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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sertão - Paulo Filho Dantas

“É seca que fere
Corações lutadores,
É sol que escalda
Incansáveis sonhadores,
É ferro que ferra
A honra dos trabalhadores.

Sou filho da terra,
Vejo grandes plantações
E terá ardendo
Desde os tempos de menino
Em imensos mutirões
Vamos lutando, aos poucos morrendo
Êta sertão nordestino.

Convivi entre os guerreiros,
Vi choro, vi esperança,
Vi abraço, vi ternura,
Vi conflitos, vi crianças,
Vi gente precisando
De colo, de candura.

Se a chuva não vier?
O que lá em casa direi
Quando eu voltar?
Insistir? Desistir?
Quem sabe partirei,
Quem sabe vou sonhar.

Êta sertão nordestino
É terra seca,
É solo quente,
É chuva que não chega,
É povo carente.

Chuva, sol,
Inverno e verão,
Carregamos do passado a cicatriz
No Nordeste, o sertão
Tudo isso em significado
Êta povo marcado,
Êta povo feliz.

Nordeste de cabra macho,
De caboclo sonhador,
De sol quente escaldante,
De violeiro cantador,
De gente bonita e forte,
De homem que não teme morte
De povo valente, lutador.’’

Copiado do Livro: Caminhos do Meu Ser

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