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sábado, 29 de agosto de 2020

Dissertação de Belkise Moreira: Síntese e caracterização de óleo básico biolubrificante a partir do biodiesel de babaçu (Atallea speciosa)

Dissertação: Síntese e caracterização de óleo básico biolubrificante a partir do biodiesel de babaçu (Atallea speciosa) 
Autor(a): Francisca Belkise de Freitas Moreira 
Programa: Pós-Graduação em Energias Renováveis 
Instituição: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará 
Publicação: 2017 
Fonte do artigo: IFCE 


Resumo: 
Tem-se buscado substituir ao máximo o uso do petróleo por bioprodutos, pois além da poluição atmosférica, estes podem causar muitos outros danos ao homem e ao meio ambiente. Frente a essa realidade, este trabalho teve como objetivo, desenvolver um novo óleo básico biolubrificante a partir do óleo de babaçu (Atallea speciosa). O material botânico foi coletado em um povoado da serra de Baturité, mais precisamente, na cidade de Aratuba/CE-Brasil, onde até o presente momento, tem-se como principal renda familiar, a extração do coco babaçu para a produção de carvão mineral. A síntese dos ésteres metílicos do óleo de babaçu foi realizada por diferentes metodologias de transesterificação: catálise homogênea ácida e básica, processo de dois estágios e a in situ. Os ésteres metílicos foram caracterizados fisicoquimicamente (viscosidade cinemática, 40 °C; massa específica, 40 °C; índice de acidez; índice de iodo; índice de peróxido; estabilidade oxidativa), sendo o biodiesel da transesterificação in situ, selecionado para sintetizar o óleo básico biolubrificante (ésteres do poliol trimetilolpropano). Os ésteres metílicos foram convertidos em ésteres de trimetilolpropano em uma transesterificação básica. O óleo básico, apresentou excelentes propriedades lubrificantes e físico-químicas como Ponto de Fulgor (197 °C), viscosidade a 40 e 100 °C (9,89 e 2,66 cSt), índice de viscosidade (104), estabilidade oxidativa (6,14 h), aparência (límpido), cor (1,0), além de apresentar baixo índice de acidez (0,12 mg KOH/g), volatilidade, ponto de fluidez (-3,0 °C). Além disso, foi avaliado a estabilidade térmica do óleo e do biodisel in situ por Termogravimetria (TG), usando três taxas diferentes de aquecimento (10, 20 e 30 °C), tanto em atmosfera inerte como oxidativa. Foi feita também a Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrometria de Massa (CG - EM) e a Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio (RMN 1H) dos ésteres métilicos. Fazendo-se uma comparação com outros, o óleo básico biolubrificante de babaçu apresentou bons resultados e se enquadrou dentro dos padrões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabelecidos para os óleos parafínicos.


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