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sábado, 7 de dezembro de 2013

Desejo antigo - Paulo Filho Dantas

“Ao despertar para o real tangível
Corrompe-me a sociedade esquecida
De belos poemas e homens que assim são,
Do som da fina chuva outrora caída
A solidão ferra nossa parte pensante,
Envenena nossa alma desiludida e angustiada
Viajante passageiro dum presságio sombrio
Correto e rapineiro numa miragem sonhada

Meu corpo treme todo ao senti-la
Perto e suas sussurrando, em meu ouvido, baixinho
Palavras simples, esperadas e eternas,
Ao me convidar propondo atenção e carinho
Mãos gélidas tal qual cadáver de pouco,
Faz satisfaz-te como vai de mi queres
Ansiei tempos tocar estes pelos
Fazê-la hei sorrir se me deres

Esse devaneio foi sonhado a dois,
Não de agora, mas de momentos passados
Construiu uma história ainda não começada,
Mas que não finda em olhares entrelaçados
Bastando apenas um encontro, um acaso,
Uma chance nem que última tenha
Para comprovarmos significado real
Dessa chama viva, que em situação, nos mantenha

O difícil é encontrar certa maneira
Melhor é deixar o improviso
Tomar conta das falações e gestos
Que tu desejas e eu preciso’’

"Caminhos do Meu Ser"
Paulo Dantas Magno Filho 

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