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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Apody - Um culto à história(I) - Por Marcos Pinto



Aldeia dos índios Paiacus, fundada em 10 de janeiro de 1700, pelo Padre jesuíta Felipe Bourel. O alvará régio de 23 de novembro de 1700 mandava dar à aldeia uma légua de terra em quadra, confirmada depois pelo Desembargador Cristovão Soares Reimão. Na légua de terra desta aldeia se acha hoje a cidade do Apody. 

Relata o padre Felipe Bourel, que no dia 16 de março do ano de 1700 os Janduins, inimigos dos paiacus e brancos assaltaram ferozmente a aldeia. Houve 73 mortos e 80 cativos. A aldeia tinha mais de 600 almas. 

A fundação do Rio Grande do Norte ocorreu entre os anos de 1597-1606. Para a conquista foi encarregado Manoel Mascarenhas Homem, Capitão-Mór de Pernambuco. Objetivando povoar os sertões da Chapada do Apodi, à época denominada “Podi dos Encantos”, subdividida em “Podi de Fora” e “Podi de Dentro”, foram efetuadas numerosas doações de sesmarias a famílias pernambucanas, daí a maioria da população apodiense ser oriunda daquele Estado. Dentre essas família destacam-se: Beltrão, Bezerra Cavalcante(Da freguesia de Tracunháem), tronco genealógico do ex-ministro Hélio Beltrão, neto do apodyense Eusébio Beltrão – Tronco genealógico de Hugo Pinto; Pinto(que subdividi-se em Ferreira Pinto, Gomes Pinto, Oliveira Pinto e Correia Pinto); Freire da Silveira e Freire de Oliveira – tronco genealógico de D. José Freire de Oliveira Neto; Régis Cavalcante; Cavalcante D’Albuquerque; Souza Campelo, Varela Barca, Rêgo Barros; Rêgo Leite; Nogueira de Lucena e Góis Nogueira(Cambôas); Ricarte de Freitas; Holanda Calvacante; Roiz; Gomes da Silveira; Soares da Silveira – tronco genealógico de Rubens Pinto; Batista de Melo; Moreira de Souza; Ferreira Maia; Rosário; Pamplona; Ferreira da Mota; Souza Barra; Solano Barros; Santana Travessa; Da Matta Ribeiro; Pereira da Costa; Alves de Oliveira; Paula Praxedes, etc. 

A trajetória política da família Pinto tem seu nascedouro em 1817, quando o Capitão Vicente Ferreira Pinto passou a chefiar o Partido Conservador, com sequência histórica de 166 anos, e com desfecho em 1963. Em que pese a parcialidade, honrou-me a sobremaneira a constatação, nas pesquisas encetadas, de que a família Pinto nunca praticou caudilhagem de paróquia. Família essencialmente patriarcal, constituída de “homens de palavras fortes que nem o sol da seca”. 

O Coronel Francisco Ferreira Pinto(Avô do Dr. Chico Pinto) erradicou aquela vinculação que julgam necessária entre coronelismo-desmandos-mandonismo. A sua trajetória literalmente ascendente o vinculava a uma virtual disputa pelo Executivo Estadual. Assassinaram-no covardemente a 02 de maio de 1934. 
Os Coronéis Lucas Pinto e Francisco Pinto deram, no transe amargo e angustioso por que passaram, as demonstrações mais cabais de uma resistência, de uma impavidez, de uma bravura cívica de que só são capazes os povos superiores e civis. 

Por Marcos Pinto – historiador, advogado e Presidente da Academia Apodiense de Letras.

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