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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Verso sufocado - Paulo Filho Dantas

“Noite fria estrelada
Com luar, sem nuvem
Na rua um penugem
A queria encantada

Para eterna filosofia
De esquina, a madrugar
Em matina a acordar
Face interna da utopia

Não é o querer
Todo do alienado
Lodo alicerçado
De não amanhecer

Mas a etapa é passageira
E a coragem não finda
Na garagem linda
Da mata rasteira

É o verso sufocado
Na garganta do improviso
Há quem garanta se possível
O inverso desejado

De amor, de candura,
Do alívio, do eterno,
Do vício, do inverno,
De sabor, de ternura’’.

Copiado do: Caminhos do Meu Ser

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