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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Baú de apostas - Mônica Freitas

Está lá há mais de um bicentenário;
seu interior entulhado de papéis dobrados:
os versos, os contos, as crônicas e as memórias.
Todos guardados no Baú-Armário;
Um tanto envelhecido dos anos, das histórias.

Está lá, às vezes gritante, alarmante, entoante,
quase nunca melodioso e harmonioso.
Os papéis amarelados contêm textos importados
de uma vasta história escrita e lida como importante;
de um cenário rico, pitoresco, mas elegante.

No tempo, o mais impressionante são as apostas.
Elas estão ali abrasadas de sonhos e vícios:
espera-se melhorar de vida, de casa, ter glória,
os contratos são especiais para quem gosta
de ter o poder, de avantajar-se na história.

Nada, nenhuma aposta ao todo, ao povo, ao comum
tudo satisfaz unicamente um ego ambicioso e vil;
um sarcástico comportamento que supera
as canções da aurora da política de nenhum
Um estado de corpo e alma dormente, febril.

Assim, dorme a vida daquele baú.
A cada período que se visa o angular
nada é feito, tudo é apostado no topo de uns e
no fracasso de vida do anseio popular.

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