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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Visão da dor - Mônica Freitas

Alma rígida e adoecida, corpo frio e coração carente,
voz envergonhada e olhos fixos na dor,
sentimentos confusos, que nem sabem o que é o amor
moleca acanhada porque errou, menina inocente
que não imaginou nem o que eu sabia
ficava parada, na dúvida danada, numa agonia...
Menina tu sabes, que naquele momento
não fui te encontrar por falta de assunto
quando te encontrei, logo te encarei e senti muito
pois já percebi que o seu coração estava sangrento
estavas fixada na ideia criada pelos seus conchavos
de que o erro era meu, por perceber de longe o caso
minha tentativa era te ouvir e dialogar
mas não há diálogo entre sinceridade e covardia
são duas pecinhas que são rivais de noite e de dia
quem não quer ser sincero, evita falar
omite as palavras, a voz silencia
e ainda pensa que o seu silêncio tem algo a ganhar
Só sei lhe dizer que na minha vida nada mudou
já a sua história apenas está no seu primeiro início
ainda vais ter que engolir muito sapo e subir precipícios
o amor de verdade, eu tenho certeza, você já achou
só não deu valor, não tentou por ele nenhum sacrifício
Sua alma voa, achando no lixo uma história de amor.

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