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sábado, 15 de dezembro de 2018

Sociólogo apodiense lança livro sobre times de futebol amador em comunidade de Várzea Grande MT

Copiado do site RepórterMT
A obra é fruto da pesquisa do deputado Allan Kardec e de seu orientador, professor Francisco Xavier

ANA CRISTINA VIEIRA DA REDAÇÃO


O sociólogo do esportes Francisco Xavier destacou que para se tornar um jogador de futebol profissional tem que passar pela escolinha.

Em entrevista ao site RepórterMT, o sociólogo Francisco Xavier, professor doutor do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFMT e líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Esporte, Cultura e Sociedade (Gepecs) CNPQ/UFMT, explicou sobre as pesquisas realizadas pelo professor e deputado Allan Kardec (PDT), que substanciaram o livro "O futebol de Várzea na comunidade São Gonçalo Beira Rio". A obra será lançada neste sábado (15) pela Editora EdUFMT, a partir das 19h, na Casa Barão de Melgaço, localizada na Rua Barão de Melgaço, número 3.869, Centro de Cuiabá.

Segundo o professor, o livro aborda as disputas travadas pelas tradicionais equipes que marcaram o esporte amador na região nos anos 80 e 90, principalmente das disputas travadas pelas equipes Milionários Futebol Clube e São Gonçalo Beira Rio Futebol Clube. “Essas partidas reuniam a comunidade na torcida, ocorrendo durante os finais de semana, marcando a vida cultural da região”, contou.

Na entrevista, o sociólogo explicou sobre como se constrói o valor de um jogador de futebol. "Futebol é um projeto de vida, uma outra via de ascensão social, como a música, as artes, mas não é fácil, a peneira para se tornar um jogador de futebol é muito difícil", analisou.

O professor esclareceu sobre a teoria do dom, de que o menino já nasce com talento e não precisa de escola de futebol, o que é um mito. "Hoje em dia para se tornar um jogador de futebol profissional é necessário passar pela escolinha", acrescentou Francisco, trazendo exemplos como Leandro Damião, um analfabeto futebolístico, e Zico, o primeiro jogador de laboratório do Brasil.

Pesquisas indicam que o interesse do brasileiro por futebol diminuiu. "A população brasileira chora cada vez menos quando perdemos uma Copa", afirmou. 

Ele também comentou sobre a briga entre torcidas na final do peladão deste ano.

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