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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Minha lua - Paulo Filho Dantas

“A lua já surge bela
Intimidando as estrelas,
Do alto da janela
Admiro-as a crê-las,
Acalmando a madrugada
Um violão em serenata
Desperta uma noite fria,
Teu sorriso na neblina
Traz a paz e ilumina
O olhar que é o meu guia

Uma rosa te ofereço
Para um perfume exalar
Por mais que eu penso esqueço
Daquele olho a me mirar
Inebria e entontece
Imagem divina tua prece
Eleva o altar do meu viver,
As canções feitas agora
Ao amor que devora
Todo aquele amanhecer

As vielas são sinuosas
Na cidade em que habito,
Em ruas estreitas mimosas,
Vejo os olhos onde fito
Fitando tão longe assim,
Queria tê-la perto de mim
Para a solidão não existir,
Estou parecendo louco
Clamo-te ficando rouco
Quem deva você aqui

A felicidade existe
No âmbago do teu ser
A tortura que persiste
Gerando meu proceder
São mil versos enviados
Dum jovem enamorado
Desejando a sorte sua,
Entre paredes eu penso
Qual será o juramento
Que farei à minha lua

Sei não saber por que
Fonte inesgotável pura
Cristalina sem o que
Adoça a noite me figura
Linda fêmea somente minha,
Casada comigo na noitinha
Em que juramos amor leal,
Silenciamos com um beijo
Mútuo uno sem igual’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

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