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segunda-feira, 13 de maio de 2013

À Niezstche - Paulo Filho Dantas

“O raio que me parte
Me enche de aurora voz
Desafiando o que se pensa
Naquilo em que sentimos.

Frio crivo de punhal
Em madrugada de suores,
Queria eu ter descoberto
Aquele tesouro que em ti

Ficou escondido como o céu
Avermelhado que se plumbeia
Em luzes que adentram
O olhar vago e cansado.

Na cidade onde tudo quase
Acontece guiado pelas forças
Regrantes da triste vida
Desumana e desalmada.

Por bilhões de vermes que
Simplesmente só querem
Viver e passar bem
Que culpa tenho eu?

Se sou impar e capaz
De ir além do horizonte
Onírico que confunde
As pobres e sofríveis almas?

Ah! Quão vago és o amanhecer
Para todos os pares
Que seguem os preceitos
De uma moral diversificada.

Mal sabem que suas forças
Exaurem ininterruptamente
Tempo a tempo, horrível pesar
E aquilo por eles chamado.

De vida dissipa-se além
Para todo o mal ou
Para todo um bem
Incompreensível porque.

Todos eles estão
Marcados pelo dedo
Do vindouro destino
E quando se lembrarem

De pensar o sentido
E o verdadeiro valor
Inserido na razão
De um proveitoso viver,

Será demasiado tarde
E assim tudo sonhado
Foge, voa, se distancia
Para além do bem e do mal’’.

Copiado do: Caminhos do Meu Ser

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