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domingo, 24 de agosto de 2014

Apodi, uma cidade sem memória

Onde estão os lampiões que iluminavam Apodi no passado? Onde está a máquina que projetavam filmes no antigo Cine Odeon? Onde será que está o gerador de energia de Zé da Carritela que em tempos outrora gerava energia para iluminar as noites escuras de Apodi antes da chegada da energia de Paulo Afonso? Onde estão as antiguíssimas peça sacras da igreja? Onde estão os carros de bois que transportavam nossos produtos na antiguidade? Onde estão os ferros de passar roupa a brasa? Os pilões?

Não sou de sentir inveja, mais quando vou a Mossoró, onde já visitei cinco museus, quando vou a Martins, Portalegre (cidades bem menores que a nossa), Pau dos Ferros entre outras cidades Potiguares e veja essas cidades com museus culturais, registrando o passado dessas cidades, confesso que tenho inveja das mesmas no bom sentido da expressão.

Apodi é uma cidade que a cada ano vai perdendo um pouco da sua história quando antigos casarões são derrubados, peças são perdidas e nada, quase nada vai ficando registrado. Cada cidadão acima de 80 que falece em nossa cidade, leva consigo para a sepultura um pouco de nossa história, já que nada material fica registrado para que nossos filhos vejam.

É lamentável uma cidade como Apodi, não ter um museu cultural se quer para que nossa história, nossa cultura fique registrada e nossa memória não seja jogada ao vento.

O mínimo necessário para se montar um museu cultural seria: Um prédio antigo com dois ou três funcionários, uma estrutura mínima como água, luz, banheiro, estantes, vitrines e um diretor, claro. Algo relativamente fácil de conseguir, se o poder público tivesse interesse. Porem, os nossos administradores, tanto do passado quanto do presente, não criaram a cultura em suas mentes de preservar o passado, a nossa cultura, pois isso não dar votos.

Além de preservar nossa rica história, um museu cultual entraria na rota do turismo em nossa cidade quando os turistas viessem visitar o lajedo de Soledade e a barragem de Santa Cruz. 

Enquanto providências não são tomadas, cada dia que passa nossa história e nossa cultura se perde um pouco em cada casarão antigo vendido, colocados abaixo e que cedem lugar a um prédio novinho, em cada relíquia perdida. 

Claro que não sou contra o progresso e a modernidade, desde que de forma sustentável. Mas antes que nossa história e parte da nossa cultura desapareçam por completo, percebo a falta que faz um Museu cultural em nossa cidade desmemoriada. Afinal, um povo sem passado é um povo sem história.

Por Antonio Fernandes do Blog do Toinho 

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