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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Dissertação: Interação solo-planta-animal em pastos de capim-mombaça sob efeito residual do nitrogênio

Dissertação: Interação solo-planta-animal em pastos de capim-mombaça sob efeito residual do nitrogênio
Autor(a): Antonio Leandro Chaves Gurgel
Curso: Mestrado em Produção Animal
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
Publicação: 2019
Fonte do artigo: UFRN

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Alunos do MEDIOTEC de Agroindústria de Apodi apresentam Trabalho de Conclusão de Curso

Na tarde de ontem, (16), na Escola Estadual Professor Antonio Dantas ocorreu as apresentações dos trabalhos de conclusão do curso técnico em Agroindústria pelo programa MEDIOTEC da Rede e-Tec Brasil na Parceria entre a Universidades Federal do Rio Grande do Norte - UFRN através da Escola Agrícola de Jundiai - EAJ e Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Secretaria Estadual de Educação e Cultura - SEEC/RN

Fizeram parte da banca examinadora dos trabalhos: Keyla Ferreira, professora Mediadora do curso, Claúdia Câmara, apoio administrativo do pólo de educação a distancia da rede, Eutíkia Morais, técnica da EMATER/RN, Caubí Torres, géografo, Ronimeire Torres, doutora em agronomia, Juvancir Gomes, diretor da Escola Antonio Dantas e Soneth Ferreira, vereadora. 

Os membros da banca parabenizaram os alunos pela escolhas dos trabalhos que buscaram estudar sobre demandas atuais dentro da área de estudo do curso como Segurança no trabalho, Saúde, legislação Ambiental, Uso de agrotóxicos, desperdício de alimentos, embalagem e rotulagem, hortas caseiras, uso de leite de cabra, produtos apícolas, entre outros. 

43 alunos apresentaram seus trabalhos, resultado de dois anos de estudos no curso. Para a aluna Monaline Alves, uma das que apresentaram o trabalho; "É  um sentimento inexplicável, palavras não  é  suficiente para explicar minha alegria, é um passo essencial em minha vida, é  muito mais que uma conquista".

Keyla Ferreira, a professora mediadora, demonstrou alegria na conclusão da turma: “Muito feliz em ver os alunos concretizando o resultado do estudo em que construímos durante esse tempo, agora tenho certeza da missão cumprida, e eles superaram as expectativas” 

Sobre o O MEDIOTEC 
O MedioTec EaD, destinada a jovens de 15 a 19 alunos regularmente matriculados no Ensino Médio da rede públicas de educação. 

Sobre o curso técnico em Agroindústria
O curso Técnico em Agroindústria forma profissionais capazes de implantar, organizar e gerenciar atividades, empresas e instituições ligadas à agroindústria. O profissional formado deverá realizar atividades ligadas ao processamento de produtos de origem animal e vegetal, com a qualidade exigida pelo mercado, em condições de segurança e higiene, respeitando a legislação vigente, controlando o impacto ambiental da atividade.

Veja fotos: 














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quinta-feira, 11 de abril de 2019

COOPAPI comemora 15 anos de existencia


A Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável celebra amanhã (12) 15 anos de existência e te convida para para celebrar esse momento.

Dia: 12/04/2019
Hora: 08:00h
Local: Sede. Rua Sebastião Sizenando, 263, Apodi RN

COOPAPI participa de projeto aprovado no CNPq de tecnologia social na apicultura

Na tarde de ontem, terça (10), no Auditório Padre Teodoro, sede da Associação dos Mini Produtores de Córrego e Sítios Reunidos – AMPC, no distrito de Córrego,Apodi RN, ocorreu a reunião com cooperados da Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável – COOPAPI, representantes do IFRN e da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento do Rio Grande do Norte - FUNCERN. 

O objetivo da reunião foi sobre o projeto Alimentação e Sustentabilidade: desenvolvimento de Tecnologia Social para proteção das abelhas, produção de alimentos e geração de renda na Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável – COOPAPI, no município de Apodi/RN, aprovado através CHAMADA CNPq/MCTIC/MDS nº. 36/2018 - TECNOLOGIA SOCIAL. 

A reunião serviu para a apresentação do projeto aos atores do projeto, os apicultores. Cada um dos apicultores pode se apresentar e falar um pouco de sua experiência dentro dos movimentos sociais da comunidade e a equipe do projeto coordenado pela Profa. Dra.Erika Araújo da Cunha Pegado detalhou as atividades a serem desenvolvidos no projeto nesta parceria entre FUNCERN, IFRN e COOPAPI.

Breve mais informações.




terça-feira, 9 de abril de 2019

Um resumo de Vivi Poesia - por ela mesma

"O aroma das sementes de alfazema queimando no braseiro de ágata subiu na fumaça, invadiu a casa e anunciou o meu nascimento”.

Era 17 de maio de 1962. Os primeiros anos da infância, de 1962 a 1969, passei na minha aldeia na casa grande do sítio Santa Rosa, município de Apodi. Em um ambiente bucólico, convivi intensamente com a natureza, despertando com o canto dos pássaros ao alvorecer, tomando leite quentinho do peito da vaca, sentindo o cheiro das flores, do mato, da terra, tomando banho de chuva, dando cangapé na lagoa, açudes, córregos e rios. Sob os cuidados dos meus pais, Valdemiro e Mozinha e dos irmãos que me antecederam: Neta, Rita, Gilvan, Socorro, Dilma e Vilma, aprendi a brincar de roda, soltar pipa, fazer bonecas de pano e brinquedos de lata de óleo, caixa de fósforo, catembas de côco e osso de boi. Depois aprendi também a cuidar da casa e dos meus irmãos mais novos: Antônio, Junior e Vanuza. Aprendi a rezar com minha mãe que toda noite reunia os dez filhos ao redor da sua cama e depois ia contar estrelas no céu sem nuvens do Vale do Apodi.

Cresci capturando vagalumes e cigarras, correndo, de pés descalços pelos serrotes, colhendo manga, banana, laranja e cajarana, comendo beijú na casa de farinha e queijo no sótão da casa dos meus avós maternos, Chico Tomaz e Sebastiana. Vivia tangendo cabras e bodes, pastorando o plantio de arroz com um espantalho e invadindo a olaria artesanal do meu avô paterno Pedro Quim, para fazer, com minhas frágeis mãos, a louça usada nos cozinhados das bonecas de pano com as quais brincávamos.

O tempo passava e o alpendre da minha avó paterna, Chiquinha, era uma espécie de refúgio de todos nós. Dali pulávamos o parapeito para subir no pé de cajarana, tão antigo, cuja idade nunca soube, e, para amenizar o calor, o banho era na cacimba no leito do rio seco. No fim da tarde, Vilma e eu abandonávamos nosso trabalho, na palhoça que nos guardava do sol, enquanto cuidávamos do plantio de arroz, para assistir o crepúsculo. Em silêncio, víamos a claridade mergulhar lentamente por trás das mangueiras, coqueiros, laranjeiras, bananeiras, aquilo que, ainda hoje, chamamos pomar da nossa felicidade. No caminho de volta para casa, na hora da ceia, nossos passos, eram dados na cadência do canto dos pássaros que se despediam do dia.

Aos sete anos, em janeiro de 1969, deixamos o Sítio Santa Rosa porque meu saudoso pai, Valdemiro Pedro Viana (in memoriam) fora eleito Prefeito, obrigando a mudança. Fomos então morar numa casa, por ele construída, que estava sempre cheia de correligionários, políticos, familiares e amigos. Ali em frente, minha mãe plantou um pé de castanhola para saudar os novos tempos.

Assim passei minha infância, dividida entre o Sítio Santa Rosa, rasgando meus pés no lajedo de soledade, onde aos domingos íamos brincar de se esconder naquelas pedras e nas ruas da cidade, onde pulava corda, brincava de esconde esconde, bandeirinha e de muitas brincadeiras de roda.

Nos anos oitenta, minha juventude estava contaminada pelos “Embalos de Sábado à Noite”, de John Travolta e os políticos articulavam o retorno da democracia ao país. Naquele tempo vivíamos praticando esportes e dançando nas discotecas, quando fui escolhida o mais belo rosto de Apodi. Em 1982 fui aprovada no vestibular da UFRN e passei a residir em Natal. A faculdade me proporcionou momentos maravilhosos. Muitos congressos, viagens e estágios no projeto Rondon, quando conheci o vale do São Francisco e desfrutei da cultura da localidade de Carrapicho/SE e Penedo/AL. No grande anseio de sempre conhecer mais, fui para Belo Horizonte/MG, em 1987. Na capital mineira estudei na FAFI-BH, concluindo a pós-graduação em Educação Especial. Paralelamente me dediquei a estudar Teatro, na UFMG, onde passei a conviver e beber da fonte da sabedoria dos intelectuais das artes de Minas Gerais.

Em Dezembro de 1988, fui morar em Porto Velho, Rondônia, já casada com o engenheiro civil, construtor e atual empresário ceramista, José Genival dos Santos. Durante 10 anos morei naquela região da Amazônia onde desenvolvi atividades em diversas instituições educacionais e culturais daquele Estado. Neste período viajei muito pelo interior do estado, onde conheci a cultura do homem da floresta, do indígena e do seringueiro. Fui também à Bolívia, onde me deliciei com a típica “parrillada”, acompanhada de uma cerveja “pacenha”. Foram tempos inesquecíveis e de ricas experiências nas terras do Marechal Rondon.

No entanto, a maior conquista em Rondônia, foi o nascimento de Anabele, minha filha. Um dia inesquecível, aquele 19 de Abril de 1989, sob o clima úmido e quente da floresta tropical. Apesar de distantes, aqueles momentos estão presos à minha memória: a floresta encantadora com seus ipês coloridos, os banhos nos rios, os igarapés misteriosos, a diversificação de peixes e os crepúsculos encantadores no rio Madeira. Confesso que tenho saudades desse ambiente, completamente diferente do sertão nordestino, onde nasci e me criei. Uma época de aprendizado e realizações marcantes, onde destaco a participação como Secretária de Estado da Cultura e como integrante da equipe de elaboração do projeto para construção do Teatro do Estado.

As recordações da terra natal e o cheiro do mar são irrefreáveis e no verão de 1998, eu e minha família retornamos à terra potiguar. Natal recebeu de braços abertos e com muito amor a aldeã dos pés rachados da chapada do Apodi. Fiquei então dividida entre Natal e Apodi, onde fui administrar junto com meu esposo a cerâmica Santa Rosa de propriedade do meu pai. Em Apodi, paralelamente, colaborei como assessora da primeira dama Dra. Lourdes Bezerra.

Em Natal, acompanhei todo o desenvolvimento intelectual de minha filha Anabele, graduada em Geologia pela UFRN e passei a integrar os movimentos culturais da cidade, participando de saraus literários, lançamentos de livros, encontros, exposições, seminários, cursos, festivais, tendo colaborado, como voluntária, nos eventos promovidos pelo Memorial da Mulher, da Academia Feminina de Letras do Rio Grande do Norte e da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte – SPVA/RN.

Meus maiores prazeres são a convivência com minha família e bons amigos, ser solidária, ler, ouvir música, tomar um bom vinho e apreciar o pôr do sol e o luar. Atualmente estou presidente da AAPOL -Academia Apodiense de Letras e sinto um prazer especial em viajar pelo mundo, desvendando os mistérios de novas culturas. Dentre tantas viagens que fiz, me encantei com a organização dos Estados Unidos, a Ilha de Fernando de Noronha, Ilha da Madeira, Lisboa, Madri, Paris, Londres, Irlanda, Buenos Aires, Bariloche, Lima, Santiago, Bogotá, Cartagena e suas ilhas do Caribe , a beleza do mar de Cuba, a musicalidade e a alegria de sua gente.
Mais diante de tudo isso o que mais me encanta é minha Santa Rosa.
E agora meu maior prêmio é ser avó de VICENTE.

Neste momento, quero dividir a minha história e festejar a vida. E, como Pablo Neruda dizer: “vivi por viver, vivi”.

Copiado do facebook da Vivi Poesia