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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Império do amor - Paulo Filho Dantas

“Vejo em seu olhar
A mais pura poesia
Ao ver-te de longe
Entontecia-me, seduzia
Ao de perto palpitar.

Vento que alivia esse fogo
Do teu corpo ao meu queimar,
Que manchado, ferido e marcado
Sempre quer outra chama tua apagar.

Teus cabelos soltos ao vento
Ondulas firmes e fortes
Num movimento hipnotizante
De ida e volta rumo norte
Causa desejos sádicos, delirantes,
Carcomem a ferrugem já cessante.

O sentimento incontrolado
Domina a matéria imortal,
Transforma o corpo,
Engana a alma
Teu amor é sobrenatural
Devaneio não sonhado.

É mais que o pensar,
Mais real do que o sentir,
Mais gostoso que o sorrir,
Mais sublime que o sonhar.

Beijar-te é entorpecer-me
Nas montantes fantasiosas,
Criadas no solitário ego
Dessa mente fértil, caudalosa,
Minha e tua, tua e minha,
Onde todo rei necessita rainha
Sou teu, tu és malandrinha,
Água, fonte límpida esplendosa.

Se tudo na vida tem significado,
Se as ações representam o querer,
Os ideais não poderão ser julgados,
Fantasmas são ilusões do viver,
Encantos do desconhecido assombrado
Força, esperança dum novo amanhecer.

Todo o sentimento não cabe no coração
E ficando supercarregado,
É arriscado explosão,
Dinamites, ogivas e arsenais
Guerreiam corpo-alma com emoção,
Combate com carinho, ternura e calor
É a base da nossa vitória
Quem vencerá: o império do amor’’.

Copiado do: Caminhos do Meu Ser

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