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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Libertinagem - Paulo Filho Dantas

“Ébrio caminho do destino,
Abraça-me com teu sopro
Ventania afaga em maroto
Os lisos negros cabelos
Da virgem Poty cândida
Zéfiro solitário do divino,
Sou teu ser seguidor,
Deixo tudo por ti, amor
Para tocá-la aos selos
Durante aquela embriaguez lânguida

Maior que tudo o que amo
É minha infinita vontade de amar
Aquilo que sentimos ao encontrar,
Ômega natural num todo acabado
Se deleitando no ímpar prazer
Que essa vida proporciona ao chamo
Que une, num só, duas alfas
Iniciadoras estrelas d’ alvas
Um ao outro já acariciado
Transformar-se num único ser

Amadurecido pelo impassível tempo
O corpo é fruto adocicado
Açucarando mais quando desflorado
Numa dimensão espacial incalculada,
Fonte da represa do querer,
A vida carrega um lamento
Consigo um choro cabal,
Sem lágrima um olho fatal
Lança-te uma última olhada
Sobre o seu nu ser

Seus beijos, meu desejo maior
Libertinagem imensa que ferra
Um peito combatido e enterra
Minhas ânsia mais loucas,
E as mais profanas vontades
Sabendo íntimos segredos de cor
Ao disfarce inescrúpulo da vida,
Acordada, parecendo adormecida
As paredes do coração envoltas
Aprisionando nossas liberdades’’.

Copiado do: Caminhos do Meu Ser

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