem,
que não chega no trem
e que por certo não vem.
Nunca mais.
Vive sem ninguém,
na vida,
é apenas uma pessoa
que corta as ruas,
que anda sozinha.

Contraponto - Maria Auxiliadora da Silva Maia - Poesias/Crônicas e Contros Ingênuos - 1ª Edição, 1998.

sábado, 27 de setembro de 2014

A Bacurinha

Fotos da popular cigarreira e confeiteira,  "Bacurinha". 


































Elequicina Maria - 1ª engenheira civil de Apodi


ELEQUICINA MARIA DOS SANTOS  foi a primeira engenheira civil formada de Apodi (RN). Nasceu no Sítio Melancias,  município de Apodi, filha de Manuel Paulo dos Santos e Maria Paulina Araújo, ambos funcionários do DNOCS e razão pela qual a família residiu em vários municípios como Itaú, São Fernando, Florânia, Bom Jesus, São Paulo do Potengi, dentro outros.

A vida itinerante da família não atrapalhou os estudos de Elequicina que concluiu o Curso Primário em Apodi com a professora Lourdes Mota, fez o ginásio em Açu e o Cientifico no Atheneu Norte-rio-grandense em Natal (RN).

No ano de 1978, formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e foi contratada pelos seus méritos como funcionária da Prefeitura do Natal, onde se especializou nas áreas de segurança do trabalho, planejamento de gerência de transporte, desenvolvimento municipal e planejamento urbano, sendo uma das responsáveis pelo antigo Grupo Executivo de Transporte Urbana (GETU) que deu origem a antiga Superintendência de Transportes Urbanos (STU) e posteriormente a Secretaria de Transporte e Trânsito Urbano, hoje denominada de Secretaria de Mobilidade Urbana (SEMOB). Em outubro de 1999, foi eleita presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio Grande do Norte, onde já tinha atuado duas vezes como conselheira. Como dirigente do CREA empreendeu uma atuação transparente e competente, sendo reeleita para mais um mandato a frente do órgão. Além do CREA/RN, Elequicina Santos dirigiu o Sindicato dos Engenheiros do RN e o Clube de Engenharia.

Na primeira e segunda gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves ocupou a Secretaria de Transporte e Trânsito Urbano, onde é fundadora do órgão, funcionária de carreira e tem matricula de número 01 e de onde somente saiu entre os anos de 2009 a 2012, período que esteve cedida a sessão de engenharia do Tribunal Regional Eleitoral. No ano de 2012, foi eleita diretora geral da Mútua - Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA/RN.

Mais recentemente integrou a equipe de transição para mais um mandato do prefeito Carlos Eduardo Alves (2012) e foi nomeada novamente secretária de Mobilidade Urbana de Natal (2013), e eleita Vice-Presidente do Fórum Nacional de Dirigente de Trânsito e Transporte do Brasil (2013), além de presidente entrante do rotary clube Natal Reis Magos. (2014/2015).

Além de ser a primeira engenheira civil do município de Apodi (RN), Elequicina Maria dos Santos é motivo de orgulho para cidade. Pois, por meio de seus estudos e muito trabalho, levou o nome da cidade para os quatro cantos do país, sendo admirada e respeitada em todo o Brasil. O município de Apodi se orgulha de ser o berço de nascimento desta filha ilustre.

Fonte: Vílmaci Viana - escritora e pesquisadora apodiense. 

Black -out -- Aluísio Barros

Branco
ponto de luz
túnel
dor
andar apressado curvado atônito
túnel sem ponto nem túnel
b l a c k – o u t !

Absoluta...a mente enterra
a bíllis esparrama pelo chão

- Ai que saudades de aurora
contando estórias que não contarei jamais.


Psiu! deixe o meu menino dormir em paz. 

Chico Santino, Quincas Amarelo e Zé Messias

A narrativa de entreveros travados nos sertões oestanos daria para constitui um inédito filme de faroeste. Em certos momentos assumem contornos de tragicomédias, em que se misturam arremedos de valentia e lances hilariantes. Não raro, as imagens cotidianas são “quebradas” em sua mesmice, com incautas manifestações de atos oriundos de personagens tipo “treme-terra”. 

Sequenciando a descrição de atos eivados de coragem, esposados nas pessoas de Deca Cavaco e Zé Messias, faz-se necessário fazer inserção, neste mesmo contexto das pessoas de Quincas Amarelo e Chico Santino, o primeiro residente, à época na zona urbana do Apody; e o segundo, residente ainda hoje no Sítio “Santa Rosa”, do mesmo município.

Coronel Benedito Saldanha 
Após a contenda de Zé Messias e Benedito Saldanha, por questão de compra de ouro das moças celibatárias, restou configurado o rancor que o famigerado Saldanha passou a nutrir em relação a Zé Messias. Após tal incidente, Zé Messias passou a residir na várzea, ao lado de uma estrada que começa em Caraúbas e ramifica em direção Apody e Felipe Guerra, á época denominada “Pedra das Abelhas”, reduto do senhor Tilon Gurgel e de toda Gurgelada hoje espalhada. 

Era costume de Benedito Saldanha transitar pelas várzeas do Apody, em seu automóvel conhecido como “baratinha”, dirigido por um dos seus capangas/jagunços. Não satisfeito com a humilhação sofrida, eis que Benedito resolve investir sobre Zé Messias. Sabedor do exato local da residência do mesmo, determina que o motorista da “baratinha” siga na direção da casa de Zé Messias. Chegando lá, encontra-o tirando o couro de um bode, tarefa que estava a concluir. Estacionado o veículo de Benedito, em cujo interior encontravam-se três capangas/jagunços, ato contínuo Zé Messias é convocado à presença de Benedito, que, faustosamente aboletado, solicita que o mesmo entre no automóvel. Desnecessário dizer que atitude de Benedito resumia-se em testar, mais uma vez, a valente de Zé Messias, que, sem mais “perrepes”, limpa a faca, amoladíssima, aliás, com a qual abatera o bode, sangrando-o, tirar o couro do bode, entrando no veículo do seu desafeto. 

Tornar-se necessário, pois, frisar que a argumentação usada para a convocação de Zé Messias era de que o mesmo ensinasse uma nova estrada, que supostamente Benedito pretendia percorrê-la. Ao sentar no banco traseiro do veículo, foi-lhe apontado um lugar entre dois jagunços, o que não atingiu em nada a conduta impassível de Zé Messias. 

Percorrido o trajeto, deliberou-se parar, de inopino, o automóvel. Demonstrando admiração por Zé Messias, resolve Benedito confessar que realmente reconhecia nele (Zé Messias) um legítimo cabra macho, pois em nenhum instante temera ser trucidado pelos capangas que o ladeava, ouvindo como resposta que nunca temera a nenhum “pantim”, partisse de onde partisse. 

Chico Santino 
Seu Chico Santino, quando jovem, vendia louça (panelas, bules, xícaras – todos feitos de barro trabalhado artesanalmente), sendo certo que no dia da feira em Caraúbas para lá dirigia-se tangendo seu burro com os caçuás cheios de louça. Certa feita, ao se dirigir àquela cidade, eis que surge, repentinamente, na curva da estrada, a famosa “baratinha” de Benedito Saldanha. Como vinha em acentuada velocidade, não teve como evitar a colisão com o burro, carregado de louça, que se quebrou toda.
Chico Santino ficou irado com tal incidente. Ao ver parar o veículo causador do estrago com seu material, decidiu resolver, a sua maneira, o inusitado acontecimento. Saca de seu revólver, e sem hesitar, encosta o cano da arma na cabeça de Benedito. Ante tal imprevisto e, não tendo outra saída, resolve Benedito pagar o prejuízo causado, cumprindo assim sua obrigação.

Ao chegar no Sítio “Água Fria”, precisamente na casa de Enéas Barbosa, é este inquirido por Benedito sobre se o mesmo sabia informar “quem era um cabritinho vermelho, atrevido, que vendia louça, e que ousara apontar-lhe um revolver”. “Seu” Eneas responde tratar-se de um parente seu, muito esquentado, apesar da pouca idade. 


“Seu” Quinca Amarelo exerceu várias funções – de alfaiate a sapateiro, de sapateiro a coveiro, esta a atividade que exercia ao falecer, por volta de 1955. O apelido deve-se ao fato de que, quando jovem, foi para os seringais do Amazonas, onde contraiu a famosa maleita ou malária, o que lhe deu coloração amarelada no rosto de homem trabalhador, de mãos calejadas. 

Como toda cidadezinha do interior que se preza tem os seus famosos rapazes “presepeiros”, Apodi não deixou a desejar. Conta-se que dois rapazes daquela urbe, sabedores da famosa valentia de seu Quinca – quando moço - , resolveram testar essa valentia que tanto se alardeava pelo Apody. 

Àquela época, a iluminação elétrica era oriunda de uma usina de força e luz. Costumeiramente, a energia cessava às 22 horas, ficando a cidade entregue à claridade dos lampiões e lamparina, isto no âmbito das residências. 

Adredemente preparados, eis que os jovens esconderam-se perto de uma vereda que passava entre matapastos, na perifeira da cidade, aguardando a passagem do seu Quinca. Sob escuridão total, ou semitotal, surge seu Quinca, assobiando calmamente. De reente os rapazes acossam-no com supostas facas, ao mesmo tempo que perguntam ao ancião onde ele quer que comecem a furar. Sem pestanejar, seu Quinca responde que comecem a furar no c... da mãe. Desde esse dia, nunca mais duvidou-se da outrora valentia de seu Quinca, posto que ele, depois de velho, ainda a conservava em sua índole. 
Dentre os bravos apodyenses, fica o exemplo de Quinca Amarelo, Chico Santino, Zé Messias e Deca Cavaco. 

Por Marcos Pinto - historiador, advogado e Presidente da Academia Apodiense de Letras.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Atividades educativas da I Semana do Trânsito da EMIAT

Dando continuidade a I Semana de Trânsito na Escola Municipal Isabel Aurélia Tôrres aconteceu nesta quinta-feira (25/09) no turno da manhã um “Cine trânsito” com exibição de desenhos animados sobre o trânsito nas cidades, mostrando à forma correta de usar o cinto de segurança, o ônibus escolar, a faixa de pedestre entre outros. Para encerrar os professores através de uma conversa informal discutiram a problemática do transito com as crianças. 

No turno vespertino aconteceu das 14:40 às 15:30h um concurso de redação com o tema Transito Seguro uma Questão de Educação e a partir das 16:00 as 17:00h foi realizada uma Blitz educativa, onde os alunos abordaram os motoristas com orientações sobre o transito seguro, na oportunidade foram distribuídos panfletos explicativos sobre a maneira correta de trafegar.