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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Subsídios para a história das famílias Targino e Bruaca (III) - Por Marcos Pinto

A saga dessas tradicionais famílias revela que a alma da terra passou para os seus componentes, mostrando-lhes que o bom combate com o meio envolvente desenvolveu-lhes a inteligência e a coragem que já lhes deixara como herança a raça, o cruzamento ancestral. Por amor às suas convicções de honestidade e à lealdade às hostes políticas da família PINTO frente aos destinos do município de Apodi num decurso de tempo mais que centenário, enfrentaram toda sorte de ameaças partidas de adversários componentes das hostes cangaceiras de Benedito Saldanha, Décio Holanda (Natural da serra do Pereiro-CE) e seu sogro Tilon Gurgel. Essas antigas e benfeitoras famílias é composta por pessoas de poucas palavras e de rebate em cima da fivela. Trazem consigo a solidão antiga do sangue camponês a correr em suas veias.

Numa retrospectiva histórica, encontramos a afirmativa de que o ano de 1925 foi um ano conturbado e perturbador para as dignas famílias TARGINO e BRUACA, que são objeto desse processo de resgate histórico. As atribulações e vexames vividos vincula-se aos seus estreitos e sinceros vínculos de fidedigna amizade à família PINTO. Predominava a harmonia e identidade, existentes graças aos esforços e às permanentes unidades de pensamento. Vivia-se um cenário de segurança à honra da palavra dada.

Por isso, um recado oral de componentes dessas indômitas famílias aos líderes políticos da família PINTO, em nome de seus patriarcas, imprimia um solene e imediato acatamento, respeito e confiança. Nas residências dessas famílias do rincão da Chapada do Apodi não passava o rastro deslustrador do coiteiro nem a sombra amedrontada do foragido. São honradas famílias forjadas no calor abrasador das matas nativas da outrora denominada "Serra da Picada", logo depois referida como sendo a famosa "Serra Pody dos Encantos" tão presentes nas concessões de Doações de Datas de Sesmarias, todas elas na medida de três léguas de comprimento por uma de largura. Foram/são homens e mulheres que, quando empenhavam/empenham a palavra, também empenham a honra. Neste ano de 1925 o cenário político Apodiense encontrava-se toldado pelas cizânias da malta da chibata e do açoite, fervente de ódios e cheio de premeditadas desforras, comandada pelo chefe de cangaceiros Benedito Saldanha.

No começo da tarde do dia 02 de Abril de 1925 a paz reinante naquele ermo sertão de Soledade foi quebrada com a chegada de uma malta de desordeiros composta por Benedito Saldanha, Décio Sebastião de Albuquerque, que é o mesmo Décio Holanda, genro de Tilon Gurgel, dono de um grupo composto por cerca de 50 jagunços, acoitados no então Brejo do Apodi, atual Felipe Guerra, Chico de Freitas, Epifânio Queiroz, Manoel Elias, Sebastião Paulo Ferreira Pinto e Luiz Felipe de Oliveira. O relógio marcava duas horas e meia da tarde. O grupo vinha em Cabala eleitoral - Se cabo eleitoral é o "indivíduo encarregado de obter votos para certo partido ou candidato",cabala eleitoral é o "conjunto de manejos postos em prática pelos cabos eleitorais no intuito de conseguir votos favoráveis". Só que a cabala eleitoral dessa malta era praticada mediante ameaças de surras e de açoites. Vejamos o depoimento de SIMÃO NOGUEIRA DA SILVA (O 2º deste nome e neto do 1º), casado com Maria Luíza, dado ao Capitão Jacinto Tavares, no dia 20.04.1925:

" Que tem 32 anos de idade, agricultor, casado, natural de Apodi, filho de Fortunato José da Costa. Que no dia 02 de Abril, cerca de duas horas e meia da tarde chegaram efetivamente à sua casa Benedito Dantas Saldanha, Décio Sebastião de Albuquerque, Manuel Elias de Lima, Sebastião Paulo Ferreira PInto, Epifânio José de Queiroz, Luiz Felipe e Francisco Gurgel de Freitas, os quais depois de ingressados em sua casa, Benedito Saldanha cabalou-o para votar no Partido Político chefiado pelos Coronéis Martiniano Queiroz Porto, Juvêncio Barreto e o Dr. João Dantas Sales, Juiz de Direito da Comarca. Que ele respondente não poder votar em tal Partido porquanto era eleitor espontâneo do partido chefiado pelo Coronel João Jázimo Pinto. Que Benedito Saldanha continuou insistindo. Que serviu cerveja aos cabaladores. Que depois da cerveja Décio saiu, indo à casa de um seu vizinho e ao voltar, como Benedito ainda insistisse na cabala e ele Simão não quisesse acceder, Décio exclamou: Não esteja articulando com esse cabrito ruim, e em seguida botou com as mãos nos peitos dele, encostando-o à parede.

Que ele Simão pediu-lhe que não fizesse aquilo, pois sua mulher estava na cama com doze dias de resguardo de um parto; Que Décio, sacando de um punhal disse que mataria até ao próprio filho recém-nascido de Simão; Que ele Simão valeu-se de Benedito Saldanha, pedindo-lhe que não o deixasse matar; Que Benedito acalmou os ânimos dos da sua comitiva; Que pelo que já tinha havido, ele Simão receando por sua própria existência prometera ficar neutro no próximo pleito de 02 de Setembro, mas, como agora se achava um como Delegado nesta cidade um Oficial mandado pelo governo para garantir a liberdade do cidadão, vinha dar a presente queixa afim de que fossem tomadas as providências e apurada a responsabilidade dos culpados, pois em consequência dessa agressão sofrida em sua própria casa, a sua esposa teve um forte ataque perdendo a fala e ficando muito doente, de forma a inspirar sérios cuidados.

Enquanto Benedito ficou na casa de Simão, o Décio Holanda foi à casa de João Bruaca pedir para o mesmo fazer com que o seu filho José votasse no Partido dos cabaladores, tendo João Bruaca respondido que o seu filho era afeiçoado ao partido do Coronel João Jázimo. Décio entrou a discutir com José, filho de João Bruaca, tendo o pai mandado que o filho de retirasse.

Nesse mesmo dia esse bando de sicários visitou a casa de José Fortunato da Costa, irmão de Simão. Essa malta fez essa cabala em todo o município, o que fez com que, mediante coação irresistível, o Sr. Sebastião Paulo fosse o Intendente mais votado, o que o alçou à condição de Presidente da Intendência, tendo o Coronel João Jázimo recorrido à justiça eleitoral do estado, que anulou os votos de Sebastião Paulo e determinou que desse posse ao segundo mais votado, que no caso foi o Coronel Francisco Ferreira Pinto. A vitória obtida na justiça eleitoral deu-se pelos depoimentos contidos nos processos-crimes em que foram vítimas Simão e seu irmão José Fortunato.

Por Marcos Pinto - historiador apodiense

Visão da dor - Mônica Freitas

Alma rígida e adoecida, corpo frio e coração carente,
voz envergonhada e olhos fixos na dor,
sentimentos confusos, que nem sabem o que é o amor
moleca acanhada porque errou, menina inocente
que não imaginou nem o que eu sabia
ficava parada, na dúvida danada, numa agonia...
Menina tu sabes, que naquele momento
não fui te encontrar por falta de assunto
quando te encontrei, logo te encarei e senti muito
pois já percebi que o seu coração estava sangrento
estavas fixada na ideia criada pelos seus conchavos
de que o erro era meu, por perceber de longe o caso
minha tentativa era te ouvir e dialogar
mas não há diálogo entre sinceridade e covardia
são duas pecinhas que são rivais de noite e de dia
quem não quer ser sincero, evita falar
omite as palavras, a voz silencia
e ainda pensa que o seu silêncio tem algo a ganhar
Só sei lhe dizer que na minha vida nada mudou
já a sua história apenas está no seu primeiro início
ainda vais ter que engolir muito sapo e subir precipícios
o amor de verdade, eu tenho certeza, você já achou
só não deu valor, não tentou por ele nenhum sacrifício
Sua alma voa, achando no lixo uma história de amor.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Subsídios para a história das famílias Targino e Bruaca (II) - Por Marcos Pinto

A viagem empreendida pelas pioneiras famílias TARGINO e BRUACA deixando suas terras de origem com destino certo para fixação em terras de "Soledade" fora harmonizada e satisfatória pelo sentimento de confiança de apoio integral em sua nova moradia, refletido no convite que lhes fora feito pelos Coronéis João Jázimo e seu primo e cunhado Antonio Ferreira Pinto. A trajetória das distâncias percorridas demarcaram momentos notáveis na vida de seus patriarcas, pela surpresa da novidade, da tensão escondida nas outras formas de sentir, agir, realizar, lutar, pensar ou imaginar. Toda viagem se destina a descortinar e ultrapassar fronteiras, tanto dissolvendo-as como recriando-as. Ao mesmo tempo que demarca semelhanças nos costumes sertanejos, continuidades, ressonâncias. 

Encontraram um lugar ermo, sem sinais visíveis de civilização. Predominava a vontade incontida de plantar sementes e fincar as raízes da alma no lugar que escolheram para moradia definitiva. Instalaram seus novos lares na preceituação e na prática de velha e rígida moral do passado. Formaram um grupo familiar tão fechado que não teve como evitar o surgimento da endogamia, que nada mais é do que a necessidade da realização de casamentos somente entre primos e até de tia com sobrinho, como é o caso do casamento de dona Preta (Francisca Targino de Oliveira) com o seu sobrinho Odilon Targino.

Preta e Odilon Targino

Remexendo-se os anais históricos das primeiras famílias presentes em documentos oficiais irrefutáveis, como Assento de Batizados da Igreja-Matriz , Livro de Óbitos do 1º Cartório Judiciário de Apodi, e Livro de Jurados, configura-se a realidade de que a família apelidada de BRUACA teve como pioneiros nas terras de "Soledade" os irmãos SIMÃO NOGUEIRA DA SILVA (O 1º e avô do 2º) e MANOEL DE BARROS DA SILVA, conhecido como "Bruaca", apelido que atrela-se ao fato de que só andavam com uma Bruaca (Boroaca) feita com couro de boi e peles de animais da fauna, como veados, tamanduá, raposa, à tiracolo. Naturais das terras de Limoeiro do Norte-CE, tendo Simão nascido no ano de 1835, filho de Francisco Nogueira da Silva e Maria Nogueira Maia, naturais de Limoeiro-CE, e falecido no "Olho D'água da Soledade" a 10 de Agosto de 1890, aos 55 anos de idade, deixando a viúva Maria Francisca da Costa e os filhos:
F.01- FORTUNATO JOSÉ DA COSTA - Casado com...?.
Pai de:
N.01- SIMÃO NOGUEIRA DA SILVA (2º - repete o nome do avô paterno). Casou com Maria Luiza da Costa e foram pais de:
BN.01- MARIA ANTONIA DA CONCEIÇÃO (Maroca) - Casada com Manoel Targino da Costa (Badu), filho do patriarca Francisco Targino da Costa. São pais de:
Filhos:
Maria Selda de Sousa (nome de Casada com João Alderi de Sousa - João Tenório)

Antonia Targino de Sousa (nome de Casada - com Antonio Divanan de Sousa - Antonio Tenório), notem que são duas irmãs casadas com dois irmãos, portanto os seus filhos são primos carnais).

Antonio Dimas Targino Casado com uma prima Maria Rita Targino de Oliveira, filha de João Martins - Separados)

Francisco Targino da Costa Neto (casado com Edna Maria de Freitas Targino, filha de Raimundo de Janoca e Helena)

José Targino de Oliveira, divorciado, hoje tem união estável com Marta Valdevino com quem tem dois filhos.

Irene Targino de Oliveira, divorciada do primeiro casamento com Raimundo Oliveira Segundo com quem teve dois filhos e hoje casada com Francisco Monteiro com quem tem mais duas filhas.

Antonio Vandilson Targino, casado com Jerlane Marques Fernandes Targino com quem tem dois filhos.

Maria Salete Pinheiro da Silva (nome de Casada Com Valter Pinheiro e têm uma filha)

Maria Sueli Targino Rodrigues (nome de Casada Com Francisco Rodrigues e têm dois filhos).

Suelene da Conceição Targino (solteira, não tem filhos).

BN.02- LUZIA .
BN.03- PEDRO SIMÃO.
BN.04- FRANCISCA ALVINA DA COSTA (Dona Santoza) - Casou com Antonio dos Reis Magos da Costa, conhecido com Antonio do Casado, filho de Pedro Francisco da Costa (Pedro do Casado) e Vicência do Rosário.

F.02- MANOEL NOGUEIRA DA SILVA - Faleceu em consequência de um raio, no sítio "Boca da Mata" (Serra do Apodi) a 24 de Abril de 1928, aos 44 anos de idade, deixando a viúva ANTONIA SEVERIANA DE FREITAS e os filhos:
N.01 à N.12 - FRANCISCO, ANTONIO, MARIA, ADRIÃO, ANTONIA, PEDRO, PLÁCIDO, JOSÉ, SEBASTIÃO, MARIA JÚLIA, PAULO e LUIZ.

F.03-FRANCISCA MONTEIRO DA COSTA SOBRINHA - Casou com Manoel da Costa Soares, filho de Francisco Soares da Costa e Maria Francisca, conhecida como Maria Chica, residentes no sítio "Boca da Mata". Faleceu no sítio "Soledade" a 09 de Agosto de 1906 aos 38 anos de idade, deixando os filhos:
N.01- FRANCISCA - Com 19 anos de idade- solteira. 
N;02- JOANA - Com 16 anos de idade. Solteira.

Desconhece-se a descendência de MANOEL DE BARROS DA SILVA, sabendo-se apenas que ele foi submetido a julgamento no Tribunal Popular do Júri a 12.07.1865 por ter assassinado a João de Góis Nogueira, pai de Clementino de Góis Nogueira, dono das terras ainda hoje conhecidas como "Lagoa do Clementino".

Outro personagem encontrado nos documentos oficiais foi o Sr. JOSÉ MANUEL DA COSTA, nascido em 1871,  conhecido como ZÉ BRUACA VELHO, que foi pai de:

F.01- JOÃO MANOEL DA COSTA , popularmente conhecido como João Bruaca, que veio a casar com MARIA JOANA, filha natural de Francisca Lázara do Rosário. MARIA JOANA era irmã de Arcanja Maria, casado com Antonio Targino, irmão de Eduardo Targino, e de Maria Arcanja, casada com Eduardo Targino. João Bruaca e Maria Joana foram pais de:
N.01- JOSÉ MANUEL DA COSTA - Nasceu em 1903. Conhecido como Zé Bruaca Novo.
N.02- SEBASTIÃO EVANGELISTA DA COSTA - Conhecido como Sebastião Bruaca.
N.03 a N.07 - LUÍS, SIMÃO, JOÃO MANOEL DA COSTA FILHO (João de João Bruaca), RITA, FELÍCIA e FRANCISCA, casada com Chico Malú, natural de Panelas, no vizinho estado do Ceará.

Há que se fazer uma observação de que existiram dois SIMÃO, personagens históricos vinculados à geografia humana da Comunidade de "Soledade" : SIMÃO NOGUEIRA DA COSTA e SIMÃO FERNANDES DO RÊGO, pai de 04 filhos que fixaram residência em Soledade, que são Avelino Fernandes do Rêgo, casado com Maria Francisca da Conceição, filha de Francisco Miranda de Freitas e Francisca Maria da Costa, cujos filhos são conhecidos como sendo da família dos AVELINOS. O segundo filho foi o João Simão, casado com Francisca Inácia do Espírito Santo, filha da escrava Ignácia Isabel do E. Santo, que teve um relacionamento amoroso com o Padre Barra (Joaquim Manoel de Oliveira Costa) cujo padre era tio paterno de Sinhô Barra. O patriarca Simão Fernandes do Rêgo nasceu no ano de 1839 e era filho natural da escrava Clara Maria da Conceição, tendo falecido de infarto na fazenda "Malhada Vermelha" a 10 de Outubro de 1926, deixando a viúva Maria Pastora da Conceição e nove filhos.

O quarto filho de Simão Fernandes do Rêgo, conhecido popularmente como CHICO SIMÃO(Fco. Fernandes do Rêgo) casou com uma moça da família TARGINO de nome Maria Targino de Oliveira, filha do patriarca Francisco Targino da Costa e sua primeira esposa Bernardina Rufina da Conceição.

(FONTE: Livro de Registro de Óbitos do 1º Cartório Judiciário de Apodi).
Por Marcos Pinto - historiador apodiense 

Renascer - Maria Luiza

Hoje quanto te vi
percebi
que Deus
o tempo
foram generosos
comigo.
Ver você
não me causou
dor
repulsa
angústia
como
nos tempos
de outrora...

A ferida que você
provocou em mim
foi extirpada
sarada
cicatrizada.
Sua presença
não representa
nada
nada que me
sufoque
provoque
dores fortes
que me levem
a pensar na morte
ou que sou
alguém
sem sorte
por ter
ouvido
assistido
insultos
incultos
insidiosos
maliciosos
que me deixaram
de luto
por um tempo
(Que tormento!)
mas não pela vida toda.

Seu jeito insolente
me é indiferente
dormente
para o meu coração
que não guarda
rancor
dissabor
apenas se alegra
por estar
para viver
sem nunca
responder
à altura
as suas injúrias
às claras
ou às escuras.

Parei
pensei
calei
esperei...
A Deus te entreguei
A caminhada foi longa
mas cheguei
à reta final
onde o bem
prevaleceu
venceu
todo o mal
que você me causou
que doeu
no meu peito
desfeito
mas agora
ele já não chora
pois está refeito
por um Deus perfeito.

Quanto a você
Quem sabe
um dia
eu possa
falar-lhe da
melancolia
que me causastes
dar-lhe um
abraço
e dizer-lhe
de todo o
meu cansaço
ao longo
desses anos
para tirar-lhe
da minha vida
vida que você
deixou ferida
atingida
sucumbida
mas agora
está erguida
livre para
com uma borracha
apagar
o caminho
de pedras
que me fizestes
andar.
O caminho
marcado
pelas
lágrimas
que você me
provocou
e sangrou
mas agora
já cessou.
Que ar livre,
alívio!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gaspec Apodi: Missa em ação de graças e inauguração do Graspec

Durante todo o mês de outubro de 2013, o GASPEC tem visitado ruas e bairros da cidade, no sentido de incentivar a mulher apodiense a se previnir do câncer de mama.
Na noite desta segunda feira, (28/10) o GASPEC reuniu uma multidão, para assistir a missa em ação de graças e a inauguração da sede da entidade, na rua Benjamin Constant, vizinha a seu Zé Macaco.

Veja algumas imagens:
















Blog do Gaspec Apodi

Subsídios para a história das Famílias Targino e Bruaca (I) - Por Marcos Pinto

Resultado de imagem para BRASÃO DA FAMÍLIA TARGINO
Brasão da Família Targino

O estudo do processo de colonização e povoamento das terras em que se encontra encravado o sítio "Soledade" constitui um marco de envolventes fatos históricos praticados e vivenciados pelas indômitas e laboriosas famílias TARGINO e BRUACA. Também se vive um tempo que não se conheceu, entendendo os homens do passado, todos eles integrados na sua missão e no seu ideal. Foram homens e mulheres decisivos, criando em seus atos um ar de atmosfera de perpetuidade. Na "Soledade" das primeiras casas, vivia-se a mansidão contemplativa das grandes matas guardando o silêncio dos espíritos pioneiros. Era a "Soledade" do antigo regime patriarcal inserido nos destemidos sertanejos FRANCISCO TARGINO DA COSTA (Chico Targino) FORTUNATO JOSÉ DA COSTA, conhecido como sendo " O velho Bruaca", pai de Simão Nogueira da Costa (Simão Bruaca) e de José Fortunato da Costa, (Zé Bruaca).

No mês de Junho deste ano andei percorrendo a antiga vereda dos índios Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi, que é a atual estrada que demanda do sítio "Soledade" até o povoado/Distrito de Olho Dágua, passando pela antiga "Boca da Mata", Laje do Meio e Laje do Entroncamento. Na "Boca da Mata" tive o prazer de conhecer o atencioso Sr. José Targino de Freitas, que é o mesmo Dequinha Targino, filho do indômito e profícuo FRANCISCO TARGINO DE OLIVEIRA, tendo proporcionado importantes informações genealógicas, que passo a retransmitir, sobre a história e a descendência do patriarca.


O patriarca FRANCISCO TARGINO DA COSTA nasceu em Patu a 17.06.1863. Faleceu no sítio "Soledade" a 10 de Agosto de 1966, aos 103 anos de idade. Filho de Targino José Felipe. Casou em primeira núpcias no ano de 1886 com uma moça da família Bruaca, de nome BERNARDINA RUFINA DA CONCEIÇÃO, filha de João Evangelista de Oliveira e Rufina Maria da Conceição. Bernardina faleceu no sítio "Soledade", de asma, às 02 horas do dia 12 de Fevereiro de 1915, aos 53 anos de idade. (FONTE: Livro de Óbitos do 1º Cartório Judiciário d e Apodi, Fls. 61/v).  Foram pais de:

F.01- FRANCISCO TARGINO FILHO - É o mesmo FRANCISCO TARGINO DE OLIVEIRA. Casou em primeira núpcias com FRANCISCA ARAÚJO, que é a mesma Francisca Maria da Conceição (Tachica) natural da cidade do Baturité, no Ceará, filha de Antonio Izaías, dos Hilário, dos Campos Novos. 

F.02- EDUARDO TARGINO DE OLIVEIRA - Nasceu em 1886. Casou a primeira vez com Maria Arcanja, filha natural de Francisca Lázara do Rosário. Casou em segunda núpcias com Maria Benedita de Melo, e foram pais de:

N.01- JOÃO de Eduardo - Casou com sua prima Isaura Targino, filha do 3º casamento do patriarca com Joana Batista de Oliveira. 

F.03- FRANCISCA - Nasceu em 1899.

F.04- ANTONIO TARGINO DE OLIVEIRA - Casou com ARCANJA MARIA, filha natural de Francisca Lázara do Rosário.

F.05-- MARIA TARGINO DA COSTA - Casou com Francisco Fernandes do Rêgo (Chico Simão), filho de Simão Fernandes do Rêgo.

F.06 - JOSEFA - Nasceu no ano de 1900. 

F.07- JOÃO TARGINO DA COSTA - É o mesmo JOÃO TARGINO DE OLIVEIRA - Casou com Maria Caetana de Oliveira, filha de Raimundo José de Souza (Raimundo Casado) que por sua vez era irmão do pai de Isauro Camilo, ex-prefeito de Apodi. e de Joana Batista de Oliveira. 

O incansável e abnegado patriarca FRANCISCO TARGINO DE OLIVEIRA (Francisco Targino Filho) casou em segunda núpcias com a Sra. FRANCISCA INÁCIA DO ROSÁRIO, filha de Miguel do Rosário e Francisca Inácia da Conceição, do sítio "Algodão", município de Apodi, Vicência do Rosário, filha de Luís do Rosário, que foi casada com o Sr. Pedro do Casado (Pedro Fco. da Costa) era prima legítima de Francisca Inácia da Conceição (Os pais eram irmãos). Desse segundo matrimônio o patriarca foi pai dos seguintes filhos:

F.01- MIGUEL TARGINO - Casou com Raimunda, filha de Vicente de Roque.

F.02- JOSÉ TARGINO DE FREITAS, conhecido popularmente como Sêo Dequinha - Casou com Ana Maria da Conceição, filha de Vicente de Roque. Como se vê, dois irmãos casaram-se com duas irmãs, portanto, os filhos de Miguel e de Dequinha são primos carnais.

OBSERVAÇÃO: Vicente de Roque era filho de Roque Salgado, irmão de Lucas Reinaldo (pai de Elísio Reinaldo) ambos filhos de Manoel Roque Salgado, que era Estafeta (Carteiro) dos Correios e Telégrafos, transportando a mala postal nas costas, para fazer o trajeto a pés Apodi-Fortaleza, varando toda a serra do Apodi.

João Targino de Freitas

F.03- JOÃO TARGINO DE FREITAS - Casou com Tila, filha de Silvestre do Carmo e Amélia (Esta era do sítio Taboleiro Grande).

F.04- MANOEL - Foi embora para Fortaleza em 1954.

F.05- LUÍS - Casou com Francisca, filha de Chico Preá, do povoado Panelas, atual cidade de Curupira-CE.

F.06- ANTONIO TARGINO - Casou com Nôza, filha de Fransquim Porfírio, do Olho D'Água da Bica.

F.07- LUIZA - Casou com João Gato, do sítio Arapuá, município de Felipe Guerra.

F.08- SEBASTIANA - Casou com o Sr. João Paulo, natural da cidade de Aracati-CE.

F.09- MARIA - Casou com Manezinho Avelino, dos AVELINO, filho de Avelino Fernandes do Rêgo.

F.10- RAIMUNDA - Casou com Reinaldo Gato.

F.11- VIRGÍNIA - Casou com Raimundo Boágua, filho de Lis Boágua, do sítio Pedrês, município de Caraúbas-RN.

F .12- FRANCISCO , conhecido como Michico, que casou com Maria de tal.

F. 13- F.04- RAIMUNDO - Casado com Engrácia, irmã de Mãe Nêga e de Tibúrcio Goela, primos legítimos de Zé Bruaca, uma vez que a mãe deles três dona Senhorinha era irmã da mãe de Zé Bruaca a Sra. Maria Joana. Ouví muitas vezes do Sr. Tibúrcio Nogueira(Tibúrcio Goela) que o mesmo era filho de Senhorinha, que era ótima tocadora de sanfona, e do Sr. Manoel Elias de Lima, afirmativa que confirmei vendo a certidão de óbito do mesmo, que residia em Mossoró, onde faleceu. No sítio "Soledade" é comum ouvirmos que fulano de tal é da família dos Manêgas, quando o correto é Mãe Nêga, que por sinal nunca casou. Teve um relacionamento amoroso com Chico do Rosário, do sítio Algodão, tendo os filhos Chico, João e Sebastião. Mãe Nêga teve um namoro com o Guarda de Fronteiras conhecido popularmente como Macena, de quem teve o filho EDEN, que foi conhecido desportista e desempenhava a função de bandeirinha.

Seguindo uma trajetória invejável de sertanejo de fibra e de arrojo, o patriarca FRANCISCO TARGINO DA COSTA casou em segunda núpcias com JOANA MARTINS DE OLIVEIRA, e foram pais de:
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Antonia Targino de Oliveira

F.01- ANTONIA TARGINO DE OLIVEIRA - (Totonha) - Casada com Chico Justino.

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Francisca Targino de Oliveira(Preta) e Odilon Targino

F.02- FRANCISCA TARGINO DE OLIVEIRA (Preta) Casada com seu sobrinho Odilon Targino.

F.03- MANUEL TARGINO DE OLIVEIRA (Badu) - Casado com Maroca, filha de Simão Nogueira e Maria Luiza.

F.04- JOÃO MARTINS - Casado com...?

F.05- ISAURA TARGINO DE OLIVEIRA - Casada com seu primo João de Eduardo Targino.

Configurando opulento vigor físico, o patriarca FRANCISCO TARGINO DA COSTA casou em terceira núpcias com LUZIA TARGINO DE OLIVEIRA COSTA, de cujo matrimônio não houve descendência.

OBS: As informações tiveram como fonte os Srs. Dequinha Targino, Vandilson Targino e Jean Targino, bem como o livro de óbitos do 1º Cartório Judiciário de Apodi.

Por Marcos Pinto - historiador e advogado apodiense 

Preservar: Verbo urgente - Maria Luiza

A vida está presente
no ar
na água
no solo
na gente
na natureza
fonte de rara beleza
que não deve ser
destroçada
apedrejada
mal tratada
como se não valesse nada.

A relação dos
seres vivos
com o meio ambiente
está decrescente
doente
dormente
como se a grande unidade
que é a natureza
estivesse desequilibrada
prestes a tombar
sem suporte
rumo à morte.

Em sua partida
o homem do século XXI
não percebe
que as condições básicas
para a sua sobrevivência
no planeta
está no equilíbrio
com a natureza,
hoje degenerada
pela derrubada
das matas
queimadas
da poluição do ar
que chora
contaminando as águas
que nos tempos
de outrora
refletiam
uma fauna
uma flora
lindas de viver
mas que agora
agonizam
até morrer.

Não vamos permitir
que o nosso
coração
também seja
invadido
sucumbido
pela erosão
que estraga o solo.
Sejamos firmes
tal qual a rocha
frente à decomposição,
precisamos dizer
“NÃO’’
a tanta destruição.

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa

Isabel Aurélia comemora dia do professor e do servidor público

Aconteceu neste segunda-feira (28/10), no clube recreativo Água Mineral Cristalina do Oeste, Apodi/RN, a confraternização da Escola Municipal Isabel Aurélia Tôrres, dos dia dos professores e dos servidores público da escola numa grande festa comemorativa.
O dia de lazer foi muito proveitoso, pois além de muita comida, tinha música ao vivo, banho na piscina, muita descontração e socialização de todo o corpo de servidores da instituição.








segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Família Duarte - Por Marcos Pinto

Subsídios para a história da Família Duarte

Brasão da Família Duarte

O primeiro expoente da família DUARTE a pisar em solo Apodiense, e nele fixar residência, foi o agropecuarista DELFINO DUARTE DÓRIA, oriundo da cidade de Mossoró-RN, de onde era natural. Descendia de velhos troncos familiares dos OLIVEIRA LEITE entrelaçados aos DUARTE, pioneiras no processo de colonização das paragens que viriam a dar origem à cidade de Mossoró.

DELFINO era casado com AMÉRICA THOMÁZIA DOS SANTOS, tendo fixado moradia na fértil várzea de Apodi, onde comprou terras nos sítios "Joazeiro" e "São Lourenço". Da extensa prole desse casal destacaram-se JOSÉ DUARTE DÓRIA, e ANTONIO DUARTE DÓRIA, este, nascido no sítio "Joazeiro" a 21 de Janeiro de 1900. Teve papel relevante na história de Apodi, tendo sido o primeiro Apodiense a instalar uma panificadora na pacata cidade, no mesmo local onde o Sr. JOSÉ FERREIRA DA COSTA, mais conhecido como ZÉ BOLACHA, continuou a comercialização de pães e bolachas, utilizando o mesmo maquinário e equipamentos antes utilizados por Antonio Duarte Dória, sendo certo que este residia naquela casa (da esquina) situada vizinho à Agência dos Correios e Telégrafos, que ainda conserva a arquitetura original em sua fachada.

Este comerciante do ramo de panificação foi o primeiro a adentrar a residência do Cel. FRANCISCO FERREIRA PINTO, logo após o seu covarde assassinato, ocorrido por volta das oito horas e meia da noite, segundo consta nos autos do processo que apurou a morte deste benemérito líder político Apodiense.

O Sr. JOSÉ DUARTE DÓRIA seguiu a mesma faina do seu genitor, tendo, com esforços próprios, adquirido por compra, terras na várzea, onde amealhou condições econômicas que proporcionou criar a sua prole em considerável conforto. Foi o genitor do conhecido fazendeiro ANTONIO DUARTE DE MORAIS, grande produtor de cera de carnauba, e também comprador, cuja mercadoria vendia em Fortaleza-CE, precisamente na renomada firma comercial denominada de "Machado S.A". Antonio de Zé Duarte, como era popularmente conhecido, casou com a Sra. LIZETE MARINHO, mulher dinâmica e batalhadora, e são os pais de Fanfanta e Neto Duarte, dentre outros filhos do casal. O Sr. FRANCISCO DUARTE DE MORAIS (Chico de Zé Duarte) foi outro filho do velho José Duarte Dória.

Continuando a prole de DELFINO DUARTE, espalhada na várzea, encontramos uma filha de nome ISOLINA MARIA SOARES, que veio a casar com o Sr. JOSÉ GOMES DE MORAIS, conhecido como ZÉ SEVERO, filho de Severo José de Morais e de Isolina Cardoso da Conceição. Isolina Soares faleceu no sítio "São Lourencinho", em consequência de parto, a 04.07.1934, aos 41 anos de idade, deixando 11 filhos órfãos: FRANCISCA (Com 22 anos de idade); MELQUÍADES (21 anos); FÉLIX (17 anos); MANOEL (16 anos); PLÁCIDA (15 anos); ANTONIO (14 anos); MARIA NAZARÉ (13 anos); BENEDITO (Pai de Cimar - 11 anos); JANDIRA (04 anos); SEBASTIANA (10 anos - mãe de Lourdes e de Ivan); ALZIRA (02 anos de idade). (FONTE: Livro de Registro de óbitos do Primeiro Cartório Judiciário de Apodi).

Há um outra vertente da família DUARTE radicado no sítio "Boa Vista", representada na pessoa do sr. LUIZ DUARTE FERREIRA, natural de Mossoró, casado com Maria Joaquina da Conceição, da família Carvalho, e que foram pais do Sr. ANTONIO DUARTE DE CARVALHO, que faleceu no sítio "Boa Vista". A 26 de Maio de 1928, aos 63 anos de idade, deixando viúva a Sra. Mariana Duarte de Carvalho, e um filho de nome Raimundo Ferreira de Carvalho, casado com Joana de tal.

A história e os documentos oficiais revelam que a honrada e profícua família DUARTE, disseminada na várzea do Apodi, tem contribuído decisivamente com o progresso do município, desde a primitiva Vila do Apodi até os dias atuais. A dinâmica família DUARTE assume emblemática posição nos capítulos da história, que tratam do desenvolvimento do município de Apodi e região. Rendo um preito de homenagem à esta brava família, composta por homens e mulheres que alavancam o nosso progresso.

Por Marcos Pinto - historiador apodiense
Do blog ApoDiário

Duas personalidades memoráveis - Maria Luiza

Aos meus pais: Cássio e Zélia

Meu pai
me ensinou
em meio à luta,
à dor,
valores
inegociáveis
honestidade
dignidade
simplicidade
nas intenções
ações
reações
na caminhada
fatigante,
dia após dia,
ao longo dessa vida,
quando muitas vezes
o seu suor escorria
frente à jornada
causticante
de um sertanejo
brilhante
tal qual o sol,
o seu acompanhante.

Minha mãe
sempre se
esmerou
em mostrar
o valor de
ser
crescer
permanecer
mulher honrosa
através de suas
atitudes calorosas
virtuosas
como o amor
a dedicação
a firmeza de caráter
princípios que
não tem preço
mas apreço
em todo
e qualquer contexto
ou desfecho.

Meu pai,
um agricultor
simples
humilde
decente
nunca envergonhou
a gente,
ao contrário,
sempre nos
orgulhou
pela causa que
abraçou
fazendo de seu ofício
uma arte
um compromisso
trabalhando com
disciplina
seriedade
assiduidade
encarando o bem-estar
dos seus filhos como
uma prioridade
nas propostas
de seu coração
de pai.
(Criar dez filhos não é brincadeira!)

Minha mãe
sempre escreve
comigo
no perigo
nas calmarias
orientando-se
para a vida
compreensiva
ansiosa
por vezes chorosa
mas amorosa
nessa lida
muitas vezes
dolorosa,
dizendo-me
para avançar
e a vida enfrentar
citando frases simples
tais como:
Lute para
sair
reagir
a essa tristeza.
Pense EM VOCÊ
reaja POR VOCÊ
Algo marcante
tocante
que me ajudou
a vencer
num momento
difícil
em que pensei
perecer.

Meus pais
nunca tiveram
muito dinheiro
mas sempre
se colocaram
à nossa disposição
abdicando  de seus
sonhos
projetos
para tornar os nossos
concretos
São bênçãos de Deus
a nós,
os filhos seus

Papai e mamãe,
a vocês
todo o nosso agradecimento
pelos conhecimentos
que nos transmitiram
nos transmitem
ao longo da jornada
do existir
Obrigada
pelo ser
pelo ter
pelo reconhecer
que vocês
são a base
maior
de nossas existências
pois Deus
em sua Ciência
concedeu-nos
um grande pai
uma virtuosa mãe.

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa

domingo, 27 de outubro de 2013

Mostra Cientifica Cultural da Escola Estadual Sebastião Gomes de Oliveira

Mostra Cientifica Cultural da Escola Sebastião Gomes 2013



A Escola Estadual Sebastião Gomes de Oliveira Melancias – Apodi/RN, convida todos para participar da Mostra Científica Cultural da Escola Sebastião Gomes 2013. Tema: Construindo Saberes: Entre a Sustentabilidade e a diversidade; que acontecerá nos dias 30 de outubro a 01 de novembro de 2013. Sua presença é indispensável; O sucesso do nosso evento depende da sua participação.








Programação:

Dia 30/10/2013 Quarta-feira: 18h00min
Abertura
*Apresentação Cultural
*Palestra TEMA – O Meio Ambiente que Temos; O que Queremos.
Prof: Genildo Oliveira –Ambientalista
*Documentário: O uso da Matemática no Dia a dia - Cidática
*Visita a exposição dos Projetos

Dia 31/10/2013 Quinta-feira: 18h00min
*Apresentações Culturais.
*Visita a exposição dos Projetos

Dia 01/11/2013 sexta-feira: 18h00min
Mesa Redonda:
TEMA – Bullyng e Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente.
Mediador: Professor João Dehon de Sousa

Palestrantes:
Yasmine Amaral – Assistente Social
Georgiane Pinto – Psicóloga
Marcos Andre – Advogado
Equipe Conselho Tutelar










Blog da Escola Estadual Sebastião Gomes de Oliveira 

Altino Paiva

ALTINO DIAS DE PAIVA, natural de Umarizal-RN, antigo povoado de Gavião, nascido a 18 junho de 1933, é filho de Emilio Dias de Oliveira e de Joana Dias de Paiva. Chegou em Apodi no dia 19/09/1942, vindo da comunidade de Gavião. Casou-se em 25/12/1954 com Anita Marinho. 

Foi o pioneiro da história do cinema em terras do guerreiro Itaú, instalando o CINE ODEON por volta do ano de 1965 em um prédio com sobrado encravado na Rua João Pessoa, tendo como Operador de audiovisual o competente Sr. Gabriel Leite de Amorim.

Iniciou sua vida profissional como sapateiro, auxiliando o seu genitor Emídio de Oliveira Dias. Nesse ofício, criou uma marca de calçados, instalando fábrica que passou a produzir em larga escala, cujos calçados eram vendidos nos estados vizinhos do Ceará e Paraíba, proporcionando empregos e gerando renda. Dinâmico e profícuo em sua trajetória de vida, enveredou pelo ramo da fabricação de móveis de ótima qualidade, nos itens guarda-roupas, cômodas, birôs, escrivaninhas, armários, salas de jantar etc.

Como insigne alavancador do progresso apodiense, comprou terras aos filhos do fazendeiro Aristides Ferreira Pinto, no Sítio Soledade (Chapada do Apodi) local onde existe grande jazida de pedra calcária, passando a produzir a cal em escala comercial, tendo o estado de Pernambuco como principal comprador. Devido às suas propriedades especiais, a Cal assume, ao longo dos séculos, um papel extraordinariamente importante em múltiplas atividades, industriais ou não.

Para além das suas múltiplas aplicações na Construção Civil (caiação, formulação de argamassas de reboco e enchimento, estuques, etc.), as suas propriedades higroscópicas fazem da Cal Viva um agente desumidificador ambiente de reconhecida eficácia.

Na Agricultura, o seu efeito alcalinizante, fazendo subir o pH dos solos, promove a melhoria das trocas catiónicas, potenciando a eficácia dos adubos e micronutrientes em relação às culturas. Aposentou-se nesse último ramo comercial, passando a administração aos filhos, os quais tem dado relevante progressão à produção e comercialização.

Altino foi o primeiro proprietário de um grupo musical de Apodi, denominado de Explosivos.   Foi Primeiro Venerável da Loja Maçônica Vale do Apodi, contribuindo decisivamente para a construção do primeiro Templo Maçônico, fundado a 16 de outubro de 1982.  Seu Altino era pai do ex-prefeito e ex-vice-prefeito de Apodi, Evandro Marinho de Paiva . Faleceu na cidade de Apodi no 30 de junho de 2015, aos 82 de idade. 

Fontes: Marcos Pinto – historiador apodiense
Jotta Maria – Pesquisador do Portal Oeste News.