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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sítio do Góis - comunidade

Sobre a origem do Sítio do Góis, o mesmo foi descoberto no dia 14 de setembro de 1784, por Zé do Góis ele morava no Sítio Retiro – CE. Através de uma caçada quando chegou debaixo de um pé de oiticica viu um molhado, então cavou e deu uma cacimba feita pela obra da natureza. Esta existe até hoje e é chamada de cacimba do Góis. Vindo morar no ano de 1786. Depois vendeu o Sítio do Góis ao senhor Cândido Estevo e ao senhor José Antonio, conhecido como José Sauna.
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Cacimba do Góis
José Antonio deixou uma “botija” debaixo de um juazeiro, que ainda existe. No ano de 1914 os moradores eram: João do Rosário, Manoel do Rosário, Izaca José Fernandes e a velha Raulinda e outros mais.
Nessa época estas famílias viviam da caça do mato: como tatu, peba, porco do mato, girita, teju. Também era parte relevante a massa de macambira. As feiras eram realizadas em Mossoró, com carros de boi. Trazia a farinha, café, rapadura que vinham do Cariri. O transporte era feito ao lombo de burros e jumentos.
O primeiro transporte a andar no Góis foi a “baratinha de Zé Patrocínio” (que era uma rural). A primeira missa celebrada no Sítio do Góis foi na casa de Zaca de Zé Fernandes pele Padre Benedito Alves. Nessa época os moradores eram Nel Baieta, Pedro de Josefa, Rodrigo, Miscena, Chico Valdivino e outros mais. A primeira professora foi Francisca Padre, no ano de 1937.
A vida sempre foi difícil para as famílias que basicamente viviam da agricultura e da pecuária. Hoje já aconteceram mudanças, a primeira coisa a ser feita foi a Igreja Católica, que foi construída com o apoio da comunidade. Temos dois grupos: o CESPE feito pela FUNDEVAPI e a comunidade, temos duas sedes a do flamengo e do Botafogo (hoje desativadas), uma quadra de esporte e etc.

Cada família tem um lote de 20 hectares além da área coletiva e a área de reserva legal. Cada família trabalha no seu lote e também trabalham em regime de mutirão na área coletiva. Nos Lotes o trabalho sempre é realizado através de mutirão com 2 a 3 pessoas. 
Existe uma Associação fundada em1998 é neste espaço que se discuti toda vida do assentamento. Hoje a comunidade conta com apoio de vários parceiros como: STR - Sindicato dos Trabalhadores (as) Rurais de Apodi e a CPT - Comissão Pastoral da Terra. As famílias que mais antigas que habitaram e ainda habitam o Sitio do Góis tem uma vasta experiência com o plantio de algodão desde a época que se trabalhava com o bom e velho algodão mocó. Com a política de incentivos ao cultivo do algodão herbáceo houve a transição e as famílias passaram o monocultivo do herbáceo e com isso o fracasso da cadeia por muito tempo. 
O Assentamento conta com Assessoria Técnica do Projeto Dom Helder Câmara em parceria com COOPERVIDA; em 2009 o P.A foi contemplado com um projeto de Algodão agroecologico em Consorcio que vem mudando a forma de pensar dos (as) agricultores (as). O PA possui hoje uma discussão muito interessante no que se refere às questões ambientas principalmente na conservação de solo e de espécies ameaçadas. Essa evolução no manejo dos recursos e na adaptação de técnicas que possam ser utilizadas de forma mais harmoniosa com a natureza é reflexo de algumas ações que estão em curso desde 2002 no Território Sertão do Apodi.
Contribuiram para este artigo:
- Alunos da Escola Zenilda Gama, moradores da comunidade.
- Gonçalo Filho - engenheiro agrônomo.

Tem mais informações sobre o Sítio do Góis?: tudodeapodi@hotmail.com.




Um comentário:

Maria Nedivan disse...

Que legal poder ler essa historia!!