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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Tese de Eleneide Gurgel: Diversidade genética e qualidade de fruto de Cereus jamacaru (Cactaceae)

Tese: Diversidade genética e qualidade de fruto de Cereus jamacaru (Cactaceae)
Autor(a): Eleneide Pinto Gurgel
Programa: Pós-Graduação em Fitotecnia 
Instituição: Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Publicação: 2020
Fonte do artigo: Envio da autora


Resumo:
O mandacaru (Cereus jamacaru DC.), é uma cactácea nativa do bioma Caatinga, considerada uma planta de grande importância para a população do semiárido, pois, seus frutos são utilizados na alimentação humana e animal. No entanto, essa espécie ainda é subexplorada, principalmente pela ausência de uma cultivar que reúna características agronômicas desejadas. Portanto, o objetivo deste trabalho foi estudar a diversidade genética de C. jamacaru utilizando descritores morfológicos e moleculares da planta, e físico-químicos de seus frutos, bem como a caracterização pós-colheita de seus frutos. Foram utilizados 30 genótipos de mandacaru, coletados em três municípios potiguares, Apodi, Patú e Upanema. Foi observada diversidade genotípica e fenotípica entre os genótipos estudados, o que mostra que os caracteres morfológicos da planta e físico-químico dos frutos estão sofrendo plasticidade de acordo com as características ambientais a que estão expostas. Os frutos provenientes da população de Apodi-RN são maiores. Os frutos coletados em Patú-RN exibiram coloração de casca mais intensa, e tem os maiores teores de compostos bioativos e atividade antioxidante. Os frutos colhidos na população de Upanema apresentaram maior doçura. O descritor de maior importância para a divergência fenotípica foi o peso médio dos frutos. Os genótipos AP-06 e UP-01 por apresentarem maior distância genética podem ser utilizados em futuros cruzamentos que visem o melhoramento genético da espécie.



quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Tese de Janduí Evangelista: A relação entre música e felicidade em Santo Agostinho

Tese: A relação entre música e felicidade em Santo Agostinho 
Autor(a): Janduí Evangelista de Oliveira 
Programa: Integrado de Doutorado em Filosofia 
Instituição: Universidade Federal da Paraíba 
Publicação: 2019 
Fonte do artigo: envio do autor


Resumo:
O emprego da música na busca da felicidade não é privilégio de nossa época, onde estão em moda as chamadas musicoterapias com vista ao bem-estar do homem frente ao mal-estar da complexa sociedade pós-moderna. Ao contrário do que se possa supor, essas duas temáticas estão presentes nas investigações filosóficas desde o nascimento da filosofia. Nesse sentido, em Atenas, encontram-se as primeiras apologias da felicidade, dissociada do mundo sensível e inteiramente relacionada à boa vida da alma. Igualmente, enquanto componente curricular da educação grega, a música exercia um papel de grande relevância, pois suas conexões com outros campos do saber ultrapassam o sentido comum do que se costuma entender por música, isto é, como um fenômeno audível, que pode ser percebido sensorialmente. Contudo, apesar de estarem presentes nas investigações filosóficas, a música e a felicidade sempre foram tratadas isoladamente, independentes e praticamente sem nenhuma vinculação. Em vista disso, decorre o erro de se compreender a música apenas como um produto destinado ao lazer, o que implica na compreensão de uma felicidade desconectada da interioridade humana. Esse tipo de abordagem da música e da felicidade como coisas desconexas, se estendeu também pela Idade Média com algumas variações, conforme discutiremos a seguir, quando tratarmos do pensamento de Santo Agostinho. Para tanto, apresentaremos as principais raízes filosóficas do pensamento greco-romano, que inspirou Agostinho e ao mesmo tempo, exporemos suas particularidades no tocante a estas questões. Assim, ao lermos aquilo que o Bispo de Hipona abordou no conjunto geral de sua obra sobre a música e a felicidade, é digno notar que ele procurou que seria evitar admitir aquilo que, para ele, foi um grande equívoco das investigações anteriores, o de defender que a verdadeira felicidade dependeria exclusivamente do esforço pessoal de cada um, à medida que para ser feliz bastava tão somente viver em conformidade com a razão. E por outro lado, evitou limitar o valor da música somente à ciência da boa modulação e por isso procurou moderar o prazer sensível em função dos prazeres espirituais. Com isso, a música é elevada à categoria de uma fruíção transcendente e suprassensível, ponto de encontro do humano com o divino, fonte da verdadeira felicidade. Portanto, nota-se a existência da convergência entre a música e a felicidade, uma vez que, se a verdadeira felicidade está ao alcance do Sumo Bem, que em última instância é Deus, a verdadeira música é aquela que favorece a ascensão ao Sumo Bem. Logo, a música estabelece uma harmoniosa ponte entre a beleza sensível e a Beleza Suprema e Criadora, fonte da autêntica felicidade. Porém, a investigação da influência da música sobre a felicidade não é fácil, pois tem-se intensificado em nossos dias a oferta desmedida e uma procura desenfreada por felicidade, assim como, a produção e consumo da música entendida apenas como um elemento voltado para as paixões humanas. Por essa razão, defendemos que o hábito de ouvir uma boa música contribui efetivamente, para a conquista da felicidade, sobretudo, porque a música que habitualmente ouvimos, tende a representar traços importantes da nossa personalidade, ideias e princípios morais. Com isso, esperamos desenvolver a sensibilidade do nosso leitor, à fim de criar nele o hábito de ouvir música com mais cuidado.  Primeiramente, porque a música não é um simples aglomerado de sons; ela tem um ritmo e, ao mesmo tempo, coesão e harmonia; possui uma estrutura e uma profundidade própria, que pode ser posta a serviço da felicidade humana. Para tanto, se faz necessário mostrar, de fato, o que é a felicidade e a música para Santo Agostinho e depois trabalhar os aspectos, que nos permite mostrar a relação existente entre elas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Tese de Ady Canário: Conexões de Saberes na UFERSA: uma análise das práticas discursivas inclusivas de estudantes

Tese: Conexões de Saberes na UFERSA: uma análise das práticas discursivas inclusivas de estudantes 
Autor(a): Ady Canário de Souza Estevão 
Programa: Pós-Graduação em Estudos da Linguagem 
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte 
Publicação: 2015 
Fonte do artigo: UFRN 


Resumo: 
Este trabalho tem por objetivo investigar as práticas discursivas inclusivas dos estudantes habitantes do programa conexões de saberes em uma universidade pública. A pesquisa situa-se no âmbito da linguística aplicada, área do conhecimento que toma como foco a linguagem sob o olhar interdisciplinar e constitui-se por um corpus composto pelo perfil, memoriais e entrevista coletiva. Essa investigação, no campo das humanidades, tomou a perspectiva teórica da análise do discurso francesa, a partir dos postulados de Michel Pêcheux sobre discurso, interdiscurso, memória discursiva e produção de sentido, entrecruzando com os estudos educacionais e sociais sobre as políticas públicas de ações afirmativas. Compreendendo a linguagem como uma prática discursiva, a análise do discurso revelou efeitos de sentido na construção de saberes e fazeres dos estudantes oriundos de espaços populares impactados pelo programa. Conclui-se que o discurso dos estudantes produz uma discursividade inscrita em enunciados sobre as vivências, trajetórias e experiências quanto ao acesso e permanência na universidade.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Tese de Luanda Rêgo: Perda de calor e desempenho de codornas criadas em diferentes densidades e submetidas a dietas com diferentes níveis de óleo de soja

Tese: Perda de calor e desempenho de codornas criadas em diferentes densidades e submetidas a dietas com diferentes níveis de óleo de soja
Autor(a): Luanda Rêgo de Lima 
Programa: Pós-Graduação em Engenharia Agrícola 
Instituição: Universidade Federal do Ceará 
Publicação: 2019 
Fonte do artigo: UFC 


Resumo: 
As codornas são animais homeotérmicos, ou seja, são capazes de manter a temperatura corporal constante mesmo quando ocorrem variações da temperatura do ambiente. Em países de clima tropical, como o Brasil, as aves enfrentam grandes dificuldades em controlar a temperatura corporal dentro dos galpões. Assim, com o intuito de minimizar os efeitos do estresse térmico, pode-se utilizar estratégias nutricionais, onde se realiza a substituição parcial de carboidratos por óleo baseando-se na redução do incremento calórico da ração por meio do uso dos lipídeos como fonte de energia. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o efeito de diferentes densidades e níveis de inclusão de óleo de soja no desempenho e perda de calor em codornas de corte. Para a condução do experimento foram utilizadas 450 codornas, com 7 dias de idade, alojadas em galpão convencional dividido em 30 boxes. As aves foram distribuídas em delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC) em esquema fatorial 3x2, sendo seis tratamentos com cinco repetições de 14 (215,6 cm².ave-1 ) e 16 (188,6 cm².ave-1 ) codornas. Os níveis de inclusão do óleo de soja foram: 0, 2, 4%. Os dados ambientais, temperatura e umidade relativa do ar assim como os dados fisiológicos, temperatura retal e superficial, foram coletados durante seis semanas. Foi estimada a perda de calor por radiação com o auxílio da termografia de infravermelho. Foi avaliada a concentração de amônia, pH e umidade para caracterizar a qualidade da cama com 21 e 42 dias com o intuito de estimar sua influência no conforto e desempenho das aves. Nesse mesmo período, foi medida a temperatura da cama para observar a variação ao longo dos boxes. Com base nos resultados encontrados, foi constatado que os níveis de inclusão de óleo de soja não afetam o desempenho e rendimento das codornas, bem como não influenciam na perda de calor ao longo do ciclo de vida desses animais. A densidade de alojamento influenciou o consumo de ração, onde as aves criadas na densidade de 188,6 cm2 .ave-1 obtiveram o menor consumo médio da dieta, sem impacto no ganho de peso e na conversão alimentar, possibilitando a criação com maior número de aves por boxe.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Tese de Wallace Edelky: Adubação suplementar com enxofre como atenuador dos efeitos do estresse salino em plantas de alface hidropônica

Tese: Adubação suplementar com enxofre como atenuador dos efeitos do estresse salino em plantas de alface hidropônica
Autor(a): Wallace Edelky de Souza Freitas 
Programa: Pós-graduação em Agronomia/Fitotecnia 
Instituição: Universidade Federal do Ceará 
Publicação: 2018 
Fonte do artigo: UFC


Resumo: 
A alface é uma das hortaliças mais cultivadas no Brasil, difundindo-se praticamente por todo território nacional, inclusive nas regiões semiáridas do Nordeste, onde a água de boa qualidade está cada vez mais escassa. Diante dessa situação, torna-se importante para os setores hortícolas o desenvolvimento de pesquisas e técnicas que permitam o cultivo de plantas com o uso de águas salinas. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da adubação foliar com enxofre em plantas de alface cultivadas em sistema hidropônico e sob estresse salino. O experimento foi conduzido em arranjo fatorial 2 x 3, sendo as plantas submetidas a dois níveis de salinidade na solução nutritiva (0 e 40 mM de NaCl) e a três níveis de adubação suplementar com enxofre (0,0; 1,5 e 3,0 g L-1 ), com quatro repetições. Foram analisados caracteres fisiológicos e bioquímicos e a nutrição mineral da parte aérea das plantas. O crescimento, a fotossíntese e a condutância estomática das plantas foram reduzidos pelo estresse salino, porém, naquelas que receberam o tratamento com enxofre suplementar, essa redução foi atenuada. Em condições naturais de cultivo, o tratamento com enxofre a 1,5 g L -1 também proporcionou um melhor crescimento e desenvolvimento das plantas. O estresse salino aumentou a relação Na+ /K + nas folhas das plantas de alface, porém isso foi menos acentuado nas que foram suplementadas com enxofre. Nas plantas sob estresse salino, os danos de membrana foram menores naquelas adubadas com enxofre, as quais também apresentaram menores teores de peróxido de hidrogênio, maior atividade das enzimas antioxidantes peroxidase do ascorbato e catalase. De modo geral, a salinidade da solução nutritiva reduziu os teores dos nutrientes analisados na parte aérea, porém, para potássio e fósforo, essa redução foi minimizada pelo fornecimento de enxofre suplementar. Conclui-se que a adubação suplementar com enxofre atenuou os efeitos deletérios da salinidade no crescimento e nas trocas gasosas das plantas de alface, e que isso, pelo menos em parte, deveu-se a um sistema antioxidativo mais eficiente, associado a uma melhor absorção de fósforo e potássio e uma menor relação Na+ /K+ .

domingo, 4 de outubro de 2020

Tese de Anânkia Ricarte: Patossistema Cucumis melo L.-Podosphaera xanthii: Variabilidade patogênica, identificação de fontes de resistência e estudo de herança

Tese: Patossistema Cucumis melo L.-Podosphaera xanthii: Variabilidade patogênica, identificação de fontes de resistência e estudo de herança
Autor(a): Anânkia de Oliveira Ricarte
Programa: Pós-Graduação em Fitotecnia 
Instituição: Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Publicação: 2019
Fonte do artigo: UFERSA


Resumo:
Dentre as enfermidades que ocorrem no meloeiro, tem-se o oídio, causada principalmente pela espécie fúngica Podosphaera xanthii. A utilização da resistência genética é a forma mais eficiente para evitar o patógeno. No entanto, a alta variabilidade do patógeno reduz a vida útil das cultivares resistentes, o que dificulta o controle da doença. Tornam-se necessários levantamentos frequentes sobre as raças fisiológicas que estão causando oídio, bem como a identificação de acessos que possuam genes de resistência, com posterior conhecimento sobre o controle genético envolvido, a fim de obter cultivares resistentes às raças prevalentes do patógeno. Diante do exposto, o trabalho teve como objetivos: a) Caracterizar a variabilidade da população de P. xanthii em regiões produtoras de melão no Estado do Rio Grande do Norte; b) Identificar acessos de meloeiro resistentes; c) Conhecer a herança da resistência presente no acesso AM-55 às raças 3.5 e ‘Br06’ de P. xanthii. Foram realizados experimentos no período de 2015 a 2018, nos quais analisou-se isolados monospóricos provenientes de folhas infectadas com oídio em meloeiro cultivado em condições de campo e ambiente protegido. Os isolados foram inoculados em um conjunto de linhagens diferenciadoras de raças de oídio e, com base na resposta de resistência ou suscetibilidade apresentada por cada uma delas, foi possível identificar a raça dos isolados. Foram identificadas as raças 1, 2F, 3.5, 5, ‘Br01’, ‘Br02’, ‘Br03’, ‘Br04’, ‘Br05’ e ‘Br06’, com prevalência das raças 3.5 e 5 causando oídio em meloeiro. Este é o primeiro registro da presença da raça 3.5 no Brasil. Em 2017, 47 acessos que fazem parte da coleção ativa de germoplasma da UFERSA foram inoculados com três isolados de oídio coletados na região de Pau Branco-RN, Alagoinha-RN e Baraúna-RN. Dez dias após a inoculação, as plantas foram avaliadas e os dados foram analisados de acordo com o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis. Foi observada a existência de variabilidade entre os genótipos, os acessos AC-02, AC-32 e AC-59 foram identificados como resistentes, por não apresentarem colonização e reprodução do patógeno. No estudo de herança, utilizou-se os genitores ‘Védrantais’ (suscetível) e o AM-55 (resistente), bem como as populações F1 e F2, obtidas do cruzamento entre os genitores. As plantas foram inoculadas com isolados das raças 3.5 e ‘Br06’, além de avaliadas e classificadas com base em uma escala de notas variando de 1 a 4. Plantas que receberam notas 1 ou 2 foram consideradas resistentes, e plantas com notas 3 ou 4, suscetíveis. Aplicou-se o teste de Qui-quadrado (χ2) na população segregante (F2) para testar o possível modelo genético e ligação gênica por meio da análise da reação na geração F2 às duas raças simultaneamente. A herança da resistência presente no AM-55 às raças 3.5 e ‘Br06’ de P. xanthii é monogênica e recessiva. Os genes que conferem resistência às duas raças estão ligados, e a distância entre eles é de 9 cM.

sábado, 3 de outubro de 2020

Dissertação de Simone Cabral: Políticas Públicas e Poder Local: O conselho que fiscaliza os recursos do FUNDEF como mecanismo de controle social ou de poder clientelístico local?"

Dissertação: Políticas Públicas e Poder Local: O conselho que fiscaliza os recursos do FUNDEF como mecanismo de controle social ou de poder clientelístico local?"
Autora: Simone Cabral Marinho dos Santos
Programa: Pós Graduação em Sociologia
Universidade: Universidade Federal da Paraíba - UFPB
Publicação: 2002
Fonte do artigo: (envio da autora)


Resumo:
A Constituição Federal de 1988 marcou o processo de redemocratização do país, abrindo novos espaços de mediação dos interesses do Estado e da sociedade civil. Os espaços de participação são redefinidos, assumindo um viés institucional. Nesse momento, os conselhos aparecem como um mecanismo deliberativo e com a promessa de assegurar o controle social. A sociedade civil é, então, chamada para acompanhar e intervir nas ações governamentais, como as políticas públicas educacionais. O FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério) é um programa governamental de caráter deliberativo. Instituído em âmbito nacional como resposta do governo federal às reformas no campo das políticas públicas educacionais, privilegia o processo de descentralização dos recursos financeiros para a educação, aqui especificamente, para o ensino fundamental. A sua implementação condiciona a criação do Conselho de Acompanhamento e Controle Social dos Recursos do FUNDEF, o CACS, um mecanismo de controle social, cuja finalidade é garantir o acompanhamento e a fiscalização dos seus recursos pela sociedade. Apesar do otimismo frequentemente depositado nos mecanismos de controle social, dado às experiências bem sucedidas, os limites do seu potencial participativo, particularmente o CACS, é maquiado pelo poder político local, que tem no clientelismo o tratamento tradicional de conduzir a coisa pública. É o caso do município de Apodi-RN.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Tese de Vanessa Morais: Substituição da metionina pela betaína na dieta de Codornas de corte (Coturnix coturnix coturnix)

Tese: Substituição da metionina pela betaína na dieta de Codornas de corte (Coturnix coturnix coturnix)
Autor(a): Vanessa Raquel de Morais Oliveira 
Programa: Pós-graduação em Ciência Animal 
Instituição: Universidade Federal Rural do Semi-Árido 
Publicação: 2018
Fonte do artigo: UFERSA 


Resumo:
A betaína é um derivado do aminoácido glicina, encontrado na maioria dos organismos. Devido sua função como doador de grupos metil e seu baixo custo, tem sido utilizada como substituto parcial a metionina em rações de frangos de corte. Assim, objetivou-se avaliar o efeito da suplementação de betaína em substituição parcial às exigências de metionina+cistina, sobre o desempenho produtivo, rendimento de carcaça e resposta imune de codornas europeias, bem como a viabilidade econômica da inclusão da betaína nas rações. Foram utilizadas 920 codornas europeias, no período de 1 a 42 dias de idade, distribuídas em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos, dez repetições e 23 aves por unidade experimental. Os tratamentos consistiram de quatro rações experimentais, sendo o tratamento 1, uma ração controle a base de milho e farelo de soja sem suplementação de betaína; tratamento 2, ração com redução de 5% da exigência de metionina+cistina sem suplementação de betaína; tratamento 3, ração com redução de 5% da exigência de metionina+cistina com suplementação de betaína e tratamento 4, ração com redução de 10% da exigência de metionina+cistina com suplementação de betaína. Para as variáveis estudadas observou-se efeito significativo (P<0,05) dos tratamentos sobre o ganho de peso das codornas no período de 1 a 21 dias de idade, sendo todos os tratamentos superiores ao tratamento controle. Aos 42 dias de idade, observou-se que todos os tratamentos foram superiores ao tratamento controle para peso ao abate e peso eviscerado. O peso de coxa+sobrecoxa apresentou resultado satisfatório nos tratamentos com utilização de betaína, porém, não diferiram do tratamento com redução de 5% de metionina + cistina sem suplementação de betaína. Não houve efeito dos diferentes tratamentos para consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar no período de 22 a 42 dias de idade. Da mesma forma, os tratamentos não influenciaram (P>0,05) o peso dos órgãos linfoides, fígado e parâmetros sanguíneos das codornas aos 42 dias de idade. No entanto, a análise econômica das rações mostrou uma redução no preço por quilo de ração e melhor eficiência econômica com a suplementação de betaína. Logo, a betaína pode substituir até 10% as exigências de metionina+cistina de codornas europeias, sem comprometer o desempenho produtivo, características da carcaça, qualidade física da carne e resposta imune das aves. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Tese de Pollyana Soares: Levantamento de solos e classificação da capacidade de uso das terras no Projeto de Assentamento Moacir Lucena, Apodi-RN

Tese: Levantamento de solos e classificação da capacidade de uso das terras no Projeto de Assentamento Moacir Lucena, Apodi-RN
Autor(a): Pollyana Mona Soares Dias 
Programa: Pós graduação em Manejo de Solo e Água 
Instituição: Universidade Federal Rural do Semi-Árido 
Publicação: 2018 
Fonte do artigo: UFERSA 


Resumo:
O solo é um dos principais recursos naturais usados nas práticas agrícolas, no entanto, o processo aplicado na sua utilização, pode torná-lo esgotável, sendo necessário determinar o uso e manejo do solo adequado, que só pode ser conseguido por meio do conhecimento dos diversos atributos envolvidos, realizando mediante um levantamento do meio físico. Sendo assim, o presente estudo propôs fazer o levantamento dos solos no Projeto de Assentamento Moacir Lucena no município de Apodi, com sua caracterização morfológica, físico-química juntamente com a classificação da capacidade de uso da terra em comparação com o uso atual. O Projeto de Assentamento Moacir Lucena, RN encontra-se na Chapada do Apodi e foi subdividido em sete áreas representativas para o estudo: Perfil 1 (Área do IBAMA em Recuperação), Perfil 2 (Área da Lagoa), Perfil 3 (Área de Preservação Permanente ou Área do IBAMA), Perfil 4 (Área de Manejo Agroecológico), Perfil 5 (Área Coletiva de Plantio), Perfil 6 (Área Coletiva de Cajueiro) e Perfil 7 (Área Coletiva de Cajueiro 2). Foram coletadas amostras deformadas e indeformadas de solos nas respectivas áreas, nos horizontes dos supracitados perfis e realizadas analises físicas (granulometria, argila dispersa em água, relação silte/argila, densidade do solo, densidade de partícula, porosidade total, grau de floculação), análises químicas (pH, condutividade elétrica, carbono orgânico total, Ca+2, Mg+2, K+ , Na+ , P, Al3+, soma de bases, capacidade de troca de cátions, percentagem de saturação por bases, saturação por alumínio, percentagem de sódio total), teste de infiltração com infiltrômetro de anéis, resistência mecânica do solo à penetração e classificação da capacidade de uso da terra. Os resultados foram analisados submetendo-os a técnicas de estatística multivariada, por meio da matriz de correlação, análise de agrupamento e a análise fatorial com extração dos fatores em componentes principais Os solos foram classificados da seguinte maneira: Perfil 1 (LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Eutrófico argissólico); Perfil 2 (CAMBISSOLO HÁPLICO Carbonático típico); Perfil 3 (LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico); Perfil 4 (ARGISSOLO AMARELO Eutrófico típico); Perfil 5 (CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Eutrófico típico); Perfil 6 (LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico) e Perfil 7 (LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico). De modo geral, os solos são pouco intemprerizados, com limitações físicas referentes a profundidade efetiva e resistência mecânica do solo à penetração. A velocidade de infiltração básica calculada variou de média para o Argissolo (Perfil 4), alta para Latossolo (Perfil 1), muito alta para os demais perfis (Camissolos (Perfil 2), Cambissolo (Perfil 5), Latossolo (Perfis 7, 3 e 6). Ocorreu variação quanto a resistência mecânica do solo à penetração, entre 1332 a 6769 kPa, e sua classificação de baixa a muito alta, mostrando variabilidade para as diferentes profundidades, classes e usos do solo. O assentamento apresenta intensidade de uso considerada abaixo da capacidade, a área em recuperação pertence ao Grupo B, terras impróprias para cultivos intensivos, mas ainda adaptadas para reflorestamento e vida silvestre e, Classe VI, terras adaptadas no caso do assentamento, área de reflorestamento para preservação, com problemas simples de conservação e cultiváveis apenas em casos especiais de culturas permanentes protetoras do solo, a área da lagoa pertence ao Grupo C, são as terras não adequadas para cultivos anuais, perenes, pastagens ou reflorestamento, porém apropriadas para proteção da flora e fauna silvestre, recreação ou armazenamento de água, principalmente no período chuvoso e, Classe VIII, impróprias para cultura, pastagem ou reflorestamento, que podem servir apenas como abrigo e proteção da fauna e flora silvestre, como ambiente para recreação ou para fins de armazenamento de água, a área de uso coletivo e áreas de cajueiros pertencem ao Grupo A, com terras passíveis de utilização com culturas anuais, perenes, pastagens e/ou reflorestamento e vida silvestre e Classe II, terras cultiváveis com problemas simples de conservação e/ou de manutenção de melhoramentos. No entanto, por área de preservação permanente, as áreas do IBAMA, da lagoa e preservação permanente em recuperação não podem ser exploradas economicamente.