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domingo, 19 de janeiro de 2014

Teodora Beltrão

TEODORA MARIA DE FREITAS, mais conhecida por "Teodora Beltrão", nasceu no ano de 1888 no Sítio "Pé-de-serra", no sopé da serra de Apodi. Era filha  legítima de Luís Manoel de Rosário e de  Maria Vicência de Jesus. Casou-se com o senhor João Batista de Almeida, vulgo João Beltrão.  Quando solteira, Dona Teodora tinha o nome civil de TEODORA MARIA DE FREITAS. Era tia materna de Sêo Antonio dos Reis Magos da Costa - Sêo ANTONIO DO CASADO, pai de Simão Nogueira Neto, ex-prefeito de Apodi, como também tia materna de Toinha de Guilherme, antiga professora de Datilografia, e de Zé de Guilherme.

D. TEODORA casou no dia 14 de Outubro de 1914 com JOÃO BATISTA DE ALMEIDA, popularmente conhecido como "JOÃO BELTRÃO", filho natural de Joaquina Maria da Conceição, por sua vez filha natural da escrava GERMANA, pertencente ao Sr. Francisco Ferreira Lima. JOAQUINA casou com Vicente Ferreira da Silva, vulgo Vicente Beltrão, filho natural da escrava SABINA, pertencente ao Professor pernambucano radicado em Apodi Joaquim Manoel Carneiro da Cunha Beltrão. Era comum os escravos adotarem o nome familiar de seus donos/amos. Vicente Beltrão era irmão de Lúcio Agostinho da Silva, pai de Tião Lúcio, por sua vez pai do Prof. Raimundo Pereira e Auxiliadora Silva Maia (Dodora de Tião Lúcio). Como se depreende pelos apontamentos genealógicos citados, houve o casamento entre os filhos de escravos JOAQUINA e VICENTE, sendo certo que constituíram famílias afrodescendentes. João Beltrão era antigo Carteiro dos Correios e Telégrafos, tendo sido o primeiro carteiro da Agência dos Correios, fundada em 1914. 

De tempos em tempos João Beltrão era acometido por acessos de debilidade mental, quando ficava andando à esmo pela zona rural, geralmente pelas terras dos sítios que margeiam a lagoa de Apodi. Era-lhe sempre dispensada atenção caridosa da alimentação, pelos proprietários dos sítios. Dispensado do emprego nos Correios, João Beltrão passou a trabalhar como porteiro do Grupo Escolar "Ferreira Pinto", cargo em que foi aposentado. João e Teodora foram pais de uma única filha, que ainda vive.

Segundo o grande historiador apodiense José Leite, em sua celebrada obra “Flagrantes das Várzeas de Apodi”, a senhora Teodora Beltrão, foi uma exímia costureira tendo sido uma das mais requisitadas pela população apodiense nas décadas de 40 a 50 do século passado. Suas especialidade era costurar roupas masculinas. 

Ela residia no “Alto da Theodora Beltrão” que ficava na saída para o Sítio Córrego. 

Fonte: Paisagens Femininas de Apodi - Maio de 2006 - Vilmaci Viana
Marcos Pinto - historiador apodiense. 

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