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sábado, 17 de agosto de 2013

Algumas lembranças do Apodi antigamente

Sorveteria em Apodi 

Quem ia tomar sorvete de frutas na Sorveteria? Que saudades daqueles sabores! Hoje, sorvete vem acompanhado de tanto produto químico...
A gente saía do Antônio Dantas e ia azarar lá na Sorveteria. Juntávamos uns tostões, sentávamos em uma mesa e... o mundo era nosso. 

Puxa, vida! Que felicidade. A gente tinha, sei lá, dezesseis, dezessete anos e nem pensava em drogas ou em se empaturrar de cerveja. Um sorvete ou picolé, muita conversa e planos mirabolantes. Depois, alguns de nós íamos encher o saco dos futebolistas fanáticos na Cigarreira de Ivan. 

Esse Apodi, aquele que ficou perdido na década de 1970, peço desculpas pelo saudosismo, é, ainda hoje, o meu sonho feliz de cidade. Pode ser que, para um cara da Várzea, a experiência urbana daquele universo compreendido pela ACDA, Cine Odeon, Pátio da Igreja e Bar de Celso Marinho seja algo como aquela dos brasileiros de elite que chegaram à Paris no final do século XIX...

Esse Apodi, que carrega na memória, acalma meus dias e me dá muita paz. Faz-me sentir que o Deus das pequenas coisas é grande para caramba!

Por Edmilson Lopes Júnior 

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