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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Soneto zero - Paulo Filho Dantas

“Queima por dentro eterno
Fogo de angústia, aflição,
Devorando o brilho interno
E a chama do amor-paixão

Não sei se cega proferida
Palavra que teima a sair,
Poderá traze-me tua vida
E fazer o pensamento esvair.

Para longe quem sabe voar
Na busca da sua figura no ar
Voltando apertadamente a mim.

Ofereço-te o sol do dia,
A lua cheia em alegoria
Só por ti, que és assim’’.

“Recordo-me aquele amanhecer
Em que nos despedimos sem
Querermos, lembrando, porém
Que o destino teima escrever.

A história toda de nós dois
E no futuro nosso caminhos
Cruzariam num mar de carinhos
Sem espaço, chance pro depois.

Naquela manhã te disse adeus.
Fique a pensar nos beijos seus
E chorando de tanta saudade.
Desejo-te por todo o sempre
Você compõe meu ser, mente
Nossas almas, infinda mortalidade’’.

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho

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