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terça-feira, 25 de junho de 2013

Sonetos - Paulo Filho Dantas

“Será que encontrarei um dia
A perfeição dos meus sentidos
Embalados por suave ventania,
Ao girar nos derradeiros pensamentos

Que reflito olhando para as ondas
Do mar calmo de águas esverdeadas
Em ninhos ciosos de anacondas
Ao retornarem após de rebentadas

O oceano é infinito ao olhar
Silente que guarda com fervor
Paixões e desejos de luar

Os poetas veem o navio da poesia
Solitário que o marulho carrega
Indo com tristeza, voltando com alforria’’.

“Mar triste e esperançoso
Solitário que tudo perdoa,
Verde, azul e imperioso
Som possuis que longe ecoa

Tua companhia é necessidade plena
Para aqueles que não encontram
O amor em forma de moça morena
E o fogo a paixão que despontam

Nos corações puros e jovianos,
Nas mentes são adolescentes
Se aperfeiçoam a modos temporanos
Aplicadores de anestesia letal
Introduzida na veia do romantismo,
Levando ao exalo onírico principal’’.

“Rosas vermelhas perdem a graça
Quando a cor dos teus olhos mira
Meu olhar tristonho que abraça
Um outro perdido numa lira

E até a cheia lua fica desconfiada
Com os olhos brilhantes e iluminar
A escura noite pouco estrelada
Dando rimas certas ao recitar

Trovas suplicamos de um toque
Labial entre um casal enamorado
Fazendo explodir um beijo ao invoque

De duas almas em si perdidas
Tal que ferradura que marca sempre
Dois suores, duas vidas adormecidas’’.

Copiado do: Caminhos do Meu Ser

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