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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cura - Mônica Freitas

Minha mente parou, meu coração cessou o seu pensamento
Meu Norte sucumbiu, meu chão se abriu
Meu amor debochou, correu, chorou, morreu
Era assim que o canto saia da sua voz
Do grito afundado de mágoas guardadas de cada momento
Inércia falava mais alto, faltava a coragem do sopro,
de encher as narinas de ar, de fazer o sangue circular.
Chorava, as lágrimas lavavam o rosto e alma
Um sorriso não se achava, não se via, não se cuidava
A tristeza saia vestida de luto nas redondezas a cantar
Aquela rua que se enfeitava para ver a lua do Sertão
Cantarolava a melodia frenética da alegria
Mas, quando eu passava todo o seu som calava a voz
Era o grito triste da minha alma que a deixava no chão
Era o tom sombrio que fazia morrer o dia
Foi o sopro de Deus que fisgou o tom do meu olhar
Foi a palavra de ordem divina que resplandeceu em mim
Foi o chamado do ser mais íntimo que habita o coração
Foi a fé que bateu com as asas no meu rosto
Foi Jesus, que com sua história, me deixou assim:
Sentindo-me viva, portanto capaz de sonhar
Sentindo-me esperançosa, capaz de sonhos realizar
Sentindo-me amada, capaz de amar
Sentindo-me curada, do sentimento sombrio
Sentindo-me feliz, para também felicidade dar

Mônica Freitas em 19 de outubro de 2013
Apodi-RN

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