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terça-feira, 2 de julho de 2013

Platonismo - Paulo Filho Dantas

“As perdições mundanas
Me tentam a convidar
Estrada a fora viajar
Pelos prazeres finais
Jovens tardes de domingo
À consumir lentamente
Minha vida num repente
Em aventuras conjugais

Me lanço se preciso
Por varedas perigosas
Extraindo néctar das rosas
A meu corpo tatuar
Que contemplo-a sorrindo
E procuro uma saída
Para amas-te nesta vida
Numa outra te adorar

Assim a alma imortalizo
Em noites enluaradas
Com violões em serenatas
Meus cabelos engrizalhar
Somos impossíveis sentimentais
Ao som inebriante
Numa savium extasiante
Uma melodia harmoniar

Criei-te como lua
Sozinha no escuro céu,
Lábios gosto doce mel
Sincronia pálida, turva
A mirar solitária estrela
Que cintila o espaço
Celeste ao compasso
Cacho cadente duma uva

São maças marrons-róscas
Que despertam dum sono
Profundo ao abandono
Das núpcias esperadas
Por nubentes apaixonados
Passeando num bosque lindo
E o sol já surgindo
Antecedendo outras madrugadas

Que a eternidade desse amor
Perdure como a mãe terra,
Tiro na córdia não erra
Minha amada meiga mulher
Em vida te dou carinhos
Em morte ao lado estarei
De ti ao longe precisarei
Que me sigas onde estiver’’.

Copiado do: Caminhos do Meu Ser

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