Pesquisar neste blog

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cor de luar - Paulo Filho Dantas

“Até a lua teima em esconder
O seu mais belo brilhar
E os meus olhos chorar
Estão pela saudade sentida
Da tua voz tão carinhosa,
Da pele sua macia e pomposa
Que me reanima e traz vida.

Até a lua teima em esconder
Minha cabeça não consegue lembrar,
As palavras se teimam negar
Os versos que eu tinha outr’ora,
Mesmo assim sinto cheiro teu
Que quiça no universo perdeu
O prazer vivido com ti, senhora.

Até a lua teima em esconder
Aquela palavra inda pronunciada,
Pela boca sensível e encarnada
Embelezada de encanto em flor
Dela mil juras poderia fazer,
Por ela não há como escolher
É só viver, sentir, respirar, amar

Até a lua teima em esconder
A velha infância sem sofreres,
Fantasiada por criaturas, seres
Magníficos sem ímpar comparar,
Grãos fantasmas foram sumindo
E chegando o sorriso lindo
De bela moça, noite à sonhar.

Até a lua teima em esconder
Os negros olhos que conspiram
Iluminar estrelas que deliram,
Investir contra quem cruzá-los
Nem o mar azul ousa contemplar
Diretamente seu hipnótico olhar
E os lábios que invitam beijá-los.

Até a lua teima em esconder
Tua aura de extrema candura,
Sua fascinação ínvia, pura
Que põem paixão ao regro
Dos ditames loucos da emoção,
Sentimentos emanados do coração
Rendidos pelo fito, olhar negro

Até a lua teima em esconder
A boca que chama o desejo,
Selando o convite com beijo,
Atiçando todo corpo em calor,
Mil pensamentos assanham minha
Razão de ser assim em linha
Dou-te doce vida como penhor.

Por que a lua quer esconder?
De mim toda sublime beleza
Se sem ela tudo é só tristeza
E em meu peito palpita a dor?
Quero vê-la na fria madrugada
Para fazer poemas de serenata
Iluminadas por tua luz, tua cor’’.

Copiado do Livro: Caminhos do Meu Ser

Nenhum comentário: