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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A arte da alma - Paulo Filho Dantas

“Queima de desejo a alma
Sonhadora de tanto pedir
Sem limites a não medir
O esforço de contigo ficar,
Beijar-te a boca começando
Pelo lábio num sutil toque
Escrito estrelar ao anote
Sufocante delírio do salivar

Inflama a alma inconformada
Secante encontro em improviso
União dos espíritos ao aviso
Da surgente estrela primeira
Escorre do teu lírico suor,
O exalo inicial daquele momento
Abafado me foge o pensamento
Da crítica à razão verdadeira

A alma sente o trêmulo anseio
Que invade o átomo primordial,
Formador da inconsciente moral,
Flutuante ao navego solitário
Misturado à bebida dos deuses
Embriagada a memória destina
Uma falha da lembrança feminina
História que a cobre, um sudário

Tua alma clama uma paz,
Aquela felicidade dura conquistadora,
Unção das noites felizes espalhadas
Num quarto úmido salgado
Pelos suores que o tatua,
A fundo cama de motel
Sobe da terra ao céu
Um risco ferido e marcado

Nossas almas são judiadas
Pela distância instransponível
Ficando à margem do possível,
Um reencontro de solidão
Que se distorce objetivando
Duas mãos se tornam acaloradas
Aquecidas e bem amarradas
Ligando corpo, alma e coração

A arte que pratica marcial idade
Purifica a alma em corrente
Dignificando o ser aderente
Aos encantos da bela mulher
Amada, adorada para o sempre
Que imortaliza minha poesia
Poemas de outrora daquele dia
Assoma o corpo se te vier’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

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