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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Evolução Urbanistica de Apodi (I) - Por Marcos Pinto

Evolução Urbanística de Apodi - Habitantes do "Quadro da Rua'' no ano de 1930 a 1950 (I)

Afirmam renomados historiadores/pesquisadores, que a pesquisa de campo reveste-se de intrínseca importância para o resgate de fatos históricos que, na maioria das vezes, não constam de documentos oficiais cartoriais, ou que, quando constam, são postos óbices quase intransponíveis para a concessão do acesso à essas fontes. 

No que diz respeito aos dois Cartórios Judiciários de meu querido torrão natal Apodi tenho recebido tratamento cativante nas pessoas de suas Tabeliães Edwirgem Neta e Regina Coeli Leite. Sabedor de que minha honrada parente Dona ROSA MAGNO GUERRA guardava em sua fotográfica memória um manancial de fatos históricos da cidade de Apodi, fiz-lhe profícua visita no dia 25 de novembro de 2001, ocasião em que tive o prazer de colher estes subsídios históricos/genealógicos dos antigos habitantes do famoso "QUADRO DA RUA". Dona Rosa faleceu em 2011, aos 97 anos de idade. Esta respeitável e honrada matriarca era filha legítima de José Basileu de Oliveira (Zeca de Antõizinho) e D. Maria José de Oliveira. Era neta paterna do historiador MANOEL ANTONIO DE OLIVEIRA CORIOLANO (05.01.1835/28.12.1922) e esposa Maria da Mota Ferreira, e neta materna de DOMINGOS ERNESTO DE BRITO GUERRA (Avô do historiador Valter de Brito Guerra) e de D. Maria Clara Ferreira Pinto (Esta, por sua vez, neta do Coronel Antonio Ferreira Pinto). 


Quem vem caminhando no sentido Cemitério/Lagoa a primeira residência (Em 1930) da atual Rua São João Batista pertencia à Dona DELFINA ALEXANDRINA DE OLIVEIRA, à época viúva de Francisco Félix de Oliveira, pais de duas renomadas costureiras de apelidos AFINHA e FILÓ (Afra e Filomena), como também de dona FRANCISCA SOLANA DE ASSÍS, casada com João Manoel da Silveira (João Cavêja), que por sua vez são os avós paternos de Fãico e Tetéia (Dentre outros) e avós maternos de Caboclo de Manú (Pai da ex-refeita Gorete Pinto).

Dona Delfina e Francisco são os pais de Possidônio Alves de Oliveira, avô de Conceição de Antonio de Zuza. Depois desta residência existia um terreno foreiro, e logo a seguir era a segunda casa, pertencente aos irmãos PEPEDO LOUCEIRO e LEOPOLDO, tios paternos de Dona Mangá, esposa de Sêo Lulu Curinga. Pepedo era cego, cujo nome completo era PEDRO SIDÔNIO DE OLIVEIRA, nascido em 1868, em Apodi. O seu irmão Leopoldo tinha o nome civil de LEOPOLDO OTHON DE OLIVEIRA., nascido em 1863.

A terceira residência pertencia ao Sr. LINO LEITE, filho de Vicente Ferreira Leite (Vicentim Picheco) e Maria Rosa da Conceição Silveira. Lino casou em 1914 aos 22 anos de idade com FRANCISCA DAS CHAGAS LIMA (D. Chaguinha), e foram pais de Francisco Leite (Titico Leite), de Raimunda, casada com João Leite da Silveira (Capitão) e do historiador JOSÉ LEITE. Esta casa pertenceu depois ao sr. LUÍS FERREIRA LIMA (Lulu Curinga), nascido em Apodi a 01.03.1896, que casou com Maria Engrácia da Conceição, conhecida como Dona Mangá, que foram pais das Professoras Carmelita e Rosa, de Rita, de Corina e de Bacurau. Esta casa pertenceu depois ao casal Zé de Felipe e Mundica de Abília. 

A Quarta casa pertencia ao Sr. ANTONIO DE PÁDUA LEITE (Antonio de Luzia de Purana), patrono da banda de Música Municipal, nascido em Apodi a 13.06.1913 e falecido a 24.02.1986, que veio a casar com DOROTÉIA DIÓGENES PINTO, e foram pais de Edilson Diógenes, sogro de uma filha do velho Lalá de Sêo Domingos Freire. 

A Quinta casa pertencia ao Sr. JOAQUIM JARARACA (Joaquim Bernardo da Costa), falecido nesta casa em 30.04.1929. avô de Mundico Jararaca. A Professora Joaninha de Benvinda residiu muitos anos nesta casa, que depois foi ocupada pelo Sr. Rodolfo Gama. 

A Sexta casa era a da esquina e pertencia ao Sr. VICENTE NOGUEIRA DE OLIVEIRA, conhecido como Vicente Baldino, nascido em 1865, pai de Sêo Luís Morais, que por sua vez era o pai de Toinho Morais e da Professora Socorro Morais. Esta casa foi comprada por Antonio Pinto, que depois vendeu-a ao seu irmão Aristides Pinto, que deu-a ao seu filho Geraldo Pinto/D.Santina, e foi onde nasceram todos os filhos deste casal, inclusive este rabiscador de fatos históricos. O beco que divide esta casa para o imóvel que sediou o antigo "Bar Satélite" (Sexta Casa) tinha o antigo nome de BECO DE LUZIA PURANA, e dá início à atual Rua Antonio Lopes Filho. 

O "Bar Satélite" era o bar da elite Apodiense,e pertencia ao Sr. Itamar Maia, porém o imóvel pertencia ao pai de Itamar Sr. Inácio Maia (sogro do farmacêutico Nenen Holanda), que vendeu-o ao Sr. Júlio Marinho. Hoje, este imóvel pertence ao Sr. Erivan Marinho, filho de Celso Marinho, que por sua vez havia herdado de seu pai Júlio Marinho.

Por Marcos Pinto - historiado apodiense
Matéria copiada do: Blog Potyline

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