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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Acorda, Apodi! - Maria Luiza

Acorda, Apodi!
Terra mui querida
jamais esquecida
pelos que passam por aqui.
Acorda, Apodi!
Vence a prostituição
às drogas diga "NÃO!''
antes que o mal
te trague
te estrague
te acabe
e você desabe.
Acorda, Apodi!
Geração pervetida
entristecida
adormecida
pelo álcool
pelo sexo livre
Que de liberdade
não tem nada.
Que liberdade é essa?
Funestal
Que aprisiona
mata aos poucos
aos socos
silenciosos ou roucos,
desestrutura
vidas imaturas
prematuras
lares
crianças inocentes
Oh, Apodi!
Inundas de lágrimas
os olhos de tua gente...
Acorda, Apodi!
Terra do brioso
saudoso
Válter de Brito Guerra
Grande historiador
Vence essa guerra
Vence essa dor
que sobrevém a ti, Apodi.
Acorda, Apodi!
Vê que sacrilégio
A moda agora é o adultério,
se alguém assim
não agir
ou não deixa-se permitir
é antiquado
atrasado
ultrapassado
A onda é trair
atrair
infringir
Acorda, Apodi!
Com sua cultura tão rica
nesses vales
na Chapada
tão amada
mas degenerada
destroçada
no pecado enlameada.
Acorda, Apodi!
Por favor, não se destrua
Não morra
tal qual
Sodoma e Gomorra.
Tu tens talento
cantores
atores
escritores
doutores
artesãos
artistas plásticos e tantos outros...
à vista aqui e ali
despontando
atuando
fazendo jus
À terra da Barragem de Santa Cruz
ao Lajedo de Soledade
conhecido internacionalmente
pela brava Dodora,
Mas lá no íntimo
ressoa:
És terra doente
dormente
que demorou a preservar
o seu lajedo
Assim como
está demorando
protelando
a preservar o seu
maior patrimônio: A VIDA!
Terra boa
de imensa lagoa
Cartão-postal
de uma cidade legal
para todos
menos para si mesma
Pois tens caído
seduzida
envolvida
na vida perdida
sem perspectiva
de qualidade de vida
digna
Acorda, Apodi!
Vê quantos choram
por famílias desfalcadas
aniquiladas
desestruturadas
que se renderam
à moda do amor
não amor â moda antiga
Mas o amor
objeto descartável
que"fica''
sem compromisso
sem preocupar-se
com o amanhã
apenas vive o momento
que se esvai
como o vento
sem pensar que o tormento
pode vir depois
com a AIDS chegando...
Sorrateiramente
o mal se alastrando
Aqui e ali
nas esquinas do Apodi.
O sexo livre é pregado
desde que seja prevenido
E quanto ao resto?
será descartável?
Onde é que fica
e como fica
O corpo
A mente
O espírito
A decência
A consciência
que se dá
que se doa
"numa boa''
sem compromisso
causando rebuliço
na vida de pessoas
que caminham
pelas suas ruas
à toa
a esmo
na vida
por ter sido atingida
ferida
iludida
desiludida
aturdida
sucumbida
por você, Apodi!
Acorda Apodi!
Vê que tens tantos valores
Chega de dores
desamores
dissabores
Reage, Apodi!
Luta
Disputa
Oh, Pody dos encantos
enxuga o pranto
encanta
e canta
Um canto de liberdade
e não de libertinagem
Acorda, Apodi!
Tu tens mentes brilhantes
Olha com bons olhos
para o novo
renovo
É grande o desafio
Se liga,
Não desliga,
Sintoniza!
Acessa o seu interior
Olha para ti
com amor
Vence o rancor!
Sempre é tempo
de restaurar
revolucionar
modificar
Vamos tentar
todos juntos
em conjunto
Lutar
com ardor
amor
destemor
independentemente
de religião
raça
cor
para ultrapassar
as crises
Apagar as cicatrizes
sem deixá-las
abalar-te, Apodi!
Tombar teu nome?
Teu nome é coisa firme
E é assim que tens que ser.
Já não podes vacilar
Imita os irmãos Nogueira
que atravessaram fronteiras
para tuas terras
desbravar,
Terras esta que deve
ser firme
tal qual
seu nome de origem,
Altura unida
Unidade
Jamais denegrida
nem caída
em qualquer idade.
É nossa,
essa responsabilidade
Acorda, Apodi!
Pensa no legado
que deixaria
para os seus
filhos
netos
bisnetos.
Que cultura
terão as gerações futuras?
Não destrua seus monumentos
sentimentos
fundamentos
Busca
rebusca
os seus valores
Encara
Sara
as tuas dores
arranca os espinhos
as ervas daninhas
e cultiva as flores.
Tu és o oásis
da Região Oeste
Isso é inconteste!
Portanto,
chega de secura,
Proteste!
Sempre é tempo de
construir
reconstruir
prosseguir
seguir
ir...
Acorda, Apodi!
Ouve os rogos
de quem tanto
te ama
proclama
ao PAI maior:
Misericódia para ti
Poty Pody Apodi!

"Vozes de um coração''
Maria Luiza Marinho da Costa

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