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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Fluídos Ardentes - Mônica Freitas

 
Fervem-me o sangue e tiram-me o sono.
Enaltecem-me a alma e levam-me ao extase.
Produzem prazer, mas tiram-me a calma

A eles, penso que consumo.
Quando não os tenho no desespero sumo.
Me assanho, enlouqueço, me distraio e esqueço
de que eles fazem me perder no rumo.

Triste realidade vejo ao despertar.
Que droga! Que vida vem se consumar.
Fluídos ardentes quero abandonar
Não posso, me escondo
Ah como eu queria deles me fastar!

Meu mundo se fecha, já nem sei sonhar.
Por isso eu clamo: não queiras entrar
nesse mundo ardente que enaltece a alma,
que leva ao êxtase e produz prazer.

Ele te seduz, faz apaixonar,
mas, no fim de tudo a festa se vinda,
o amor se abala, se esfacela e morre,
seu corpo padece, sua vida se finda.


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