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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Contraponto - Dodora

De repente,
você chega, insigne como uma lua em néon
que brilha
contrastando com os olhos e sorrisos apagados
dos que não têm esperança.
Seu olhar é como um acordo casual
de serpentes olhando as estrelas
e o seu riso traduz a metamorfose
de uma razão estuprada.
Quando você ainda distorce a lógica,
com a leveza,
mas o que isso tem a ver com tristeza
se você olha para o nada como quem vê muita coisa?
Eu gosto de ouvir sua voz
parece o cio das água de abril
é como um contraponto no meio de discussões
e poesias inúteis.
Acho até que você é uma estrela
perdida numa constelação medíocre.

Contraponto - Maria Auxiliadora da Silva Maia - Poesias/Crônicas e Contros Ingênuos - 1ª Edição, 1998.

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