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sábado, 24 de agosto de 2013

Poema do vale encantado - Manoel Georgino

Já é madrugada... acordo com gritos...
A diversidade brinca ao nascer do sol
E os raios que surgem do espaço infinito
Invadem a janela num lindo arrebol.

Entranho-me na mata à procura de paz
E nela me alegro como um passarinho
Me abrigo nas sombras e o prazer me traz
A diversidade num gigante ninho

O duelo de cordas vocais e frenéticos
Travado na saga da mãe natureza
Me mostra o reflexo de bancos genéticos,
Que encontram na terra sua real firmeza.

Eu durmo nas sombras, mas sonho espantado
Eu acordo com o alerta do bosque chorando
Sob os galhos secos eu choro plantado
Ao ver as espécies em alerta lutando

Sob galhos verdes eu fico encantado
Ouvindo a “orquestra sinfônica” tocando
O frêmito das árvores eu ouço assombrado
Mas vejo a paz do futuro chegando

Os raios de ouro invadem minha cama
Pupilas dilatam no quente verão
A pele se queima na ardente chama
As plantas se curvam murchando no chão

O orvalho cai... vai regando a grama...
Bezerros escaramuçam no pátio molhado
O bule na chapa sofrendo com a chama
Só para aquecer meus lábios gelados

No roçado a enxada untada na lama
Fura o meu chão... enterro a semente...
O arado rasga e protege a planta
Tornando o camponês herói e valente

No alpendre o chapéu de abas amassadas
Pendurado repousa aguardando o calor
Do sol que aparece deixando as chagas
Na pele sofrida do agricultor

Com a chuva serena vem o verde manto
E faz renascer na terra a esperança
Vem o colorido formando o encanto...
E a mãe natureza pra sempre descansa

Caminhando vem descendo do monte
Trazendo a paz e a prosperidade
No alto escorrega o líquido da fonte
Pra matar a sede da diversidade

Voando do alto a ave agradece
À volta do verde no horizonte guardado
Mas o trágico homem novamente esquece
E destrói todo o verde da vida plantado

Obra: Encanto do Meu Sertão
Escritor e poeta: Manoel Georgino 

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