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sexta-feira, 17 de maio de 2013

A canção de ontem - Paulo Filho Dantas

“A canção de ontem nos fala
De uma juventude corrompida
Que em seus sonhos adormecidos
Buscam compreender as injustiças da vida,
De um jovem latino-americano
Que trava guerra diária com a sociedade,
Lutando e acreditando em sua estrela,
Criticando abertamente essa humanidade.

A canção de ontem nos alerta
Sobre os espinhos colocados nos caminhos
Daqueles camaradas ‘rebeldes’ e independentes
Que aprendem na história o ciclo eterno sozinhos,
Não sujeitando-se ao sistema, luxúria e capital,
Ouvindo a voz interna da inquietante mente,
A mesma do mundo equilibrado e justo
E não este, sórdido que sóbrio na pele sente.

A canção de ontem é a mesma
Do passado, presente e futuro,
É a melodia do excluído coração
Que ama a causa do homem imaturo,
Diz sobre dignidade e cultos valores,
Da resolução dos simples problemas
Fazendo formar batalhões firmados
Dispostos às armas, brasões, emblemas.

A canção de ontem será a mesma,
Porque enquanto existir ações contrárias
À razão universal originadas das emoções gananciosas,
Os corpos guerrilheiros presenciaram lendárias
Frentes solidárias às paixões mundanas
Estimuladas pelos ensinamentos seculares
Dos grandes mestres em seus jazigos
Que também ofereceram seus sangues capitulares.

A canção de ontem nos impele
A sorrir amareladamente a realidade
Que nos consome os veios abertos,
Sugando nossas forças sem piedade,
Devorando as cabeças pensantes,
Destruindo lares, famílias e esperança,
Assassinando reflexões que imbuem coragem
Crença nos astro, em si mesmos enraíza confiança.

A canção de ontem se traduz
Hoje nas armadilhas do inimigo
A favor da profecia na alma escrita,
Na tentativa do amanhã dissertar: eu consigo!
E o triunfo da vitória se espalhará
Como solo fino elevado pelo vento
Que vaga sentindo a brisa do destino
Em memória honrada do herói no alento’’

Copiado do: Caminhos do Meu Ser

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