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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O caso de Dona Adolfina

Como tudo caracteriza fatos do dia a dia, a crônica da vida registra detalhes com gosto de humor. 

Seu Gaudêncio, homem de elevada moral, trabalhador, modesto e simples com seu ar de humildade, e às vezes astuto, tinha muitas artimanhas. Dona Adolfina, senhora de elevada idade, levada pela afinidade que a ligava a seu Gaudêncio, sempre que passava no escritório deste, pedia-lhe um cigarro, no que prontamente seu Gaudêncio atendia. 

Certa tarde, em que o toque de astultície o dominou, seu Gaudêncio pagou um cigarro e retirou certa quantidade do mesmo, deixando-o pela metade e, cuidadosamente pós um pouco de pólvora e colocou novamente o fumo, marcando o cigarro para distingui-lo dos outros. Como era de costuma nas suas andanças vespertinas, foi à casa de Dona Adolfina tomar café e, consequentemente tirar uma prosa, no que o  cigarro sempre faz companhia. Em exato momento, após o café, Dona Adolfina pergunta: 

- Tem o cigarro, seu Gaudêncio? 
- Tenho! Disse seu Gaudêncio, e em seguida o entregou. 

Durante certo momento, em que o cigarro ia se consumindo, seu Gaudêncio, muito sisudo, fez determinada pergunta; no exato momento o cigarro começou a chiar e estourou exatamente junto de seu Domingos Freire e Dona Lourdes Magrim. 

Inimaginável, por certo, indescritível, a situação de pânico que se criou, antes o fato inusitado. 

Sem mudar de opinião, muito sisudo, seu Gaudêncio, começou a ouvir desaforos, no que prontamente respondeu? 

- A culpa não foi minha, e sim da Souza Cruz! 

A muito custo, com boas palavras e pedidos de calma, os ânimos foram serenando, voltando a tranquilidade. 

Após esse dia, nunca mais Dona Adolfina pediu cigarro a seu Gaudêncio. 

OBS: Seu Gaudêncio é nome fictício do protagonista, no caso o Sr. Geraldo Pinto. 

Por Marcos Pinto – historiador apodiense. 

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