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sábado, 5 de julho de 2014

Quincas Amarelo, um homem de coragem

Entre as histórias que são contadas sobre figuras da terra apodiense, há umas que, pela sua singularidade, ficaram na nossa memória. O aspecto aqui analisado, diz respeito à coragem de uma pessoa que, há bastante tempo, deixou o nosso convívio. 

De suas viagens para as regiões palúdicas da Amazônia, Joaquim Ferreira de Lima voltou certa vez ao Apodi, com sinais de quem não estava gozando saúde. Fora vítima do impaludismo. E em razão de sua cor amarelada, provocada pela terrível doença, tomo o nome de Quinca Amarela. 
Baixo, atarracado, bom na queda de corpo e na rasteira, Seu Quinca, como também era chamado, tinha fama de corajoso e valente, sem nunca haver matado ninguém. 
Morando num Sítio próximo à cidade, o velho Quinca não perdia forró nas redondezas, onde se dava ao jogo de bacará e bebedeiras. 

Uma noite, ao retornar a casa, foi agarrado por uma turma de gaiatos. Queriam apenas testar a coragem de Quinca Amarelo. Já no chão , subjugado pelos rapazes, num deles lhe disse: “Você tem fama de valentão, velho covarde, mas agora vai morrer”!

E exibindo-lhe uma enorme faca, perguntou: “Onde quer que eu fure” Estrebuchando, maldizendo os agressores, o velho Quinca respondeu: “Fure no (...) da mãe, filho de uma (...)”. 
Reconhecendo a coragem do homem, o libertaram e fugiram correndo. 

Fonte: Histórias e Vultos de Minha Terra - Válter de Brito Guerra(1985) 

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