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domingo, 31 de maio de 2015

Alunos do IFRN-Apodi fazem visita ao CHCTPLA

No dia 28 de maio de 2015, os estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte(IFRN) - Campus Apodi. O principal foco da visita foi realizar uma entrevista com a pesquisadora , Lúcia Maria Tavares(Lúcia Maria Tavares) sobre a questão do preconceito contra os indígenas. A entrevista faz parte da 4ª fase, da 6ª Olimpiada Nacional em História do Brasil(ONHB).

Lúcia ficou muito feliz ao receber a equipe "Mensageiros da História", composta pelos estudantes Francisco Veríssimo de Sousa Neto(Informática), Ana Paula Bezerra(Agricultura), Marcos Vinicíus de Lima(Informática) visitaram o Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA). A professora Sarah Campelo, também faz parte da equipe, embora não tenha sido possível a sua presença, ela foi a principal orientadora da equipe. Os estudantes também estavam acompanhados da Coordenadora de Laboratórios do Campus Apodi, Cléia Macedo.

Durante a entrevista Lucinha falou um pouco sobre sua infância: "Quando criança não queria estudar, gostava de brincar no mato, tomar banho na lagoa, e sonhava em encontrar crianças indígenas".

Abordou a questão do preconceito contra o seu povo: "Várias pessoas cometem preconceito, dizendo que os índios eram bichos, ignorando suas origens, de que os índios eram os primeiros habitantes do Brasil, sinto pena de pessoas que pensam assim". disse ela. Na tribo dos Tapuias, quando o marido de uma viúva morria, os outros índios comiam sua carne. Talvez por esse motivo, até hoje, os índios sofram discriminação, pois a visão europeia colocavam-nos, como canibais, monstros selvagens. Essa visão era e continua sendo muito preconceituosa. 

Falou acerca do CHCTPLA, sobre sua fundação e no sonho de construir a comunidade indígena dos Tapuias Paiacus, no Bairro Bico Torto, por ser um local onde tem água, e propício para o povo Tapuia desenvolver suas atividades.Nesse local será construído também o Museu Luíza Cantofa, onde irá abrigar peças indígenas. Mas que infelizmente, irá demorar muito, já que em Apodi, são poucos os que dão valor a história de seu povo. Lúcia tenta resgatar peças indígenas em diversos locais, peças líticas como machadinha, por exemplo, e fica revoltada com construções feitas pelos Tapuias Paiacus que foram modificadas e apagadas pelo homem. 

Ao final da entrevista realizada pela equipe participante da ONHB, aproveitamos para conversar um pouco sobre o NEABI(Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas) do IFRN, para discutir sobre as próximas reuniões e atividades a serem desenvolvidas durante o ano de 2015.
Veja abaixo fotos da visita: 

Equipe "Mensageiros da História", em pé Marcos Vinicius, Francisco Veríssimo e Ana Paula Bezerra, agachada a pesquisadora Lúcia Cará.


Lúcia ao lado de seu acervo de peças indígenas 





A história de uma guerreira tapuia


A remanescente dos Índios Tapuias Paiacus, Lúcia Maria Tavares, também conhecida como Lúcia Cará(ou Lucinha) nasceu na cidade de Apodi/RN, no dia 18 de janeiro de 1961. Com 54 anos de idade, ela é dona de casa e trabalha como costureira, e reside na Rua Antonio Lopes Filho. Lúcia Tavares é pesquisadora, fundadora e Presidente do Centro Histórico-Cultural Tapuias Paiacus da Lagoa do Apodi(CHCTPLA), entidade não governamental que tem por objetivo resgatar a história indígena constitutiva da cidade de Apodi. 

Lucinha foi escolhida para ser entrevistada por ser a pessoa que mais se encaixa na questão do preconceito com os indígenas, uma guerreira que já foi e continua sendo criticada pelas pessoas, apenas por reivindicar o reconhecimento e os direitos do povo Tapuia Paiacu. A pesquisadora falou acerca do preconceito que sofreu por ser indígena, durante o período em que estava na cidade de São Paulo/SP, “Certa vez uma amiga minha, pegou uma revista da Veja, que continha imagens de crianças indígenas e disse que eles não eram gente, índio lá é gente. Mas ela não sabia que eu sou indígena, pois eu sempre fazia tudo calada. Eu senti um grande ódio dela. Não lhe disse nada com palavras, mas no silêncio fiquei dizendo coisas. Depois de algum tempo, foi que ela ficou sabendo que eu era indígena. Mas, não tenho remorso disso, as pessoas tem que respeitar os outros, pois ninguém é melhor do que ninguém. Além dessa situação aconteceram outras, mas essa foi uma das situações que lembro até hoje”. Lúcia falou que esse fato marcou sua vida, mas que mesmo assim não liga muito para isso e continua sempre em frente, enfrentando problemas e dificuldades de cabeça erguida. “O preconceito é coisa de gente ignorante”, disse ela. Ela falou ainda que o preconceito existe pela falta de informação das pessoas, e que para que esse tipo de preconceito não aconteça novamente com ela ou com outra pessoa, a nossa sociedade deve buscar pela educação, para que possa aprender a respeitar os grupos étnicos, pois assim a discriminação poderá ser desconstruída. 

Lúcia conta com satisfação sobre como vem desenvolvendo o seu trabalho e enfrentando suas dificuldades: “O Centro Histórico foi criado para contar a verdadeira história dos índios do Apodi, do Rio Grande do Norte e do Nordeste Brasileiro. Eu saio por aí, atrás de peças indígenas para colocar no meu acervo, mas infelizmente ainda sou muito criticada, muita gente diz que o que eu faço é pura bobagem, mas eu não ligo”. A indígena está desenvolvendo um projeto que objetiva construir uma comunidade dos Tapuias Paiacus no Bico Torto, bairro do município de Apodi; nesse local também será construído o Museu Luíza Cantofa, onde irá conter peças indígenas. O Centro tem buscado dialogar com o poder público municipal, e com o grupo de empresários da localidade para discutir sobre esse projeto. Porém, infelizmente pouca coisa foi conseguida até agora, e de acordo com a atual conjuntura irá demorar muito, já que nessa cidade, poucos valorizam sua história. 

Pelos relatos da indígena, percebe-se que o preconceito no Brasil, ainda é uma grande barreira em nossa sociedade que perdura desde a colonização. A discriminação de grupos indígenas vem de séculos e séculos de história, algumas conquistas já foram alcançadas, mas muita coisa ainda precisa ser feita por esses povos que querem apenas o direito de possuir a sua terra e desenvolver sua família. Esse tema deveria ser tratado com mais atenção pelas autoridades desse país, como também em escolas, a fim de incentivar, educar e buscar meios para que a discriminação não aconteça. 

Por Francisco Veríssimo de Sousa Neto

domingo, 24 de maio de 2015

Um imprescindível marco regulatório para o potencial hídrico do Apodi


É incontestável e atual a corriqueira afirmativa de que a minha amada terrinha Apodi é a "Capital da Água" do estado. A assertiva prende-se às qualidades de pureza da água, beirando o grau da nossa apreciada água mineral, bem como ao fato de que está sendo o principal polo fornecedor do precioso líquido, para quase todas as cidades do médio e alto Oeste potiguar. Ao mesmo tempo que nós apodienses inflamos o peito, com justificado orgulho, por sermos detentor desse importante perfil aquífero, ficamos entregues a uma silente concepção no que consiste a interrogação da nossa estranha esquiva em gerirmos com competência e sobriedade técnica o nosso reconhecido e tão louvado potencial hídrico. Espanta-nos o fato de que, conforme dados extra-oficiais, cerca de 150 caminhões-pipa saem, diariamente, abastecidos com a apreciada água apodiense para abastecer e sanear a escassez da água de cidades localizadas nas regiões do médio-oeste e alto Oeste potiguar.

Diante a incontestável realidade de que estamos vivendo um triênio das famosas "secas-verdes" - que são aquelas em que há uma formação de pastagens para consumo dos nossos animais, porém, sem enchimento de nossos açudes, barreiros e lagoas, não há como negar que nosso orgulho bairrista da ostentação de nosso potencial hídrico está literalmente "banhando" nosso amado rincão com um indiferentismo doentio, que se espraia com raios de luz perseguindo a escuridão de nossa ignorância. Essa injustificada indiferença é aproveitada pelo oportunismo dos vendedores da nossa água. Simplesmente perfuram pequenos poços artesianos, onde alcançam o lençol freático em pouca profundidade, cerca de 150/200 metros, e passam a venderem, de forma aleatória e sem controle, somente ávidos em auferirem recursos econômicos, sem a necessária preocupação e precaução para um iminente exaurimento do lençol freático.

É preciso que, não somente nós apodienses, mas todas as autoridades constituídas do estado e do país, atentem para esse consumo não-controlado do nosso conhecido Aquífero-Assu, uma vez que a sua principal fonte de recarga que é a nossa Mãe-Lagoa de Apodi está totalmente seca, por omissão voluntariosa das ex-governadoras Wilma de Faria e Rosalba Ciarlini, bem como dos prefeitos Pinheiro, Gorete Pinto e o atual Flaviano Monteiro, que não envidaram esforços no sentido de reconstruírem a ombreira direita da barragem construída no leito do rio Apodi, destruída na enchente do ano 2008. Essa pequena barragem faz o represamento da água oriunda da comporta aberta da barragem Santa Cruz, que com o refluxo abastece a lagoa via comportas da ponte da Br-405.

Somente em Dezembro de 2014 é que houve um grito de protesto pela calamitosa situação da lagoa de Apodi, quando a Colônia de Pescadores Z-48 por seu profícuo presidente fez a apresentação de projeto para representantes do governo do estado/ Secretaria de Recursos hídricos e sociedade apodiense, contendo números, custos e dificuldades para a recuperação da referenciada barragem.
O que ocorre é a falta de conhecimento e conscientização de nossas reais potencialidades hídricas, como componente da área do famoso Aquífero-Assu. Há que nos preocuparmos com a iminente queda no nível do nosso lençol freático. É preciso que o Sr. Prefeito do município de Apodi envie, de forma célere, um Decreto-Normativo à Câmara Municipal estabelecendo um marco regulatório quanto ao consumo e venda do nosso indispensável líquido, inclusive fixando a cobrança de Royalties para consumidores e compradores via carros-pipa. Assim penso e tenho dito.

Por Marcos Pinto(24.05.2015)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A ilustre descendência de Antonia de Freitas Nogueira, fundadora de Apodi

Quando a indômita matriarca Antonia de Freitas Nogueira pisou o sagrado solo apodiense em Abril de 1680 contava 28 anos de idade, e já se encontrava viúva de seu primeiro esposo o também paraibano José da Rocha Bezerra, com quem teve uma prole de dois filhos: O Coronel Antonio da Rocha Bezerra e o Tenente-Coronel Balthazar da Rocha Bezerra, que fixaram residência no então Curato do Açu. Casou em segunda núpcias na cidade de Natal no ano de 1681 com o português Manuel de Carvalho Tinoco, que servia como soldado no então Forte da Barra do Rio Grande, atual Forte Reis Magos.

Como leitor assíduo dos artigos do renomado e celebrado historiador e genealogista potiguar João Felipe da Trindade, encontrei em seu Blog "Hipotenusa", Edição de 15 de Maio de 2015, com endereço virtual em putegi.blogspot.com.br , importante artigo que trata da descendência do referido filho de Antonia de Freitas, o Coronel Antonio da Rocha Bezerra (O 1º deste nome). Vejamos na íntegra:
"O capitão João Cavalcante Bezerra e seus dois Antonios
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Matemático, sócio do IHGRN e do INRG.

Em artigos anteriores já escrevemos sobres membros da família Bezerra Cavalcanti, citando inclusive o capitão João Cavalcante Bezerra, que neste artigo de hoje tem um destaque especial. Os Cavalcantis são antigos aqui no Brasil e se entrelaçam, principalmente, com Barbalho Bezerra, Rocha Bezerra e Albuquerque. No registro a seguir o vigário João Freire Amorim reclama da falta de alguns elementos na certidão que veio para ele.

Antonia, filha legítima do capitão João Cavalcante, natural de Pernambuco, e de sua mulher Dona Josefa Lourença Bezerra, natural da Freguesia de São João Baptista do Curato de Assú, e ambos assistentes e moradores desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação do Rio Grande do Norte, neta por parte materna do coronel Antonio da Rocha Bezerra, natural da capitania da Paraíba, e de Josefa de Oliveira, natural desta dita Freguesia, e por paterna não sei precisar na certidão, e nem o dia, foi batizada com os santos óleos, na capela do Senhor Santo Antonio do Putegy, desta Freguesia, pelo Reverendo Padre Antonio de Sousa Magalhães, Vigário da Vila de Extremoz, de licença minha. Foram padrinhos Gonçalo Freire de Amorim, homem casado, e Maria Gomes Freire, mulher do sargento-mor Antonio da Rocha Bezerra, todos fregueses e moradores desta dita freguesia. João Freire Amorim, Vigário.

Esse registro é do ano de 1761. O sargento-mor Antonio da Rocha Bezerra era irmão de Dona Josefa Lourença. Quando ficou viúvo de Maria Gomes Freire casou com Joana Cândida Ferreira de Mello, filha do sargento-mor Manoel Antonio Pimentel de Mello e Anna Maria da Conceição.
O capitão João Cavalcante Bezerra, além dessa filha de nome Antonia tinha mais dois filhos de nome Antonio, filhos de mães diferentes, Josefa Lourença da Rocha Bezerra e, depois (1777), Getrudes Thereza Ignácia de Sousa, filha de Francisco de Sousa e Oliveira e Tecla Rodrigues Pinheiro. Vejamos o casamento dos dois Antonios:

Aos trinta de janeiro de 1783, na Capela da Soledade, Antonio Cavalcante Bezerra, filho legítimo de João Cavalcante Bezerra e de Josefa Lourença, já defunta, casou com Maria de São José de Mello, natural desta cidade do Rio Grande, filha legítima do sargento-mor Manoel Antonio Pimentel de Mello e de Anna Maria da Conceição, já defuntos, ambos naturais deste Bispado de Pernambuco, na presença das testemunhas tenente-coronel Antonio da Rocha Bezerra e Manoel João da Silveira, todos moradores nesta Freguesia. Francisco de Souza Nunes, Vigário do Rio Grande.
Aos vinte e um de novembro de 1804, na Matriz, dispensados no segundo e terceiro graus de consanguinidade, Antonio Bezerra Cavalcante, filho legítimo de João Cavalcante Bezerra e de Getrudes Thereza Ignácia de Oliveira, falecida, casou com Getrudes Thereza de Sousa, filha legítima do capitão Antonio José de Sousa e Oliveira e de Dona Joanna Ferreira de Mello, falecida, na presença das testemunhas o capitão Luiz José Rodrigues Pinheiro e Joaquim Felício de Almeida, casados.

Uma filha de Antonio Cavalcante Bezerra e Maria de São José, de nome Mariana, nasceu aos dois de janeiro de 1788, e foi batizada aos dezesseis do mesmo mês e ano, na capela de Nossa Senhora da Aldeia Velha, tendo como padrinhos o alferes Anselmo José de Faria e sua mulher Marianna da Rocha Bezerra. Dona Marianna era filha do coronel Antonio da Rocha Bezerra e Josefa Leite de Oliveira, e, portanto, irmã de Josefa Lourença, mãe de Antonio.
Antonio, filho do tenente Antonio Cavalcante Bezerra, e de Maria de São José, nasceu aos 12 de novembro de 1794, e foi batizado, na capela de Nossa Senhora da Soledade, ao 1 de dezembro do mesmo ano, tendo como padrinhos, Josefa, solteira, filha da viúva Dona Joanna Ferreira de Mello.
Um nome que se repete, por várias gerações, nessa família é Leonardo. Antonio Cavalcante Bezerra e Maria de São José tiveram um filho com esse nome, nascido aos treze de maio de 1788 e batizado, na capela de Santo Antonio do Potegi, aos dois de julho do mesmo ano, tendo como padrinhos Gonçalo Pinheiro Teixeira e dona Mariana da Rocha. Leonardo Bezerra Cavalcante casou com Bernardina Josefa de Moraes filha de Vito Antonio de Moraes e Anna Pedroza.

De Antonio Bezerra Cavalcante e Getrudes Thereza de Souza nasceu João, aos quatorze de fevereiro de 1809 e, foi batizado aos dezesseis de fevereiro do mesmo ano, na capela de São Gonçalo, tendo como padrinhos João Cavalcante Bezerra e Dona Zenóbia Bezerra Cavalcante.
Outro filho de Antonio e Getrudes, Thomas, foi batizado na Capela de São Gonçalo, aos 9 de março de 1815, sendo padrinhos Antonio Cavalcante Bezerra e sua mulher Maria Cassemira.
Em 19 de novembro de 1879, nasceu João Cavalcante Bezerra, filho de João Cavalcante Bezerra e Dona Getrudes Thereza Ignácia de Oliveira, e foi batizado no mesmo ano, tendo como padrinhos os avós maternos, Francisco de Sousa e Tecla Rodrigues. Vinte anos depois, aos 10 de outubro de 1799, ele casou, na capela do Senhor Bom Jesus das Dores, com Maria Magdalena de Jesus, filha do tenente José Rodrigues Pinheiro e Thereza de Jesus, sendo presentes por testemunhas o capitão Antonio José de Sousa e o capitão João Cavalcante Bezerra.
Dona Getrudes Threza Ignácia de Sousa faleceu seis anos depois do seu casamento com João Cavalcante Bezerra, na idade de 30 anos.

Por Marcos Pinto - historiador e advogado apodiense. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Projetos de Wendell Escritor para o progresso do Apodi/RN


1) CAMPUS DA UERN
2) PARQUE INDUSTRIAL
3) PRAÇA DE EVENTOS
4) SEDE PODER LEGISLATIVO
5) Novo Cemitério, Nome: “DURMA COM DEUS”.
6) Erradicação das Casas de Taipas
7) Parque de Diversão p/Crianças (de Frente ao Colégio Nossa Senhora)
8) TEATRO MUNICIPAL
9) MUSEU URBANO
10) Sede Moderna P/ Biblioteca Municipal
11) Concurso Público
12) NÚCLEO DA UAB (Universidade Aberta Brasil) (CAMPUS UFRN/UFERSA)
13) Sede Moderna (Banda de Música)
14) Pavimentação: Estrada do Córrego (Estrada do CAJU).
15) Pavimentação: Estrada da Barragem
16) Pavimentação: TRANS-CHAPADÃO
17) Pavimentação: Urbanização do Museu e Grutas de Soledade
18) + Calçamento-Pavimentação Asfáltica / Mão-Dupla: Apodi-Bico Torto.
19) Drenagem da Baixa do Caic
20) +Conjunto Habitacional Nova Geração/Nação 65
21) + Passagem Molhada / Perenização do Rio Umari.
22) CENTRO ADMINISTRATIVO
23) Reformar Estádio de Futebol / Construção de um Novo Campo de Futebol!
24) Pista de Atletismo (C/Ciclovia - Mini Complexo Olímpico)
25) Escolinha de Futebol de Base
26) Quadra de Esportes em todas as escolas, principais Bairros e Comunidades
27) Academia Ginástica nos Distritos Soledade, Córrego, Melancias, Góis, Santa Rosa...
28) Sede Conselho Tutelar
29) Sede P/ Nova Academia Apodiense de Letras
30) Estação Rodoviária / Campo de Pouso!
31) UPA (Unidade Pronto Atendimento)
32) CEO Ativo (Centro Especialização Odontológica)
33) Aterro Sanitário Moderno
34) UTI NEO-NATAL
35) +EXAMES / Cirurgias Eletivas GRATUITAS/ + Médicos/ +UBS / +Ambulâncias
36) Batalhão do Corpo de Bombeiro
37) Batalhão Polícia (+Homens + Efetivo!)
38) Juiz/Promotor Permanente
39) Posto Policial (Soledade/Melancias)
40) Trânsito Sinalizado / Projeto Justiça Cidadã
41) Centro de Reabilitação...
42) ANIVERSÁRIO DE JESUS (4 Dias de Festa, que Deus seja Louvado)
43) RETIRAR A BR DA CIDADE!!!
44) Praça da PAZ: Defronte ao Antigo Colégio do Integração
45) Praça da LEITURA: Defronte ao Colégio Ferreira Pinto
46) Praça da RESSURREIÇÃO: Defronte ao Cemitério Parque da Saudade
47) Praça da AMIZADE: Rua do Barriga Cheia
48) Placa Referencial nas Entradas da Cidade. (SEJA BEM-VINDO A APODI-RN).
49) CALENDÁRIO ANUAL DO ESPORTE APODIENSE: Copa Municipal com 1 e 2 Divisão, com 10 Clubes em cada divisão, rebaixa 2 times, e sobe dos times. Regulamento Semelhante ao Campeonato Carioca.
50) Sede da DIRED!

Memorial resgata história de grande líder político apodiense


Comemorado o nonagenário do ex-prefeito de Apodi, Valdemiro Pedro Viana .

A solenidade aconteceu na sede da Escola Estadual Valdemiro Pedro Viana e contou com uma vasta exposição em sua memória, que permanece de 18 a 22 de maio. A classe estudantil conheceu toda a trajetória deste grande político que fez história no nosso município. Convidados ilustres se fizeram presentes, inclusive a sua esposa Mozinha Viana, que, apaixonada e saudosista, fez de suas palavras um poço de emoções e saudades. Com certeza um dia memorável para a historia de Apodi e de sua comunidade Santa Rosa. Muitos aplausos para a equipe da escola que resgata a história deste grande líder!


Em memória do seu aniversário de 90 anos

O discurso emocionante da viúva Mozina Viana ladeada pelos seus filhos Júnior e Vilmaci Viana e o diretor Ivanildo Paiva.


A saudação do diretor Ivanildo Paiva

A comunidade escolar

A escritora Vilmaci Viana presenteou a biblioteca Neta Viana com exemplares dos seus livros


A homenagem de Junior Viana


O ex-vereador Antônio Viana em discurso emocionante 

Visitação a exposição

O diretor contempla a história do ilustre apodiense Valdemiro Viana

Magnaide Lopes, Mozinha Viana e Ivanildo Paiva


Diretores e equipe da escola

Diretor - Ivanildo de Oliveira Paiva
Vice-Diretora – Maria Magnaide de Almeida Lopes Soares

Professores:
Maria Suelly Xavier de Oliveira Freitas
Edinalva de Menezes Tôrres
Antônio Marcos de Oliveira Silva
Cleidson de Oliveira Souza
Evanildo Gomes da Costa
Fernanda Gabriella Morais Rodrigues Silveira
Francisco Simoneto Souza de Paiva
Joelina Adriana da Silva Góis
Klayta Kaline de Lima Fernandes Góis
Márcia Maria de Souza
Suami Alves de Souza
Valdemiro Viana Filho
Jorge Luis de Oliveira Pinto
José Rodrigues de Lima Filho
Francisco Alderlan de Abreu Lima

Equipe de Apoio:
Sebastiana Neta de Oliveira
Lenilza Jerônimo Alves Diógenes
Aldineide de Oliveira Fernandes
Luiza Fernandes Gurgel
José Ribamar Reinaldo
Maria Alcenilda Ferreira da Costa
Raimundo Emiliano Tôrres
João Batista de Carvalho Pinto
João Fernandes de Souza
Francisca Oliveira de Souza
Antônio Marcos dos Santos Maia
Gilmar do Carmo Carvalho
Damiana Leite Fernandes


Equipe de Serviços Diversos (ASD)
Oseías Morais de Moura
Edivan Francisco da Costa
Maria Concidi Soares
Maria Zinelda de Menezes
Maria do Carmo Fernandes de Sales
Maria Adalgiza Moreira Neta
Maria dos Santos Alves da Costa
Aldenísia Alves de Menezes Morais
Girlene Maria dos Santos Fernandes


Magnaide e Vilmaci

Sede da Escola

Blog VIVICULTURA

Semana da Família 2015 - Igreja Batista de Apodi


A antiga feira de Apodi - Por Marcos Pinto


Relembro, com intensa saudade, a nossa antiga Feira-Livre, que teve origem nas antigas aglomerações do antigo BARRACÃO MUNICIPAL. O barracão municipal foi construído na terceira gestão do prefeito Francisco Pinto (1929/1930) e ficou exclusivamente para o movimento da feira. Em 1937 foi ampliado pelo prefeito Lucas Pinto (02.02.1936/22.09.1940). Os feirantes colocavam as suas bancas de miçangas como eram chamadas as mercadorias diversas e de pequeno porte, as bancas de jogos de roletas, de dados, de cartas de baralho, que os banqueiros com a habilidade dos seus truques enganavam as pessoas que participavam do jogo. Lá também vendiam utensílios de uso doméstico feitos de barro, como potes, panelas, quartinhas; de palha de carnaúba, como urupema, bolsas, cestas, esteira; de madeiras, como mesas, cadeiras, tamboretes, pilão; artefatos de ferro, de uso doméstico; de couro que os fazendeiros usavam nas suas fazendas; materiais agrícolas fabricados na região, além de outras variedades de objetos. As barraqueiras armavam as suas barracas de bolos de milho, de batata e pão de ló, e os famosos, potes de aluás, de milho e de ananás, que eram os refrigerantes da época, muito apreciados pelo povo tanto dos sítios como da cidade, juntamente com os pães doce da padaria de Antonio Duarte Dória, a única existente. As verduras e os legumes consumidos eram apenas cebola em cabeça, cheiro verde, pimentão, quiabo, jerimum, batata doce e outros produzidos na região. As frutas eram as regionais, que vinham da Várzea, dos sítios próximos da cidade, transportadas em lombo de animais. Os cereais procediam das propriedades rurais da vizinhança, e eram trazidos para feira em velhos carros de bois que despertavam a cidade com seus gemidos característicos. Eram colocados em caixões de madeira vendidos em litro (recipiente de madeira medindo 10 centímetros cúbicos) e cuia que continha cinco litros.

Mais tarde apareceu o Instituto de Peso e Medida, que tornou obrigatório o uso da balança e do quilo, abolindo as velhas medidas. Com o passar dos anos a feira foi crescendo e se estendendo pelas ruas laterais do Mercado,pelas Ruas Coronel João de Brito (frente do Mercado), Benjamin Constant (lado direito do mercado) Coronel João Jázimo(Por trás do Mercado) e Margarida de Freitas (Lado esquerdo do Mercado. A foto mostra a feira na Rua Benjamin Constant, onde situavam-se as bodegas de Aurino Gurgel e Vicente Maia, e Padaria de Raimundo Sena. O atual mercado público municipal foi construído na gestão do prefeito Dr. José da Silveira Pinto (31.03.1953/30.03.1958). Foi restaurado totalmente na primeira gestão do prefeito Valdemiro Pedro Viana (31.03.1969/30.01.1973). 

Atualmente a nossa feira ocupa várias ruas da cidade, com uma grande variedade de produtos, uma movimentação comercial intensa, centro importante de negócios, vendas e trocas, podendo ser considerada como a maior feira livre da região Oeste do nosso Estado.

 (Por Marcos Pinto - 18.05.2015).

sábado, 16 de maio de 2015

Equipe da SEMEC participa de seminário sobre Políticas de Promoção da Igualdade Racial em Apodi

Uma equipe composta pelos Secretário Municipal de Educação e Cultura professor Caubí Torres e os técnicos Nilson Freitas e Cecy Fernandes participaram nesta quarta (13/05) do I Seminário da Coordenadoria Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial COEPPIR com o tema: Primeiros passos para a implantação de uma política de promoção da igualdade racial do RN. 

O evento ocorreu no Centro do Idoso e contou com representação de diversas etnias, gestores públicos e vereadores, afim de discutir as políticas públicas de promoção da igualdade racial. Foram sugeridas pelos presentes várias ações que devem ser realizadas para que se promovam a efetivação dessas políticas.

Veja fotos:










*SEMEC Apodi

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Nonagenário do Ex-Prefeito Valdemiro Pedro Viana(In memoriam)


A ESCOLA ESTADUAL VALDEMIRO PEDRO VIANA, LOCALIZADA NO SÍTIO SANTA ROSA, MUNICÍPIO DE APODI- RIO GRANDE DO NORTE , ATRAVÉS DO SEU DIRETOR PASTOR IVANILDO LIMA, REALIZA UMA EXPOSIÇÃO DO MEMORIAL DO SEU PATRONO EM HOMENAGEM AO SEU NONAGENÁRIO. A SOLENIDADE DE ABERTURA DA REFERIDA EXPOSIÇÃO ACONTECE DIA 18 DE MAIO ÁS 08h NA SEDE DA ESCOLA.


O saudoso ex-prefeito Valdemiro Pedro Viana, nasceu no Sítio Santa Rosa, município de Apodi-Rio Grande do Norte, no dia 17 de maio de 1925, filho do agricultor Manoel Pedro Joaquim Viana e Francisca Antônia de Oliveira. Viveu sua infância brincando na olaria do seu pai Manequim. Aos sete anos de idade o menino louceiro começou a trabalhar na agricultura e também iniciou seus estudos com a professora Analice Barbosa no Sítio Anselmo, onde perfazia a pé um percurso de 8 km de ida e volta da sua casa até a escola. Valdemiro, era um rapaz múltiplo.Trabalhou em olarias na fabricação de tijolos e telhas, foi pescador, pecuarista, pedreiro, barbeiro, comerciante, carpinteiro, político, empresário, repentista e tocador de viola. Após concluir o ensino primário, interrompeu seus estudos e se dedicou ao trabalho na agricultura, chegando a ser o maior produtor de arroz do município de Apodi.
Aos 25 anos, passou a construir uma casa e começou a pensar em constituir uma família. Em 19 de Abril de 1952, casou-se com Maria Fernandes de Sousa (Dona Mozinha) e deste matrimônio nasceram dez filhos: Neta (in memoriam), Rita, Gilvan, Socorro, Dilma, Vilma, Vilmaci, Antônio, Júnior e Vanuza.
Fundou e dirigiu as seguintes instituições: Sindicato Rural de Apodi e Cooperativa Rural de Água Fria; foi vice-presidente da Coopermil, membro da Comissão da Missão Rural pertencente a Diocese de Mossoró; e presidente do Centro Social Éneas Barbosa do Sítio Água Fria. Depois de exercer os cargos de presidente do Centro Social de Água Fria e de líder comunitário em Santa Rosa, além de participar de vários outros movimentos ligados a ação comunitária, Valdemiro finalmente entra para a vida política do seu município, elegendo-se vereador no ano de 1962.
Um fato marcante na vida pública de Valdemiro foi a oportunidade que teve quando assumiu durante 40 dias a prefeitura de Apodi no período de 18 de fevereiro a 30 de março de 1963, por motivo do afastamento do prefeito João Pinto. Foi através deste trabalho que Valdemiro ficou conhecido como um grande administrador, sincero, honesto e cumpridor dos seus deveres.
Como vereador mais votado em 1962, logo conseguiu ser eleito o Presidente da Câmara Municipal dos Vereadores de Apodi, onde após desenvolver ótimo trabalho, foi conclamado a ser o próximo candidato a prefeito nas eleições de 1968, tendo sido vitorioso ao lado do vice Júlio Marinho. Ao terminar o primeiro mandato, Valdemiro implantou a Cerâmica Santa Rosa, onde dedicou todo seu empenho na realização deste sonho. Em 1976, foi eleito pela segunda vez Prefeito de Apodi, tendo o empresário Hélio Marinho como seu vice. Nas duas vezes em que ocupou o cargo de prefeito de Apodi, Valdemiro conseguiu empreender uma administração plena de realizações. Com os benefícios prestados, Apodi deu um passo de gigante em busca da pujança que hoje representa para o Estado.
Dentre tantas obras que realizou, destacam-se: eletrificação da cidade de Apodi, dos Sítios: Melancias, Soledade e São Lourenço; implantação do sinal de TV Verdes Mares de Fortaleza na cidade de Apodi; do sistema de telefonia TELERN; do Banco do Nordeste; e do sistema de abastecimento de água da CAERN; bem como a construção do Açude de Melancias; do conjunto COHAB; e de várias escolas rurais, nos seguintes sítios: Pitombeira, Trairas, Cápua,Santa Cruz, Poço Verde, Santa Rosa, Sororoca, Bamburral, Bela Vista, Pindoba, Rio Novo, Trapiá, Baixa Fechada, São Lourencinho, Sítio do Góis, Soledade, Retiro, Ponta, Melancias, Lajes do Meio e também na Unidade Educacional Professora Lourdes Mota. Construiu também o Cemitério Público do Sítio Soledade; a primeira parte da estrutura do hospital regional Hélio Morais Marinho, e postos de saúde nos sítios: Soledade, Melancias, Córrego, Santa Rosa, Sitio do Góis. Implantou o MOBRAL - Movimento Brasileiro de Alfabetização, o Projeto Casulo e o ensino de 2° grau no município de Apodi.

Valdemiro faleceu no dia 02 de junho de 2001, no Hospital do Coração em Natal-RN, vitima de falência múltipla dos órgãos.
Um ilustre apodiense que deixou um legado de diversos serviços prestados em prol do município de Apodi.


Campus Apodi do IFRN realiza leilão de suínos e ovinos


O Campus Apodi do IFRN realizará, no dia 25 de maio, um leilão com 53 suínos, e 7 ovinos. O leilão será realizado nas instalações da Fazenda Escola, no próprio Campus, no horário de 09h. Os produtores interessados em participar poderão agendar uma visita para analisar as características dos animais, ligando para o número 4005-4101.

Para mais informações acesse:



*Portal do IFRN

Campus Apodi realizará a 3ª EXPOTEC e a 1ª SEMADEC


O Campus Apodi realizará, concomitantemente, no período de 08 a 12 de Junho de 2015, a 3º EXPOTEC e a 1ª SEMADEC. Os eventos serão oportunidades para a comunidade acadêmica socializar o desenvolvimento das diversas atividades desenvolvidas no Campus.

As atividades serão abertas à comunidade externa e terão uma vasta programação, incluindo a realização da segunda edição dos Jogos Internos, atividades artístico-culturais, oficinas e minicursos, nas áreas de atuação do Campus, além de palestras com temas mais abrangentes e de grande relevância social.

Esta edição da Expotec terá como tema “Enfoques contemporâneos na Agricultura Familiar”.

Já estão abertas as inscrições para submissão de trabalhos científicos nas modalidades de Artigo/ Revisão Bibliográfica e Resumo Expandido. Para realizar a inscrição, os interessados deverão acessar o link 


*Portal do IFRN 

sábado, 2 de maio de 2015

Feriado municipal em homenagem ao 1ª Prefeito Constitucional de Apodi



Hoje(02/05) comemora-se em Apodi. o feriado em homenagem a morte de Francisco Ferreira Pinto, Primeiro Prefeito Constitucional de Apodi. Francisco Ferreira Pinto(foto), mais conhecido por Chico Pinto, foi eleito no ano de 1929, Primeiro Prefeito Constitucional de Apodi.
O Coronel Francisco Pinto foi um líder de grande prestígio político na cidade de Apodi, sendo que chegou a ser eleito Prefeito e Deputado Estadual. Chico Pinto foi assassinado em seu próprio lar, no Casarão localizado na Rua Nossa Senhora da Conceição(onde atualmente mora a professora Mariinha Dantas Pinto), no dia 02 de maio de 1934, por Roldão Maia, a mando dos truculentos Luiz Ferreira Leite e Tilon Gurgel do Amaral.

Se não tivesse sido assassinado poderia ter sido o primeiro apodiense a ocupar o cargo de Governador do RN. Mas, infelizmente por inveja de alguns, isso não se concretizou.  Chico Pinto, era um político muito influente em Apodi e região, como também em boa parte do Estado do RN, homem muito respeitado.

Em sua homenagem foi criada uma praça em frente frente a Prefeitura Municipal de Apodi(também conhecida como Palácio Francisco Pinto). Na Praça, também tem uma pequena estátua em homenagem ao ilustre chefe político que Apodi já teve. Todo todo ano, no dia 02 de maio, Apodi relembra a morte do Cel. Chico Pinto. 

Chico Pinto - 1ª Prefeito Constitucional de Apodi



FRANCISCO FERREIRA PINTO nasceu na cidade de Apodi, no dia 17 de abril de 1895. Era filho  de Cassimiro Ferreira Pinto e Vicência Gomes de Oliveira. Foi agricultor, comerciante e político. Nesta última atividade chegou a Intendência Municipal, Deputado Estadual e foi o primeiro administrador de Apodi com o título de prefeito em 1928. Foi um político de grande prestígio em toda a região e bastante conhecido no Estado, pelo seu trabalho e dinamismo. Conseguiu importantes melhoramentos para sua terra.

Chico Pinto, foi considerado como um dos mais experientes políticos do Rio Grande do Norte no seu tempo. Por isso, despertou  nos seus adversários em Apodi  os sentimentos de inveja e perseguição, o que motivou a trama de sua morte com o objetivo de ganharem a eleição de 1934 em Apodi e no Estado. No dia 02 de maio daquele ano foi assassinado no seu próprio lar quando se preparava para dormir. Apesar do acontecimento, o Partido Popular ao qual ele pertencia, foi vitorioso em Apodi e no Rio Grande do Norte. O lamentável episódio teve grande repercussão no Rio Grande do Norte. Em frente à Prefeitura Municipal existe uma pequena estátua em homenagem a Francisco Ferreira Pinto.


Fonte: Apodi, sua história. Válter de Brito Guerra.

Francisco Ferreira Pinto - Por Marcos Pinto


Francisco Ferreira Pinto foi covardemente assassinado pelo bandido Roldão Frutuoso de Oliveira, vulgo Roldão Maia, natural do Itaú-RN, contratado para a nefanda empreitada pelos truculentos Luiz Leite e Tilon Gurgel. A profunda inveja que estes demonstravam em relação ao carismático líder político apodiense, levou-os a pagarem a mão mercenária. 

Como o partido popular teve vitória em Apodi na eleição de 1933, Chico Pinto fora sondado pelos líderes José augusto e Juvenal Lamartine sobre a possibilidade de ele ser eleito governador, no caso do partido popular eleger a maior bancada na assembleia legislativa, no pleito de 1934. Como o partido popular  elegeu 14 deputados estaduais e a aliança liberal só elegeu 11 deputados, coube a maior bancada eleger o governador para evitar a eleição certa de Chico Pinto ao governo.

 Luiz  Leite e Tilon Gurgel resolveram mandar assassiná-lo, o  que aconteceu à 21:30 hs do dia 02 de maio de 1934. Esse lamentável fato levou os líderes estaduais José Augusto e Juvenal Lamartine à convocarem, de imediato, o então deputado federal Rafael Fernandes, que se encontrava no RJ, para ser eleito pela assembleia via deputados do partido popular, governador do RN. Apodi perdia assim, pela inveja de Luiz Leite e Tilon Gurgel, a oportunidade de ver um filho da terra assumir o governo do estado

Copiado do:  Portal Oeste News
Por Marcos Pinto - Historiador apodiense

A importância histórica do feriado apodiense de 02 de maio - Válter de Brito Guerra


Francisco Ferreira Pinto era filho de Casimiro Ferreira Pinto e Vicência Gomes de Oliveira, o mais velho dos dezoito filhos do casal, Em terras do sítio Merêncio em cujas proximidades nasceu, neste município, no dia 17 de abril de 1895, dedicou-se durante alguns anos a trabalhos da agricultura, não fugindo à tradição da família, toda ela ligada à atividades agrícolas. 

Passando algum tempo, ainda jovem, abandonou as vazantes da lagoa Apodi e as terras do sítio Pequé, onde plantava arroz e pastorava passarinhos, para se dedicar ao ramo comercial, a convite de parentes, que desfrutavam de boa situação social, econômica e política, em Apodi. Iniciou como balconista da firma João Jázimo de Oliveira Pinto, para logo depois passar a sócio, firmando-se mais tarde por conta própria. Nesta nova atividade prosperou rapidamente, graças à sua extraordinária capacidade de trabalho, no qual alimentava suas esperanças de realizações, inclusive em benefício de sua terra. Estimulado pelo seu espírito empreendedor, explorou, também, o setor industrial, instalando uma usina de beneficiamento de algodão nesta cidade, de parceria com seu irmão Lucas Pinto, no ano de 1932. Frequentou a escola do eficiente professor Antônio Laurêncio Dantas, onde aprendeu noções de português, aritmética, história e geografia, relevando admirável inteligência. 

Não teve, entretanto, condições de alcançar estudos de nível mais elevados, condicionado que estava, à situação econômica do pai, pequeno agricultor, sem possibilidade de mandá-lo para um centro mais desenvolvido, onde pudesse aprimorar seu aprendizado. Chico Pinto chegou a suprir, em parte, essa deficiência, através da leitura, adquirindo bons conhecimentos, o que lhe proporcionou meios de proveitoso relacionamento com o mundo social, comercial e político, atividades que abraçou com entusiasmo e disposição de luta. Como político, influenciado por seu parente e protetor João Jázimo, tornou-se um autêntico líder do seu povo, a cujos problemas dedicava grande parte de seu tempo, em busca de solução. Ao assumir uma cadeira de Deputado Estadual, conseguiu diversos melhoramentos para o município, inclusive serviço telefônico para a vila Itaú, escolas, campo de aviação para esta cidade, não tendo sido inaugurado devido a eclosão do movimento revolucionário de 1930. 

Como Prefeito Municipal realizou obras de grande importância, merecendo destaque a construção do prédio para funcionamento da Prefeitura, cadeia Pública, criou banda de música, instituiu sociedade literária, dando-lhe sede própria, além de outros melhoramentos que marcaram sua ação administrativa em benefício da coletividade, desenvolvida no período de 1927 a 1930. Herdara o tradicional prestígio da família Pinto, principalmente legado pela respeitável figura do Coronel Antônio Ferreira Pinto, exemplo de honradez, dignidade e espírito Público. 

O Coronel Antônio Ferreira Pinto foi o mais habilidoso politico do Apodi em todos os tempos. Foi eleito varias vezes aos cargos de Deputado Estadual e Presidente da Intendência Municipal, o que atesta seu indiscutível prestígio eleitoral em Apodi, no Império e na República. Sempre respeitado por correligionário e adversários, o Coronel Ferreira Pinto soube cultivar um universo de afetivas amizades, ao longo de sua proveitosa existência, sempre voltada para o bem, o que lhe assegurava o predomínio no campo das lutas eleitorais, itinerário que trilhou com segurança até o final de sua carreira política, encerrada com sua morte, em 1909, aos 71 anos de idade.

Ao lado dos amigos, aos quais dedicava consideração e lealdade, Chico Pinto lutou sem medo, contra os abusos das interventorias revolucionárias instalada no estado, após o movimento de 1930, enfrentando violências e perigos de ferrenhos adversários. Sua coragem e seu entusiasmo nas lutas políticas, contra um sistema de governo autoritário e violento, lhe custaram sérias, e contundentes perseguições. Conforme foi relatado, Chico Pinto preso, antes da revolução de 1930, por um grupo de cangaceiros, em maio de 1927, que aqui veio com a finalidade de assassiná-lo, por questões políticas, surgidas naquela época. No mês de Julho de 1933 , foi intimado a comparecer à presença do representante do Interventor Mário Câmara, neste município, senhor Benedito Dantas Saldanha, para justificar supostas críticas por ele feitas ao sistema de governo que estava sendo adotado no Rio Grande do Norte, fincando preso numa das selas da cadeia Pública de Apodi.

No dia 2 de maio de 1934, foi assassinado no seu próprio lar, quando se recolhia para dormir. Terminara a costumeira prosa na calçada de sua residência, onde, todas as noites, reuniam-se correligionários e amigos de sua intimidade. Nessas ocasiões, como era natural, predominavam assuntos de natureza políticas. Alguns participantes da habitual reunião ainda não havia se distanciado muito do local do crime, quando foram alertados pelo tiro fatal. Ao retornarem apressadamente a casa do amigo, já o encontraram sem vida, prostrado ao solo.

A Importância histórica do feriado apodiense de 02 de maio (II) - Por Marcos Pinto


É incontestável e digna de constar nos umbrais da história do município do Apodi a data alusiva ao dia 02 de Maio de 1934, mesmo que referencial a um triste fato que marcou as páginas do tempo como o dia em que foi covardemente assassinado o PRIMEIRO PREFEITO CONSTITUCIONAL DO APODI. Antes de Agosto de 1926 os administradores das cidades eram denominados de Presidente da Intendência Municipal.

A eleição efetivava-se da seguinte maneira: O povo elegia os Srs. Intendentes municipais, que equivale ao cargo atual de Vereador, e estes, após serem empossados, reuniam-se em sessão plenária, ocasião em que votavam, de forma secreta, elegendo um deles para a PRESIDÊNCIA DA INTENDÊNCIA MUNICIPAL. 

O primeiro mandato do Coronel Francisco Ferreira Pinto ára Presidente da Intendência Municipal foi no triênio 1923-1925. O segundo 1925-1928, foi reeleito pela segunda vez em 1928 para o triênio 1928-1930. Quando houve a promulgação da Constituição Estadual do RN em 1926, constava a mudança no denominativo dos Chefes de executivo municipal, passando então a serem denominados de Prefeito Municipal.

Por Marcos Pinto - Historiador apodiense.