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terça-feira, 23 de abril de 2013

De repente amor - Paulo Filho Dantas

“Ainda que tente agora,
Ainda que a vida leve
Fazendo sol ou neve
Meu coração, mole implora.

Pelo sorriso belo, inocente,
Pela vida breve passada,
Pelo vento da emboscada
Atirado em lua carente,

Nossa luta está declarada,
Nosso emblema brasão silente
Em um dia de noite gelada.

Carrega uma luz candente
Entre mil destaca eloquente
Viva raiando a madrugada

Com ele vivemos a sonhar,
Há sempre um disto alguém
À procurar por um também
Que te sacie em necessidades,
Por dentro arde em carinhos
E como ele saber haver sozinhos
Seres ávidos de paixões, vontades.

Sem o amor não haveria vida
E para que, sem desejos viver?
A memória talvez sempre esquecida
Não recordaria o passado prazer,
É o fogo transbordando emoção
É pira louca devorando coração
Dando a humanidade um sentido,
Pois quem não amor, não vivei,
A sua vida passou, se perdeu
Só vegetou, nunca correu perigo.

O amor é risco que corremos,
É o desconhecido que a pena
Tem valor, jamais esquecemos,
Tornar-se belo, primorosa cena,
Dois seres ofegantes de prazer,
Querendo, desesperadamente, viver
Estonteante olho mirando brilhar,
A vida é o amor que floresce
Em jovem tarde se entristece
Pela certeza de alguém esperar’’.

Copiado do Livro: Caminhos do Meu Ser

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