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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Apody - Um culto à história(II) - Por Marcos Pinto

Manancial de personalidades ilustres, com reflexos políticos e sociais nos destinos de Mossoró. No âmbito político as exponenciais figurais de Luis Colombo Ferreira Pinto, Vicente Cunha da Mota e Francisco Izódio de Souza. Na “área da ribalta e no quadro da tela onde circulava as figuras do cinema mudo” – o empreendedor e incansável incentivador da arte teatral e do cinemascópio Francisco Ricarte de Freitas. 
No jornalismo, o Líbero Badató apodiense José Martins de Vasconselos, verdadeiro esgrimista da retórica. Quem não ouviu, ainda, falar de Eusébio Beltrão? – aquele herói que transportava os negros fugidos em sua barcaça. trazendo-os de Areia Branca e Grossos para entregá-los aos abolicionistas mossoroenses? Quem não conhece, ou pelo menos ouviu falar, em Maria Gomes de Oliveira – a primeira reitora do Brasil? 
O contexto sociocultural do povo apodyense se nos apresenta com relevância denodada, dado a civilidade e polidez sempre dispensada aos que pisam aquele solo pátrio. Raimundo Nonato, velho jagunço nas trincheiras do jornalismo, dedicou vultosa importância a cidade do Apody, dentre os quais sobressai-se o Coronel Antonio Ferreira Pinto, espargindo luz às páginas do livro “A zona do pôr do sol”. 
Apody, a exemplo de Mossoró teve forte influência do comércio aracatiense, evidenciada nas páginas de “O Mossoroense”. Numerosos comboios partiam da cidade oestana rumo a cidade de Aracati, à época o mais importante empório da capitania do Ceará. Desse intercâmbio comercial surgiu o entrelaçamento familiar dos “Pintos” do Apodi com as famílias aracatienses Correia Lima e Bezerra de Menezes. 

Os liames genealógicos estão assim representados: Casamento de D. Alexandrina Gomes da Silveira (filha do Capitão Vicente  Ferreira Pinto e D. Maria Gomes da Silveira) com o cidadão Joaquim de Oliveira Correia Lima,  comboieiro que veio dar com os costados no Apody (filho de Manoel Lopes de Oliveira e D. Thereza Maria de Jesus). O enlace ocorreu em 23.01.1857 na Fazenda “Sabe-Muito” (Caraúbas), de propriedade do irmão de D. Alexandrina, o capitão Alexandre Magno D’Oliveira Pinto, que serviu de testemunha juntamente com seu irmão Capitão Vicente Ferreira Pinto Júnior. Quem passar por Caraúbas e não visitar o imponente casarão do “Sabe-Muito”, com 16 compartimentos, incorrerá em omissão histórica. 

Do comércio Joaquim de Oliveira Correia Lima e D. Alexandrina Gomes da Silveira adveio o filho Antonio Lopes Correia Pinto, casado com a prima Maria Olímpia de Oliveira, que por sua vez são pais de Philástrio Lopes Correia Pinto(nasceu em 18.07.1899 – avô de Maria Emília Lopes), casado com sua prima materna D. Arminda de Oliveira Gurgel(D. Miund – nasceu em 03.12.1895), filha de José Oliveira Gurgel do Amaral e Joana Rosenda de Oliveira (filha do capitão Sebastião Celino D’Oliveira Pinto). Philástrio casou em 02.01.1919. Tivemos ainda o casamento do Sr. Joaquim Bezerra de Menezes com D. Joaquina Olímpia de Oliveira (filha do capitão Sebastião Celino D’Oliveira Pinto). Resumindo: “Seu Philástrio era neto dos dois Joaquins de Aracati – o Correia Lima(paterno) e o Bezerra de Menezes(materno). 

Objetivando exorcizar memórias, como forma de preencher os vazios de evocações intransferíveis, complemento o legado histórico-familiar, oriundo de Aracati, trazendo a lume o enlace de 04 Gurgéis do Amaral(irmãos), nascidos em Caraúbas – filhos do aracatiense Cândido Gurgel do Amaral e da caraubense D. Ana Mafalda de Oliveira (filha do Tenente-Coronel Antonio Francisco de Oliveira e Mafalda Gomes de Oliveira). Há que se ressaltar que esses 04 irmãos casaram-se com 04 irmãs, suas primas maternas, filha do capitão Alexandre Magno D’Oliveira Pinto e D. Francisca Romana de Oliveira (bisavós maternos do Monsenhor Walfredo Gurgel). Denomino-os de Geração do “Sabe-Muito”. Eis o tratado genealógico: Vicente Oliveira Gurgel do Amaral – casado com Maria Inocência de Oliveira em 21.12.1874; José Oliveira Gurgel do Amaral – casado com Isabel Alexandrina de Oliveira em 21.12.1874; Cândido Gurgel do Amaral Pinto – casado com Catarina Alexandrina de Oliveira em 29.06.1878. 

“Tem esta, nas informações genealógicas excelentes meios de, com segurança, esclarecer fatos e conhecer homens, coisa indispensável à obtenção da verdade histórica – o seu máximo objetivo.  

Por Marcos Pinto - historiador, advogado e Presidente da Academia Apodiense de Letras 

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